Fallen angel
10 Capitulo 10 : O primeiro dia de aula.
Notas iniciais
Enquanto Deker e Luna entram na escola junto com PH, Gabriel e Ikaros estão parados na entrada, então Gabriel diz :
— Ikaros, eu queria te perguntar algo desde ontem, mas minha irmã acabou me ligando na hora.
— O que seria, Gabriel ? – Pergunta olhando para o homem cruzando os braços.
— Ikaros, você já estava pensando em fazer o Deker em seu sucessor ? – Indaga serio e olhando como estivesse o julgando.
— Como assim ? Eu nunca pensei isso. – Responde desviando o olhar de seu amigo.
— Ikaros, você ensinou varias técnicas de luta, controle de VP e poderes mágicos, também deu o animal guardião da família Mamon para ele em forma de Pug, você acha que sou burro ? – Retruca bufando impaciente.
— Tudo bem, eu já estava pensando em fazer isso desde que ele fez onze anos, quando ele beijou a Mia na porta da minha casa. – Responde rindo ao lembrar da cena. – Pior que eles acham que eu não sei disso.
— Só isso ? – Questiona o julgando e revirando os olhos.
— Tá bom, eu gostei dele desde que o vi lutando contra alguns meliantes mais velhos quando ele tinha sete anos, eu já o conhecia mas nessa hora eu tive muita vontade de treina-lo e ainda somou que nessa época meu filho me deu uma facada e virou o herdeiro do Lency.
— Isso foi muita sacanagem dele. – Comenta o anjo dando um leve sorriso.
— Por que você tá sorrindo ? Isso é triste. – Retruca surpreso.
— Ikaros, fala a verdade, seu filho não seria um sucessor no mesmo nível que o Deker. – Comenta sério. – Ele lembra você um pouco, na real, ele te vê como um exemplo de homem.
— Nossa, eu não sabia. – Diz coçando a nuca envergonhado.
— Mas diga, você sabia que o Deker era uma anjo caído ? – Pergunta olhando para o céu.
— Na realidade, eu não sabia. – Responde olhando para o céu junto com seu colega. – O céu está lindo hoje, não acha ?
— Sim está, mas se você não sabia como ia fazer para ele virar seu sucessor ? – Indaga voltando a olhar para Ikaros.
— Eu ia molhar a mão da morte para ele vir para Aether como demônio. – Responde coçando a nuca. – Mas seria bem difícil fazer isso, não acha ?
— Seria bem difícil, mas vamos deixar essa conversa só entre nos. – Pede passando a mão pelo os seu cabelo castanho claro.
— Tudo bem, então vamos entrar na escola ? – Pergunta olhando para o local.
— Mas é claro. – Responde andando até lá.
Enquanto isso, dentro da escola, Deker está andando por um corredor ao lado atrás do seu primo, repara que todo mundo olha para ele como estivessem o fuzilando com os olhos, o garoto dá uma sorriso e escuta Oramasa na sua cabeça :
— Nossa, parece que todo mundo está olhando para você. – Comenta rindo. – Parece que você tá famoso.
— Você acha ? – Retruca desconfortável com os olhares. – Eu acho que eles querem me matar.
— Eu também.
— Mas já estou acostumado. – Responde tentando ignorar as pessoas a sua volta como estivesse diminuindo o seu campo de visão e apenas Luna e seu primo ficavam no seu campo.
— Nossa, como você fez para seu campo de visão ? – Pergunta surpreso.
— Técnica de combate, senhor Ikaros me ensinou. – Responde com um sorriso. – Mas preciso ter muita concentração.
— Bom, é o que parece mas por que você disse que estava acostumado com os olhares ?
— Bom, eu sempre joguei futebol e quando jogava com a torcida adversaria olhando para mim. – Responde feliz ao lembrar da época que jogava futebol.
— Nossa, por que eles olhavam como quisessem você morto ? – Questiona Oramasa muito curioso com a resposta do parceiro.
— Apenas uma escola era assim, a escola católica dos Três Arcanjos. – Responde esboçando um sorriso. – O time dele era chamado como a geração abençoada, mas um dia três jogadores chamados de as três santidades vinda de uma escola da zona oeste e acaba os vencendo.
— Nossa que história, quem são essas três santidades ? – Pergunta animado com a história.
— Bom, uma sou eu, a outra é o PH e a última é o Lucas. – Responde orgulhoso.
— Nossa que legal, mas você deveria voltar sua atenção para seu primo, não acha ?
— Verdade, depois a gente se fala Oramasa. – Se despede votando sua atenção para o que está ao seu redor.
— Tchau, parceiro.
Deker volta a prestar a atenção a sua volta e repara em Luna, que estava muito envergonhada e então ele diz :
— Ei Luna, certo ? – Indaga olhando direto nos olhos dela. – Tudo bem ?
— Sim. – Grita assustada com o olhar do garoto. – Por que ?
— Você parece estar nervosa e envergonhada. – Responde sem jeito.
— É que a primeira vez que estou andando sem minha irmã e isso me deixa mais envergonhada. – Responde com um sorriso lindo que faria qualquer garoto se derreter por dentro.
— Nossa, não sabia. – Diz coçando a nuca. – Mas não precisa ligar para esses olhares.
— Mas eles ficam olhando para cá. – Reclama abaixando a cabeça. – Não estou acostumada.
— Ei, tudo bem com tempo você se acostuma. – Comenta com um sorriso. – Você vai ficar bem.
— Como você faz para não ligar com os olhares ? – Questiona curiosa.
— Bom, é só não ligar. – Responde sem graça sorrindo. – Eles só olham não vai fazer nada com você, né ?
— Bom, falando assim não é tão ruim. – Afirma com um sorriso fofo.
— Você sempre foi bom com as palavras Deker. – Comenta PH que estava observando tudo.
— Valeu, primo. – Agradece sorrindo, sem graça e colocando a mão na nuca.
— Bom, podemos começar as explicações ? – Questiona parando na frente do pátio cheio de arvores, gramas e flores. Ele ficava no meio do prédio gigantesco que dava volta no pátio.
— Nossa, que lindo. – Comenta Deker maravilhado. – É mais lindo do que a noite.
— Eu acho aqui mais lindo a noite. – Retruca Luna. – Eu gosto da luz da lua passando entre as árvores.
— Nossa, parece que você gosta da noite. – Comenta Deker sorrindo.
— Sim, eu gosto. – Responde mexendo no cabelo prateado envergonhada.
— Bom, posso começar a explicar ? – Pede cabisbaixo por ficar parado em pé na frente daqueles dois que não paravam de conversa.
— Sim, pode sim. – Responde os dois com pena do garoto que tentava começar a explicação.
— Bom, essa escola foi feita pela terceira geração dos setes pegados capitais, dos três arcanjos e do rei de Ether com o fim de criar uma ponte entra anjos e demônios, já que haviam muitas guerras entra as raças. – Explica com um rosto seria como um professor, andando pela escola e apontando para as salas tecnológicas cheias de telas de luz solida. – Sua sala é muito importante.
— Por que, professor ? – Questiona Deker balançando o braço com um tom de brincadeira.
— Para de gracinha, Deker. – Reprende PH batendo na cabeça do primo.
Luna fica surpresa com a reação do seu guia como todos a sua volta, então Deker que estava com cabeça abaixada começa a emanar uma áurea azul safira e diz :
— Toma essa, professorzinho. – Grita dando um soco direto no rosto do seu primo qu voou a longe.
— Que barulheira é essa ? – Pergunta Ester que estava acompanhada por Reika e uma garota de cabelo castanho, de tom de pele morena parecendo chocolate, um belo corpo e com rosto sonolento.
— Eu queria saber. – Responde Samantah que estava acompanhada de duas garota, uma delas tinha cabelo branco, tom de pele branco como a neve, corpo que parecia que ela tinha quatorze anos e com um ar calmo, a outra parecia Luna porem tinha cabelos dourados como o sol e parecia ser bem mais extrovertida do que Luna.
— Estela. – Grita Luna.
— Oi, irmãzinha, O que está havendo ? – Pergunta confusa.
— Bom, é difícil de explicar. – Responde sem graça rindo.
Toda a atenção volta para os dois garotos, PH se levanta com uma áurea branca envolta e diz :
— Volte te matar. – Ameaça Invocando um bastão branco com detalhes dou rados.
— Pode vir. – Responde invocando Oramasa.
— Vocês dois. – Grita duas vozes masculinas. – Parem, agora.
Todos no local ficam assustados ao ver Ikaros e Gabriel, os dois garotos olham para eles e começam a suar frio, então Oramasa diz :
— Agora, fudeu. – Comenta rindo da situação. – Será que dá para fugir ?
— Acho que não, querido. – Responde uma voz feminina.
— Quem disse isso ? – Pergunta Deker olhando envolta. – Foi você, Reika ?
— Não, fui eu não. – Nega mexendo a cabeça em negação.
— Fui eu. – Afirma a voz vinda do bastão que PH segurava.
— Você acha que é o único que pode falar com sua arma, priminho ? – Retruca sorrindo orgulhoso.
— Claro que não. – Responde cruzando os braços. – Mas fala por que raios essa sala é importante ?
— Bom, como eu ia dizendo... – Tenta responder mas é interrompido por seu pai.
— Como vocês conseguem fazer as pazes tão rápido ? – Indaga com ironia.
— Bom, ele são iguais a você e o ikaros, querido. – Comenta uma mulher de cabelos castanho claro com um belo corpo e usando um vestido branco.
— Pior que é verdade, querida. – Concorda abraçando ela.
— Ikaros, aonde está a Dani ?
— Ela está resolvendo algumas coisas, Mariana. – Responde sem graça.
— Com licença, o PH pode me explicar ? – Retruca Deker irritado.
— Tudo bem, querido. – Concorda Mariana sorrindo. – Filho explica para esse cabeça oca.
— Tia... – Tenta argumentar mas algo bate na sua cabeça.
— Deixa comigo, essa sala é aonde você vai estudar. – Explica batendo na cabeça do garoto. – Melhor a gente entra, por que já perdemos muito tempo.
— Tudo bem. – Concorda rindo.
— Bom, vamos indo, né Gabriel ? – Questiona Ikaros.
— Sim, se cuidem vocês dois. – Responde olhando para os dois garotos.
— Sim, nós vamos nos cuidar. – Confirma os dois olhando com o rosto de paisagem.
Os dois homens saem do local junto com Mariana. Os dois garotos entram na sala seguidos pelas garota, a menina de cabelos pretos que estava junto com a Ester e Reika diz :
— Nossa, ele não é tão estranho como pensei. – Comenta sonolenta.
— Mera, você não devia falar assim com meu noivo. – Adverte Reika irritada.
— Desculpa, Reika. – Diz sem entender o que ele fez de errado. – Mas, ele é mesmo um anjo caído ?
— Eu estou aqui, sabia ? – Retruca Deker bem irritado com os comentários. – E para sua informação sim, eu sou um anjo caído.
— De verdade ? – Questiona Mea chegando perto dele com um rosto sonolento e fofo.
— Sim, eu sou. – Responde tenso, já que o rosto dela era muito bonito e com olhar sono lento que ela tinha o deixava do jeito que ele gosta por isso ele abre as asas. – Tá vendo ?
— Que asas bonitas, Dekerzinho. – Grita May abraçando o garoto.
— Obrigado, Mia. – Agradece sendo esmagado pela garota. – Mia, tá apertando.
— Senhora Mia e senhor Deker, por favor se sente. – Pede uma mulher de longos cabelos pretos com um corpo bem provocante, usando um vestido preto e oculos. – E vocês também.
— Sim, professora Maria. – Concorda PH. – Vamos , pessoal.
Todos se dirigem para suas mesas, Deker fica parado sem saber aonde sentar, então May entra correndo e diz :
— Desculpa, estou atrasada. – Grita ofegante. – Eu estava procurando meu mestre.
— Oi... May. – Chama Deker envergonhado. – Tudo bem ?
— Mestre, desculpa achei que você estava perdido. – Se desculpa abaixando a cabeça.
— Não, precisa fazer isso. – Afirma passando a mão na cabeça da menina, todos na sala estranham a atitude dele menos Mia e PH. – Vamos sentar ?
— Sim, mestre. – Concorda indo se sentar na última mesa. – Vem, Mestre.
Ele se senta ao lado dela, Maria fica na frente da turma, escreve na lousa e diz :
— Me chamo, Maria Lilith. – Se apresenta se virando para o grupo. – Eu darei aula para vocês, seus guias são seus veteranos se precisar de perguntar algo façam a eles ou a mim, bom hoje teremos aula de educação então vamos para o ginásio.
Todos se levantam e saem da sala seguindo seus guias juntos com seus servos, Deker fica ansioso para saber o que viria pela frente.
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