Fallen angel
11 Capitulo 11 :Um teste de confiança.
Notas iniciais
Todos saem da sala, Deker estava ao lado de seu primo e May. A garota estava muito envergonhada, então ele diz :
— Você está bem ? – Pergunta preocupado.
— Eu fui atrás de você, porque achei que estava perdido. – Responde envergonhada pelo vexame que passou minutos atrás. – Mil desculpas, mestre Deker.
— Tudo bem, você fez por estar preocupado. – Diz fazendo carinho na cabeça dela. – Eu te disse para me chamar de Deker.
— Que jeito estranho de educar uma serva. – Comenta Astaroph chegando perto dela. – Essa putinha tá bem mais feliz com você, você deve usar muito ela ?
— Encosta nela e você morre, seu desgraçado. – Ameaça colocando Oramasa contra a garganta dele. – Eu respeito ela ao contrário de você, seu lixo.
Todos ficam olhando aquela cena assustados, então Astaroph sorri e dizendo :
— Pelo menos, não sou um anjo caído. – Retruca sorrindo malicioso e dando alguns passos para trás. – Pode ficar com ela, não ligo.
— Ainda bem que você deu um passo para atrás, porque se não fosse o Deker, eu iria te matar. – Diz Oramasa irritado. – Nunca encoste nela.
— Quem disse isso ? – Pergunta olhando para trás procurando alguém.
— Sou eu, a arma do Deker. – Responde irritado. – Fique longe dela.
— Tudo bem. – Concorda saindo de perto e sorrindo. – Pode ficar com ela.
Todos ficam observando aquilo sem entender porque defender uma serva daquele jeito, Deker desativa sua espada, fechando os olhos e tentando se acalmar. Quando abre os olhos, apenas vê cabelos dourados na sua frente, ele dá um sorriso, olhando para cima e dizendo :
— Oi, Mia. – Diz olhando direto nos lindos olhos verde esmeralda da garota. – Tudo bem ?
— Sim, você não está dando muita atenção para May não acha ? – Retruca colando seu nariz no dele e sorrindo.
— Você sabe que estou virando a página. – Responde sorrindo ao ver que sua amiga faz bico e irritada. – Mia, você sabe que isso ia acontecer, né ?
— Idiota... – Afirma irritada fazendo bico. – Tudo bem, seu chato.
A garota fecha as asas, deixando o garoto voltar a enxergar o que estava a sua volta. Todos a voltas estavam ali ficam supressos, menos Reika e Daniel que ficam com ciúme dos dois, Deker bota as mãos no bolso e diz :
— Falta muito para chegar no ginásio ? – Pergunta olhando para a professora.
— Estamos perto, senhor Deker. – Reponde seria sem olhar para ele. – Está cansado ?
— Não, estou de boa. – Responde sentindo algo agarrando pelo o braço.
— Mia, ele é meu noivo, só meu. – Afirma Reika abraçando seu braço irritada. – Nem pense pegar ele.
— Desde quando, ele é seu ? – Retruca Mia querendo mata-la e puxando ele.
— Dá para me soltarem. – Pede olhando aquilo com cara de paisagem. – Pelo amor de deus, eu não sou de ninguém.
As duas ficam olhando para ele furiosas, Deker engoli seco ao sentir os olhares e então Oramasa diz :
— Elas querem você morto. – Afirma rindo do que estava acontecendo. – Tá fodido, meu irmão.
— Obrigado pelo comentário. – Agradece irônico, irritado e levantando os braços. – Vocês podem me lagar.
— Seu idiota. – Grita as duas irritadas por ele ter se soltado.
— Agora, fodeu. – Afirma Pedro Henrique rindo e se colocando na frente do primo. – Calma, vocês duas.
— É verdade, tem muito Deker para vocês duas. – Diz Oramasa rindo daquele momento e fazendo a rixas das duas aumenta.
— Ele é só meu. – Grita Reika puxando o cabelo da Mia. – Não vou dividir.
— Valeu, Oramasa. – Agradecem Pedro Henrique e Deker irônicos, olhando para o bracelete irritado. – Seu filho da puta.
— De nada. – Agradece rindo do que estava acontecendo, já que era divertido ver as duas brigando por algo tão idiota e fútil. — Essas duas...
— Essa duas, oque ? – Pergunta Mia muito irritada com a arma e com que estava dizendo. – Em, Oramasa ?
— Vocês já acabaram com a briguinha ? – Retruca Daniel irritada olhando direto para Deker com olhar de fúria.
— Já chegamos. – Anuncia parando na frente de um local branco gigantesco com um corredor no lado esquerdo que dava nos vestiários e uma gigantesca janela no alto. – Vão trocar de roupa.
Todos vão até o vestiário, Deker olha em volta daquele local branco com alguns bancos pretos como os armários que tinha os nomes dos alunos. Ele vai até seu armário e vê um uniforme de educação física que era uma camisa solta e um short preto. Pedro Henrique que estava no lado dele, repara no bracelete dele e diz :
— Esse não é o bracelete que o tio Guilherme te deu ? – Pergunta apontando para aquilo, ele se lembra de como seu primo era apegado com seu tio.
— Sim, ele é especial. – Responde mexendo no bracelete que tinha três pedras azuis em forma de losango. – Eu uso ele desde pequeno, mesmo sendo apenas uma bijuteria, ele me deu no meu aniversário de cinco anos.
— Eu sei disso. – Concorda trocando de roupa.
Deker se lembra que Oramasa “vive” dentro daquilo, ele olha para o bracelete diz :
— Oramasa, por que você vive no meu bracelete ? – Pergunta muito interessado para saber sobre o assunto.
— É por causa que senti um grande sentimento nesse objeto, era como um farol no meio das sombras para mim. – Explica Oramasa sério. – Era um sentimento bom e puro.
— Nossa que profundo... – Deker estava impressionado com a resposta do seu parceiro e feliz por saber que tinha esse sentimento lá. – Isso, eu não esperava.
— Eu sei como é. – Concorda uma voz feminina fofa vinda do colar de seu primo. – Eu também senti quando Pedro Henrique me ativou.
— Olá, arma do PH... – Diz Deker sem graça por não saber o nome dela. – Qual é seu nome ?
— Meu é Eline. – Responde orgulhosa. – E o da sua arma é Oramasa ?
— Sim, sou eu. – Oramasa estava envergonhado com aquilo, mas repara em Daniel que estava olhando para seu parceiro. – Ei, cara olha, ali.
— Ali, aonde ? – Pergunta olhando envolta e percebe o olhar de fúria do garoto. – Achei.
O garoto começa a andar em direção dele, parando na frente dele e diz :
— Olá, gostaria de saber sobre sua relação com a Mia ? – Indaga irritado e furioso.
— Por que a pergunta ? – Retruca tirando sua camisa e deixando sua cicatriz no braço esquerdo perto do ombro. – Mas respondendo sua pergunta, somos apenas amigos, nada mais.
— Mesmo ? – Questiona levantando uma das suas sobrancelhas, pois não estava acreditando naquilo por causa da cena que tinha visto há algum tempo. – Melhor ser apenas amizades, se não você ira se arrepender.
— Mesmo ? Você não é o primeiro que me ameaça, então não estou com medo. – Explica colocando a camisa e trocando a calça pelo short.
— Não encosta nela. – Aconselha pegando Deker pela camisa, mas o garoto apenas olha como nada estivesse acontecendo e nem ligando para aquilo. – Você escutou ?
— Sim... – Confirma dando um tapa na mão dele e fechando a porta. – Pode ficar calminho, eu e ela nunca teremos nada.
— Como posso saber que é verdade ? – Retruca com um olhar assassino por causa daquele comentário.
— Eu não mais nenhuma vontade de ter relação amorosas com ela. – Responde saindo do local.
Enquanto isso no vestiário feminino...
O vestiário era igual ao masculino, Mia estava assobiando uma musica e trocando a roupa. Reika estava olhando todas e seus peitos que eram bem maior e pensa :
— Por que elas têm peitos maiores que o meu ? Era para eu ter os maiores.
Então o telefone dele toca, então ela atende e uma voz diz :
— Bom dia, filinha, tudo bem ? – Pergunta Rebeca animada.
— Estou bem, mas eu ainda não fiz nada com Deker. – Responde cabisbaixa, já que era o primeiro garoto que não caiu no seu encanto. – Ele não caiu no meu encanto ainda e minha prima ainda fica no meio.
— Calma, seu pai não caiu de pri-prim-primeira. – Gagueja entre gemidos que tentava abafar com a mão.
— Mãe, tudo bem ? – Indaga estranhando a voz da sua mãe que parecia estar excitada. – Você e o papai estão transando ?
— Não, querida, é só que seu pai está brincando com meu corpo. – Responde com uma risada maliciosa, pois ela sabia que sua filha não era santa e estava doida para ter sua primeira relação sexual. – Calam, um dia o Deker vai fazer isso também.
— Espero que não demore. – Pede impaciente, mas sabia que seria difícil pegar aquele peixe desde que havia visto na festa. – Mas como o papai diz : “Tudo que vem difícil é melhor”.
— Isso é verdade, demorei para ficar com seu pai, mas quando consegui fiquei feliz. – Comenta dando um sorriso malicioso. – Bom, vou desligar, tenho que dar atenção para seu pai.
— Tudo bem, tchau mãe. – Se despede deligando o telefono e vesti suas roupas de ginasticas que era uma camisa larga e um short um pouco menor que dos garotos. – Vou sair, logo.
Enquanto ela sai, Ester fica no meio do vestiário, batendo palmas, atraindo para si toa atenção e diz :
— Todos os servos, por favor deixe seus pertences aqui. – Avisa com um sorriso falso no rosto. – Professora Maria mandou e as servas não irão participar da atividade
May tira seu colar que tinha uma pedra azul que era uma safira, brilhante e grande. Ela olha preocupada ao saber que tinha de deixar lá, mesmo que não iria participar, então Mia ao vê-la assim, diz :
— Prima, o que foi ? – Pergunta preocupada por não ser normal ela ficar assim, então observa o colar. – Esse não é o colar que o vovô te deu ?
— Sim, eu uso ele desde que tenho quatro anos e estou com medo de deixar aqui. – Responde apertando o objeto com angústia, já que aquilo era seu tesouro. – Eu não quero deixar isso aqui.
— Vai ficar tudo bem. – Tranquiliza dando alguns tapas nas costas dela com um sorriso e percebe que todo mundo está saindo do local. – Vamos logo.
— Sim. – Concorda deixando o colar dentro do armário.
Todos os alunos estavam no corredor, então um garoto de cabelo loiros lisos fica na frente deles e diz :
— Eu sou Michael e a professora Maria está nos esperando lá em cima. – Explica sério e se virando para ir até a escada que ficava no final do corredor. – Vamos ?
Todos seguem ele até uma sala que tinha uma bancada cheias de botões, algumas telas de computados e algumas luzes. Lá estava a professora sentada na frente das telas, se vira ao perceber que os alunos tinham chegado e diz :
— Bem-vindo a sala de controle do ginásio holográfico. – Explica cruzando os braços e pernas deixando um pedaço da sua calcinha vermelha aparecer. – Aqui iremos testar suas habilidades físicas e de manifestação de VP.
— E qual é o teste ? – Pergunta Astaroph levantando o braço.
— Bom, vai ser um trajeto num rio raso, aonde vocês iram passa por três partes. – Ela dá uma pausa para aperta um botão e ativa um grande telão aonde aparece as três partes do teste. – A primeira é para você atravessarem uma área aonde tem bestas que lançaram flechas, a segunda é uma cachoeira que tem alguns troncos e tem uma barreira de raios que vocês podem ativar quando passarem e a terceira é igual a primeira, mas com as toras e as bestas estão mais rápidos.
— Será fácil com nossas asas. – Afirma Daniel confiante e querendo mostrar para Mia o quão forte ele quanto Deker. – Irei passar isso rápido.
— Mas vocês só podem usar as asas em uma e tapa assim como as técnicas de VP. – Retruca com um sorriso sádico ao aperta um botão azul que mostra todos os pertences mais importante dos servos. – Vocês terão duas escolhas, pegar um cartão que darão nota dez em todas as provas desse semestre ou resgatar o objeto do seu servo que pode ser destruidos.
Todos os servos ficam surpreso e apreensivos, em especial May que fica chocada e quase chorando. Deker vendo aquela cena se lembra da época que tinha sete anos que alguns garotos tentaram pegar seu bracelete, mas naquela ocasião ele bateu neles até ficarem com medo, então ele passa a mão na cabeça dela para reconfortala e diz:
— Eu vou trazer seu objeto de volta. – Afirma sorrindo para tentar reconforta-la. – É uma promessa.
— Mesmo ? Mas aquele cartão te ajudaria muito na escola. – Argumenta sem entender porque seu mestre trocaria uma coisa que quase o passaria de ano pelo seu colar. – Você deveria pegar o cartão.
— E dai ? Isso não vale o sentimento que você tem nesse objeto, né ? – Retruca levantando os braços nas altura dos ombros e dando um sorriso. – É melhor pegar seu “tesouro”.
Todos da sala estanham aquele gesto, já que para eles o cartão vailia muito mais que o sentimento dos seu servos, então a professora bate palmas sarcásticas ao escutar aquelas palavras e diz :
— Boas palavras, mas vamos começar, Mera é sua vez. – Comenta apontando para uma plataforma que a garota sobe. – Só mais uma coisa, vocês só poderão ser acertados três vezes.
A garota é teleportada para um ria em volta de uma floresta, ela estava bocejando por estar com sono, então ela pergunta :
— Eu posso desistir já ? – Mera não tinha nenhuma vontade de fazer aquilo, já que queria apenas dormir.
— Não, Mera. – Nega Maria impaciente com aquela pergunta. – Tente agora.
A garota sai correndo em alta velocidade que as bestas não conseguem acerta-las por ter um tempo de respostas, na cachoeira ela abre suas asas mas ativa a armadilha elétrica que faz voltar para o chão, mas tenta de novo e consegue passar e na terceira parte ela passa pulando entre as toras e consegue massa mas uma flecha corta seu rosto levemente. Depois daquilo Mera pega o cartão e é teleportada para sala de novo e leva o cartão para a professora dizendo:
— Pronto aqui. – Grita com uma voz sonolenta e se deita num banco que tinha ali. – Boa noite.
— Mera, não durma. – Adverte Ester, mas a garota estava dormindo já. – É compreensível, já que ela é a próxima rainha da preguiça.
Alguns testes de alunos depois...
Era a vez do Deker, ele já havia ido para sala de treinamento. O garoto observa tudo a volta e pensa:
— Todo mundo não usou as asas aqui, porem as bestas ativaram quando o pé encosto a água, eu acho que tem sensores perto dela. – Deduz depois de ver todas as tentativas dos outros alunos, já que ele era o último.
— Como você vai testar essa teoria ? – Questiona Oramasa sem entender como seu parceiro deduziu aquilo.
— Assim. – Responde pegando algumas pedras no chão e tacando até o final da etapa, mas nenhuma aciona a armadilha. – Viu, elas não tocaram na água e não ativou nada.
O herói abre as asas e ultrapassa o desafio sem problemas. Ele chega até a cachoeira e então Oramasa diz:
— Como caralhos alados, você vai passar sem usar as asas ? – Pergunta sarcástico por não ver como ele iria passar.
— Abra sua mente parceiro. – Retruca saltando entre os troncos e subindo, um pouco mais divagar que os outros porem não ativa a armadilha. – É como o senhor Ikaros diz: A gabiara a gente aceita.
— Sabias palavras. – Concorda rindo da situação. – Vamo bora.
Deker chega no terceiro desafio, porem ele não fazia ideia de como ativa as armadilhas, então Oramasa pergunta:
— E ai, como vai ser ? – Ele achava que seu colega ia dar uma ótima explicação.
— Bom, vai ser no chute. – Diz com um sorriso sem graça no rosto e ativando Oramasa em sua mão esquerda num clarão azul.
— Agora lascou. – Afirma sem nenhuma esperança. – Fé em deus e nas crianças da favela.
— Venha até mim serpente marinha que guarda os portões da terceira camada do inferno, venha Leviatã. – Invoca uma gigantesca serpente de chamas pretas com detalhes azuis. – Vamos nessa.
O herói manda o ataque em direção ao objetivo e corre pulando nos troncos, cortando as flechas que não foram destruídas. Um grande clarão azul é visto e assim ninguém consegue ver o que ele pegou. Astaroph ri na sala e diz:
— Parece que você perdeu seu objeto mais precioso, May. – Comenta com um sorriso sádico. – Se fosse eu, iria pegar o cartão.
A garota começa a chorar, mas sente algo envolver seu pescoço e ao abrir os olhos, vê seu colar e diz:
— Você pegou ele, por que ? – Indaga incrédula com a escolha.
— Sei como é difícil perder algo. – Responde mostrando o bracelete que havia mudado havia alguns símbolos tribais que já tinha saído há muito tem daquilo, as pedras tinham um brilho azul safira e a do meio tinha um símbolo do delta. – Esse bracelete foi meu tio que me deu.
Mia fica assustada ao ver como o objeto estava e tenta dizer algo, mas a professora diz:
— Todos para o vestiário, temos que voltar para sala. – Comunica se levantando da cadeira. – Vão se arrumar, agora.
Todos saem do local e Deker estava cada vez mais animado com aquela mudança na sua vida, essa escola era muito mais legal do que esperava, mesmo sentindo saudades dos colegas de escola da terra.
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