Já estava amanhecendo e Phillip e Johnny estavam fora da mansão a frente deles quatro túmulos continham o corpo de seus companheiros, próximo aos túmulos havia seis estacas cada uma contendo a cabeça de um caçador elas estavam posicionadas como se fossem um aviso. Johnny olhou para o tumulo uma ultimava vez e como se dissesse adeus se virou seguindo em direção a uma estrada de terra próxima dali enquanto Phillip o seguia próximo.

– O que vamos fazer agora Johnny? – Phillip perguntava enquanto andava ao lado do homem.

– A gente perdeu nosso bando, um lobo sem bando e uma presa fácil então nossa maior prioridade agora e achar um bando.

– Mas como vamos fazer isso? Chegaremos nas cidades distribuindo cartazes convidando para o nosso bando?

– Eu sei alguém que pode nos ajudar – Johnny dizia enquanto acelerava o passo.

Enquanto eles caminhavam Phillip observava o movimento da pequena estrada de terra onde as vezes alguns agricultores passariam em seus carros de boi dando bom-dia para os dois. Após um tempo os dois chegavam a uma cidade rural com pequenas casas e grandes plantações a sua volta.

Johnny e Phillip seguiam para dentro da cidade e depois em direção a uma taverna, dentro dela os dois se sentavam diante a bancada enquanto Johnny fazia alguns pedidos.

– Dois bifes de carne por favor – Johnny tirava de dentro sua roupa um grande saco com moedas colando duas moedas de prata sobre a mesa fazendo com que o proprietário abrisse um sorriso.

– Johnny de onde você tirou esse dinheiro – Phillip sussurrava ao ouvido do homem.

– Acho que nossas vítimas não precisam de seu dinheiro depois que morrerem – O homem sussurrava de volta.

– Aqui – O proprietário voltava alguns minutos depois carregando dois pratos com grandes bifes neles – Mais alguma coisa senhores?

– Não obrigado – Johnny dizia enquanto pegava seus talheres pronto para comer.

Quando ambos Phillip e Johnny terminavam de comer dois homens entravam na taverna enquanto conversavam se sentando ao lado deles.

– Ei você ouviu, Jorge e os outros sumiram – Um dos homens dizia – Não acham ele já faz um dia.

– Aqueles bêbados sempre somem, eu duvido que daqui a pouco eles aparecem com outra história como sempre fazem – O outro dizia enquanto pedia uma cerveja para o proprietário.

– Disseram que viram eles entrando na floresta durante a noite.

– Aquela floresta? – O proprietário colocava as cervejas em frente aos homens que começavam a bebe-la.

– Sim, falaram que ouviram gritos antes mesmo de ele entrar lá – O outro pegava a cerveja e também começa a beber.

– Aquela floresta não tem nada, já andei por ela a noite várias vezes – O homem tomava outro gole e então continuava – Mas eu ouvi coisas piores. Dizem que lá perto de onde o Willian mora tem um pântano onde as pessoas são levadas para lá por monstros ou animais e depois só acham. pedaços delas, falaram até que tentaram balear um desses monstros, mas não adianto nada

– Isso sim deve ser mentira, onde já se viu existir monstros ou animal levar tiro e ficar vivo?

–Há. Essas histórias que inventam a cada dia, deve ser somente um bando de bêbados que vê coisa ou proprietários que não querem que cheguem perto de suas casas – Os homens então começavam a beber e trocavam de assunto.

Johnny então levantava sendo seguido por Phillip ambos saiam e começavam a seguir a estrada novamente até saírem da cidade.

– Você ouviu aquilo Johnny? – Phillip andava ao lado do homem um pouco quanto alegre – A gente conseguiu até mesmo nos tornarmos histórias de terror...

– Então ele ainda está lá como eu pensei – Johnny ignorava Phillip e se perdia em seus próprios pensamentos.

– Ele quem? – Phillip perguntava tirando Johnny de seu pensamento

– Um antigo amigo – A voz de Johnny soava como se aquilo fosse algo ruim – Não se importe agora, vamos só nos concentrar em chegar onde queremos.

Johnny e Phillip se fixaram no caminho não falando mais nada. Eles andaram por algumas horas até perceberem que já estava ficando tarde e mesmo para eles aquilo não era um sinal bom. Ambos sabiam que a noite era perigosa e agora que eles estavam em território desconhecido tudo podia acontecer vampiros aparecerem, lobisomens muito territoriais ou até mesmo caçadores experimentes que tinham seu jeito de como saber quem eram os lobisomens.

Durante o caminho algumas pessoas passavam através deles, mas ao contrário dos outros que Phillip havia visto mais cedo naquele dia essas pessoas pareciam se esconder deles. Phillip podia sentir o medo delas.

– Alguma coisa realmente assustou eles — Phillip dizia.

– Eu acho que sei o porquê – Johnny só dizia aquilo retornado ao seu silencio.

Mais algumas horas se passaram até que Phillip e Johnny pudessem ver a cidade ao longe, o sol já havia se posto então eles se apressaram para chegar nela, mas os dois logo pararam.

– Isso está muito silencioso – Johnny dizia – Geralmente nos poderíamos ouvir insetos ou algum pássaro, alguém está por perto fique alerta – Ele então se preparava para transformar caso algo acontecesse.

Phillip se preparou para algo assumindo uma posição de batalha, ele sabia que quando Johnny dizia algo não estar bem. Foi quando das sombras da estrada pularam quatro ghouls os cercando. Diferente dos vampiros normais Ghouls são criados por vampiros puro-sangue para servirem como escravos, geralmente a aparência de Ghoul e totalmente deformada se assemelhando a gorgolas

– Lobisomens o que fazem em nosso território de caça – Um dos Ghoul dizia, sua voz era totalmente destorcida e difícil de entender.

– Ghouls – Johnny dizia olhando para os seres deformados os cercando – Ratos de esgotos onde o seu líder esta?

– Nosso líder não falar com vocês – Outro ghoul dessa vez falar – Mas ele ordenar matar vocês.

Os quatro Ghouls pularam ao mesmo tempo em direção a Philllip e Johnny ambos preparados para se defender, mas caíram no mesmo instante no chão todos com seus membros rasgados ou cortados, um pouco a frente deles um homem estava em pé em frente ao grupo com diversos lobisomens que nem mesmo Phillip conseguia contar. O homem era alto e tinha o cabelo baixo castanho penteado para trás e usava uma grande blusa onde deixava suas mãos no bolso perto de seu olho ele tinha uma cicatriz que cortava sua metade de seu rosto. O homem então andou em direção a Johnny encarando ele intensamente.

– Eu disse que você voltaria com os rabos entra as pernas Johnny – O homem dizia como se estivesse debochando dele.

– Eu não tive escolha Kelvin – Johnny simplesmente dizia, mas era interrompido antes de continuar por Kelvin que levantava sua mão.

– Se você quer falar algo não fale aqui, prefiro ver você implorando no meu território.

Kelvin se virava e seguia em direção a cidade com Phillip e Johnny o seguindo enquanto os outros lobisomens se dispersavam sumindo pelas sombras. Quando eles entravam na cidade alguns aldeões encaravam Kelvin certamente com medo dele, mas simplesmente fazia ao máximo para ignora-lo enquanto eles passavam. Eles seguiam Kevin até ele entrar em outra estrada seguindo para um local escuro e úmido, após um pequeno tempo de caminhada Phillip e Johnny chegavam no que parecia ser um pântano. Kelvin continuava seguindo em frente se dirigindo até uma pequena plataforma de terra a frente se sentando nela.

– Então pode continuar Johnny – Kelvin abria um pequeno sorriso enquanto encarava Johnny.

Johnny e Kelvin trocavam olhares por um tempo até que Johnny decidisse falar.

– Nós – Ele hesitava um momento como se estivesse engolindo seu próprio orgulho – Precisamos de sua ajuda.

O silencio dominou por uma fração de segundos, mas logo foi substituído pelo som dá risada maníaca de Kelvin.

– O grande Johnny voltado atrás com sua palavra, mesmo depois do que fez? – Kelvin começava a falar e seu sorriso maníaco aumentava cada vez mais.

– Você jogou todos em um ataque suicida! – Johnny gritava – Você matou vários de nossos companheiros!

– Você está lamentando a morte de nossos companheiros ou dela? – No mesmo momento que Kelvin falava Johnny parecia tomar uma feição triste e recuar alguns passos – Johnny aqueles que morreram garantiram para nós um futuro melhor onde nós poderíamos sobreviver por mais tempo.

– Então porque você só mandou ou mais fracos? – Johnny voltava a falar.

– Em um jogo de xadrez as primeiras peças a atacarem são sempre os peões. Eu não poderia simplesmente atirar minhas peças mais forte sem antes saber que elas tinham uma chance de vitória – Kelvin então apontava para sua cabeça – E tudo uma questão de estratégia Johnny.

– Mesmo assim nós podíamos ter evitado aquilo se fossemos todos juntos! – Johnny tentava retrucar.

– Isto é verdade? Então onde estão os outros que saíram com você – Kelvin colocava sua mão abaixo de seu queixo e olhava para todos os lados – Eu não estou vendo nenhum deles.

Johnny ao ouvir Kelvin falar simplesmente recuava alguns passos permanecendo em silencio.

– Mas chega de falar de passado, você disse que quer nossa ajuda...

– Queremos entrar no seu bando – Johnny dizia quase interrompendo Kelvin.

– Entrar no meu bando? – Kelvin por um momento parecia se enfurecer – Para eu confiar em você e depois você me enganar pelas costas fugindo com os meus melhores lobisomens de novo?

Johnny se virava para trás olhando Phillip que havia ficado quieto o tempo inteiro e então voltava a olha Kelvin.

– Kelvin, dessa vez isso não vai acontecer – O olhar de Johnny era sério e ao mesmo tempo amedrontador assustando até mesmo Kelvin.

– Tsc – Kelvin odiava aquele olhar de Johnny – Faça o que quiser, mas eu não quero esse garoto parado em qualquer lugar porque ele ainda não passou pela maioridade.

Johnny então suspirou aliviado e se virou para falar com Phillip saindo do local enquanto outro lobisomem se aproximou de Kelvin.

– Você tem certeza disso? Ele pode te trair de novo assim como fez no passado – O lobisomem dizia.

– Não se preocupe, viu como ele olhou aquele garoto? – Kelvin abria um sorriso maníaco – Johnny ainda lamenta a morte de seu filho então se tivermos aquele garoto em nossas mãos poderemos fazer o que quiser com ele.

Johnny e Phillip paravam um pouco longe de onde Kelvin estava o homem parecia estar cansado então se apoiava na arvore olhando para Phillip que o encarava intensamente.

– Que que foi? – Johnny estranhava a ação do garoto.

– Nunca pensei que veria você pedindo algo para alguém – Phillip dizia praticamente debochando.

– Eu não tive escolha, precisávamos entrar em um bando se queremos sobreviver – Johnny suspirava e olhava para Phillip – Além do mais não conseguiria ter que ficar carregando um lobisomem inútil que não consegue nem se transformar – Johnny sorria de Phillip.

– Me desculpe então grande deus dos lobisomens por ser um pobre mortal com problemas.

Os dois continuavam um tempo trocando insultos para depois rirem ao mesmo tempo.

– Mas Phillip nós temos que fazer algo sobre isso – Johnny levantava e se aproximava de Phillip – Vamos compensar com algum treinamento – Johnny colocava a mão no ombro do garoto que começava a se assustar ao ver o rosto de Johnny se transformar na imagem de um demônio. Phillip sabia que seria um longo tempo de dor.