Fallen Spirits
10 Ajuda ao desconhecido
Já haviam se passado algumas horas desde o ocorrido na casa. Dean terminava de enterrar o corpo de Hector jogando os últimos punhados de terra em cima do caixão com uma pá. Lucy estava ao seu lado, sentada no chão, olhando para o túmulo de seu pai, pensativa, agora não mais chorando. Estava amanhecendo, nublado como de costume. Dean joga a pá para um lado e resolve se sentar ao lado de Lucy, os dois ficam quietos por alguns minutos, eles enterraram o corpo de Hector no quintal da casa, onde o velho mais gostava de estar, Lucy achou que seria uma boa idéia.
– Dean.. O que aconteceu lá dentro? — Perguntou Lucy com a voz baixa, de forma séria.
Ele ficava quieto por alguns segundos mas logo respondia. — Haviam quatro deles, lobisomens, quando eu cheguei, seu pai já estava no chão, sangrando, foi tudo muito rápido, dois lobisomens mortos ao seu lado, enquanto havia dois em pé, encarando ele. Consegui matar um sem ser percebido, graças ao cheiro do alho espalhado pela casa, pensei que só funcionava com vampiros, mas pelo jeito não. O outro então veio em minha direção, nós brigamos, seu pai me ajudou, então eu o matei, se não fosse por seu pai eu estaria morto. O resto você sabe Lucy. Sinto muito por não ter conseguido salvá-lo.
– Por que nós, Dean?
– Eu não sei Lucy, não acho que tenha sido algo pessoal, acho que foi o primeiro lugar que encontraram, eles não eram tão fortes, estavam apenas agindo como animais.
Os dois ficavam quietos por mais um tempo, encarando o túmulo.
– Lucy.. O que você quer fazer agora? Sua tia tem que saber sobre seu pai.
– Eu não sei, quero ficar com você.. — Lucy se aproximava de Dean abraçando seu braço, enquanto encostava a cabeça em seu ombro. Ele gostava de Lucy e queria ficar com ela, mas a raiva que sentia de seu irmão e de todos os lobisomens no momento era maior que aquilo, ele estava pensativo, em dúvida do que faria a partir de agora.
– Eu também quero ficar com você Lucy, mas você sabe sobre meu destino, sobre as coisas que farei, eu escolhi um caminho perigoso, você não precisa entrar nisso. Será que viver com sua tia não é melhor? Esquecer tudo isso e viver uma vida normal? Eu já estava me esquecendo sobre a vingança que eu tanto queria, viver com vocês me fez tão bem que nada mais importava, até isso acontecer.. Acho que agora não tem mais volta.
– Dean.. — Lucy chamava Dean que logo olhava para ela, ela estava se aproximando de seu rosto, ambos fechavam os olhos, se beijando por alguns segundos. — Eu não quero ficar longe de você Dean.
– E-Eu só quero te proteger Lucy, você é a única família que eu tenho agora. — Ele abaixava a cabeça, estava feliz pelo acontecido, era o primeiro beijo de Dean, porém tentava não demonstrar, não era o momento para aquilo. — Vamos arrumar nossas coisas e ir para a casa de sua tia para contar o que aconteceu, podemos decidir no meio do caminho o que faremos depois. — Lucy acenava positivamente com a cabeça, concordando com Dean.
Os dois então voltavam para a casa, pegavam uma grande sacola de couro e lá colocaram roupas, dinheiro e seus objetos pessoais, Dean pegava o broche de sua família guardando-o no bolso, seu facão de prata e seu revólver de cano longo e colocava-os em seu seus devidos coldres que ficavam em seu cinto. Lucy pegavas pequenos frascos de pó de prata, alho e outras coisas úteis contra vampiros e lobisomens e guardava em uma sacola de pano, colocando-a junto a bolsa principal, ela pegava uma pequena foto de sua família, guardando-a no bolso.
Antes de saírem, os dois tomavam um banho e comiam alguma coisa, tudo em silencio, o cheiro dos corpos dos lobisomens dentro da casa era nojento o suficiente para fazê-los querer deixar a casa o mais rápido possível. Os dois então deixavam a casa, Dean carregava a bolsa enquanto Lucy lhe acompanhava, eles iam em direção ao quintal da casa, passando pelo túmulo de Hector, a alguns metros de onde eles estavam, já era possível velo, um cavalo.
– Olá Christopher, você virá conosco. — Lucy acariciava a face do cavalo em meio aos olhos enquanto ele relinchava. Era um puro-sangue inglês, a cor de sua pelagem era totalmente negra, ele era um cavalo muito bem cuidado, já estava com suas rédeas e cela dupla prontas, era o cavalo que Hector e Lucy usavam para transportar coisas até a cidade.
– Suba Lucy. — Disse Dean segurando o cavalo. Ela então o fazia, sentava-se na segunda cela, Dean então colocava a sacola de couro atrás de Lucy, amarrando-a de forma segura no cavalo, ele então começou a puxar o cavalo pelas rédeas de couro em direção a saída do quintal, ao chegar na rua, ele trancou o portão de madeira e montou no cavalo.
– Lucy, para onde?
– Hiesville. Ela respondia.
Eles então partiam em direção a cidade em que a tia de Lucy morava, Hiesville.
Eles já estavam na estrada por algumas horas, já haviam saído de Blue Montains, não se despediram de nenhum conhecido ou avisaram do acontecido, apenas deixaram a cidade que agora não se passava de uma lembrança ruim, mesmo com todos os momentos bons que lá eles viveram. Árvores cercavam a estrada de terra em que eles seguiam, o galopar do cavalo era o único som que se destacava nessa viagem, era começo de tarde, era possível ver o sol que tentava aparecer diante daquele tempo nublado. Lucy estava abraçada nas costas de Dean enquanto ele guiava o cavalo, tentando fazer com que ambos ficassem aquecidos diante daquele vento gelado que empurrava-os para trás.
– Lucy, vamos parar na próxima cidade, tudo bem? Temos dinheiro o suficiente para conseguir parar em todas as cidades até chegar a casa de sua tia.
– Ok..
– Algum problema, Lucy?
– Não, eu só estava pensando sobre seu irmão.. Por quê ele fez aquilo?
– Eu não sei, mas eu acho que ele simplesmente gostou da idéia de ser um lobisomem, do poder que ele ganhou com isso, ao ponto de abandonar tudo o que tinha, talvez para ele aquilo não era uma maldição. Vou descobrir quando encontrá-lo.
– Eu quero te ajudar, Dean.
– Lucy..
– O que? Acha que eu não sou forte o suficiente?
– Não é isso, é que se de algum modo ele descobrisse que eu tenho você, ele iria usá-la contra mim, ai seria o fim.
– O fim?
– Eu não vou perder você também, Lucy.
Ela o abraçava ainda mais forte, de alguma forma grata pela preocupação. — Você não vai me perder, Dean. Mas sabe, eu estava pensando..
– Huh?
– E se a gente criasse um grupo? Nós não iríamos precisar enfrentá-los sozinhos e ficaríamos mais seguros não acha?
– Um grupo? Não sei.. Por que alguém se juntaria a nós?
– Eu não sei, mas seria bom, não?
– É, acho que sim.
A conversa acabava e ao longe já era possível avistar a cidade na qual eles iriam parar. Eles chegavam na entrada, a cidade era bem grande, muitas casas feitas de pedras, as ruas também agora eram de pedra, igrejas, tabernas, armazéns e locais de comercio, havia de tudo naquela cidade. Mas algo estranho acontecia em sua entrada, havia um jovem com uma espada lutando contra três guardas, ele trocava golpes defendendo as espadas dos guardas enquanto tentava acertá-los, ele conseguia tirar a espada de um dos guardas, que ficava indefeso, os outros guardas percebiam que não estavam ao nível do garoto e voltavam para chamar reforços, o garoto aproveitava para fugir, passava por Dean e Lucy correndo na direção contrária.
– Vou atrás dele Lucy. — Disse Dean, não pensando direito.
Após as palavras, Dean puxava as rédeas do cavalo fazendo como que ele virasse, então ele começava a galopar em direção ao jovem que estava fugindo.
– Ei, pare! — Disse Dean mantendo o cavalo na mesma velocidade do rapaz que corria, ele então pegava sua garrucha do coldre apontando para o mesmo.
O jovem parava de correr ao ver a arma apontada para sua cabeça, levantava as mãos, segurando a espada.
– Largue isso e se ajoelhe. — Disse Dean, Lucy se preparava para qualquer coisa que o rapaz tentasse fazer.
Ele então fazia o que Dean mandava, jogava sua espada para o lado e se ajoelhava com as mãos para cima. O garoto aparentava ter a mesma idade de Dean e Lucy, ele usava uma bandana verde presa em sua testa que cercava sua cabeça, seu cabelo era curto como o de Dean, sua camiseta era cinza, sem mangas e sua calça preta.
– Cara, por quê você tem uma arma? — Perguntou o garoto de forma pensativa, ele não entendia porque Dean com aquela idade, possuía uma arma.
– Não interessa, me diga seu nome e o por quê você estava lutando contra aqueles guardas, roubou alguém? — Perguntou Dean colocando o dedo no gatilho, intimidando o possível ladrão.
– Meu nome é Tyler Sullivan, e não, não roubei ninguém. — Ele respondia.
– Sullivan? Você é filho de Hanson Sullivan, de Blue Montains? — Perguntou Lucy, se ajeitando no cavalo.
– Sim, sou eu.
– Sei que não é da minha conta Tyler, mas.. Por quê está aqui? — Perguntou Dean, guardando sua arma e descendo do cavalo, deixando Lucy controlando-o.
– Sei que não irão acreditar, mas vou contar mesmo assim. Minha casa foi atacada por um vampiro na noite passada, matou meus pais, eu o vi mordendo o pescoço de minha mãe e chupando seu sangue, tentei ajudá-los mas eles já estavam mortos, então tentei enfrentá-lo para vingá-los, mas quando peguei minha espada, ele fugiu, aquele desgraçado! — Contou Tyler, ficando em pé para explicar a situação de forma melhor. — Ai eu decidi vir aqui, contar para os guardas, eles não acreditaram em mim, me xingaram e me mandaram ir embora, eu me descontrolei e soquei a cara de em um, o resto vocês viram.
– Vampiros em Blue Montains? É realmente difícil acreditar, já que essa é uma área de lobisomens, também fomos atacados, mas não por vampiros. — Disse Dean.
– Lobisomens? Esses monstros também existem? — Perguntou Tyler, não acreditando.
– Temos apenas o conhecimento sobre vampiros e lobisomens, mas quem sabe o que mais tem por ai? — Lucy respondia.
– Eu sou Dean Roberts e essa é minha.. Essa é Lucy Walker, nós lamentamos por seus pais. — Dean não sabia ao certo sobre o que chamava Lucy, ele não sabia se ela o considerava seu namorado, era um mundo novo para ele, mas Lucy notava aquilo. — Mas podemos te ajudar se quiser, precisa de algo?
– Preciso saber como faço para encontrá-lo.
– Olha, acho que está tendo uma disputa de território entre lobisomens e vampiros em Blue Montains, ele não vai demorar para atacar novamente, mas é impossível saber o local exato sem nenhuma informação. O único jeito de pegá-lo, é se ele te atacar primeiro. — Respondeu Dean, olhando para Lucy, que concordava com o mesmo.
– Uma isca então? — Tyler pensava nas possibilidades para capturar o vampiro, enquanto buscava sua espada que estava no chão.
– Belo florete. — Elogiou Lucy. O florete que Tyler carregava tinha seu cabo todo detalhado a prata, porém sua lamina era de aço.
– Sim, meu pai me deu e me ensinou a usá-lo, ele era muito bom.
– E você também é, lutou contra três guardas e conseguiu desarmar um, se quisesse teria matado os três. — Disse Dean, notando as habilidades do garoto. — Mas, sobre seu plano.. uma isca? Isso é meio arriscado, ele pode atacar com mais vampiros da próxima vez.
– Eu não ligo, eu tentarei vingar meus pais, mesmo que eu morra.
– Eu te entendo, Tyler, eu tenho planos assim, mas.. não jogue sua vida fora, nós iremos com você. — Dean entendia o sentimento de Tyler, e queria ajudá-lo.
– Não, isso é pessoal e eu vou cuidar disso sozinho, por favor, não atrapalhe.
– Pelo menos nos deixe te ensinar sobre os vampiros, será mais fácil se souber o que fazer. — Lucy tentava convencer Tyler, descia do cavalo e ia em direção a bolsa que estava presa no mesmo.
– Hum, tudo bem, acho que não tem problema. — Disse Tyler se aproximando de Dean e Lucy.
Lucy e Dean explicavam para Tyler os pontos fortes e fracos de um vampiro, como neutralizá-los e matá-los, pelo menos todo o conhecimento que eles tinham, ao final, eles entregavam para Tyler um pouco de alho fervido que estava trancado em uma garrafa de vidro.
– Obrigado pela ajuda, um dia pagarei vocês. — Ele apertava as mãos de Dean e Lucy como despedida, e então se virava e começava a andar.
– Espere. — Dean o interrompeu. — Leve isso. — Ele joga para Tyler seu facão de prata que ainda estava na bainha.
– O que faço com isso? — Perguntou Tyler.
– Se realmente há uma disputa de território, você possivelmente poderá encontrar um lobisomem, isso é um facão de prata, use-o se encontrar algum. Mas eu vou querer ele de volta, ok? Lucy e eu estaremos na taberna principal da cidade, me entregue amanhã pela manhã.
– Ok.. eu vou trazer amanhã. — Disse ele correndo em direção contrária, indo para Blue Montains.
– Você sabe que talvez ele nunca volte, não é? — Disse Lucy pegando as rédeas de Christopher e o puxando em direção a cidade.
– Sim, eu sei, mas pelo menos dei a ele mais um motivo para viver, mesmo que seja algo simples como devolver um objeto. Eu acho que ele voltará. — Respondeu Dean, que acompanhava Lucy.
Os dois sorriam, então entravam na cidade. Eles primeiramente iam para o estábulo, deixando o cavalo com o dono para ser cuidado e alimentado, logo após iam para o centro da cidade dando uma volta para conhecê-la. Era agora fim de tarde, eles então entraram na taberna mais conhecida, a "Dwayne Cup's". Eles comiam enquanto conversavam, como se tivessem esquecido tudo o que aconteceu. Ambos estavam sentados no balcão, as outras pessoas estavam todas nas mesas, a maioria eram bêbados.
– Sua mãe realmente mandava na casa, sinto pena de seu pai. — Comentou Lucy sobre o assunto, rindo da situação engraçada. — Mas então, Dean, hoje cedo você disse algo que me deixou curiosa..
– Hum? O que? — Estranhou Dean, dando a ultima colherada na comida em seu prato, comendo.
– Quando você nos apresentou a Tyler, você disse "Lucy é minha...", minha o que? — Lucy sorria, esperando a resposta de Dean.
– Ah, você sabe.. — Ele a fitava por alguns segundos, também sorrindo, mas logo bebia a água de seu copo.
– E porque não disse?
– Eu não sabia se aquela era a palavra certa, e se você achava o mesmo. Eu iria parecer um idiota caso você considerasse diferente.
– Mas eu também acho Dean, nós não nos beijaríamos se eu achasse diferente. Então.. você pode me chamar assim, se quiser. — As bochechas de Lucy ficavam rosadas, mostrando timidez.
– Tudo bem então, a próxima pessoa que a gente conhecer, eu vou dizer "Olá, eu sou Dean, e essa é minha namorada Lucy", tudo bem?
Ambos sorriam, conversavam por mais alguns minutos e então pagavam pela comida.
– Você tem quartos? Dean perguntava para o dono da taberna.
Tenho apenas um, com uma cama de casal, pode ser?
Ele olhava para Lucy, esperando uma resposta, ela mesmo tímida, acenava positivamente com a cabeça. — Tudo bem, ficamos com o quarto.
Dean pagava pelo quarto, logo eles iam para o mesmo, era um quarto bem maior do que Dean havia ficado em Blue Montains, uma cama de casal encostada na parede no centro, algumas cômodas, estante de livros, um sofá feito de pele e um banheiro. Os dois entraram, se sentaram no sofá e conversaram por alguns minutos, logo depois eles resolvem tomar um banho, Lucy foi a primeira a ir, Dean a esperou enquanto lia um livro em que tinha achado na estante, alguns minutos depois Lucy voltava, ela vestia sua roupa de dormir, usava apenas um roupão de tecido fino por cima de suas vestes intimas. Logo foi a vez de Dean seu banho foi mais rápido do que de Lucy, sua roupa de dormir era uma calça e uma regata preta.
– Lucy, amanhã cedo vamos esperar um pouco por Tyler, e depois ir embora, ok? Temos que chegar até a casa de sua tia.
– Hum, tá.. Mas e se o Tyler não aparecer?
– Ele vai. — Respondeu Dean com confiança, indo em direção a cama. — Vamos dormir?
– Vamos.
Ambos se deitavam na cama, Dean do lado direito e Lucy no lado esquerdo, se cobriam com a coberta de lã e ficavam em silencio por alguns minutos com os olhos fechados, tentando dormir. Lucy se remexia na cama tentando achar uma posição confortável para dormir, ficando de costas para ele. Dean percebia, e em um movimento ousado, ele se aproximava de Lucy, a abraçando pela cintura.
– Boa noite Lucy.
– Boa noite. — Respondia Lucy de forma tímida.
Eles então dormiam até de manhã cedo. Lucy foi a primeira a acordar, se sentava na cama, e como de costume, dava pequenos empurrões no braço de Dean para que acordasse também.
– Só mais um pouco.. — Dizia Dean, ainda dormindo.
– Acorda Dean. — Ela o empurrava com mais força dessa vez.
Dean então acordava, abria seus olhos e ao poucos se sentava na cama.
– Bom dia, Lucy. — Dean ia em direção a Lucy, ambos se beijavam.
– Bom dia.. — Ela sorri.
Ambos se levantam e vestem suas roupas, arrumam suas coisas colocando-as de volta na bolsa e saem do quarto, ao descer as escadas da taberna, era possível notar uma única pessoa no lugar além do taberneiro, era Tyler, ele estava sentado no balcão, esperando por eles.
– Eu disse que ele voltava. — Dean e Lucy iam em direção ao balcão, cumprimentando Tyler. — E ai, como foi?
– Eu consegui! — Tyler ajeitava sua bandana, pegava o facão de Dean de seu sinto e colocava sobre o balcão. — Ele caiu, eu fiquei lá, perto de casa, e ele apareceu, ele me subestimou e tentou me atacar, usei o alho como vocês me falaram, nós lutamos e eu arranquei a cabeça dele. Ah, e eu não precisei usar isso ai. — Ele ria por alguns estantes apontando para o facão.
– Do jeito que você diz, parece que foi fácil. — Disse Lucy, apoiando os braços no balcão.
– Na verdade foi, pensei que teria mais trabalho, mas com as dicas que me deram, tudo ficou mais fácil, agradeço.
– Mas então, Tyler, o que fará a partir de agora? — Perguntou Dean.
– Eu não sei, não tenho mais para onde ir, meu objetivo está feito, vinguei meus pais.
– Você gostou, não? Matando aquele vampiro você salvou a vida de muita gente, você sabe, não é?
– Eu não havia pensado por esse lado, tem razão, Dean.
– Então Tyler, você gostaria de vir conosco? Eu e Lucy pretendemos montar um grupo, você é bom com espadas, e eu confio em você. Já que não tem para onde ir, se junte a nós.
Tyler, olhava para o chão por alguns segundos, pensando.
– Tá, para onde vamos? — Respondia Tyler de forma rápida. Os três riam com aquilo.
– Vamos para Hiesville, e vamos agora. — Disse Dean pegando seu facão e indo em direção a saida da taberna, junto com Lucy e Tyler, eles iam até o estábulo para buscar Christopher e mais um cavalo para Tyler, assim saiam da cidade, indo para Hiesville.
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