Fallen Spirits
17 Parceria
Phillip lentamente acordava, sua cabeça doía como se ele tivesse batido ela diversas vezes para piorar seu corpo inteiro estava enrolado em diversas correntes presas a uma pilastra de pedra atrás dele. Ele tentava forçar as correntes para ver se conseguia escapar de alguma delas, porém elas pareciam ficar cada vez mais apertadas e ele cada vez mais cansado.
– Não adianta garoto, essas correntes são de pura prata benzidas em agua benta capaz de segurar qualquer ser da noite – Uma estranha voz abafada ecoava pelo local.
O jovem parava por um momento a tentativa de escapar de tais correntes e olhava em volta em busca do dono daquela voz presumindo ser ele aquele que o capturou, para sua má sorte o local onde ele estava não parecia ser mais nada do que um quarto de pedra contendo apenas uma pequena janela onde passavam pequenos raios de sol que iluminavam o quarto sem contar também a pilastra onde ele estava preso, o quarto nem mesmo possuía uma porta.
– Se você procura por mim não precisa ir tão longe quanto pensa – Phillip ouvia a voz novamente agora próxima dele e logo uma figura surgia de trás do pilar onde ele estava preso parando a frente dele – Permita me apresentar você pode me chamar de o alquimista.
A pessoa a frente de Phillip usava uma capa e um chapéu ambos pretos e em seu rosto uma máscara branca que possuía um bico semelhante ao de uma ave, roupa similar a aquela utilizada por médicos durante a época da peste negra e atualmente sem nenhum uso.
– Acredito que esteja se perguntando por que se encontra nesta situação tão desagradável para alguém do seu tipo – A voz do alquimista era abafada e grossa dando a entender que ele era um homem – Eu o encontrei durante a noite de ontem tentando invadir minha torre e devo dizer isto é uma grande falta de educação sua, de qualquer forma eu o desacordei e o prendi aqui durante toda a noite e devo também dizer que foi uma noite um tanto quanto barulhenta.
O lugar pareceu ficar mais frio para Phillip, se aquela pessoa conseguiu prender ele durante toda a noite isto significa que ela também podia facilmente o matar.
– Vejo pela sua reação que está pensando porque ainda não te matei – O alquimista soltava uma abafada risada por sua máscara – Eu realmente poderia ter te matado, mas você e um dos únicos que consegue achar este local, houveram poucos outros que também conseguiram chegar até, porém todos eles tinham o objetivo de me matar e não preciso dizer qual foi o destino deles. Então se você puder me diga o que gostaria nesta solitária torre?
– Foi por acaso – Phillip falava como se fosse forçado – Eu estava indo até a cidade, mas a noite chegou antes que eu percebesse e como você já deve saber eu sou um lobisomem se eu me transformasse durante a noite e me dirigisse até a cidade sem ao menos conhece-la eu poderia estar me jogando em uma armadilha então eu tentei me esconder na floresta durante a noite e acabei encontrando este lugar e o resto você acabou de me contar.
– Então isto significa que você não e um dos afortunados em ter o controle sobre sua forma bestial? – O alquimista parecia intrigado com o jovem.
– Você só vai me deixar preso aqui em quanto faz perguntas para mim!? Isto e algum tipo de interrogatório!? Aposto que a próxima coisa que irá me perguntar e onde anda meu bando para que você possa ir caça-los – Phillip tentava se jogar para cima do homem a sua frente, mas era impedido pelas correntes que pareciam novamente drenar sua força.
– Eu já te disse você não conseguira escapar dessas correntes. Mas, respondendo sua pergunta, não sou um caçador e odeio eles mais do que você pode imaginar – O alquimista colocou a mão no seu queixo parecendo pensar em algo – Seria um desperdício de deixar preso aqui por isso tenho uma proposição a você, trabalhe para mim lobisomem.
– Trabalhar para você!? O que me faria concordar com isto?
– Acho que você não está em nenhuma posição de questionar – O homem tirava de dentro de sua roupa uma garrucha e apontava para o rosto de Phillip – A única coisa aqui entre a morte e você sou eu – Ele então guardava a arma novamente em sua capa – Mas claro que em troca de você trabalhar para mim eu lhe darei alguns benefícios.
O homem ficava em silencio observando Phillip através dos olhos de vidro da máscara.
– E quais seriam eles? – Phillip finalmente falava um pouco relutante.
– Bom primeiramente – O alquimista levantava sua mão com um dedo levantado — Eu possuo uma vasta rede de informantes na cidade, tudo que acontece nela ou tudo que entra e sai dela chega aos meus ouvidos ela também poderia ser sua durante o tempo de nossa cooperação – Ele então levantava outro dedo – Segundo, eu sou dono de uma grande parte das minas dessa cidade e poderia oferecer a você 20% do lucro dela – Ele levantava um terceiro dedo – E terceiro você poderá usar essa torre como seu esconderijo. Claro isto tudo se você sobreviver lá fora.
– E o que eu teria que fazer? – O jovem perguntava aquela ofertava realmente estava o tentando.
– Eu sou um alquimista e realizo experimentos todos os dias e para isso preciso de ingredientes um tanto quanto exóticos e também gostaria de manter a cidade sobre meu controle – O alquimista dizia.
– Para que ter a cidade sobre seu controle? – Phillip perguntava intrigado.
– Eu quero construir uma Utopia para uma pessoa querida minha e para isso tenho que ter a cidade sobre meu controle, entende?
– Se você tem tudo isso que diz porque não contrata alguém com mais capacidade – O jovem questionava.
– Não se engane existem outras pessoas que trabalham para mim, mas eles trabalham apenas pelo dinheiro e eu não duvido que se alguém oferecesse algo melhor eles não pensariam em duas vezes em me esfaquear pelas costas. O que eu preciso e de alguém em que eu possa confiar e eu acho que nossos objetivos se cruzam. – O alquimista dizia colocando as mãos em suas costas.
– De que forma?
– Você ainda e um simples e pequeno lobo e com minha ajuda eu posso fazer você crescer ser a maior e mais temido lobisomem desse país você simplesmente tem que aceitar minha proposta.
– Eu não preciso nem pensar. Eu aceito – Phillip abria um sorriso maníaco em seu rosto.
O homem esfregava suas mãos juntas por um tempo e depois tirava de dentro de sua capa uma chave ele então ia atrás do pilar onde as correntes estavam presas e abria um cadeado que mantinha elas presas lá elas então caiam de Phillip o soltando. A primeira coisa que Phillip percebia quando era solto das correntes era que sua camisa havia sido rasgada inteiramente e sua calça estava caminhado para o mesmo destino O alquimista parecia perceber a preocupação do jovem e caminhando até um dos cantos do quarto dizia.
– Não se preocupe eu tenho roupas que acho que servirão em você – Ele começava a passar a mão através da parede pressionando os blocos de pedra que a compunham até que um deles afundava e ao seu lado as pedras subiam revelando uma passagem – Vamos temos coisas a fazer.
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