Notas iniciais
Bom essa é minha unica fanfic 100% original *--*
E tenho uma imensa vontade de transformá-la em livro, adicionar mais coisas, mais personagens uma trama mais interessante, mas enquanto não sai nada assim, fiquem com essa coisinha, que eu fiz com a intenção de ser fofa.

Boa leitura (>^_^)>

Mais ou menos seis meses atrás.

Desde que o vi pela primeira vez algo em mim despertou.

Eu fui designada pelo conselho de anjos, á ser a nova guardiã de Thomas Glimer, desde que ele sofreu um terrível acidente por negligência de seu ultimo anjo guardião, Dorian. Thomas quase morreu sem ser a sua hora. O conselho ficou alvoroçado pelo ocorrido, eles rebaixaram Dorian á classe dos querubins. E em uma reunião oficial do conselho que durou cinco dias inteiros. Dentre todos os anjos, eu fui a escolhida.

Eu sempre fui o tipo de anjo solitário, porém prestativo, justo e, de muitas maneiras, bom. Mas eu definitivamente não sei os reais motivos do conselho ter me escolhido, ou de como meu nome foi citado ou colocado em pauta. Não sou do tipo que se destaca na multidão, e ainda sou considerada muito jovem para fazer qualquer coisa realmente importante. Mas alguém me reconheceu e eu fui escolhida.

O anuncio foi dado no quinto dia. Fui chamada até o salão do conselho. Ezequiel, o mais velho, levantou-se e me direcionou seu olhar sereno, e disse:

- Anjo Sabiny, você, dentre todos foi a escolhida para cuidar daquele que um dia fará coisas extraordinárias. Você acaba de ser nomeada: Anjo da Guarda de Thomas Glimer.

Concordei com um aceno.

- Muito obrigada por essa nobre tarefa, irmão. Mas por que eu? — Ele me olhou com um olhar divertido. — Não sou tão experiente para uma tarefa tão importante.

- Você se mostrou capaz através de seus justos atos. Pode se retirar, Daniel irá explicar-lhe sua missão.

Saí de lá e encontrei Daniel na porta com um largo sorriso. Ele me explicou o que teria de fazer. Curar meu protegido pouco á pouco e então protegê-lo.

Coloquei na cabeça e no coração que iria fazer por merecer aquela tarefa tão importante. Afinal foi previsto pelo oráculo dos anjos que Thomas será de significativa importância no mundo, que ele fará e dirá coisas nunca vistas ou ouvidas. Tais palavras e atos serão lembrados por toda a eternidade.

Logo que terminei minha pequena reunião com Daniel, desci á terra para visitar meu protegido no hospital, pra conhecê-lo e cuidar para que ele melhorasse.

Era uma manhã fria, pelo início do inverno. Assim que pus os pés naquele quarto, uma sensação estranha e realmente boa encheu a minha alma. O tipo de coisa que só sentia próximo a seres celestiais. Ele emanava uma forte energia positiva. Jovem e muito bonito, mesmo cheio de ataduras e muitos aparelhos ligados em seu corpo, seu semblante estava tão sereno... Me peguei olhando tempo demais, então voltei a mim e a minha missão.

Eu tinha de ajudá-lo a curar-se. Mas eu não podia usar tanto poder nisso pra que não pensassem que foi milagre, somos terminantemente proibidos de fazer tal coisa. Milagres, só em caso de extrema urgência.

Deslizei minha mão pelo rosto de Thomas, senti a textura de sua pele e aquilo me causou um arrepio, além de uma deliciosa sensação de energia positiva. Deslizei até sua testa e o curei o suficiente para ele despertar. Seus belíssimos olhos verdes se abriram e olharam ao redor, por um segundo ele pareceu olhar pra mim. Mas aquilo era impossível, afinal nós não podemos ser vistos por seres humanos, se não quisermos. Ele direcionou seu olhar até um sofá encostado á parede, onde uma garota não muito mais velha do que ele, dormia, ele abriu um sorriso. E chamou por ela:

- Victória.

A garota despertou e olhou pra onde vinha o seu nome. Viu seu irmão despertado abriu um largo sorriso e correu em sua direção.

- Maninho! Como você está?

Perguntou encarando-o com preocupação e alívio.

- Estou me sentindo um pouco melhor, mas ainda com dores.

Thomas disse com uma voz cansada, porém feliz.

- Os médicos disseram que você estava se recuperando, mas ainda estava fraco para despertar. Você lembra o que te aconteceu?

- Lembro que eu estava dirigindo e depois um minuto de distração... Bom, só me lembro do alto barulho da buzina de um caminhão, de desviar e de olhos brilhantes na estrada.

Ele falou com o olhar meio perdido.

- Parece que o caminhão não bateu em você, pois você desviou. Mas um cervo entrou na estrada nesse exato momento, e você acabou batendo nele. Foi uma pancada feia. Ele atravessou o para-brisas, te atingindo em cheio. — Ela levantou a camisa da roupa de hospital dele, revelando duas cicatrizes aparentemente profundas, na altura de sua costela. — O chifre dele perfurou sua carne, mas não atingiu nada importante. Ah, os cascos dele acertaram sua cabeça.

- Não era um médico formado que deveria estar me explicando isso?

Thomas perguntou irônico para a irmã.

- Vejo que já está melhor, né? Pro seu governo eu já estou no quarto ano de medicina, e tenho capacidade suficiente para explicar os ferimentos do meu irmão.

Os dois deram leves risadas, que são seguidas de contorções e gemidos de dor vindos do meu protegido. Senti um pouco de pena dele, mas isso logo se transformou em compaixão.

- Quanto tempo eu fiquei desacordado?

Ele pergunta.

- Cinco dias. — Victória contou. — Foram os cinco dias mais agonizantes da minha vida. — Seu olhar se entristeceu. — Perder mamãe e papai foi muito doloroso pra mim... Não aguentaria perder você também.

Os pais de Thomas e Victória morreram há dois anos em um vazamento de gás, que resultou em um incêndio devastador na casa de campo deles, nos arredores de Glenville na Virgínia do Oeste.

A Anjo da Morte Damaris pode ser bem criativa quando quer. Ela é um dos poucos Anjos da Morte que se divertem com esse trabalho, sem falar que, além de minha irmã, ela é minha amiga mais leal. Foi terrível o que ela fez? Foi. Tinha necessidade? Não. Mas fazer o que... Ela adora aparecer. E os Anjos da Morte tem a Causa da Morte á seu critério, eles podem fazer o que bem entendem, mas tem que levar a alma da pessoa na hora exata, ou pode haver consequências. Damaris nunca deixou de entregar suas almas á tempo.

Vi Victória apertar firme a mão do irmão. Havia lágrimas rolando em seu rosto. Lágrimas carregadas de um luto que nunca acabaria.

Ela sempre foi mais apegada á família. Thomas também sofreu com a perda de seus pais, mas ele já não era tão apegado á eles há muito tempo. Vivia brigando com o pai, porque ambos tinham ideias completamente opostas. Thomas saiu de casa, foi morar em Washington, próximo á irmã, onde terminou a faculdade de Filosofia e iniciou Jornalismo. Sempre muito inteligente, um pensador nato. Nunca se deixou levar por nada que lhes diziam logo de cara, sempre pensava e ponderava a respeito. Isso era o que mais irritava seu pai. Aos dezessete já tinha um pensamento formado, o Sr Glimer nunca aceitou isso muito bem.

Thomas e Victória conversaram um pouco, antes do médico chegar. Dr. Dinklage ficou muito contente em ver Thomas acordado, e tinha ótimas perspectivas de sua melhora. E por mais que eu soubesse que era eu quem o estava curando, aquilo me deixou verdadeiramente feliz. Eu mal o tinha conhecido e já estava me apegando ao meu protegido. Thomas é educado, meigo e inteligente. E ali, naquele momento, eu vi que coisas haviam despertado dentro de mim. Eu o vi com um carinho imenso e fiquei feliz por ser sua protetora. O sorriso dele era cativante, encantador e eu não conseguia deixar de olhar, nem um segundo sequer.

Thomas ficou em observação por mais uma semana. Claro que eu poderia tê-lo curado em menos tempo, mas isso seria suspeito. Ele recebeu várias visitas de amigos da faculdade. Ele sempre foi uma pessoa muito querida, do tipo que tem amigos de verdade.

Nesse meio tempo, eu ia e voltava do céu. Damaris me parabenizou pela tarefa importante, no primeiro dia que retornei. Ela chegou com suas grandes, belas e reluzentes asas negras, trajando um vestido tão negro quanto, que contrastava perfeitamente com seu tom de pele alva. Ela pousou ao meu lado, logo me abraçando.

- Parabéns, amiga! — Apenas sorri. — Quem diria que você seria o anjo felizardo? Todos estavam apostando no Leon.

- Eu sei, eu também estava.

Rimos. Leon é o tipo de anjo popular. Sempre pega as missões mais importantes e mais difíceis, pois todos sabem o quanto ele bom no que faz.

- Menina... Ouvi dizer que seu protegido é mó gato. Sério?

Ela perguntou só para me provocar. Juntei as sobrancelhas e estreitei os olhos.

- Damaris! Não devemos ficar olhando apenas a beleza humana. — Mas então fiz uma cara irônica, ao dizer: — Mas, cá entre nós, ele é mesmo uma gracinha.

- Safada!

Gargalhou ela.

- Safada nada! Me respeite, pois agora eu tenho uma função muito importante.

Falei cruzando os braços, fingindo indignação.

- Ah tá! Safada! Safada! Safada!

Ela cantarolou dando pulinhos ao meu redor.

- Se eu sou safada você é uma anjo muito da psicopata.

Revidei. Ela parou, tamborilando os dedos no queixo.

- É... Talvez eu seja mesmo. É o privilégio de ser um Anjo da Morte. Podemos agir do jeito que der na telha. — Ela disse, então com o poder de materialização celestial, Damaris fez surgir um chão de grama verde e se jogou, cruzando os braços atrás da cabeça. Eu sentei ao seu lado. — Mas ser Anjo da Guarda também tem suas vantagens. Você pode escolher seu modo de agir. Pode agir por meio de forças, ou pessoalmente.

Eu não sabia desse detalhe de ser Anjo da Guarda. Como eu disse antes, sou jovem e não conheço tudo sobre os anjos ainda. E descobrir que eu poderia agir de maneira mais próxima do Thomas me deixou com um sentimento estranho, algo como uma vontade imensa de fazer isso. Mas se todos os anjos agissem conforme seu desejo pessoal e não conforme seu senso de dever, o paraíso seria um grande caos.

Eu decidi que eu iria agir á distância. Pessoalmente poderiam ocorrer interferências que provavelmente não estariam no destino de Thomas. Mantive esse pensamento por quatro meses, mas cada dia que eu passava ao seu lado, meu sentimento crescia, cada vez mais.

Notas finais
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Até o próximo cap!! <(*w*<)