Fallen

10 Um lugar para chamar de meu!


Notas iniciais
Olá meus amores, Mais um capitulo concluído, espero que gostem. Capitulo não betado. Boa leitura a todos!

Capitulo X — Um lugar para chamar de meu!

A família Onpreyde estava toda reunida à mesa. Hades estava na ponta, sua expressão austera oprimia os demais. Era como se todos ali estivessem diante de um juiz, esperando para ouvir suas sentenças. Sonnya e sua mãe estavam uma de cada lado do homem. Kardia e Saori estavam no meio. Milo estava ao lado de Aioros e de frente para o irmão. O silêncio era constrangedor, mas ninguém da família se importava e a menos que Hades fosse o primeiro a falar ninguém mais falaria durante aquela refeição.

Hades era casado com Pandora — uma mulher de origem alemã, de estatura media, com longos e lisos cabelos negros e pele branca. Olhos bem expressivos na cor mel. Pandora era modelo quando casou com o empresário. Preciso de alguém que realize meus desejos, Hades disse na época. Era tarde quando a morena entendeu o real significado daquelas palavras.

Hades era um homem diferente dos que ela havia conhecido no decorrer de sua carreira. O moreno tinha tendências de BDSM e era doente por todas as formas de controle existente. Para Hades, ter o poder de controlar a tudo e a todos era o essencial para sua vida ser completa. Era um verdadeiro doente. Louco!

Talvez fosse o trauma sofrido durante sua juventude. Talvez ser abandonado no altar pela mulher que ele mais amou, pegar seu irmão mais velho (e por parte de pai) transando com sua mãe e logo mais a frente se descobrir estéreo o fizeram enlouquecer. Ela não sabia dizer exatamente o que movia aquele homem, mas fosse o que fosse ele tinha achado de descontar tudo nela. Talvez por ser muito parecida com a mulher que o abandonou no altar para ir viver com outro homem.

— Então, para quando marcaram o casamento? — o patriarca perguntou calmo, despertando sua esposa de seus nostálgicos devaneios para ater-se a conversa ou não saberia a hora de intervir.

Sonnya gelou. Olhou de esguelha para Aioros, captando a mesma expressão serena de seu pai em seu noivo. O nó em sua garganta a entalou. Ela queria se libertar daquilo. Queria estar longe dali, de preferência ao lado de um jornalista charmoso que ela tinha conhecido. Pandora notou a angustia da filha e suspirou, aquele jantar iria ser um martírio.

— Para o mês que vem. — murmurou Aioros. — já reservei a capela.

A ex modelo sorriu, ao menos seu genro seria um bom companheiro para sua filha. Não havia amor entre eles, ela podia ver. Na verdade, não havia amor em nenhum dos casais ali presente.

— Sim, e eu já mandei confeccionar os convites. — Pandora falou tentando demonstrar orgulho. — Amanhã Sonnya vai experimentar o vestido. Né filhinha?

A mulher de cabelos rosa apenas meneou a cabeça em concordância. Não tinha forças para rebater diante a todos. A imponência do pai a intimidava. Os irmãos que deveriam protegê-la também eram presos! E assim como ela, sonhavam em escapar dos destinos traçados. O futuro marido não era alguém ruim. Era bonito; alto, forte, musculoso. O sonho de toda mulher. E Sonnya tinha um carinho por Aioros, afinal... estudaram juntos no último ano do advogado na faculdade. Mas o grego não fazia seu coração bater de forma frenética, quase como se quisesse sair de seu peito por sua boca. Tampouco provocava todas as reações que Regulus lhe causou e em apenas uma noite.

— O que foi Sonnya? Você não parece contente. — Hades perguntou olhando a expressão desgostosa da filha. Sonnya não sabia, mas Hades tinha mandado vigiá-la. Cada passo dado, cada respirada mais profunda e era em nome disso que o homem estava ali. Tudo o que ela fez ou deixou de fazer no tempo em que passou sozinha... ele sabia de tudo!

“E não estou!” — o cérebro da garota intercalou.

— Impressão sua, papai. — falou antes que seus pensamentos saíssem por sua boca. — Entretanto, ultimamente ando me sentindo meio cansada. Deve ser ansiedade, o fuso horário também pode estar me afetando.

Hades olhou a filha com descaso. Por um momento Sonnya temeu, achou que seu pai soubesse de sua escapada. No entanto, já estaria em maus lençóis se o pai soubesse. Mordeu o lábio inferior e tratou de se acalmar, estava claro que ele não sabia e seria um problemão se fosse ela a se delatar. Hades não tinha mencionado ou se quer dado a entender, era melhor ficar neutra. Calada de preferência.

— É bom que esteja ansiosa. — Hades colocou a taça em cima da mesa. Sonnya suspirou aliviada — E você Aioros... O que tem feito nesses últimos dias? Espero que tenha resolvido aquela sua pendência. — o grego engoliu em seco com as palavras do futuro sogro.

— Ah, Sim! Claro! — o sagitariano respondeu sem jeito, nervoso. Olhando de relance para entrada da sala de jantar, bem onde se encontrava um dos seguranças da família. Trocando um olhar discreto com o mesmo.

— Que pendência? — Kardia se interessou. Nada passava despercebido de seu olhar fugaz, nem mesmo o olhar receoso — com resquício de temor — como o que o segurança e seu futuro cunhado trocaram. Mesmo que rapidamente.

— Não se preocupe Kardia, foram apenas alguns atos pueris que Aioros cometeu. Coisas sem noções que os jovens fazem. Nada demais. — Hades levou um pouco de comida a boca.

— E que atos pueris foram esses, pai? — Milo também se interessou.

Hades pegou o lenço que estava em suas pernas e limpou levemente a boca, olhando para todos na mesa.

— Creio que se fosse para que todos ficassem sabendo, eu teria perguntado de forma mais clara e abrangente e não diretamente para Aioros e de forma camuflada. — respondeu o patriarca áspero, cortante. Deixando claro aos irmãos que o assunto era algo que eles não precisavam ficar sabendo.

— Desculpe-nos pai, mas Aioros vai se casar com Sonnya. Somos irmãos dela e precisamos saber se ela ficará bem! — Milo tentou defender-se.

— Eu sou pai dela e estou me certificando de que ela ficará bem. Agora deixem de me questionar e voltem a comer.

O tom de voz, o olhar e a expressão de Hades era intimidante. Desafiava os filhos a revidarem. Milo trocou um olhar contido com Kardia, o escorpiano mais velho apenas balançou a cabeça negativo, olhando para o próprio prato em seguida. Demostrando com esse gesto que era perda de tempo discutir com o pai. O loiro suspirou profundamente e retornou a comer.

Pandora sorriu condescendente, concordando com seu marido. Era melhor mesmo que aquele pequeno segredo ficasse somente entre as partes envolvidas e que Kardia e Milo não soubessem.

— Isso mesmo. Se for algo que vá atrapalhar nosso maravilhoso jantar em família, então é melhor que fique camuflado, ou melhor... que seja extinto! — Pandora falou, apreciando o fim daquela discussão entre os homens de sua vida.

— Mãe, nós só queremos o melhor para Sonnya. — Milo rebateu mais uma vez.

Kardia deixou o garfo cair sobre o prato de porcelana, apoiou o queixo com as mãos e olhou repreensivo para o irmão mais novo.

— Então escute seu pai e volte a comer. — o escorpiano mais velho retorquiu, tentando dar um fim a confusão que estava prestes a se formar.

— Mas...

— CHEGA! — Sonnya gritou em plenos pulmões. Levantando-se de forma intempestiva, colocando ambas as mãos em cima da mesa. Com exceção de Hades, todos olharam espantados para a garota. A escorpiana estava com a face vermelha, os olhos semicerrados e fazendo força para respirar. Estava pressionada, acuada. — Se quisessem realmente o meu bem, veriam o quanto o quanto estou gritando! Por que não me escutam? — ninguém se moveu. Hades sorveu um pouco de vinho.

— Sente-se Sonnya. — ordenou assim que voltou à taça para a mesa.

— Pai. — chamou quase chorosa.

— Eu disse sente-se! — Hades falou firme.

— Odeio vocês! — indignada saiu correndo.

— Sonnya... — chamou Pandora, estupefata com a atitude da filha.

— Ok. Pra mim já deu! Eu preciso sair. — Milo jogou o lenço em cima da mesa e afastou a cadeira, estava preocupado com Camus. Já tinha passado tempo demais longe de seu francês e não sabia o que se passava na cabeça do mesmo. No entanto, antes que pudesse sair do lugar escutou a voz de Hades bastante imperiosa.

— Fique bem aí onde está. — o loiro engoliu seco. A expressão “agora fudeu!” piscou em letreiros gigantes, e como um gato assustado, o escorpiano ficou quieto, bem aonde estava. — Pandora, vá buscar sua filha. — ordenou Hades.

— Hades, por favor, perdoe-a. ela está nervosa e estressada devido ao casamento. — apelou Pandora.

— Estressada? — o moreno expressou um sorriso desdenhoso. — Quem paga as contas dela sou eu! — falou. — O problema daquela garota é somente um... Excesso de mimo! Você a mimou demais, Pandora. — Pandora baixou a cabeça, no fim era uma mulher submissa! — agora ou você vai buscá-la ou vou eu!

Pandora levantou-se e apressou-se em ir buscar a filha, no entanto, Sonnya não tinha corrido para o quarto... ou para qualquer outra parte da casa.

...Fallen...

O domingo tinha chegado rápido, bem mais rápido do que Camus queria. Os raios de sol entravam furtivos dentro do quarto do francês que apenas virou-se de lado e fechou os olhos mais uma vez. Naquele dia Camus não teve forças para sair e correr. Tudo o que queria era ficar na cama. Dormir o máximo que pudesse até a noite chegar. O ruivo estava mental e fisicamente esgotado. As situações ocorridas na semana o tinham deixado um pouco febril.

Milo havia passado a semana quase toda com ele, por motivos óbvios o loiro não quis deixá-lo sozinho – para que não cometa outra tentativa de suicídio, o loiro disse – e não teria ido se Kardia não tivesse ameaçado – por telefone – de ir buscá-lo no apartamento do aquariano. Como o loiro não queria que Kardia e Camus se encontrassem não teve outra opção se não ir para casa.

“Meu pai está na cidade.” — o loiro falou, tentando explicar o porquê do irmão estar tão exigente.

Entretanto, em vez de alívio, por fazer Camus ficar livre de Milo por algumas horas ou quem sabe dias, a notícia trouxe um tremendo mal estar ao aquariano. Claro, isso se intensificou quando recebeu uma ligação de Saori convidando-o para jantar no domingo a noite. O francês tentou dispensar a “ex-patroa”, mas a mulher logo o convenceu ao informá-lo que Hades queria vê-lo. Resignado e sem opção o francês aceitou, sabia que seria pior se não fosse.

Puxou as cobertas com força, cobrindo todo o seu corpo, ao escutar o tocar da campainha. Não queria atender. E se fosse Milo que já tivesse voltado... o que diria? O que faria? Contaria a verdade? Tratou de ir atender ao perceber a insistência, com certeza a pessoa não iria embora.

— Então, ele voltou... — falou baixo, já prevendo a expressão de Milo do outro lado da porta, claro, tomando um tremendo susto ao ver que era seu irmão mais novo que estava lá, parado. — Dégel?! — chamou para confirmar, não era uma boa ideia ele estar ali

— Camus! — o aquariano mais novo abriu um lindo sorriso ao ver o irmão. Somente assim para amenizar o pequeno desconforto que estava sentindo, aliviando assim sua preocupação. Camus não estava em sua melhor forma; estava com olheiras e meio vermelho, talvez até estivesse com febre, mas fora isso o mais novo não percebeu nada de perigoso.

Ele não conseguia ver o quão quebrado estava o espírito do ruivo.

Camus mirou o irmão com um pouco de dificuldade, realmente a notícia não tinha feito bem ao seu sistema nervoso, e agora, a presença do irmão, só pioraria as coisas. Dégel era muito parecido com a mãe deles. O rosto liso, os olhos grandes, expressivos e da mesma cor. Se fosse para apontar; a única diferencia entre ambos era somente os cabelos. Louna tinha cabelos castanhos escuros e Dégel... cabelos esverdeados! Cor essa que eles não sabiam de onde havia saído.

— O que está fazendo aqui? — o ruivo perguntou um pouco seco. A semana não podia ficar pior... a não ser, é claro, se Hades e Dégel se encontrassem. Aí todo o esforço de Camus não teria tido valor algum. Por algum motivo de força maior Camus tinha a leve sensação de que Dégel também seria vítima de Hades, e isso ele não poderia deixar acontecer.

— Não vai me convidar pra entrar? — Dégel perguntou receoso, o irmão parecia um pouco distante. Frio. Talvez aquela não fosse uma boa hora para falar.

— Ah, sim, claro. Entre! — o tom formal do mais velho assustou um pouco o mais novo.

— Está com alguém? — perguntou esquivo. Camus parecia um pouco incomodado.

— Não. — o ruivo fechou a porta.

Dégel sentiu-se um pouco incomodado com a resposta fria do irmão. Camus não era daquele jeito, pelo menos não com ele. Será que ele estava zangado com alguma coisa? Mas o quê? “O fato de ter preferido ir morar com Regulus... poderia ser?” suas ideias o cutucaram. Dégel umedeceu os lábios e mordeu um pouco de lábios antes de falar.

— Está zangado porque não vim morar com você? — arriscou. Camus franziu o cenho, olhando atento para o irmão. Ele parecia confuso, meio vermelho. Talvez fosse vergonha, receio.

Foi então que o ruivo notou o quão injusto estava sendo com seu irmão. Dégel não tinha culpa de sua vida ser daquele jeito. De tudo o que acontecia com ele. Nem das coisas boas e/ou ruins que aconteciam ao seu redor. E de fato; não tinha gostado da ideia do irmão ir morar com o amigo da faculdade, mas não era bem por isso que estava daquele jeito. Arisco!

— Também não. — afirmou quase sussurrando. Zangado consigo mesmo. Como poderia tratar seu irmãozinho daquela maneira áspera?!

— É que você não pareceu muito feliz em me ver. — Dégel mexia com os dedos de forma nervosa, quase infantil. Fazendo Camus se lembrar de quando eram pequenos e o mais novo sempre ficava daquele jeito quando fazia xixi na cama e corria para pedir-lhe ajuda para mudar os lençóis.

— Não é isso. É só que... — Camus parou subitamente, mordendo o lábio com força. Contendo a enorme vontade de desabafar. Gritar! — Deixa pra lá. Vem aqui. — chamou o mais novo, abraçando-o forte, possessivo, cheio de saudade. — Eu estava morrendo de saudades de você! — falou.

Dégel exprimiu-se mais contra o corpo do irmão, sentir o mais velho daquela maneira era muito bom.

— Passei a semana toda com um pressentimento ruim e por isso vim te ver. — confessou o mais novo.

— Um pressentimento ruim sobre mim? E o que era? — o ruivo perguntou já sabendo da resposta... chamava-se sexto sentido. Ele também ficava inquieto quando Dégel estava com problemas, o ruim era que tudo o que ele conseguia, e podia fazer, era confortar o irmão por telefone.

— Não sei. Apenas cismei de que você estava precisando de mim. — falou. Afastou-se um pouco do ruivo, mirando os olhos cansados do irmão. — Sente-se bem?

Camus sorriu cálido.

— Melhor agora que está aqui! — um novo abraço foi trocado entre os irmãos. — E Regulus, como está?

— Bem!

— Por que ele não veio com você? — inqueriu Camus.

— É que ele teve um problema a resolver. — Dégel falou, desviando o olhar do de Camus para que não tivesse que começar a explicar que tipo de problema o amigo estava resolvendo. Afinal, como diria ao ruivo que o amigo jornalista estava com Sonnya Onpreyde sem que isso puxasse certos assuntos indesejados?

Dégel ficou no apartamento de Camus até o finalzinho da tarde. O ruivo o mimou um pouco, sentaram juntos no sofá, comeram pipoca e assistiram alguns filmes. Conversaram sobre muitas coisas. Durante o tempo em que permaneceu no apartamento do irmão, Dégel notou que o outro estava um pouco recluso e evitava falar de certos assuntos – incluindo os assuntos do coração! — E, embora o aquariano mais moço tivesse dito que aquilo era passado, ficou tentado a perguntar sobre a relação do irmão e Kardia. Também queria falar ao outro que se encontraria com o empresário novamente e de tudo o que aconteceu entre eles na noite de bebedeira, no entanto optou por realmente deixar pra lá. Fosse como fosse Camus era seu irmão e Kardia uma página com duas ou três estrofes escritas e o resto em branco.

Não era algo que valia a pena!

Camus, embora não transparecesse, “desejava” — só um pouco – que o irmão fosse embora. Não por que não o quisesse ali, mas porque tinha marcado de se encontrar com Saori e não seria bom que Dégel soubesse. Primeiro porque não queria mentir para o mais novo, depois Dégel pareceu passar uma borracha em tudo o que ouvira de Kardia. E ele não queria relembrar tudo novamente, pelo menos não naquele momento em que se encontrava tão confuso. Contaria tudo a ele quando fosse realmente seguro, claro, omitindo algumas partes, inclusive de que fora para protegê-lo que se sujeitou aos jogos de Hades.

No entanto, contradizendo as atitudes de Camus, Dégel tinha notado as evasivas do irmão. O jeito frágil do íntimo do ruivo. O que ele queria esconder? Se perguntava.

— Tem certeza de que vai ficar bem? — Dégel perguntou quando já estava na porta, pronto para ir embora.

— Sim, irei. Não precisa se preocupar, pedirei ajuda se for necessário. — Camus tranquilizou o irmão.

— Ok. Então podemos nos ver outro dia? — indagou.

— Não sei por que está perguntando isso, Dégel. Você é sempre bem vindo, afinal é meu irmão. — disse o ruivo. — Só avise antes... Somente para que eu possa me preparar, nada demais.

Dégel sorriu, beijou o rosto do irmão e partiu. Não faltaria ao encontro com Kardia, ver Camus lhe tranquilizou, no entanto, seu sexto sentido continuava alerta. Sabia que o outro lhe escondia alguma coisa e precisava saber o que era. Perguntar diretamente estava fora de questão, primeiro por que Camus não iria lhe dizer; segundo por que não queria fazer o irmão se sentir, de alguma forma, pressionado. Ele não parecia em condições de dar explicações. E se mais alguém poderia lhe contar o que estava acontecendo, esse era o empresário escorpiano.

...Fallen...

Sonnya chegou ao apartamento de Regulus ainda na noite anterior. A moça chegou toda chorosa, cansada e aflita. O leonino não pensou duas vezes antes de mandá-la entrar assim que a viu, toda desalenta, em sua porta. Ofereceu água e uma série de perguntas junto... O que aconteceu? Como sabia onde eu estava? Como chegou tão rápido?

— Calma aí Dan Bilefsky*, deixe-a respirar. — Dégel ralhou com o amigo e ofereceu um copo com água para a escorpiana que bebeu sem dar pausa para respirar.

— Estou cansada! — ditou um pouco seca. Sabia que estava sendo grossa, mas não queria dar nenhuma explicação naquele momento.

Tinha conseguido o endereço do leonino com Hyoga, o namorado de Shun. Como o virginiano tinha feito ela se livrar do número que o leonino havia lhe dado, não teve outra opção se não ligar para o loiro. Ficou muito feliz em saber que o grego estava em Yonkers e seu coração não indicou outro lugar que não fosse aquele, ao lado dele.

— Pode ir descansar um pouco no meu quarto. — o leonino ofereceu.

Sonnya mordeu o lábio inferior com força.

— Não quero ficar sozinha. — murmurou. Preocupado, Regulus aproximou-se abraçando-a forte.

— Você não está sozinha, Sonnya. Eu estou aqui com você e vou ficar com você até que durma. — o leonino passava uma das mãos, numa carinha leve, pelas costas da escorpiana. Enquanto forçava a cabeça da mesma contra seu peito com a outra, em um abraço firme e protetor.

Depois de pedir para que Sonnya se acomodasse em uma poltrona na sala, o aquariano chamou o amigo em um canto da sala.

— Regulus, eu não acho isso uma boa ideia. — Dégel falou receoso. A expressão da garota não era das melhores.

— Você não está vendo o estado em que ela está? Não seja insensível, Dégel.

O aquariano ficou indignado com a forma como o amigo falou consigo. Era por estar preocupado com o estado de Sonnya que não achava prudente que eles ficassem a sós no quarto do leonino.

— É exatamente por isso que não é uma boa ideia que vocês fiquem sozinhos.

— Não precisa se preocupar, não vou fazer nada demais... só vou confortá-la. Além do mais, amanhã você vai visitar o Camus certo? — Dégel meneou a cabeça. — Então vou ter tempo de sobra pra esse tipo de atividade.

Dégel revirou os olhos. O amigo era alguém impossível!

Naquela noite Dégel fez algo leve para ele, Sonnya e Regulus comerem. Na manhã seguinte saiu sem que o amigo e a companhia do mesmo percebessem. Pelo menos, até aquele momento... quando Sonnya abria os olhos de forma preguiçosa dando de cara com Regulus.

— Bom dia! — o leonino desejou, um sorriso adornava seu rosto moreno.

— Bom dia. — Sonnya sorriu tímida.

— Dormiu bem?

— Sim. Muito bem!

— Quer comer alguma coisa?

— Não tenho fome.

— Ok.

Passaram algum tempo somente se observando. Distribuindo sorrisos bobos. Regulus sentia o coração bater rápido. Estava apaixonado por Sonnya e queria passar o resto da vida com ela, o problema seria somente dizer isso sem que ela lhe fugisse novamente sem aviso prévio de quando se veriam novamente.

— Seu amigo está em casa? — Sonnya perguntou nervosa. Quebrando o silêncio gostoso que os unia de forma intensa.

— Não. Ele foi visitar o irmão. — respondeu.

— Entendo. — Sonnya sorriu sem jeito. — então... não terá problema se eu ficar um pouco mais? — perguntou.

— Você pode ficar o tempo que quiser. — Sonnya sorriu singelo. Regulus não diria aquelas palavras se soubesse de seu dilema. Ela mordeu o lábio inferior com força. — Adoraria poder fazer isso...

— Hã? O quê? — a escorpiana franziu o cenho, sem entender as palavras soltas do leonino.

— Morder seus lábios e consequentemente beijar sua boca. — Regulus falou, puxando Sonnya para perto, colando seu corpo com o da rosada.

Sonnya sentiu sua boca secar e todos os pelos de seu corpo se arrepiarem. Queria-o! desejava-o!

— E por que não o faz? — perguntou, se deixando levar pelo momento. Regulus não esperou por uma autorização escrita, não precisava! Simplesmente colou seus lábios com os lábios de Sonnya, beijando-a lentamente. Sentindo o gosto dela escorregar para dentro de sua boca como se fosse uma ambrosia, um néctar raro.

Queria ir com calma, fazê-la sentir o quanto ele a queria. O quanto a desejava. Seus movimentos arrancavam gemidos baixos de Sonnya que ora se deliciava com os toques que evoluíam de recatado para ousados de acordo com o som que emitia. Ora se recriminando, pois estava noiva e aquele tipo de comportamento seria algo totalmente desaprovado pelo pai.

Regulus venceu a barreira da camiseta azul da escorpiana, alcançando os seios volumosos. Abocanhando um e massageando o outro, enquanto dava leves investidas contra a calcinha já úmida da garota.

— Humm, Regulus. — Sonnya deixou escapar, em tom abafado, ao ser penetrada. Ter o leonino ali, entre suas pernas, tomando-a de forma eufórica era maravilhoso. Queria mais... — mais...! — pediu fraca. Regulus atendeu, estocando-a mais firme. Beijando-a de forma intensa. Sentindo carne com carne, osso com osso. Prolongando o momento, alongando os gemidos.

— Vamos! — ele chamou e Sonnya entendeu que aquele era o momento.

Seu corpo era tomado por espasmos. Suas pernas estavam moles e sem força. A visão desfoca e a sensação de sacies a fizeram ir com ele. Um grito extremamente alto trouxe o gozo a ambos.

— Amo você! — Regulus falou próximo ao ouvido de Sonnya, fazendo-a estremecer. — Não vou deixar você fugir. — declarou.

Sonnya apenas sorriu, a respiração estava pesada de mais para que ela conseguisse esboçar qualquer outra reação que não fosse aquela. Afinal, também o amava e não queria fugir... Pelo menos não dele. Não de Regulus!

...Fallen...

Shun andava de um lado para o outro dentro do apartamento que dividia com o irmão, estava preocupado com Sonnya. A amiga tinha sumido das vistas da família desde a noite passada, deixando Pandora muito preocupada e Hades muito irritado, furioso.

Assim que a amiga sumiu e entrou em contato com Hyoga, o loiro ligou para ele informando o ocorrido e que tinha passado o endereço de Regulus para a escorpiana. O virginiano tomou aquilo como uma afronta, pois Hyoga sabia da situação de Sonnya. Hyoga sabia que a única filha de Hades estava às portas da igreja e que justamente por isso ele, Shun, tinha feito-a se livrar do número de telefone que Regulus a tinha dado. Ele o tinha contado... Então como pode tê-la mandado para o leonino?

— Eles se amam Shun. Isso é algo que nem o pai dela e nem os irmãos poderão impedir. — falou o loiro. Claro, não tinha gostado de um importante detalhe na história: o noivado.

Hyoga tinha a quase certeza de que Regulus tinha se apaixonado, se não, que outro motivo ele teria para ter ligado pedindo por notícias de Sonnya. E se realmente estivesse certo, como achava que estava, tinha certeza de que ele não desistiria da garota. Nem que para isso tivesse que enfrentar leões, pois esse era o jeito do amigo. E ele, como todo bom amigo, tinha que ajudar o colega a passar por aquela barra para que assim ele – Regulus – conseguisse ficar com a mulher que amava.

— Você fala como se isso fosse à coisa mais natural do mundo e você sabe que no caso dela não é. — Shun ralhou.

— Não tem por que não ser. — devolveu o loiro.

— Hyoga... — choramingou o virginiano. — você não entende como as coisas funcionam na família Onpreyde. Sonnya não tem outra opção além de casar.

— Realmente eu não entendo, Shun! — o loiro falou. O mais jovem suspirou. — Ele não podem obrigá-la se ela não quiser.

Shun suspirou pesado!

— A culpa disso tudo é minha. Eu não devia tê-la levado para aquela festa, melhor, Sonnya e eu não devíamos ter saído de casa naquele dia. Adeus, Hyoga! — falou e encerrou a ligação. Desligou o celular logo em seguida, não queria mais falar com o loiro. Naquele momento precisava ajudar a amiga.

Shun acordou dos devaneios que aquela ligação lhe causou, no fim era melhor acabar logo com aquele romance sem méritos e credibilidade. Não podia ter um relacionamento com alguém que não entendia o que ele expressava, se bem que, ele não tinha expressado nada para começo de história. Com exceção, é claro, de que Sonnya não poderia se relacionar com Regulus. Shun suspirou, sua cabeça começava a dar voltas. Tentou ligar mais uma vez para Sonnya com o celular reserva, cujo o número eram poucos os que sabiam, mas, infelizmente, novamente caiu na caixa de mensagem. O virginiano sentiu o remorso lhe abater.

Sonnya já tinha problemas por si só e ele havia lhe trazido mais. Dava razão à fuga imprevista da escorpiana. Entretanto, tinha que colocar juízo na cabeça da amiga, mas, primeiramente, ele tinha que encontrá-la. Como ligar para Hyoga estava fora de cogitação, afinal tinha sido o loiro o causador de boa parte da confusão – ao menos a mais amena dela –. Um suspiro pesado deixou seu corpo frágil, a situação não estava mais sob seu controle – nunca esteve para começo de conversa –, no entanto, naquele momento, estava mais agravante. Teria que pedir ajuda a alguém... mas quem?

Seu irmão?

— Nem pensar! — falou como se tivesse respondendo a alguém. Ikki o esfolaria quando descobrisse que ele e Sonnya tinham saído mais uma vez e as escondidas.

Saori tiraria proveito da situação e Sonnya não precisava daquele tipo de enrascada. Kardia arrancaria sua pele e Milo só pioraria as coisas. Decidiu ligar para Shaka, somente ele para ajudá-lo em uma situação tão critica como aquela. Pegou o telefone e ligou para o loiro.

...Fallen...

— Respire, Dégel. Vamos lá, você sabe como se faz. — Dégel sussurrou para si mesmo ao chegar ao local marcado. No fim, acabou aceitando se encontrar com Kardia. Era isso ou tê-lo em seu apartamento, pedindo para entrar e como Regulus não estava em casa, achou mais seguro encontrá-lo ali. Em um restaurante ao qual ele não conhecia.

Era só um jantar, em um lugar publico. Não tinha o que temer! Pensou antes de entrar. Entretanto, assim que entrou no estabelecimento, estagnou de surpresa e emoção. Não havia ninguém lá... ninguém além de um ou dois garçons e de seu anfitrião, sentado em uma mesa bem no centro do estabelecimento. Sentiu o coração acelerar e um calor súbito tomar contar de seu corpo. Não acreditava que ele tinha feito aquilo. Mandar fechar um restaurante somente pra eles... era loucura!

Um dos garçons se aproximou e pegou o casaco do jovem de cabelos verdes. Dégel aproximou-se devagar, temendo acordar e comprovar que era somente mais um de seus sonhos tresloucados.

Kardia estava tão alucinantemente atraente; vestido naquele suéter cinza. Os olhos intensos o desnudavam, fazia sua pele arder. Nunca havia sentido algo assim por alguém. Aquele homem era um demônio, ativava seus hormônios. Fazia-o ter reações estranhas, agora, por exemplo; queria aproximar-se dele e beijá-lo como nunca tinha feito com ninguém. Uma incômoda e dolorosa sensação o fez retorcer-se. Aquilo era desejo! Era isso, desejava aquele homem. Era daquela maneira que se sentiam os que desejavam? E para que? Por quê? Somente por que não poderia tê-lo? Aquilo não era nem um pouco engraçado!

Engoliu seco ao sentar na cadeira que lhe foi oferecida, ficando de frente para a única pessoa que conseguia acelerar o sangue em suas veias. O único que deixava seus nervos a flor da pele. O único que era uma incógnita para si.

— Boa noite Sr. Oushevard. — Kardia desejou baixo, quase melodioso. Sua voz sensual eriçava todos os pelos da nuca de Dégel.

— Boa noite Kardia. — o aquariano retribuiu calmo, tentando não demonstrar seu desconforto diante aquela situação constrangedora. — O que queria falar comigo?

— Calma. Vamos jantar primeiro. Depois falaremos de negócios.

— Negócios? — perguntou confuso.

— Coma primeiro! — ordenou em seu tom costumeiro. Dégel soltou um suspiro cansado. Nada de bom poderia provir dali.

...Fallen...

Shaka, Kanon, Saga, Aioros e Aspros, foram reconhecidos assim que chegaram à Impérius pelo enorme segurança que estava na entrada dos fundos. Entraram sem fazer alardes, sendo o mais discreto que conseguiram ser, afinal o assunto era delicado e não queriam que todos ficassem sabendo do ocorrido, principalmente a mídia. Por isso tinham que serem discretos.

— Olha... Os produtos aqui são bem selecionados. — Kanon olhava ao redor, avaliando a clientela do local. — Tem bastante homem gostoso e muita mulher peituda. — o loiro falou. Exibindo um sorriso suspeito

— Concordo com você... Se tivéssemos procurando por divertimento essa seria a noite! — Aspros olhava para a garçonete de minissaia que atendia a mesa ao lado do bar.

— Acalmem-se vocês dois. Lembre-se do por que estamos aqui. — Saga tentou controlar a situação. No entanto, sua expressão zangada só deu a Kanon motivos para chacota.

O geminiano mais moço passou o braço sobre o ombro do irmão, o sorriso sacana ainda reinava em seu rosto.

— Eu sei o porquê você está tão bravinho, maninho. — o loiro passou o indicador no rosto do irmão, em um movimento leve de vai e vem e o olhar malicioso. — E te entendo, juro. Se roubassem meus brinquedos também ficaria do mesmo jeito.

— Kanon, cala a boca! — Saga rosnou em defesa, lançando logo em seguida um olhar discreto em direção a Aioros e o mesmo fingia indiferença.

Shaka observava a discussão dos irmãos quando sentiu seu celular vibrar dentro do bolso. Pediu licença aos colegas, procurou o banheiro mais próximo.

— Fiquem quietos! — Aspros pediu quando o loiro indiano saiu em direção ao banheiro. — Estou tendo uma visão muito interessante. — falou. O geminiano ainda olhava a garçonete que servia o publico próximo ao bar.

— Ora, então pare de ficar olhando e vamos até lá. Eu também gostei dela!

— Kanon não se aproxime! — Aspros falou, no entanto, Kanon já ia em direção à garçonete.

— Ei, os dois... Nós viemos aqui procurar pela Sonnya. — Aioros interveio na fuga dos dois geminianos.

Kanon voltou onde Aioros estava, abraçou-o pelos ombros e o puxou para falar de modo que somente o sagitariano escutasse.

— Aioros, meu caro, seja sincero; você acha mesmo que sua noiva viria a um lugar como este? — o loiro perguntou incrédulo da ingenuidade do outro. — Saori, com certeza, seria a última pessoa para quem ela pediria ajuda. Além do mais, eu sei que não é dela que você gosta. Agora aproveita enquanto o Shaka não está presente e começa a se esfregar com meu irmão que você ganha mais.

O sagitariano ficou igual a um pimentão maduro de tão vermelho. Olhou de relance para Saga que devolveu o olhar no mesmo modo, fazendo seu coração quase sair pela boca. Aioros suspirou, por que tinha concordando com aquele casamento mesmo? Fosse o que fosse, agora era tarde para pular fora.

— Sabe, Kanon, concordo com Saga; você fala de mais! — falou após pigarrear.

— Você é quem sabe. Agora me deixa ir porque eu quero pegar a ruiva peituda antes do Aspros.

— Então é bom você se apressar por que ele já começou a flertar com ela. — Saga falou para o desespero do irmão.

Kanon saiu correndo em direção à garçonete e Aspros. Aioros sorriu divertido, somente Saga para colocar desespero em Kanon. Um silêncio constrangedor pairou entre o advogado e o segurança. Ambos com seus pensamentos fervilhando. Aioros e Saga tinha um romance desde a faculdade, mas por inconveniência de seus pais e uma dívida com Hades estava sendo obrigado a casar com Sonnya.

— Você está bem? — o loiro perguntou sem olhar diretamente para o sagitariano, ainda não tinha aceitado o fato de que o outro casaria em pouco tempo.

Aioros olhou incógnito para Saga. O mais velho continuava muito bonito. Os cabelos longos, os olhos intensos e os lábios... Muito convidativos. Umedeceu instintivamente os próprios lábios.

— Sim, estou. Como pode ver estou ótimo! — falou desviando os olhos da boca de Saga.

— Perguntei em relação ao casamento. — explicou o segurança sorrindo por dentro, tinha notado o pequeno gesto nervoso do advogado.

— Já conversamos sobre isso, Saga. — falou colocando as mãos nos bolsos. — Não sei se você se lembra do motivo, mas... não posso simplesmente dizer que não vou casar com Sonnya.

— Sim, me lembro. Também me lembro de ter dito que não aceitaria fácil essa situação.

Os olhos de Aioros se arregalaram assustados em direção ao mais velho.

— Por favor, não complique as coisas. — murmurou.

— Eu te amo. — Saga falou, levantando a mão e acariciando a face morena de Aioros. Fazendo o advogado engolir seco e morder o lábio inferior com força, para que assim pudesse evitar que um lamento deixasse seus lábios.

— Eu também... te amo, mas não podemos mais e você sabe. — o sagitariano tocou a mão que acariciava sua face e a beijou, afastando-a de seu rosto logo em seguida. Soltando-a no ar. Saga não deixou que o contato se extinguisse, pegou novamente a mão grande do advogado, entrelaçando seus dedos com os dele.

— Aioros... — Saga chamou baixinho, forçando o sagitariano a olhar para si. Tencionando beijá-lo.

— Obtive noticias de Sonnya. — Shaka falou. Interrompendo o momento. Aioros ficou totalmente inerte, sem jeito.

— Ela está bem? — inquiriu rápido, libertando sua mão da de Saga. O geminiano apenas suspirou.

— Ainda não sei, vou me certificar agora. — o indiano falou. — Onde estão Kanon e Aspros?

— Ali. — o grego apontou os dois.

— Saga, por favor, acompanhe Aioros, eu vou ver como está Sonnya. — pediu Shaka.

— Vou com você. — ditou o advogado.

— Eu acho melhor não. — o virginiano ainda não sabia onde a escorpiana estava, mas Shun sabia e por hora era melhor assim. — Mais uma coisa, sejam lá o que forem fazer não deixem que Hades descubra. — o loiro falou antes de sair. Deixando os amigos a sós novamente.

Saga sorriu, aquilo era apoio vindo de Shaka?! Sim ou não, de todo modo, não desperdiçaria aquele momento. Virou-se para Aioros...

— Onde estávamos? — perguntou cheio de malícia.

— Indo para casa! — o sagitariano respondeu seco.

— Ok. — ambos saíram do estabelecimento, esquecendo-se de avisar aos outros dois.

...Fallen...

Camus olhava impaciente para o relógio, detestava atrasos! Queria que as pessoas priorizassem pontualidade, ainda mais quando eram elas a marcarem compromissos. Tinha chegado ali por volta das oito, horário marcado por Saori. No entanto, já era quase dez e nem sinal da grega. Já sabia exatamente o que a mulher queria e sua cabeça não parava de pensar sobre o assunto.

— Boa noite! — Saori desejou melodiosa. Um sorriso fingido adornava seu rosto.

— Está atrasada. — ralhou o ruivo.

— Tive alguns problemas antes de sair. — falou. Chamou o garçom pediu uma água e o que queria comer. Camus fez o mesmo.

— E então? O que exatamente queria falar comigo? — perguntou assim que o homem saiu.

— Acho que você já sabe. Hades está na cidade. — falou, captando as reações nulas de Camus.

— Sim, Milo me falou.

— Você já contou a ele? — perguntou desafiadora. Camus suspirou, Saori sabia que aquele era um assunto delicado e bastante complicado. Não tinha como ele falar para Milo que transava com o pai dele.

— Fale de uma vez, Saori. — pediu. Estava cansado de jogos.

— Hades quer que passe uma semana com ele. — falou. Camus já esperava por aquilo, de modo que a única coisa que fez foi morder o lábio com força e soltar um suspiro pesado.

Continua...

Notas finais
E agora? O que será que Camus vai fazer? Sonnya... protagonista do capitulo?! Sim meus queridos, vem confusão por ai. Regulus que se prepare. Hyoga fez errado? Acho que não... ou talvez sim. Quem sabe. ***BDSM é um acrónimo para a expressão "Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo" um grupo de padrões de comportamento sexual humano. A sigla descreve os maiores subgrupos: Bondage e Disciplina, Dominação e Submissão, Sadismo e Masoquismo ou Sadomasoquismo. P.S; Ouve um salto nos comentário! Amei! Amei! *_* Obrigada a todos! Receber os comentários de vocês me deixou muito feliz. Obrigada a todos! Principalmente a; Sheilinha, Tekla Verseau, MilaScorpions, Saorynha, DaniiHyuuga, Mel Dark, Herick Uchiha, Haleth Jhaeion e Mari Mitarashi pelo carinho.