Fallen

11 Inconsequente!!


Notas iniciais
Olá meus amores. E ai como estão?! Sim, com a cara mais lisa do mundo e depois de mais de um mês sem atualização consegui postar um novo capitulo. Desta vez betado! Espero que gostem! Mais antes... Sheilinha minha linda, Obrigada por recomendar a fic. Fiquei imensamente feliz quando li sua recomendação e claro não posso retribuir de outro modo que não direcionando a declaração do capitulo a você! Brunaryu minha flor, Obrigada por ter betado o capitulo. Mesmo dodói você me fez esse trabalho lindo. Obrigada linda e espero que esteja melhor! Nanda Aquarius, Sheilinha, Haleth Jhaeion, franmadaraki, MilaScorpions, Saorynha, DaniiHyuuga, Herick Uchiha e Katt meu muito obrigado pelo carinho expressado através dos comentários! Agora vamos ao capitulo que eu já enrolei demais! Desejo boa leitura a todos!

Capitulo XI – Inconsequente!

Ikki franziu o cenho ao ver a figura loira de Shaka irromper pela ampla sala de visitas da mansão da família Onpreyde segurando a mão de uma jovem de cabelos rosados e expressão aflita. Então aquela era a filha legitima de Hades? O moreno se perguntou. Era a primeira vez que via a garota já que só passou a ter contato com a família quando começou a ficar responsável pela segurança de Saori.

Todos correram em direção a Sonnya, preocupados. Kardia e Milo tinham passado a noite em claro. Saori não tinha saído em respeito à sogra. O único que não estava ali era Hades... O homem tinha saído para trabalhar assim que o dia amanheceu.

— Sonnya, minha filha. — Pandora abraçou a filha, beijando-a. — onde esteve? — Sonnya apenas soltou um sorriso disperso. Não queria falar. — Oh, isso não importa agora. Venha, vamos tomar um banho e trocar essa roupa suja.

Pandora e Sonnya foram para o quarto da mais jovem.

— Mamãe, eu estou bem! — a escorpiana falou. Entrando quarto adentro. — Passei a noite em um hotel. — mentiu. — Eu precisava pensar. Esclarecer algumas ideias. E cheguei a uma conclusão.

— Que conclusão meu bem? — Pandora pegava algumas peças leves para Sonnya.

— Não quero me casar com Aioros! — falou. A virginiana olhou assustada para a filha.

— O que está dizendo Sonnya? Seu pai vai ficar furioso se ouvir você falar assim. — aproximou-se da filha, prendendo-lhe o rosto entre as mãos. — isso é consequência desse ar oriundo de Yonkers. Tenho certeza de que quando estiver em lua de mel vai rir desse pensamento.

— Não mãe. — a de cabelos rosa afastou-se rápido. — Eu conheci um rapaz e me apaixonei por ele. Transei com ele duas vezes. — Pandora caiu pasma, sentada na cama. As mãos de dedos longos cobrindo seus lábios finos. — por favor, mãe. Ajude-me! Não quero me casar com Aioros. Não quero ser infeliz igual Saori. — pediu ajoelhado-se e segurando as pernas da mãe.

Pandora olhou lacrimosa para a filha. Não tinha como ajudá-la. Hades jamais deixaria alguém que não fosse totalmente subjugado por ele casar com Sonnya. Sem contar que o pai de Aioros era um grande amigo de Hades e a união dos dois jovens seria boa para os negócios de ambos.

Respirou fundo. Sonnya era sua filha e como toda mãe protetora não deixaria sua princesa sofrer. Pensaria em uma maneira de ajudar a filha.

— Sonnya, vamos pensar em alguma coisa. — a escorpiana sorriu. — por hora, comporte-se. Não diga ao seu pai que não quer casar. Seja uma garota submissa. Eu vou ajudá-la. Nós duas vamos pensar em algo. Mas, agora, precisamos enganar.

Sonnya balançou a cabeça em concordância. Entendia o que a mãe queria dizer. Seu pai não seria alguém fácil de enfrentar e não era louca para fazer isso sozinha. Mais aliviada, pois tinha o apoio de sua mãe, encaminhou-se ao banheiro. Tomou um banho rápido, vestiu a roupa que a progenitora tinha escolhido e foi dormir. Precisaria estar com bastante força quando fosse enfrentar o pai.

...Fallen...

Aioros comprimia o lábio inferior com força, impedindo que um som cheio saísse por sua boca avermelhada e inchada por causa dos beijos vorazes recebidos recentemente, quando seu celular tocou. O sagitariano pensou em ignorar, afinal a situação em que se encontrava não permitia uma desconcentração. No entanto, o barulho permaneceu irritante.

— Espere... — pediu colocando uma das mãos no peito do outro, tateando a cômoda ao lado da cama com a outra, esticando-se um pouco até encontrar o objeto barulhento. Sua posição não estava favorável a um movimento mais firme. Saga não estava ajudando, forçava-se contra seu corpo, deleitando-se com os movimentos sem intenção que o sagitariano fazia. Depois que conseguiu pegar o celular, prendeu Saga entre suas pernas, impedindo-o de se mover e tapou lhe a boca. — Alô?! — sua voz saiu rouca, pesada.

— Sonnya já está em casa. — a voz firme de Kardia do outro lado da linha irrompeu por seus tímpanos dando-lhe a noticia. Empurrou Saga com toda a força que conseguiu, fazendo o geminiano sair de forma brusca de dentro de si. Soltando um muxoxo de desalento involuntário. Sentou-se rápido na cama. Recebendo um olhar totalmente reprovador do outro.

— E como ela está? — perguntou preocupado. Saga levantou-se da cama e cruzou os braços. Cerrou a mandíbula, irritado.

— Ainda não sabemos. Ela está com a mãe no quarto. — Kardia falou olhando em direção à escada. — E você? Como está?

— Mais tranquilo agora. Que bom que ela está bem e voltou para casa. — falou realmente aliviado. Tentando não prestar atenção na face austera do outro. Estava preocupado com a amiga. Mesmo que não a amasse detestaria se algo ruim acontecesse a Sonnya. — Mais tarde farei uma visita a ela, levar-lhe um presente. Chamá-la para sair.

Saga trincou os dentes revoltado.

— É bom mesmo que tente animá-la.

— Vou fazer o possível... Não se preocupe. — afirmou. Realmente visitaria Sonnya e a chamaria para sair.

— Aioros... Tem uma coisa que está me preocupando e eu gostaria de falar com você sobre. Será que poderíamos almoçar hoje?

— Claro. É só dizer o local e estarei lá. — falou. Seu cérebro intimando o que provavelmente o outro queria lhe falar. Desligou o celular e ficou divagando em pensamentos. Sua vida estava se tornando uma droga e tudo estava prestes a piorar. Seu olhar recaiu sobre o amante, o mesmo se encontrava com uma face extremamente irritada.

— Saga...

— Nem precisa falar nada. Eu ouvi. Sua noiva voltou! — o geminiano encaminhou-se em direção ao banheiro, irritado.

Aioros suspirou.

Amava Saga. Era com ele que queria estar sempre, no entanto, era o filho mais velho do CEO de uma importante montadora de carros do país. Não podia simplesmente jogar tudo para o alto sem esperar uma consequência bem desastrosa. Não era uma pessoa irresponsável! Pelo menos não a esse ponto. Mesmo assim caminhou em direção ao banheiro. Não deixaria Saga sair dali daquela maneira...

Muito... Muito zangado com ele.

...Fallen...

— Acabamos! — Regulus comemorou ao terminarem de desembrulhar a última caixa contendo os estimados livros de romance policial que Dégel colecionava.

— Até que fim. Não aguentava mais ter que conseguir espaço para cada coisa desnecessária que temos. — o aquariano falou, colocando os livros na estante da sala.

— Realmente... — o leonino sentou no sofá, uma expressão travessa reinava em seu rosto. — não sei por que você tem romances policiais do século XV, nós nem éramos nascidos. E muitos desses livros já foram transformados em filmes. É um grande desperdício de espaço! — alfinetou implicante.

Dégel cruzou os braços e estreitou o olhar perigosamente em direção ao amigo.

— Primeiro... Livros e filmes são diferentes! — falou entoado. — além do mais senhor Linyu, os únicos desperdícios de espaços que temos aqui são as baterias de trenzinhos infantis cujo dono nem brinca mais. — devolveu irritado, sem, contudo, levantar a voz.

— Você não sabe o que eu tive que passar para conseguir essas baterias. E eu ainda tenho os trenzinhos! — rebateu, levando-se para ficar cara a cara com o amigo.

— São baterias eólicas e você consegue em qualquer depósito. — o aquariano falou desdenhoso. Regulus exibia um sorriso de canto de lábios, era tão fácil tirar seu amigo do sério. — e você não brinca com aquele troço desde o que...? Nove anos?!

Regulus baixou a cabeça, seus cabelos cobriram um pouco dos olhos trigueiros.

— Na verdade, desde que um dos vagões descarrilou e acertou minha testa. Eu tinha cinco anos quando aconteceu e foi muito traumatizante. Obrigado por me lembrar de uma coisa honrosa como essa. — falou dramático, cruzando os braços e soltando uma expressão de decepção. Dégel ficou serio, deixando-se enganar pelos olhos dramáticos do leonino, que dizia que aquele pequeno acidente foi um estopim para que deixasse de brincar com os trenzinhos em sua infância e como lembrança, ou aviso, de não chegar mais perto dos objetos; guardava as baterias.

— Oh, Reg. Pardon... I'm a complete idiot! Please forgive me.

Dégel estava terrivelmente vermelho de vergonha, e isso refletia em seu desajeitado pedido de desculpa que saia em uma mistura francesa com o inglês americano. O leonino não conseguiu segurar o riso; o amigo ficava simplesmente adorável daquele jeito. Caiu sentando no sofá, gargalhando da forma eufórica do aquariano.

— Ora, seu... — Dégel estava escarlate de raiva, enquanto Regulus se dobrava de rir. — esse seu monte de lixo encontrará o caminho certo quando eu for arrumar o apartamento.

— Não seja tão vingativo, Dedé. — o leonino sentou-se de maneira correta, parando de rir. — agora me diga como foi à visita à Camus?

— Normal. — falou sentando-se ao lado amigo, ignorando completamente o apelido desproporcional. — passei a semana toda com um pressentimento ruim em relação a ele, mas... Acho que foi só minha imaginação.

— E você perguntou? — inquiriu.

— É claro que perguntei se ele estava bem! — falou fingindo não saber ao que o amigo realmente se referia

— Você sabe que estou falando sobre o que o Kardia falou.

— Decidi que isso não importa mais! Não quero mais saber nada relacionado à Kardia!

— Não é somente sobre o Kardia. Seu irmão é o que me preocupa! — Regulus acomodou-se de um modo que conseguisse olhar diretamente para o rosto do aquariano. Ver as reações do amigo. — você também me preocupa! — ditou. Dégel o olhou rápido, de relance. — eu te conheço bem demais para saber que você se importa, mesmo que negue... você ama de mais seu irmão para deixar pra lá. E... também está me escondendo alguma coisa.

Dégel ficou com as bochechas vermelhas. Realmente, não conseguia esconder nada de Regulus. Suspirou profundamente, tomando coragem para falar ao amigo aonde iria aquela noite.

— Vou ver Kardia hoje à noite. — falou rápido. Pegando o amigo de surpresa.

— O quê? — Regulus fez uma expressão descrente. Depois de tudo que tinha dito ao amigo, não esperava que ele fosse fazer algo do tipo.

— Jantei com ele no domingo passado, pedi por algumas explicações. Ele disse que me contaria o que eu quisesse saber se eu aceitasse ir visitá-lo hoje à noite. Em seu apartamento! — falou omitindo grande parte da conversa.

— Dégel, você não vai! Pergunte a Camus. Fale com seu irmão. Exponha suas duvidas, seus sentimentos. Use essa ligação que tem com ele.

— Ele não vai me contar, Regulus. Fugiu do tema o domingo inteiro. — falou triste. — eu sei que ele não vai me contar.

Regulus mordeu o lábio inferior com força. A vida adulta estava se mostrando muito complicada. Primeiro tinha Sonnya; fazia uma semana que não tinha noticias da moça de cabelos cor de rosa. E agora tinha o problema de comunicação entre Dégel e Camus que poderia se tornar algo mais grave sob uma possível conversa mal colocada vinda de Kardia.

— Tem que haver outra solução! — falou. Sua cabeça fervilhava de pensamentos.

Dégel balançou a cabeça. O que o amigo estava pensando afinal? Ele não era uma garota indefesa.

— Regulus acalme-se, por favor. Eu só vou conversar com ele.

— Como você é ingênuo Dedé. Não acho que ele queira somente conversar com você! — ditou jocoso.

Dégel sorriu. O amigo estava cheio de preocupações.

— Não se preocupe leãozinho, por que tudo o que ele terá de mim é conversa. — falou ajoelhando-se próximo ao colo do amigo. — além do mais tá na hora de você parar de me ver como uma donzela que precisa ser salva a cada caminho errado que ela toma.

Regulus tocou no rosto do amigo, fazendo um carinho na bochecha magra.

— Mas que parece... Parece. — brincou o leonino.

— Vá se ferrar. — Dégel levantou contrariado. Indo em direção ao próprio quarto. Descansaria um pouco até a hora de ir.

...Fallen...

Shun estava saindo do banho quando a campainha de seu apartamento tocou. Achou que fosse o irmão, Ikki tinha a horrível mania de esquecer a chave em cima do balcão da cozinha.

— Já vou. — gritou vestindo um short. Antes de atender a porta, passou pelo o balcão comprovando que a chave estava lá, pegou-a. Iria prendê-la nas calças do irmão, assim aonde quer que fosse a levaria.

Fazia quase uma semana que o mais velho não vinha para casa. Dizia que estava passando uma temporada na casa de um amigo e que ele não se preocupasse, pois estava comendo, tomando banho e lavando atrás das orelhas... Tudo bem direitinho.

— Por que você simplesmente... Não leva a droga da chave?! — perguntou, segurando o objeto com indicador e o polegar, balançando-a no ar assim que abriu a porta. O virginiano ficou extremamente desconsertado, com as bochechas rosadas ao dar de cara com um intenso par de olhos incrivelmente azuis e cabelos loiros. — H-hyoga? — murmurou surpreso, intimidado pelo jeito imponente do outro.

— Olá Shun. — falou pegando a chave da mão do mais novo, praticamente invadindo o apartamento. — muito maduro esse jeito de concertar as coisas.

— O que está fazendo aqui? — perguntou fechando a porta.

— Vim saber por que o numero de telefone do meu namorado só está caindo na caixa postal quando eu ligo. Também vim ver se ele ainda continua vivo já que faz quase uma semana que ele não me liga.

O virginiano piscou aturdido. Não se lembrava de quando tinha se tornado namorado do loiro uma vez que o mesmo não tinha pedido. Além do mais como iriam começar um namoro se ambos estavam em uma distancia considerável do outro. Não! Aquilo não iria dar certo.

— Ainda não entendi por que veio de Harrison ate Yonkers. — Shun juntou as sobrancelhas em uma mistura de irritação e interrogação. Cruzando os braços no corpo esguio.

Hyoga ergueu uma de suas sobrancelhas loiras.

— Olha Shun, sei que está zangado... Mas tenho certeza de que não é comigo e sim com a situação de sua amiga. Pelo fato dela não poder ficar com quem ela ama de verdade. Acho que a felicidade dela deveria estar acima de qualquer coisa, tanto para você quanto para a família dela. — o virginiano descruzou os braços. Hyoga tinha razão. Ao menos em parte do assunto. — segundo, como eu disse; vim aqui saber o porquê de termos nos perdido um do outro. Seu celular só dá desligado. Você sabe quantas mensagens eu deixei? Fiquei extremamente preocupado por não ter noticias suas e...

— Isso não vai dar certo Hyoga. Nosso relacionamento não vai sobreviver desse jeito. — cortou o discurso do loiro.

— O quê? Por quê? — Hyoga perguntou com uma expressão irritada.

— A primeira coisa é a distância. Ser seu namorado somente nos finais de semana não está bom para mim. Além do mais, haverá época que você não poderá vir.

Hyoga coçou a testa.

— Shun, se essa é sua melhor desculpa, pode começar a arranjar outra. — o mais novo olhou confuso para o loiro. — Estou pedindo transferência de faculdade e já tenho uma proposta de emprego aqui. — falou, aproximando-se do mais novo. Conectando ambos os olhares. O aquariano tocou no rosto de Shun e sorriu. — Não pretendo desistir de você, garoto.

Shun engoliu seco e umedeceu os lábios instintivamente antes de Hyoga tomar seus lábios. Iniciando um beijo calmo e simples. Cheio de saudades.

O virginiano gemeu quando a língua quente do loiro escorregou de maneira travessa para dentro de sua boca, tocando em seus dentes. Vasculhando cada canto. Um dos braços de músculos definidos acercou o corpo menor, enquanto uma mão ávida segurava a nunca de fios lisos acastanhado, ainda úmidos, a fim de manter a cabeça do outro favorável ao ósculo. Hyoga acariciou as costas lisas, descendo a boca pela bochecha, chegando ao pescoço branquinho, sentindo o cheiro de sabonete que desprendia do corpo de Shun.

— Hyoga, espere... — Shun pediu arqueado o corpo para trás, sentindo a boca traquina molhando-o e marcando-o. As mãos inquietas apertaram as nádegas durinhas, entrando por baixo do calção curto. — Hyoga, meu irmão pode chegar. — falou dificultoso. Empurrando o loiro.

— Quero você Shun. — o aquariano falou, abraçando o menor novamente. — estou louco de saudades.

— Podemos ao menos ir para o meu quarto? — sugeriu. Realmente não queria correr o risco do irmão pegá-lo junto com Hyoga. Ainda mais fazendo aquele tipo de coisa.

— Mostre-me o caminho. — o loiro ordenou, roubando mais um beijo de Shun.

...Fallen...

Os olhos de cor exótica captavam cada detalhe do apartamento ricamente moderno. As paredes ostentavam uma cor acinzentada os sofás de cor marrom contrastavam com a estante de mogno encostada a parede lateral da sala, as decorações abstratas davam ao ambiente um tom frio e distante do real. O raque painel sustentava uma televisão de cinquenta polegadas, um home theater e alguns adornos, entre eles... Dois cinzeiros.

— Venha por aqui. — Kardia pediu, passando por duas portas de vidro que davam acesso à enorme varanda, decoradas com uma mesa vitral e um par de cadeiras. Algumas plantas artificiais e um divã extenso, uma mini adega escondida e um carpete felpudo.

A visão dali era divina! Kardia morava na cobertura de um prédio. E a varanda dava acesso a uma bela vista da cidade, até o longe da praia.

Dégel retirou os sapatos e o casaco, acompanhou o escorpiano para a espaçosa varanda. Kardia ofereceu o divã para que o mesmo sentasse. Pegou duas taças e uma garrafa de vinho, servindo ambas, oferecendo uma a Dégel e ficando com a outra. Dégel provou um pouco do líquido carmesim, deliciando-se com o sabor doce e suave acariciando sua língua.

— E então? Teve tempo de ler a proposta? — Kardia perguntou, também provando do vinho. O aquariano olhou firme para o grego, colocou a taça em cima da mesinha de centro, pegou a pasta transparente que manteve consigo, desfazendo o nó que a lacrava, um pouco nervoso. Mordeu o lábio com força, era a primeira vez que estava tendo aquele tipo de conversa.

— Sim. Tive. — respondeu, pegando todas as folhas.

— E sua resposta é... — ansiou o escorpiano.

Dégel exibiu uma postura firme, como se entendesse perfeitamente do assunto. Situação que estava longe da realidade...

Não tinha contado a Regulus. Não queria dar motivos para que o amigo se preocupasse ainda mais, por isso ocultou todos aqueles papeis das vistas do leonino. Claro, tirando um devido tempo para ler. Afinal, Kardia tinha dito que queria uma resposta.

— Primeiro, tem algumas coisas que quero esclarecer. — falou, entregando a primeira folha devidamente assinada ao grego. — para que serve esse contrato de discrição?

Kardia olhou o mais novo um pouco surpreso.

— Assinou sem ler?

— Não. Eu li, apenas não entendi do que se trata. É relacionado a esse contrato que me deu? — perguntou olhando as folhas de papel que ainda restavam em seu colo.

— Grande parte. O intuito real é servir de prevenção. — colocou o escorpiano.

— Para que? — Dégel tentava mostrava uma segurança que não tinha.

— Para que nada do que vamos fazer ou de como vamos fazer e falar seja exposto de maneira errada.

— Acha que sou capaz de tanto? — o mais novo arqueou as sobrancelhas, exibindo uma expressão magoada.

— Não é isso... — Kardia colocou a folha em cima da mesa ao lado deles. — Olha, isso é apenas uma sugestão do meu advogado. Ele disse que eu não deveria confiar, entende? — perguntou nervoso, não queria colocar tudo a perder por uma situação mal compreendida.

— Seu advogado sabe desse tipo de coisa? — inquiriu, tentando não demonstrar surpresa.

— Meu advogado é alguém de confiança. Um amigo de infância. Alguém que compartilha dos mesmos gostos.

— Entendo. — falou. Tomou mais um pouco de vinho, precisava aliviar a tensão que começava a se formar em seus ombros.

— Tem mais alguma coisa que queira me perguntar? — Kardia estava extremante nervoso, ansioso por uma resposta, de preferência, positiva.

— Tenho. Por favor, me explique isso. — pegou uma das folhas e entregou ao escorpiano.

— Isso são regras para jogarmos. — o aquariano olhou-o curioso. Kardia levantou-se, estava começando a ficar tenso. Colocando o pensamento para funcionar ao ver a expressão enigmática de Dégel, se perguntando pela primeira vez desde que teve aquela ideia, se era realmente daquele modo que ele queria que Dégel tomasse conhecimento de como era. — acho melhor mostrar logo a você. — comentou nervoso. Não iria conseguir explicar com palavras e agora não adiantava mais voltar atrás. — venha.

Kardia guiou Dégel pelo apartamento, subindo as escadas, passando por um corredor ate chegarem à frente de uma sala com uma porta simples. Simples demais para Dégel. O escorpiano tocou a maçaneta.

— Isso é uma das coisas que está protegida pelo contrato de discrição. Não pode contar a ninguém. — o escorpiano falou antes de abrir a porta e dar espaço para que o mais novo adentrasse ao local.

Dégel entrou devagar, fazendo seus olhos acostumar-se com a pouca claridade que provinha do local. Suas narinas sendo imediatamente tomadas por um cheiro estranho, fazendo-o arrepiar-se quase que instantaneamente. Tudo cheirava a madeira, couro e algo doce. A luz tênue lhe deu uma visão do quarto que, diferente dos demais cômodos do apartamento (ao menos dos compartimentos em que esteve) possuía uma cor roxa... Chamativa e intimidadora.

O francês foi adentrando ao quarto, comprovando que também era grande e espaçoso como os demais cômodos do apartamento. Estava cheio de coisas estranhas e, aparentemente, dolorosas. Na parede, de frente para a porta, havia um grande X de madeira com argolas nas extremidades. No teto havia uma grande grade de ferro, em forma retangular, que se estendia até a outra extremidade do teto do quarto, na qual se encontrava todo o tipo de cordas, chicotes e algemas. Na outra extremidade do quarto, uma longa bancada feita de madeira e envernizada, enfeitada com uma impressionante coleção de varas de vários tamanhos e larguras, chicotes e curiosos instrumentos com plumas.

Dégel engoliu em seco diante do que seus olhos viam. Tinha achado o contrato uma completa loucura, mas aquilo... Aquele quarto... Era algo que estava fora da sua realidade e de seu consentimento.

O aquariano ainda conseguiu captar uma mesa, no canto da sala, estilo gabinete de professor. No quarto também tinha um divã muito maior do o que estava na varanda e em formato de S, mais claro, nada daquilo se comparava a enorme cama oval bem centraliza no meio do quarto. Coberta com lençóis de seda negra perolada e várias almofadas da mesma cor. Um guarda-roupa com prateleiras tão justas que o aquariano duvidou sobre a real funcionalidade do móvel.

Dégel olhou em direção a Kardia com uma expressão de interrogação. Aquele quarto era estranho, entretanto fazia sentindo com o contrato que o escorpiano tinha lhe dado. Não soube dizer o motivo; talvez fosse como tudo estava harmonicamente em seu devido lugar ou do modo como as coisas tomaram forma em sua mente, mas seu corpo reagiu de forma assustadoramente estranha, deixando que um calor o penetrasse e fizesse seus pelos eriçarem de maneira considerável.

— O que exatamente é isso? — perguntou, direcionando-se para a bancada. Tocando um dos chicotes, o que tinha um formato triangular. Muito parecido com os que eram usados para bater em cavalos.

— É um chicote de hipismo. — Kardia respondeu baixo e doce. O aquariano dispensou um sorriso suspirado, pensando que se Kardia estava tentando ser romântico levando-o até ali... Ele estava muito enganado. Aquele lugar poderia significar tudo, menos sinônimo de romantismo.

— Não foi somente ao chicote que eu me referi. — falou, sentindo a textura das plumas envolvidas em outro chicote. Comprovando que era realmente o que aparentavam ser... Doces e gostosas plumas. Tão fofas quanto os pelos dos gatos.

— Esse é o meu quarto de jogos. — respondeu aproximando-se do aquariano. Pegando o chicote nas mãos de Dégel. Dividindo-o com ele.

— Acho que você precisa rever seus conceitos de jogos! — entoou. Olhando dentro dos olhos esverdeados. Sentindo o calor subir de seu corpo para seu rosto. Mordeu o lábio ao ver o sorriso brando e malicioso surgir nos lábios morenos.

— Não faça isso. — Kardia pediu, murmurando. Aproximando-se do mais novo, fazendo-o recuar até ficar rente a parede. — Você não sabe o quanto é difícil me controlar com você mordendo seu lábio dessa forma. — falou baixo, suave. Inclinando a cabeça.

O aquariano engoliu em seco novamente e umidificou os lábios, com movimentos rápidos por parte de sua língua. Ansiando pelo contado. Só podia estar ficando louco... Não tinha outra explicação para querer desesperadamente aquilo. Tinha se tornado uma presa fácil e o mais estranho era que estava gostando daquele jogo. Talvez fosse o clima do quarto... O cheiro da madeira, do couro, do doce ao fundo. Talvez fossem os olhos de Kardia... Tão intensos. Tão firmes e decididos. Poderia ser também o cheiro forte e mentolado misturado ao cheiro do vinho que tinham tomado. Tudo culminado, explodindo com seus desejos, fazendo-os tomar forma com cada fibra do seu ser implorando para que ele o beijasse. Repercutindo no gemido deleitoso solto quando a língua ávida adentrou sua boca. Resvalando em seus dentes, explorando a cavidade úmida e quente. Com os lábios se movendo contra os seus de forma faminta e nada gentil, as mãos, até mesmo a que o “ajudava” a segurar o chicote, envolvendo seu rosto de forma eufórica.

Por um instante Dégel achou que fosse cair. Seus joelhos simplesmente perderam toda a força e seu cérebro deixou de raciocinar e obviamente de passar informação para que suas pernas sustentassem seu corpo, fato que foi rapidamente resolvido pelos braços de Kardia. O escorpiano o prendeu de forma firme, fazendo suas mãos irem parar no peito forte coberto pela camisa de algodão e fecharem-se ali... Como se fossem o único apoio ao qual o aquariano poderia se ater.

As bocas se separaram quando os pulmões imploram por oxigênio. Demorou um pouco para que Dégel ou Kardia abrissem os olhos. O aquariano estava visivelmente instável, com os lábios dormentes, achando que seu coração fosse explodir dentro do peito pelo simples prazer físico vivenciado por seus lábios. Era a primeira vez que aquilo acontecia. Daquela forma tão intensa e avassaladora.

— O que significa isso? — o aquariano perguntou em um sussurro, não tinha forças para falar alto. Suas mãos seguravam firme a camisa do escorpiano, como se estivesse com medo de cair.

— Significa que quero que renda-se a mim completamente. — o grego sussurrou totalmente dominador.

— Por que eu faria algo assim? — Dégel mordeu o lábio, encontrando forças para olhar diretamente para Kardia. Sua visão dando uma imagem desfocada do homem.

— Para satisfazer-me. Para se satisfizer. — Murmurou, também sem forças. — Dégel eu o desejo mais que qualquer outra pessoa.

Dégel engoliu aquele bolo preso em sua garganta. A respiração de Kardia batia em seu rosto. Ficaram daquela maneira até o aquariano encontrar forças o suficiente para empurrar levemente o escorpiano. Precisava colocar uma distância segura entre eles. Não era daquela maneira que pretendia levar as coisas. Tinha perguntas a fazer. Respostas de situações... Agora todas embaralhadas em sua cabeça.

— Kardia isso ‘tá errado. Você é casado e... — não conseguiu completar a frase.

Uma torturante angustia lhe abateu. A imagem de seu irmão se rendendo daquela maneira, naquele quarto. Não era tão inocente ao ponto de dizer que a culpa era inteiramente de Kardia, não! Seu irmão era culpado também, mas de alguma forma não o culpava. Não mais... Não tanto. Era impossível resistir a Kardia.

— Isso nunca foi um problema. — cortou o outro.

Dégel olhou-o desfocado. Os pensamentos a mil.

— Pode não ter sido para todas as pessoas a quem você propôs esse tipo de situação, mas eu sou diferente.

— Entenda... Não estou dizendo que não é. — falou tentando se aproximar novamente. Querendo um novo contato. — Isso foi diferente para mim também. Antes as coisas não eram assim.

— Sinto muito, eu não posso aceitar isso. Não tenho a mesma vocação que meu irmão.

— O quê? — o grego perguntou confuso.

— Olha, eu não sei o que levou a Camus a aceitar essa coisa toda com você, mas...

— Não! Eu nunca fiz algo do tipo com Camus. — Kardia falou serio, estranhando a possibilidade.

Dégel mordeu o lábio. Tudo estava confuso. Kardia tinha desestabilizado seu pensamento, e tinha feito isso com um simples tocar de lábios. Ok, não tão simples assim, mais ainda sim... Tudo estava confuso.

— Então por que o acusou daquela maneira? — perguntou por fim, dando razão a magoa em seu peito. Não sabia dizer se era de Kardia por ter falado algo horrível de seu irmão ou de Camus por nunca ter dividido algo tão importante com ele.

Kardia sorriu belicoso. Aquilo era indício de ciúmes e de algum modo aquilo tinha exaltado ainda mais o ego do escorpiano.

...Fallen...

Camus respirou fundo, sob os olhos atentos de Milo, ao terminar de preparar a valise. O grego tinha passado o final de semana no apartamento do francês a pedido do mesmo, no entanto, não tinha nada do que reclamar. Até que foi bastante agradável à convivência de final de semana. Ao menos tinha sido mais proveitoso do que os que tiveram anteriormente; tinham aproveitado para passear na praia, foram ao cinema e jantaram em um restaurante caseiro. Aquela tarde de domingo decidiram ficar em casa, assistindo uns filmes velhos e bem melosos.

— Não existe coisa mais melosa do que romance adolescente e a Lagoa Azul é, sem duvidas, o campeão. — Milo falou desligando o aparelho de DVD e seguindo o aquariano até o quarto, onde passou a observar o outro preparar a valise que levaria para uma viagem que o escorpiano não estava gostando muito.

Camus não tinha entrado em detalhes sobre a tal viagem. Entretanto Milo sentia que deveria prendê-lo ali, mesmo que significasse dizer adeus àquela brecha que o francês estava abrindo. Os movimentos suaves e coordenados cessaram e Camus voltou-se para ele.

— Acabei. — falou. A expressão vazia fez um déjà vu correr desenfreado pelos pensamentos do loiro e seu coração acelerou agoniado.

— Tem certeza que tem de ir? — indagou.

— Sim. Já te informei que preciso ajudar um amigo que mora longe. — respondeu soltando um sorriso fingindo. — mas não se preocupe Milo, será somente uma semana. — o ruivo tentava passar naturalidade em suas ações e palavras, não queria ter que explicar a real situação a ele. Não tinha forças... Não sabia qual seria a reação do grego e algo dentro de si temia muito.

— Eu entendo que precise ir ajudar seu amigo, só não entendo por que não posso ir junto.

— Milo, você tem suas responsabilidades. — Camus colocou a valise no chão. — não posso simplesmente pedir que abandone tudo por mim.

— Nada que eu tenha que fazer é mais importante que você! E abandoaria sim tudo por você. — rebateu o loiro. — Camus, quando vai entender que você é a coisa mais preciosa que eu tenho?

— Ah, Milo... — o ruivo falou pesaroso, aproximando-se dele. Um sorriso gentil adornava seus lábios. — Suas palavras me ajudam muito, sabia?! — Camus tocou o rosto do grego com a ponta dos dedos, acariciando, fazendo Milo fechar os olhos e aproveitar por alguns instantes o carinho.

— Não faça isso. — pediu o loiro, retirando a mão de dedos longos do seu rosto, surpreendendo o ruivo.

— O que houve? — perguntou, estranhando o afastamento brusco.

— Você vai estar longe. Em algum lugar onde não vou poder vê-lo ou tocá-lo. Então não quero me despedir de você, Camus. — o escorpiano soltou as mãos do francês e caminhou para o meio do quarto. — você não sabe como a possibilidade de perdê-lo me dói. Eu amo você!

Camus sorriu, sua ultima travessura tinha assustado o grego.

— Milo. — o ruivo chamou. Precisava acalmar o loiro, passar confiança. Seria um bom teste. Saber se depois de dois meses ainda era capaz de ser atuante. Se ainda tinha estrutura psicológica para agir de forma fria e calculista. — sente-se aqui. — pediu apontando a cama espaçosa. O escorpiano obedeceu e Camus sentou-se em seu colo, com uma perna em cada lado do corpo musculoso. Prendeu o rosto bronzeado entre suas mãos. — Não precisa se preocupar, não vou fazer nenhuma loucura como a que fiz naquela madrugada. — falou com a voz baixa, doce. Milo engoliu em seco. Camus estava diferente...

— Tenho medo, Camus. — confessou o loiro, Camus sorriu singelo. Milo realmente era diferente, já tinha comprovado isso inúmeras vezes. Era alguém intenso demais. Gentil ao extremo. — tenho medo de perdê-lo. — repetiu.

“Ah como queria ficar ali, junto de Milo. Bem ao lado do seu coração.” — o aquariano pensou dissipando um sorriso doce, gentil.

— Não precisa ter. — falou sensual, dedilhando os lábios carnudos. Notando que todo o cuidado que teve não adiantou de nada. Que aos poucos Milo foi adentrando em sua barreira de aço impenetrável. Conquistando seu coração, fazendo-o se sentir amado, até que finalmente tivesse se apaixonado... — já disse que não vou fazer nenhuma loucura ou qualquer coisa que o deixe preocupado. — mentiu angustiado. Não queria fazer aquilo, mas precisava. Era a diferença entre o dever e o amor. — Milo, acredite... Eu me apaixonei por você! — afirmou, pegando o loiro de surpresa. Quebrando a estrutura defensiva do grego.

Milo sorriu nervoso. Seu interior não se continha de felicidade. Logo suas mãos puxaram Camus para um beijo afável. Delicado. Um beijo que o deixasse degustar dos lábios finos do francês. Que o fizesse mergulhar dentro da alma de Camus.

Depois de um tempo, o ruivo afastou um pouco os lábios de Milo dos seus, deixando seus rostos próximos, olhando dentro da íris azul esverdeada. Ainda com o rosto do grego preso entre suas mãos.

— Preciso te pedir um favor. — pediu. Seu coração batia agoniado, perdido. Não conseguiria enganar Milo. Com certeza, conseguiria agir friamente com qualquer um, mas não mais com ele.

— Peça... — Milo murmurou com os lábios rentes aos do ruivo. — Eu farei o que você quiser.

— Quero que jogue comigo... — pediu. O loiro franziu o cenho confuso. Não estava entendo o que o francês queria dizer, Camus queria jogar naquele momento? — BDSM. — se fez entender.

— Não posso fazer algo do tipo. — Milo falou contrariado. Jogando o aquariano em cima da cama e levantando-se de forma eufórica.

— Você disse que faria o que eu quisesse. — o francês retrucou.

— E faço. Só não me peça para machucar você. — retorquiu indignado.

— Não se preocupe. Você não vai me machucar. — Camus falou, levantou-se da cama e cruzou os braços.

— Camus...

— Milo, entenda. Eu vou ficar longe de você uma semana inteira. Sem poder te sentir, te tocar... E antes de ir visitar meu amigo, eu preciso sentir você. Na minha pele, na minha carne. Eu quero que me beije. Que me ame... Que me marque!

Milo franziu o cenho. O que Camus estava pedido era algo que estava fora de seus conformes. Já tinha presenciado o pai e o irmão fazerem aquele tipo de coisa. Jogarem daquela forma e ele não queria tratar Camus daquela maneira. Uma coisa era ousar na cama outra era infligir dor para sentir prazer. Não. Definitivamente não poderia fazer aquilo com seu ruivo.

— Isso é insano. Não pode me pedir para fazer algo assim. Posso te amar. Te dar prazer ao meu modo. Mas não me peça para agir como o meu pai ou como meu irmão. — o grego falou exaltado, fazendo Camus perder o foco e ficar um pouco pálido. Estaria o loiro sabendo de alguma coisa?

— O quê? — perguntou perdido.

— Eles gostam disso... Masoquismo! Machucar os outros. Humilhar. Isso não é comigo, Camus. Não me peça algo do tipo.

O ruivo sorriu consternado e ate um pouco aliviado. Milo era um doce de pessoa. Aproximou-se novamente do grego, novamente de forma gentil. Rodeou o pescoço adornado de alguns fios loiros com os braços. Conectou seus olhares.

— Já disse que você não vai me machucar, Milo. Você apenas vai me amar como se o simples fato de respiramos dependesse disso. Eu quero guardar você desse jeito. Entrando e saindo de mim dessa forma.

— Camus...

— Por favor. — pediu antes de beijar o loiro de forma selvagem e cheia de malicia. Tomando o fôlego do grego, sem dar-lhe razão para pensar. Questionar... apenas fazendo-o senti-lo tão intensamente quanto queria senti-lo.

— Ok. — falou ao fim do beijo. Tentando raciocinar. — Vou precisar de um tempo para me preparar. Algumas doses de uísque com certeza ajudariam.

Camus sorriu e mordeu o lábio inferior com força.

— Tudo bem. Também preciso me preparar. Enquanto isso você pode ir comprar um a bebida já que eu não tenho destilados em casa. — Milo concordou. Saiu deixando Camus a sós. Com certeza, a noite seria longa e ele precisava estar psicologicamente preparado. Não era de seu feitio fazer aquele tipo de coisa, mas se era um pedido de Camus, então não negaria!

Continua...

Notas finais
Saiu! Saiu! – eu sei que é o que vocês estão gritando em relação ao beijo de Kardia e Dégel. Embora isso traga prejuízo mais a frente, meu cérebro e minha imaginação entraram em um consenso de decidiram por fim que já estava na hora. Haha. E o Camy, mentindo para o Milo. Que coisa não?! Qual será a reação do Miluxo quando descobrir? Bem... Isso é um mistério! Próximo capitulo vou colocar Camus e Hades frente a frente. Segurem os corações, pois a emoção vai ser grande. A raiva também! Explicando: I'm a complete idiot! please forgive me. : Eu sou um completo idiota (Segundo o google) Beijão a todos que passarem por aqui!