Fallen

19 Onde o rio deságua!


Notas iniciais
Depois de tanto tempo retornei. Aviso: Capitulo não betado. Desejo uma boa leitura todos!

Onde o rio deságua!

O caminho até o quarto de Camus foi percorrido em uma urgência pungente.

Beijos, libertinamente vorazes, eram trocados. O ruivo sentia-se consumido, igual às folhas secas de outono eram consumidas facilmente pelo fogo. A carne tremia em meio a beliscões, apalpadas, mordidas e chupões.

— Hum.— Camus soltou quando Milo alcançou seus mamilos com as pontas dos dedos e atacou seu pescoço sem piedade.

O loiro sorriu satisfeito. Ouvir o homem que amava gemer daquela maneira era como se escutasse uma perfeita sinfonia.

Camus afastou-se de Milo, o suficiente para que conseguisse retirar a própria camisa e ajudasse o escorpiano a remover a dele, antes de voltar a beijá-lo com uma intensidade voraz. Seu corpo inteiro pedia pelos toques e beijos do grego. Ansiava por tudo que Milo poderia lhe dar.

Milo apoiou um dos joelhos entre as pernas de Camus e desceu com a mão, dedilhando com as pontas dos dedos a pele deliciosamente macia dos musculo tão perfeitamente proporcionais ao corpo magro, delineado pelos momentos de dança, até a barra da calça de corrida. Fazendo uma nota mental de que da próxima vez em que fizessem amor, iria pedir por um strip-tease, pensou, relembrando o quanto amava ver Camus dançar e se exibir, ser desejado. Sabia que Camus amava dançar. Mas, agora, somente ele poderia ver o vislumbre da silhueta delgada mover-se a encantá-lo, igual a uma serpente antes do bote. Desfez o nó que mantinha a peça firme ao corpo do ruivo e a desceu junto com a cueca. O francês agora estava completamente nu e exposto para que pudesse observar mais uma vez a beleza exótica de seu amado.

Camus sentia a pele arder e as terminações de seu corpo desorientar-se. O escorpiano era quente, fazia-o tremer e sentir sensações de puro prazer. Ansioso, Camus sentou-se na cama, as pernas transpassando as de Milo. Aliciando o loiro com seu olhar rubro de ardor e desejo.

Era diferente! Notou Camus. Perto de Milo seus desejos mais básicos afloravam como um furacão em ápice.

— Senti saudades de você. – Disse, dedilhando a barra da calça que o amante ainda usava.

— Então estamos quites. – Milo desdenhou faceiro. Exigindo os lábios de Camus para mais um beijo cheio de luxuria.

A língua do aquariano era prazerosamente persuadida a seguir os movimentos do escorpiano, degustando do sabor que provinha dos lábios de Milo. Comungando a saliva, matando a saudade que os perseguiu naqueles dias de separação.

O escorpiano empurrou Camus, gentilmente, para que ele tornasse a deitar na cama. Desafivelou o próprio cinto e retirou as peças de roupas restantes. Ficando de igual com seu amado; nu e exposto. O sexo turgente de Milo forçou o ruivo a engolir a própria saliva diante a tão belíssima e desejava visão. Milo era forte, perfeitamente definido. Seu pênis era longo e grosso, o sangue que o preenchia deixava a cabeça grande e escura com notáveis veias saltando. Com ares de dureza, mas, ao mesmo tempo, tão lisa e macia que dava vontade de colocar na boca. E o ruivo desejava imensamente ser penetrado pelo o loiro. Sentir aquele pedaço formidável de carne entrando e saindo do seu corpo enquanto lhe proporcionava um prazer indescritível.

Camus estendeu os braços em direção a Milo, agarrando-o pelos bíceps, sentindo o torso forte, pedindo pelo calor que somente o corpo do loiro podia lhe oferecer. Atendendo ao pedido do amante, o escorpiano sobrepujou o corpo do francês, em um abraço quente.

Milo distribuiu beijos molhados pelo rosto e pescoço de Camus. Foi de encontro ao tórax, enquanto apalpava as laterais do corpo. Brincando com a pele e com o orifício do umbigo, ora metendo a língua ora lambendo ao redor. O aquariano respondia com gemidos incontidos e aranhões pelas costas de ombros largos. Milo retornou com os beijos para a boca de Camus.

— Vou dar a você algo inesquecível. – Disse, antes de se apossar novamente da boca de Camus.

O ruivo soltou um gemido agoniado e logo o beijo tornou-se algo urgente, quase agressivo. Enquanto beijava Camus, as mãos atrevidas de Milo iniciaram uma gostosa masturbação no membro ereto do francês. Camus não fazia outra coisa além de gemer fervorosamente. Tinha sentindo tantas saudades daquele homem em tão pouco tempo em que estiveram longe.

— Onw... Milo!

Camus gemeu alto e empurrou-se mais contra a mão que o masturbava, o amante tinha lhe abocanhado um dos mamilos.

— Hoje vamos fazer algo diferente. – Disse o loiro e sentou-se no colo do ruivo, circulando o quadril delgado com as pernas, enquanto oferecia novos beijos quentes e envolventes.

Camus franziu o cenho, como se perguntasse se o outro tinha certeza do que estava fazendo? Não seria sua primeira vez como ativo, mas Milo nunca demonstrara antes querer ser passivo. Mesmo que isso não importasse naquele momento, já que do jeito que Milo estava fazendo, não tinha muita diferença entre Camus ser o ativo ou não.

— Apenas ajude-me. – Respondeu a pergunta muda do amante. Colocando as mãos de Camus em sua cintura e acomodando melhor sobre o corpo abaixo do seu.

Sem querer estragar o momento, independente das posições, Camus se concentrou no quanto Milo o deixava excitado e no quanto ele queria fazer amor com o loiro.

Milo prendeu a respiração ao sentir a ereção de Camus roçando entre suas pernas. Ele apoiou as mãos na cama e empinou os quadris. Inclinou a cabeça para trás, antecipando a sensação da penetração que não demorou a acontecer. O grego foi devagar, queria sentir tudo, centímetro por centímetro de Camus afundando dentro de seu corpo.

Os dois gemeram quando Camus entrou completamente dentro do corpo de Milo.

O loiro ficou imóvel durante alguns minutos, até que seu corpo se acostumasse com a invasão. Fazia alguns anos que Milo não agia como passivo em uma transa.

Respirando fundo, Milo rendeu-se ao desejo urgente de seu amado que contraiu dentro de seu corpo. Pedindo permissão para prosseguir. Camus soltou um gemido baixo e torturado quando o loiro começou a se mover, lentamente sensual, em cima dele. Milo movia o corpo para frente e para trás, inicialmente em uma lentidão prazerosa, querendo marcar seu ritmo gradativamente. Queria que Camus o seguisse e gozasse sob sua direção.

— Milo... Por favor... – O ruivo chamou torturado, depois de um tempo daquela doce agonia.

O loiro não o deixava se mover e não evoluía com o ritmo. Não era ruim, mas Camus queria mais. O escorpiano sorriu belicoso, as unhas de Camus rasparam nas laterais de suas coxas.

— Acalme-se. – Disse, rente ao ouvido do aquariano.

Milo forçou os joelhos contra a cama, para pegar impulso necessário para iniciar um sobe e desce. O gemido do primeiro choque de quadril encheu o ambiente. Os movimentos, inicialmente lentos, ganharam velocidade quando o loiro abiu um pouco mais as pernas e deu alguma liberdade para Camus se mover.

Camus colocou as mãos na cintura de Milo, forçando velocidade. Estrondando com choque de quadris. O loiro o seguiu com a ideia de que Camus parecia saber muito bem o que estava fazendo. E se o fato de que francês movia o quadril de encontro ao dele, enfiando-se mais fundo em seu corpo, servisse de indicação. Então... O que dizia sobre o ruivo ser tão bom ativo como era quando passivo realmente era verdade.

Lembrar-se disso causava um embrulho no estomago de Milo. Mas aquele não era o momento para distrações supérfluas. Camus estava ali... Entrando e saindo de seu corpo em uma velocidade incrível. Causando-lhe um prazer indescritível. Seu corpo tremia por inteiro.

Um suspiro sôfrego escapou dos lábios entreabertos de Milo. Uma dolorosa tensão entorpeceu seus sentidos e Camus se aproveitou disso para se impor contra o loiro que ofegou, surpreso, ao ser jogado contra a cama. O francês voltou a penetrá-lo, aumentando o ritmo das estocadas. Penetrando o amante com mais força. Sentindo os espasmos ficarem mais intensos e diminuir o tempo entre um e outro. O suor escorria pelos corpos. As contrações aumentando ao redor do pênis de Camus: Milo estava prestes a gozar. Ele também não aguentaria por muito mais tempo.

— Mais forte, por favor, estou quase. – A voz do grego saiu entrecortada.

Gemendo, Camus ouviu Milo tentar dizer seu nome enquanto, a cada estocada, o prazer lhe levava à loucura. Uma… duas… três penetrações e um urro preencheu o ambiente enquanto os dois amantes gozavam juntos.

Milo puxou Camus para seu peito, depois que conseguiu normalizar a respiração. Beijou o topo da testa suada do francês ao mesmo tempo em que acariciava as costas claras.

— Isso foi ótimo! – Camus disse, fazendo pequenos círculos na pele do escorpiano.

Milo sorriu. Realmente tinha sido ótimo. Sempre era... Foi... Vai ser... Bom demais para ficar sem.

O silencio pairou. Camus não queria estragar o momento. Milo não queria ir embora e deixar Camus ali com seu pai. Nem com qualquer outro homem. O grego apertou mais o ruivo contra seu corpo.

— Camus, vem comigo. – Pediu. O francês o olhou confuso. – Meu pai vai me mandar para a França. Lá é sua terra natal, não é? Vamos ficar juntos lá.

O aquariano sorriu suspirando. Seu coração pulou de alegria por saber que Milo se importava com ele, mas apertou-se em dobro de preocupação. Então era aquilo? Hades sabia?!. É claro que sabia. Ele sempre sabia. Ou que outro motivo ele teria para mandar Milo para longe? Pelo menos aquele maluco não mataria o próprio filho. Ou mataria? Talvez, se Milo se recusasse a ir. Não. Isso não era bom. Realmente é melhor que Milo se afaste.

Camus sentou-se na cama. Milo o acompanhou.

— Milo... Eu quero muito ir aonde você for. Mas...

— Ele não precisa saber. – O loiro foi rápido. Tocou as mãos do amante. Elas estavam tremulas. Mesmo que Camus não quisesse ir, ele o levaria. – Todos vão estar ocupados demais com o casamento da minha irmã.

— Eu não posso. – Disse. Seus olhos fitando o rosto do homem que aprendeu a amar. Mesmo que Hades não soubesse no momento, saberia depois, quando o procurasse. E sabe lá Deus o que faria. Não podia deixar isso acontecer. – Sabe que não posso. Pertenço ao seu pai.

Milo se irritou com aquela frase.

— Não pertence não. Eu comprei você, lembra? Você deve a mim. Pertence a mim! – Camus se assustou, foi pego de surpresa por aquelas afirmações. Baixou o olhar, magoado.

Entendia perfeitamente que, assim como ele, Milo estava desesperado. Quem não estaria? Ele estava! Mas o outro não precisava usar daquele verbo para dizer que queria que ficassem juntos. Aquelas palavras o magoaram.

Camus não pertencia a ninguém.

— Fique comigo! E é isso que exijo como pagamento. – Disse, abraçando o amante. Não mediria esforço para fazer o ruivo ir com ele.

O francês sentiu o corpo tremular. Seu estomago ficou gelado e um aperto enorme atingiu seu coração. Seu cérebro ria maldoso, dizendo que Camus tinha “quebrado a cara” se achava que o outro seria diferente. Camus desvencilhou-se daquele abraço “sujo”. No final das contas, Milo se mostrou como realmente era: Filho do homem que sempre odiou.

— Seu pai quer que eu vá ao casamento. – Disse seco. – Não posso desobedecê-lo.

— O que você não pode é ficar do lado dele. – Retorquiu o loiro agitado. Irritado com aquela atitude. – Não esqueça Camus, eu comprei você!

— Com o dinheiro dele. – O ruivo falou com a frieza que lhe era característica. Deixando claro que Milo não tinha poder nenhum sobre ele.

Milo enrugou o alto da testa, contrariado, irritado... Não entendeu a súbita mudança. Novamente estava olhando para o homem frio do inicio do relacionamento. Levantou-se para ficar de igual com o francês.

— Você prefere pertencer ao meu pai? É isso? – Inquiriu, apertando a mandíbula.

— Não. Eu prefiro não pertencer a ninguém. – Devolveu o aquariano. – Mas, também, prefiro estar ao lado de uma cobra que conheço a pertencer a uma que não sei quando vai me morder.

Milo arregalou o olhar, aquilo foi como uma apunhalada em seu peito.

Resignado, irritado e com seu orgulho ferido, Milo juntou a roupa que tinha espalhado pelo chão e vestiu-as bem mais rápido do que as tirou. Não conseguia entender como tinha acontecido, mas estava com muita raiva do francês.

— Kardia tinha razão. – Disse antes de deixar o amante. – Você é apenas um...

Milo não conseguiu completar a frase. Algo em seu estomago embrulhou.

Camus fechou os olhos ao escutar tais palavras: Era só mais uma dor! Pensou.

O francês se resignou ao choro depois que o grego saiu. E não viu que os olhos de Milo também estavam molhados. Também não percebeu que demorou um pouco para o loiro ir embora e que, por um instante, Milo quase desistiu de ir.

...Fallen...

Sonnya olhava o vestido branco puro, revestido de pequenos pontilhos de pedraria. Tão bonito... Tão fabuloso... Um sonho!

Mas não era seu sonho! Não daquele jeito!

Algumas lagrimas transformaram seus olhos, naturalmente claros, em quase translúcidos. Seu peito apertava a cada segundo. Tinha, somente, um pouco mais vinte e quatro horas de liberdade e depois seria prisioneira de um destino desgostoso. As opções oferecidas não a fariam dona de seu próprio destino.

Se ao menos Regulus a tivesse escutado. Pensou com pesar. Talvez ela tivesse ficado um pouco mais animada com aquela historia toda.

No meio do alvoroço em que viveu durante aqueles dias, a rosada ainda não tinha dito ao leonino que estava gravida. E Regulus tinha o direito de saber e de decidir. Mas Sonnya não queria colocar o outro em perigo e um encontro com ele seria perigoso. Kardia tinha lhe avisado que estava em cheque: Uma maneira estranha de dizer que estavam sendo vigiados.

Mas Sonnya era inteligente e pediu a Aioros que a ajudasse a falar com Regulus.

Um passeio entre os noivos... Quem suspeitaria?

A intenção da rosada era justamente contar ao leonino que estava gravida e que o filho era dele. Mas ao vê-la acompanhada do noivo Regulus, além de não escutá-la, ainda regougou seu ódio e desprezo em vê-la ali. Deixando-a apenas com os olhares penosos de Aioros e Dégel. O ultimo viera abrir a porta para o amigo porque o leonino tinha esquecido as chaves em algum lugar.

— Vou tentar falar com ele. – Dégel disse em compaixão a rosada.

— Não importa mais. – Sonnya forçou um sorriso. – Você vai ao meu casamento? – Perguntou. Sem saber o porquê daquele interesse.

Ela piscou algumas vezes para espantar os pensamentos dolorosos e acabar com as lagrimas. Ela tinha errado ao esconder de Regulus que estava presa em um casamento arranjado. Mas isso não era motivo para ser tratada como foi. Até mesmo Dégel se compadeceu dela. Então por que Regulus, que disse que a amava, não queria nem escutá-la. Ela, com certeza, ouviria o que o leonino teria a dizer se os papeis tivessem invertidos.

— Regulus... – Ela chamou baixinho. Novamente as lagrimas voltaram a umedecer seus olhos.

Nesses momentos, tinha somente uma pessoa com quem ela poderia contar. Ser ela mesma!

...Fallen...

Quando Aioros abriu a porta, não esperava dar de cara com Saga sentado tão displicentemente em seu sofá. O geminiano estava lindamente vestido em um terno de corte fino, muito parecido com que usava diariamente uma vez que todos os seguranças da família Onpreyde usavam ternos. Também tinha champanhe sobre a mesinha de centro. Um livro nas mãos Saga e um musica suave ao fundo.

— O que está fazendo aqui? – Aioros perguntou. Um frio receoso percorreu todo o seu corpo.

Saga fechou o livro e retirou os óculos de leitura – Que só então Aioros notou que ele usava. – do rosto e o olhou tão intensamente que Aioros teve que sentar para não cair. Saga era o homem da sua vida, soube disso desde a primeira vez que o viu. Queria muito ficar com ele, mas não podia. Ele e Sonnya seriam infelizes, mas era a melhor solução.

— Vim para uma despedida de solteiro. – Disse o segurança.

Aioros mordeu os lábios e arregalou os olhos. Um calor subiu por seu corpo. Sentar tinha sido realmente a coisa certa a se fazer.

— Você não pode estar falando serio. – Balbuciou o sagitariano.

Saga sorriu divertido, tinha atiçado os desejos de Aioros somente com algumas singelas palavras. Levantou de onde estava e foi até o advogado. O sorriso gentil não condizia com os pensamentos levianos que tinha arquitetado. Sentou-se no colo do outro grego e o beijou tão intensa e apaixonadamente que arrancou alguns gemidos abafados de Aioros.

O sagitariano não resistiu. Os últimos meses haviam sido como um pesadelo para ele. Era doloroso estar tão perto da pessoa que amava e não poder tocá-la.

— Minha intenção era sequestrar você. – Confessou Saga, indo de encontro ao pescoço do grego. – Fazer de você Minha Lyanna Stark.

Aioros franziu o cenho, mas, tão logo, um sorriso bobo enfeitou sua face.

— Saga... Eu...

— Shii.— Fez Saga. – Não se comprometa. Coloque toda a culpa em mim. E apenas me deixe te amar uma ultima vez. – O loiro disse baixinho, forçando o sagitariano a olhar para ele. Selou os lábios volumosos algumas vezes. – Me deixe te mostrar o tamanho do meu amor por você.

O advogado mordeu o lábio inferior com força, evitando assim que um lamento deixasse seu corpo através deles. Abraçou o geminiano pela cintura e repousou a cabeça no peito dele, dando um leve beijo no local. Por cima do terno mesmo.

— Eu te amo tanto Saga. – Aioros disse.

Seu peito doía tanto. No fundo, ele bem que aprovaria ser sequestrado.

— Eu também te amo muito Aioros. – Saga levantou o rosto do sagitariano, queria se encontrar dentro da íris esverdeada que tanto devotava atenção. Novamente tomou os lábios alheios.

Foi questão de segundos para que as mãos atrevidas do grego mais velho passassem a retirar a roupa do mais novo. Em uma urgência sem tamanho.

— Espere... – Pediu, colocando uma das mãos no peito do outro. – Vamos para o meu quarto. Será uma confusão se meu irmão nos flagrar aqui.

Saga concordou. Dentro do peito um calor escaldante fazia seu sangue bombear frenético.

Assim que chegou dentro do quarto, Aioros agarrou Saga pelo pescoço e o beijou como se sua vida dependesse disso. O geminiano não se fez de rogado, retribuiu com igual intensidade a investida que recebia. Estava ali para amar o sagitariano com tudo o que tinha. Como se comungasse com o pensamento, as mãos ligeiras de Saga correram pelo corpo do amante, retirando as peças restantes.

Aioros gemeu dolorido ao ser pressionando com força contra a parede do próprio quarto. Saga o içou, entrelaçando as pernas do moreno ao redor do próprio quadril, enquanto marcava cada milímetro da jugular bronzeada. Aioros gemia completamente entregue as caricias do homem que sempre foi sua perdição. Como conseguiria viver sem aqueles beijos que lhe arrematavam a alma e aquecia seu corpo de tal forma que às vezes ficava difícil até para respirar? Como sobreviveria sem o constante perigo de ser pego fazendo amor com o homem que conseguia fazê-lo se sentir vivo?

O advogado empurrou Saga, afastando-o minimamente. O suficiente para que ele arrancasse aquele terno incomodo e abrisse – de forma na paciente. –, arrebentando botão por botão, a blusa bonita que cobria o dorso do segurança e o impedia de sentir a pele quente Saga.

Aioros atacou o pescoço de Saga da mesma forma que foi atacado anteriormente.

Era simplesmente delicioso ser alvo de tanta atenção! Saga pensou enquanto sentia as unhas de Aioros passear por suas costas. O sagitariano ainda ondulou o quadril, esfregando-se despudoradamente contra o geminiano, tornando a beijá-lo intensamente.

Saga se inquietou quando Aioros enfiou as mãos dentro da calça dele e apertou a carne firme das nádegas, puxando-as de encontro ao próprio corpo, fazendo os quadris se chocarem. O loiro agarrou o mais jovem pelo braço e o jogou contra a cama macia. Retirou as peças de roupas que ainda incidiam em seu corpo.

— E vou fazer amor com você à noite toda. – Afirmou Saga, subindo de forma felina em cima da cama.

Aioros estava completamente entregue aquele homem. Saga poderia fazer o que quisesse com ele.

O grego mais velho apalpou tudo o que conseguiu, deslizou a língua por todo o corpo bem trabalhado do amante, fazendo um caminho molhado pelo peito forte e a barriga, até chegar à virilha de Aioros, encontrando ali seu objeto de desejo: O membro intumescido do amante. Um sorriso perverso dançou na face do geminiano e, sem dar chances aos pensamentos de Aioros se organizarem, abocanhou por completo o pênis do advogado.

O sagitariano contraiu o corpo, tremendo levemente, com o toque úmido da língua de Saga sobre a carne sensível entre suas pernas, assim como o penetrar de atrevidos e inquietos dedos dentro de seu corpo apertado. O grego mais novo gemeu com a surpresa inicial, mas logo relaxou com a maestria que seu amante possuía. Aioros abriu um pouco as pernas para que Saga conseguisse penetrá-lo mais facilmente.

Saga conseguia levá-lo a loucura somente com os dedos e a boca.

Os lábios do loiro passeavam pelo membro Aioros com uma gula indescritível. Acariciou em forma de circulo a glande aveludada. Aioros fechou os olhos e jogou a cabeça para traz, apreciando o toque ousado e prazeroso. Saga permaneceu naquela brincadeira sem ritmo até que Aioros gozasse profusamente no próprio abdômen.

— Isso aqui vai servir. – Disse Saga, sujando os próprios dedos com o sêmen que escorria pelo corpo do amante e lubrificou o ânus de Aioros.

Logo em seguida, o loiro encaixou-se entre as pernas do advogado, posicionou o próprio membro entre as nádegas deste e o penetrou. Tão fundo quanto conseguiu para uma primeira invasão.

Ambos gemeram com o ato.

Aioros e Saga não transavam fazia um bom tempo, desta forma Saga teve que usar de todo seu autocontrole para se manter imóvel por algum tempo. Pelo menos até que Aioros se acostumasse com a invasão.

— Vou começar a mexer. – Anunciou o geminiano, sôfrego.

Saga recuou um pouco os quadris, o suficiente para impulsioná-los com força contra os de Aioros, enfiando-se ainda mais fundo dentro do corpo abaixo do seu, avançando lentamente. O advogado se contorceu com a invasão, sentindo o tamanho de Saga escorregar para dentro de seu corpo um pouco de cada vez. Alargando-o a cada estocada, com carícias muito melhores do que as feitas pelos dedos de maestria perfeita.

Saga ofegou quando se enterrou completamente.

— Ah, Aioros... – Disse, estremecido. – Você é tão quente.

— Saga... – O grego mais jovem gemeu em resposta.

Havia algo inegavelmente erótico na maneira como ele o tomava: As coxas poderosas se flexionaram a cada investida e seu corpo era sacudido com todo vigor. Saga afastou-se, pegando novo impulso, e retornou a deslizar com uma lentidão dolorosa. Ele sabia exatamente como entrar no corpo de Aioros, mergulhando com as coxas dobradas, raspando no lugar perfeito para lhe dar o deleite enlouquecedor do prazer. Aioros arqueou. Saga queria tudo de dele... Sua boca já se encontrava ardida pelos beijos furiosos. O sangue martelava nas veias, os mamilos estavam tão enrijecidos como rochas e as pernas se esticavam de um jeito desconfortável. Mas nada, além do meio de suas pernas e o homem entre elas, importavam.

Os corpos dos amantes brilhavam pelo suor que os banhavam. Os quadris se impulsionavam com um ritmo firme e preciso, ecoando em choques secos e estalados.

Aioros ofegava de prazer... Saga também ofegava... O peito subia e descia com tanta força que o ritmo das estocadas tendia somente a aumentar. O ápice estava próximo. O geminiano saiu de dentro do amante somente para fazê-lo ficar de quatro em cima da cama, retomando a penetração logo em seguida. Desta vez, Saga segurou Aioros pelos quadris, promovendo um ritmo mais intenso e preciso, acertando a próstata do advogado a cada estocada. Aioros segurava firme o lençol claro que cobria sua cama, gemendo e rebolando ao ritmo imposto em seu corpo.

— Saga... – Aioros implorou incapaz de suportar mais um segundo daquilo.

O segurança levou a mão entre as pernas do advogado, segurando a carne rija e cadenciou um vai e vem gostoso conforme intensificava a penetração. Como uma onda de força extremamente grande quando chocada contra a areia da praia, Aioros se liberou com um grito agudo. Suas costas se dobraram e Saga foi obrigado a ficar enterrado completamente, o mais fundo que pôde, dentro de Aioros, arrancando o prazer, mantendo-o excitado, sem fôlego, e com o rosto enfiado no travesseiro. O geminiano inspirou profundamente entre gemidos enquanto seu membro pulsava dentro de Aioros, preenchendo-o e saciando a ambos.

O geminiano desabou sobre as costas de Aioros, sentindo o coração retumbar frenético. O cheiro de sexo impregnava o local enquanto a sonolência chegava devagar.

— Eu tenho uma surpresa pra você. – Saga disse em um estampido.

Levantou-se da cama e foi até o terno. Tirou duas caixinhas azuis de veludo de dentro de um dos bolsos. Retornou para a cama e entregou uma ao sagitariano.

— O que é isso? – Aioros perguntou, recebendo uma das caixinhas.

— Abra.

Aioros obedeceu com um sorriso pueril. Abriu a caixinha de veludo e encontrou uma aliança muito bonita, mesclando tons de dourado e preto.

— Que é isso? – O sagitariano assumiu uma postura seria.

— É o que você está vendo. Uma aliança.

— Saga...

Começou em tom de replica, mas o geminiano foi mais rápido. Pegou a mão esquerda de Aioros e depositou um beijo nela.

— Eu sei que não há nada que possa ser feito contra o seu casamento. – Disse. – Mas antes que se case com Sonnya diante do publico, quero que se case comigo, aqui, agora, entre essas quatros paredes. Porque meu coração sempre vai ser seu.

Aioros sentiu sua garganta apertar, entalando com a vontade de chorar. Seu coração também sempre seria de Saga.

— E como vamos fazer isso? – Perguntou, emocionado.

— Como disse antes, minha intenção era te sequestrar. Mas as coisas não saíram como planejado, então eu me contento em fazer uma replica do casamento secreto entre Lyanna Stark e Rhaegar Targaryen— Saga respondeu. – Ou simplesmente da mesma forma que todos os outros casamentos de Game Of Thrones.

— Nem todos! – Rememorou Aioros, replicante. – Joffrey Baratheon fez diferente.

— E se fudeu antes das núpcias.

Aioros gargalhou. E o geminiano lembrou-se do quanto era bom escutar aquele riso que ele conhecia desde menino e que o encantou desde o primeiro momento.

— Além do mais, eu não decorei a porra daquele texto à toa.

O sagitariano comprimiu o choro, não poderia pedir demonstração de amor maior daquele homem.

Aioros pegou a aliança e pediu que Saga pagasse a dele, colocando em seus respectivos dedos, Saga ainda trouxe uma bandagem branca para que tudo saísse conforme no filme. E, como se tivessem treinado juntos aquela sentença por semanas, a disseram – Pai. Ferreiro. Guerreiro. Mãe. Donzela. Velha. Estranha. Eu sou dele e ele é meu, a partir desse dia, até o último de meus dias. – em uma perfeita sincronia.

Depois de selado o juramento secreto, uma nova onda de desejo e amor permeou entre eles durante toda a noite.

...Fallen...

Quando a campainha do apartamento de Shun soou, o virginiano nem se animou em perguntar quem era, uma vez que a amiga tinha lhe ligado, dizendo que precisava de um ombro amigo e que não conseguia pensar em mais ninguém.

— E eu a esfolaria viva se tivesse conseguido pensar em outra pessoa. – Shun retrucou, antes de ouvir um soluço dolorido no outro lado da linha.

Sonnya chegou em seu apartamento acompanhada por Kanon. Assim que Shun abriu a porta, Sonnya se jogou em seus braços, apertando-o tão forte quanto seus braços conseguiram. O virginiano retribuiu, tomando cuidado para não apertar demais à amiga.

Sonnya suspirou fundo, virou para Kanon e o dispensou. — Você já pode ir. Vou passar a noite aqui.

— Sinto muito Sonnya, mas tenho ordens para não deixá-la sozinha. – A garota abriu a boca para retrucar, porém Kanon foi mais rápido. – Mas entendo que queira conversar sozinha com seu amigo. Por isso estarei lá embaixo. Dentro do carro. Só te peço que não complique as coisas para mim. Ok?

Sonnya comprimiu os lábios, ainda sim concordou com Kanon.

Depois que o geminiano saiu, a escorpiana retirou o convite do amigo de dentro da bolsa e o entregou. Ela já tinha feito aquilo anteriormente, mas Shun pediu que ela modificasse e o deixasse levar um acompanhante. Sonnya não fez objeção na época, nem naquele momento. Shun pegou o cartão duplo, com letras cursivas e douradas em um papel de tom claro. As letras bonitas do convite faziam Shun entristecer-se ainda mais com o destino da amiga.

Sonnya sentou-se no sofá e Shun notou o quanto a amiga estava inquieta.

— Você conseguiu falar com ele?

A escorpiana balançou negativamente a cabeça. Uma nova onda de tristeza a atacou. Sonnya disse, entre um soluço e outro, que Regulus não quis ouvi-la e o quanto ele tinha sido um babaca com ela. Shun sentou ao lado da amiga e a abraçou pelos ombros.

— Sabe que estou do seu lado. Não é? – Sonnya confirmou com um maneio. – Mas eu te avisei que ele não a receberia com um buque de flores.

Claro que Sonnya não esperava ser recebida com um ar romanesco, mas tinha o direito de retorica sobre aquele tema.

Shun forçou Sonnya a deitar a cabeça em seu colo, não aguentava mais ver os olhos translúcidos que tanto admirava na amiga, perder a cor a cada segundo.

— Chore Sonnya. – Shun falou enquanto acariciava os cabelos cor de framboesa. – Chore até não conseguir mais. Você vai ver que tudo melhora depois. Eu ficarei bem aqui e guardarei suas lagrimas da mesma forma que guardo seus sorrisos.

Shun não precisava dizer tais palavras, a rosada já tinha se entregado ao choro com a mesma facilidade que sorria quando alegre.

Só esperava que aquela dor passasse algum dia!

Continua...

Notas finais
Esse capitulo foi difícil viu? Refiz ele umas três vezes, mas tudo deu certo. Estamos nos encaminhando para a reta final, mais dois ou três capítulos e será finit! Neste capitulo tenso nos deparamos com Camus e Milo brigaram (novidade), mas poxa o Milo arranjou um péssimo momento para cobrar uma divida. Na cena do Saga e Aioros não resisti em colocar aquele textão maravilhoso de GOT. E quanto a Sonnya... Tadinha dela, Regulus não quis nem ouvi-la. Estou até com pena dela. Bem, por enquanto é isso. Beijokas e até o próximo!