Fallen

20 Os ponteiros do destino!


Notas iniciais
Olá pessoinhas lindas! Como vocês estão? Olha quem resolveu atualizar a fic... Pois é, EU! Hihihi. Primeiro desejo um ótimo 2020 a todos. Só desejos coisas boas! E alguns desafios também, afinal o que seria de nós se não fossem os desafios. Segundo, espero que gostem do capitulo. Não vou me prolongar muito por aqui. Obs. A imagem que abre o capitulo foi encontrada Google, créditos ao artista. Capitulo não betado. Boa leitura a todos!

Os ponteiros do destino!

Kardia chegou na cobertura onde morava completamente esgotado. Depois de um dia cheio de reuniões, tudo o que o escorpiano queria era um gostoso e relaxante banho. Se não fosse pedir muito, talvez, um bônus merecedor... Uma gostosa foda com Dégel não seria má ideia. Mas, sabia, teria que se contentar somente com um relaxante banho. Ou seja, a sensação de culpa impregnada em seu interior ainda atormentá-lo por algum tempo.

Eram tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo, alvejando-o sem piedade, que não conseguia pensar direito. Sentia-se culpado por ter transado com Dégel. O ex-fomando era jovem e puro quando o conheceu. Dégel parecia ser tão surreal, quase místico, e Kardia não conseguia aceitar que estava sujando alguém tão puro. Dégel não o conhecia de verdade. Não sabia do que ele era capaz, ou por que fazia o que fazia. Não importa quão gentil seja, ninguém pode amar um monstro. Pensava Kardia enquanto digitava a senha de casa.

Suspirou cansado ao entrar, jogou a pasta em cima da mesinha no hall de entrada.

Somado as coisas com Dégel, ainda tinha apreensão quanto a Milo e o que o aguardava. E, apesar de não querer admitir, também estava preocupado com Camus. Também sentia que estava falhando com Sonnya.

Céus, eram tantas coisas!

Como queria poder esquecer-se de tudo nos braços de Dégel.

Pensar no aquariano deixava Kardia quente e com uma vontade enorme de fodê-lo. Ainda mais depois da ousadia que o mais jovem mostrara: Certo do que queria e de como queria.

“Ele formulou até um contrato.”. Pensou sorrindo, abrindo alguns botões da camisa.

— Sonhando acordado, querido?

O escorpiano foi tirado de seus devaneios por uma figura que ele conhecia muito bem, sentada em seu sofá com uma saia que mal lhe cobria as coxas e folheando uma revista qualquer que ela havia encontrado.

— Mas que porra... – Disse, irritado. Detestava ser pego de surpresa. – O que está fazendo dentro do meu apartamento, Saori?

— Não sabia que precisava de autorização para visitar o meu marido. – Ela disse, irônica. Kardia a olhou com desdém. Detestava encontrar com a grega, ainda mais quando ele não esperava por ela.

Foi até a adega particular e pegou uma garrafa uísque.

— Te ofereceria uma bebida, mas seria um desperdício. – Disse. Saori deu de ombros. Já estava acostumada com o jeito arrogante de Kardia.

— Meu avô quer um bisneto. – Ela disse, folheando a revista, como se fosse algo banal. – Ele disse que é uma exigência. Faz tempo que estamos casados e um monte de outras coisas que eu acho que você não quer ouvir.

— Pensei ter ouvido, algum tempo atrás, que você era diferente de mim. Que não precisava obedecer ordens.

— Não foi uma ordem. – Ela retrucou. – Está mais para um pedido moribundo.

— Encontrei com seu avô hoje e ele não me pareceu estar moribundo. Ao contrario, estava desprezível como sempre.

— Cuidado. É do meu avô que está falando. – Saori desviou o olhar da revista momentaneamente, como se fosse um aviso mudo ao marido.

Kardia não se abalou. O único que o intimidava era o próprio pai. Encheu mais um copo de uísque e tomou em único gole.

— E o que pretende fazer? Vai atender ao pedido do “moribundo” do seu avô? – Perguntou, sorrindo belicoso.

— Acho que nesse tema, vou precisar da sua ajuda. – Saori abandonou a revista, voltando sua atenção completamente para Kardia. Cruzando os braços na altura dos seios comprimidos em uma blusa de alça muito decotada.

Kardia ergueu uma sobrancelha: Saori não estava cogitando a ideia de que ele seria o pai da criança. Estava?

— Eu passo. Não quero ter uma criança com você!

— E como acha que vou engravidar? Do divino?

— Minha querida, tenho certeza de que pretendentes não vai faltar.

— Quer que eu abra as pernas para outro homem? – Saori perguntou indignada.

Kardia a olhou com aquele olhar de “qual o problema? você já fez algo semelhante!”.

A atitude irritou Saori que, se sentindo afrontada, levantou-se irritada. Quicou seu salto até Kardia, encarando-o de frente.

— É serio que você quer que nosso filho seja um bastardo? Sabe o que meu avô fará se descobrir? – Perguntou um pouco exaltada.

É claro que ela não queria uma criança com Kardia. Mas não podia simplesmente discordar de seu avô. Mitsumasa era inteligente e sabia que o casamento de sua neta com o filho de seu amigo ainda era frágil. Precisava de um laço forte.

— Não me interessa o que seu avô fará! – Esbravejou o escorpiano.

— Kardia...

Saori estava pronta para retrucar, estava armada com varias teorias e frases feitas para convencer Kardia, mas foi interrompida pelo soar da campainha. Não demorou para que um dos empregados que sempre ficava até ser dispensado pelo escorpiano ir atender a porta. Retornando alguns minutos depois com a informação de que um jovem chamado Dégel desejava falar com ele.

Saori lançou um olhar inquisidor para o marido que apenas disse; — Você precisa dar o fora. Sem que ele a veja, é claro.

— Eu sou sua esposa, porque tenho que sair daqui como se fosse à outra? – Ela perguntou contrariada.

Kardia suspirou e massageou as têmporas. Quando Saori iria entender que não o interessava fazer esforço algum por aquele casamento de fachada?

— Saori, não complique as coisas. – Pediu.

Tudo o que queria era que Saori fosse embora. Irritava tê-la em sua presença.

— Ele já sabe dos seus gostos peculiares? – Saori perguntou ferina. Detestava quando Kardia colocava os brinquedos dele acima dela.

O escorpiano estreitou perigosamente o olhar.

— Isso não é da sua conta.

— Ho. Então ele sabe! – Afirmou. Levou uma mão queixo e assumiu uma postura aguilhoa. – E aceitou ficar com você? Sem ter nada em troca? Ou ele realmente não sabe como as coisas funcionam?

— Saori... – Advertiu Kardia.

— Ok, querido. Entendi. Vou embora por agora, mas pense em relação ao filho. Meu avô está no fim dos dias dele e quero fazer tudo para agradá-lo.

Momentaneamente resignada, Saori pegou sua bolsa e usou a saída dos empregados. Recolheria suas garras por hora. Em outro momento, faria Kardia pagar por humilhá-la.

Enquanto Saori saia por uma porta, Dégel entrava por outra. As bochechas coradas e os cabelos um pouco desalinhados apesar de estarem presos em um rabo de cavalo não muito firme.

O peito subia e descia muito rápido e de seus lábios escapavam um tremulo e esbaforido sopro carregado de fumaça.

Kardia sentiu algo pular dentro do próprio peito. Aquela desordem caia perfeitamente bem em Dégel. Mas havia algo mais, como vestígios de noites mal dormidas: olhos fundos e algumas olheiras. Um choro recente, talvez.

“O que havia acontecido? Será que Dégel se arrependeu do havia feito e queria desistir de tudo?”. Kardia sentiu algo amargo na boca do estomago com a probabilidade.

Respirou fundo e puxou os punhos da camisa

— Sr. Oushevard, acho que está um pouco frio para uma maratona. – Kardia falhou na tentativa de um gracejo. As sobrancelhas muito juntas, reflexo de um dia cheio, não levou humor aos seus olhos. – A que devo a honra? – Perguntou, servindo-se de mais uísque, tentando soar o mais natural possível.

Dégel baixou o olhar, observando as próprias mãos. O rosto mais pálido do que antes e um rastro de tristeza. Uma emoção indesejada – e desconhecida – ameaçando tomar forma.

— Você tinha razão! – Ele disse baixo, mas Kardia conseguiu escutar.

— Eu tinha...? Eu sempre tenho! – Disse cheio de si. As palavras soando inadequadas. – Mas em que exatamente eu tinha, ou tenho, razão? – Inqueriu.

— Por favor... Eu chorei muito – Dégel pediu em um sussurro suplicante, tentando inutilmente conter as lágrimas. – Não quero lembrar que ele escolheu não confiar em mim.

Não precisou de muito para saber a quem o aquariano se referia.

Kardia deu um meio sorriso e estendeu a mão para Dégel que a aceitou prontamente. Kardia aproveitou para puxá-lo para um abraço, Dégel parecia tão pequeno e gelado.

— Não o julgue. – Pediu Kardia, passando as mãos nas costas protegidas apenas por um moletom. – Coisas complicadas estão acontecendo com seu irmão. Ele apenas quer protegê-lo.

Dégel apertou os lábios com força, à raiva tomando conta aos poucos.

“Ora, porra! Porque Camus era tão idiota?! Porque o irmão não poderia contar com ele?” Queria poder gritar com o mais velho.

— Não quero proteção. – Ele disse, afastando-se um pouco de Kardia. – Eu quero... Bom, o que eu quero... – As bochechas do aquariano ganharam um pouco de cor. O que ele queria tinha um preço.

Um preço que, agora, não era grande coisa depois de todas as coisas que fez no final de semana. Quer dizer... Ele tinha entregado a virgindade a um homem que não o amava e que queria convertê-lo em uma espécie de pervertido e escravo sexual. Sem contar o quarto de jogos nada convencional que Kardia tinha.

O quarto de jogos. Era isso! Tudo o que precisava fazer era usar o quarto de jogos ao seu favor. No final de semana não haviam utilizado nenhum dos objetos do quarto especial de Kardia. O escorpiano disse que ele primeiro precisava se acostumar com “sexo convencional”.

“Você está louco?”— Gritou o subconsciente do aquariano. – “Você ficou todo dolorido. Com os músculos como se nunca tivesse feito exercício na vida com o “sexo convencional”, imagina se jogar naquele quarto?”.

Dégel suspirou com a lembrança de que precisou tomar Advil para melhorar.

Mas ele precisava saber mais sobre o irmão. Dégel puxou Kardia pelo braço, levando-o até a porta do Playroom do escorpiano.

— Abra. Por favor! – Pediu.

Kardia sorriu, parecia divertido e surpreso ao mesmo tempo.

— Não acho que precisa de sexo. – Ele disse. e não acreditava no estava dizendo.

— Temos um acordo. Meu interesse tem um preço e eu preciso pagar adiantado, ou você esqueceu que toda atitude deve vir de mim? Então...

Dégel falava com uma calma de joelhos tremidos.

— Eu disse que não precisa de sexo. – Repetiu tão frio e cortante que Dégel receou. Kardia havia ficado zangado? Por quê? – Mas não se preocupe Sr. Oushevard. Eu sei exatamente do que precisa.

Kardia jogou Dégel por cima do ombro e caminhou em direção ao próprio quarto.

Dégel esperneou, mas não adiantou muito: Kardia era maior e mais forte e logo ele estava sentindo o chão frio sob seus pês.

O banheiro de Kardia era grande. Bem maior do que o que tinha no quarto de hospede ao qual foi reservado a ele. Tinha até banheira.

— O que estamos fazendo aqui? – O francês perguntou observando Kardia abrir as três torneiras da banheira que cabia confortavelmente duas ou três pessoas.

A agua quente junto de alguns aromatizadores produziu um vapor de cheiro gostoso, a um doce e sedutor aroma permeou o ambiente.

— O que mais poderia ser? – Dégel pensou em algumas possibilidades, mas não iria dizê-las – Banho! Vamos tomar um banho. Bem relaxante e gostoso.

O sorriso de esfinge do escorpiano fez Dégel estremecer e mergulhar em uma ansiedade conflitante.

— O que quer saber? – Kardia inquiriu, tocando na barra do moletom de Dégel.

O escorpiano conseguia ler seu “subs” perfeitamente, mas com Dégel a situação não se desenrolava da mesma forma. E ele ao mesmo tempo em que achava excitante também achava irritante. Não queria ter que perguntar toda vez, mesmo que parte do processo de um submisso (uma pequena e irrelevante) era dizer o que desejava. E caberia ao amo conceder ou não tal desejo.

Kardia queria ter o dom de decifrar Dégel. De lê-lo. De senti-lo. Como se fossem uma única pessoa.

— No momento, nada de concreto. – Sussurrou o mais jovem.

Kardia deslizou o dedo pela bochecha pálida e corada. Dégel engoliu seco. Não conseguiria mentir para aquele homem.

— E se estivéssemos em meu Playroom?

— Tudo! – Respondeu em um meio sussurro. O escorpiano franziu o cenho. – Todo o segredo que guarda sobre meu irmão. Eu quero saber.

Kardia sentiu um gostoso e poderoso tremor na espinha. Algo poderia lhe ser vantajoso. Deliciosamente vantajoso...

— Então você foi conversar com ele? – Dégel baixou o olhar dando a Kardia a certeza para o tema. – Entendo.

O escorpiano puxou bruscamente o outro em sua direção, tirou-lhe a camiseta e a jogou no chão. Rodeou a cintura o aquariano num semi-abraço. A impaciência, enfim, lhe acertando. Não era bom em conversas paralelas quando o que desejava estava bem ao alcance de suas mãos e lábios.

Dégel gemeu com os beijos cálidos em seu ombro desnudo.

— Supondo que não obteve as resposta que deseja diretamente do seu irmão, diga-me Dégel, o que está disposto a fazer para obtê-las?

Dégel não podia dizer que não esperava por algo do tipo. Tinha tomado sua decisão antes mesmo de chegar ali. Receoso sobre suas próximas ações, Dégel retribuiu o abraço de Kardia. As mãos pálidas correndo furtivamente pelo corpo másculo do escorpiano. Terminando de desabotoar os botões, juntando a camisa de Kardia a sua em algum lugar daquele enorme banheiro.

Mordeu fortemente os próprios lábios, admirando o físico de Kardia. Não tinha como voltar atrás. Aquele homem era sua perdição mesmo em uma causa “nobre”.

— Sei o quanto seus lábios são deliciosos, mas poderia deixar de mordê-lo? Quando faz isso, tenho vontade de foder você! – Disse Kardia.

O aquariano sentiu o rosto queimar e se repreendeu por isso. Não era momento para timidez e rubores. Precisava tomar conta da situação. Acalmar seu coração. Não era uma adolescente apaixonada. Se Kardia conseguia falar daquela forma despreocupada, ele também conseguiria.

— Pretendo jogar o seu jogo! – Sussurrou enquanto acariciava o abdome do escorpiano.

Kardia franziu a testa.

Dégel enfiou os dedos nos cachos de Kardia, dedilhando a ponta dos dedos em uma trilha sinuosa do peito até a nuca, logo acima da cervical da coluna de Kardia. Arrancando alguns suspiros e tremores deleitosos. Kardia apertou-lhe a cintura e beijou-lhe o pescoço. A respiração de Dégel queimava sua pele.

— Cansei de sexo baunilha Sr. Onpreyde! Eu quero “Palmadas!” – Disse e puxou Kardia para um beijo deliciosamente quente.

O grego sentiu-se extremamente satisfeito com a ousadia do mais jovem. A língua de Dégel havia se tornada atrevida e muito convidativa. Enroscando-se a de Kardia como se fosse uma extensão.

Ele estava quase no ponto! Pensou o escorpiano aproveitando ao máximo o beijo.

A falta de ar se fez presente, Dégel afastou-se minimamente. O suficiente para pegar folego. Mas manteve os lábios sobre a pele de Kardia, saindo dos lábios e se dirigindo ao pescoço de tom bronzeado. Seu destino era um pouco mais abaixo da cintura do outro, porém isso não o impedia que percorresse – com a língua – e saboreasse todo o corpo forte de Kardia. Deixando um rastro de saliva por onde passasse.

Dégel desafivelou o cinto e desabotoou a calça de Kardia. Sua narina dilatou e suas mãos não estavam mais tremulas. Algo queimava em sua pele e nublava os seus sentidos: Kardia tinha um cheiro delicioso, algo bem similar a frutas silvestre e pinheiro. A calça de Kardia encontrou o chão e os joelhos de Dégel teve o mesmo caminho.

“É grande!” Ele pensou, lembrando que aquele pedaço de carne esteve dentro de seu corpo. Causando sensações deliciosamente inesquecíveis. Um pouco dolorosa, mas também muito prazerosas.

Kardia olhou para baixo. A curiosidade centelhava nas íris verdes, pontilhada de um tom azul, nublado. Impaciente pelo próximo passo de Dégel.

— Chupe! – Incentivou.

Dégel abriu a boca o suficiente para que sua língua passasse por ela. Pretendia usar a língua antes dos lábios e fazer algo bem diferente. Não que já tivesse feito um boquete em alguém, mas Kardia havia lhe fornecido material suficiente para aquilo. Sem contar que o seu amigo Google tinha um portfolio fora do comum. O aquariano ficou até um pouco surpreso com a quantidade “coisas” que encontrou na internet. A realidade, no entanto, era um pouco diferente.

Assustadora, até!

Hum, talvez um pouco prazerosa se levasse em conta que ficou momentaneamente hipnotizado por aquele cogumelo cheio de veias que, a primeira vista, parecia duro como aço. Mas que se mostrava suave como veludo conforme Dégel o manuseava. Dava até vontade de deslizar a língua pela ponta.

O gosto era para ser salgado daquele jeito?

Talvez se acolhesse um pouco mais, teria certeza. Pensou, colocando Kardia por completo na boca.

— Onw... Dégel.

Kardia sentiu as pernas fraquejarem. A cavidade de Dégel era quente e deliciosa apesar da inexperiência. Algo que mudaria com o tempo. Por ora aproveitaria aquela tímida ousadia.

Era bom entrar e sair da boca de Dégel. Descobrir o quanto ele conseguia acolhe-lo. O quanto ele estava disposto a se render.

É realmente muito bom!

— Não use os dentes! – Kardia falou, dobrando um pouco os joelhos e arqueando o quadril. Queria ir fundo na garganta do aquariano. – Chupe com mais força.

Dégel se apoiou nas coxas de Kardia a fim de ter uma base para impulsionar e iniciar o vai e vem. O escorpiano parecia maior a cada estocada. Em dado momento agarrou o aquariano pelos cabelos, guiando-lhe o desempenho. Kardia gostava de ser bruto, foder duro, mas era notório que Dégel ainda não possuía habilidade para uma felação perfeita. Apesar de Kardia já sentir os tremores que antecediam o gozo.

Demorou alguns minutos para que Dégel se acostumasse ao tamanho de Kardia. Foi um esforço homérico, e teve uma hora que pensou que fosse desmaiar, mas agora conseguia tê-lo quase por completo em sua boca. E verdade fosse dita, era delicioso sentir Kardia metendo daquele jeito. Entrando e saindo várias vezes. Cada vez mais depressa, empurrando cada vez mais fundo.

Seu corpo reagia ao prazer de Kardia. Era tão bom sentir o escorpiano chegando ao ápice que foi impossível não usar os dentes, de leve claro. Mas aquilo foi o suficiente para receber jatos salgados em sua garganta. Não sentiu asco, nem ânsia, apesar do cheiro e do gosto ter se tornado mais forte.

— Que cuspir? – Kardia perguntou um pouco ofegante. Segurando-se no azulejo frio da parede. Seu olhar volta completamente para Dégel.

— Não. – Dégel respondeu um pouco rouco. Um matiz diferente despontava em seus olhos, orgulhoso por conseguir desestabiliza aquele homem controlador.

— Isso foi bom. Muito bom, até. Mas agora precisamos realmente de um banho.

— Kardia...

— Depois. – Retrucou o escorpiano. – Depois eu lhe dou um mimo.

Entrou na banheira e puxou Dégel. Fazendo-o sentar-se e apoiar-se em seu peito. Não se importaria de passar a noite ali, com Dégel recostado em si. Sentindo o cheiro gostoso dos cabelos de cor exótica.

...Fallen...

Aioros acordou no meio da madrugada. Saga ainda estava ao seu lado, igualmente nu. Ele acariciou as madeixas do geminiano de leve. Como queria que o tempo parasse naquele momento...

A visita furtiva do segurança fez reviver um sentimento que ele julgou ter escondido muito bem. Mas que ele sabia, sempre soube na verdade, que não conseguiria. Gostava de Sonnya. A rosada era um garota legal e se ele não estivesse apaixonado, talvez a ideia de casar com ela não seria de todo tão ruim assim.

O sagitariano suspirou.

Levantou, vestiu uma cueca e foi até cozinha. Precisava refrescar os pensamentos. Não queria casar com Sonnya, não queria deixar Saga e definitivamente não queria pensar em nada daquilo naquele momento. Ou realmente veria o tamanho da loucura que estaria fazendo e desistiria de tudo.

Desistir de tudo...! Porque não? Com certeza existiam lugares que Hades não poderia fazer nada contra ele ou contra Saga. Entretanto, o sagitariano não se via como alguém egoísta. Sim, Hades não iria fazer nada contra ele ou contra Saga, mas e quanto ao se irmão? E aos negócios de seu pai?

Eram muitos pensamentos.

Outro suspiro, e logo sentiu alguém lhe agarra a cintura e enfiar o nariz em seu pescoço. Sentiu um tremor gostoso percorrer lhe todo o corpo. Ah, como era maravilhoso estar nos braços de quem se ama. Apoiou-se ao corpo forte e deixou que sua cabeça pendesse no ombro alheio. Sentindo o cheiro que suor e sêmen que ainda permeava o corpo de Saga.

— O que está fazendo fora da cama? – A voz naturalmente rouca e cheia de sensualidade trouxe alguns arrepios de deleite.

— Pensando um pouco. – Respondeu, virando-se dentro do abraço de Saga.

O geminiano mirou o rosto aparentemente despreocupado, com um brilho luminoso no olhar e a expressão de quem aprontava algo.

— E então... – Inquiriu, liberando um meio sorriso abrasador.

— Decidi que não importa o que aconteça está noite. Eu vou fazer de você o homem mais feliz do universo. – Disse.

Saga franziu a testa, as palavras de Aioros lhe traziam promessas. Uma pontada de esperança lhe tocou o peito. E ele sabia que era burrice se apegar a ela, mas seu coração era teimoso. E ele se viu beijando novamente a boca que tanto amava, com a mesma intensidade que algumas horas atrás.

Pelo menos naquele momento, naquele pequeno instante, Aioros era somente seu!

E aos beijos retornaram para o quarto. Quando o dia realmente amanhecesse, o amor dos dois ficaria longe do alcance de qualquer um.

...Fallen...

Shun acordou com seu celular tocando. Inicialmente o som lhe pareceu tão distante, mas logo ficou tão forte e insuportável para alguém que acabara de fechar os olhos que o virginiano teve vontade de jogá-lo na parede.

— Hum... Alô. – A voz manhosa e sonolenta arrancou um riso divertido da pessoa no outro lado da linha.

— Bom dia! Sr. Amamiya. – Desejou, cortês, uma voz familiar.

Shun olhou pela janela. A escuridão começava a dar espaço ao tom laranja que antecede a manhã.

— Quem é? – Perguntou.

Aos poucos a sonolência dava espaço para a sua consciência, fazendo-o lembrar de algo importante.

— Como é cruel! Precisou de tão pouco para esquecer-se de mim?

Aquela voz de sotaque grosseiro e rouca, se pronunciando quase que como num sussurro, sempre o fazia lembrar-se de neve, chocolate quente e fogo crepitando. Um tempo bom de sua infância. Apesar de ter certeza de que Hyoga não pertenceu ao ciclo até aquele momento.

Hyoga sempre fazia seu coração disparar frenético. Daquela vez não foi diferente.

— Hyoga?! Puta merda. – Exclamou ao lembrar que precisava buscar o namorado no aeroporto. – Que horas são?

— Faltam dez para as seis da manhã.

— Onw. Hyoga. Sinto muito. Aconteceram algumas coisas e...

Hyoga riu.

— Ok. Ok, apenas venha me buscar.

Shun levantou em um pulo rápido, pegou a chave do carro e saiu em busca do namorado. Antes de partir despediu-se de Sonnya com a promessa de que a veria a noite, talvez um pouco antes de ela dizer o tão esperado “sim” diante do mundo.

Sabia que quando retornasse com Hyoga a rosada não estaria mais em seu apartamento, e sim em um belíssimo SPA. Ele próprio fizera a reserva para a amiga. Na época, Sonnya ainda tinha esperança de que conseguiria mudar a decisão do pai.

...Fallen...

Kardia abriu os olhos com uma pequena dormência em seu braço esquerdo. Havia, também, um peso em seu peito, logo acima de seu coração. Virou para o lado e sentiu o cheiro do próprio shampoo e um corpo se aconchegando mais ao seu. Dégel dormia tão profundo que dava até receios de acordá-lo.

O relógio em cima do criado mudo marcava 06h20min da manhã. Logo algum empregado estaria batendo a porta do escorpiano querendo saber o que ele gostaria para o café. Mas o que ele gostaria mesmo era acordar aquele inocente, ou talvez nem tão inocente assim, anjo adormecido e fazê-lo seu.

O corpo de Kardia se agitou. Ter Dégel tão próximo de seu corpo, o calor da respiração suave contra seu peito, a textura da pele exposta na ponta de seu dedos e a lembrança de um quente final de semana trazia um calor sem tamanho ao seu corpo.

Alheio a tudo isso, Dégel dormia o sono dos inocentes, mas era vivida na memoria de Kardia visões de uma abrasadora paixão. Daquele anjo perfeito gritando uma versão quase irreconhecível de seu nome enquanto era atacado pelo eufemismo e o entusiasmo desenfreado de uma relação sexual.

Kardia remexeu-se um pouco, procurando uma posição mais confortável. De preferência uma que lhe desse acesso aos lábios de Dégel. Precisava tirar alguma vantagem por tê-lo em sua cama. Tão lindamente desprotegidos.

Foi algo leve, apenas um roçar de lábios, mas foi o suficiente para Dégel desperta.

Kardia não era do tipo que acordava ao lado de seus parceiros de sexo, nem tão pouco de dormir com eles. Mas não se importaria nem um pouco se Dégel quisesse repetir o gesto. Assim ele poderia sempre acordá-lo daquela forma...

— Bom dia! – Dégel murmurou, ainda sonolento.

— Veremos se será...

Dégel nem teve de assimilar, seus lábios foram tomados ferozmente. Com direito a enroscar de língua e gemidos de deleite.

— Vou beijar seu corpo todo! – Disse Kardia. A voz baixa, quase rouca, arrancou arrepios do aquariano.

Os lábios de Kardia logo alcançaram o pescoço de pele clara. Distribuindo beijos, chupadas e mordidas.

Dégel sentiu todo seu corpo vibrar de antecipação. Estava hipersensível por conta da pequena brincadeira no banheiro. O que o lembrava de que ele e Kardia não haviam feito sexo. Algo realmente muito estranho já que o outro tinha deixado claro que gostava de foder duro!

O pensamento aqueceu o sangue do francês. O fogo se espalhando lentamente até seu ventre, entre suas pernas, até seu sexo. Foi impossível conter um gemido.

Kardia sorriu, Dégel era muito receptivo.

Vê-lo corar ao seu toque foi excepcionalmente satisfatório.

O som de uma palmada encheu o ambiente. Dégel sentiu o coração bater acelerado, surpreso com o ato. Mas terrivelmente excitado.

“Porra!” Ele exclamou em pensamento.

Os olhos de Kardia o examinavam atentamente.

— Foi você quem disse que queria palmadas. – Explicou, inclinando-se e dando um casto e rápido beijo nos lábios entreabertos. – Assustado?

Dégel engoliu seco e manteve-se firme em sua decisão.

— Só ficarei se não quiser me dar mais. – Respondeu atrevido.

Kardia gargalhou. Uma excitante onda de desejo lhe acertando o corpo. Algo bem maior do que já pensou ter experimentado.

— Muito bem Dégel, vamos brincar! Sente-se e junte as mãos atrás do corpo – Kardia ordenou, soltando-se de Dégel e indo até o Closet pegar uma das gravatas que tinha.

Dégel sentou-se na cama e fez o que lhe foi pedido.

Kardia prendeu os pulsos de Dégel com a gravata, puxando um pouco, se assegurando para que o nó não se movesse. Aproveitou e também trançou os fios esverdeados, colocando por cima do ombro com leves pintinhas. Novamente ficou de frente para Dégel que temeu com o brilho profundo que vislumbrou nos olhos de Kardia.

— Deite-se e fique quieto! – Disse, somente.

A voz seria e a expressão impassível.

Dégel achou um pouco desconfortável deitar-se por cima dos pulsos amarrados, mas não disse nada. Kardia puxou-lhe as cobertas, tendo o privilegio de ter sob seu olhar abrasador o corpo perfeitamente delineado coberto apenas por uma cueca box que o escorpiano fez questão de tirá-la logo.

Agora Dégel estava completamente exposto e sentia a pele queimar apenas com a intensidade do olhar de Kardia.

“Não é um homem que se deva zangar!” Pensou. Os lábios secos e o coração retumbando forte.

Kardia sentou sobre as pernas de Dégel, uma perna de cada lado, e começou uma trilha molhada do pescoço até os mamilos ouriçados. Dégel se moveu e Kardia usou os dentes. O aquariano retesou.

— Se não ficar quieto, vou castiga-lo – Disse passando o nariz pelo mamilo dolorido.

— Como vou tocar em você? – Dégel quis saber, a respiração falhando.

— Não me tocará. – Explicou. – Tens liberdade apenas para gemer e me obedecer.

Dégel engoliu seco, o receio do desconhecido se fez presente. Kardia retornou com o que fazia antes de ser interrompido. Rodeando a aureola de um mamilo com a língua. O aquariano arfou. Não estava acostumado a ser tratado daquela maneira. Seus braços começavam a adormecer. Kardia continuou descendo, passando a língua vagarosamente pelo corpo de Dégel. Sentindo o gosto, a macieis e o cheiro de sabonete.

Kardia seguia com os beijos molhados, brincando com o umbigo fundo de Dégel. Demorando-se ali propositalmente. Os quadris de Dégel moveram-se, involuntários, queria seguir o ritmo da boca de Kardia. Parecia ter vida própria. E o aquariano sentiu a pele arder novamente.

— Não se mova. – O escorpiano advertiu depois de mais uma palmada.

— Onw.

Murmurou Dégel. Só podia estar ficando louco por sentir prazer no ardor da própria pele.

Kardia sorriu satisfeito e continuou com sua trilha até os pelos pubianos com cor de ferrugem. Kardia levantou o rosto, queria ver as variações de seu amante.

O aquariano sentiu o rosto esquentar e seu sexo pular. O sorriso perverso do grego o deixava desconfortável e seu corpo palpitava. Inclusive certa parte de seu corpo que parecia chamar o corpo de Kardia.

Sem deixar de observar as reações de seu sub, Kardia levou dois de seus dedos aos lábios. Abriu as coxas com uma das mãos, mantendo uma presa em seu quadril e a outra percorrendo até achar o lugar palpitante entre as pernas de Dégel. Introduzido os dedos ali.

— Ahhh! – O aquariano gemeu se arqueando, tentando dar mais acesso ao escorpiano que mexia os dedos em uma massagem precisa em seu interior.

Era impossível não se mexer!

Kardia pareceu ter piedade e baixou entre as pernas de Dégel. Abocanhando o mastro pulsante enquanto movia os dedos, alargando o aquariano para recebê-lo.

Tudo parecia tão bruto e despropositado.

Aquela altura Dégel já não sentia mais os próprios pulsos e tentava se concentrar em manter-se obediente. Mas Kardia não estava lhe ajudando em nada movendo os dedos e a boca daquela forma, em uma perfeita cadencia. Deixando-o em combustão.

Kardia o chupava tão forte que chegava a doer.

O aquariano apertou os olhos, tentando absorver e suportar todas as sensações: Seu corpo em brasa, seu sexo sendo devorado e sua próstata sendo acertada incontáveis vezes por dedos saliente. Tudo se acumulando, explodindo, nublando e Kardia lhe abandonando completamente...

— Não... – Ele exclamou involuntário.

Kardia sorriu, os olhos transbordando luxúria.

— Não se preocupe, o melhor vem agora!

Kardia puxou Dégel pelos joelhos, abrindo-lhe as pernas de forma nada gentil, encaixou-se entre elas sem cerimonia. Penetrando-o antes mesmo que Dégel conseguisse protestar.

— Eu vou foder você Sr. Oushevard.

Mesmo que Kardia o tenha preparado, o aquariano ainda sentiu o desconforto da invasão e precisou se controlar para não gritar. Ainda estava muito recente e não estava preparado psicologicamente para a dor que sentiu. Entretanto, daquela vez. A dor não se prolongou como da primeira vez. E logo Dégel estava acompanhando o ritmo de Kardia que o penetrava de forma selvagem. Mas igualmente satisfatória.

Dégel gemia e tentava apoiar um dos pés no colchão, a fim de aliviar a pressão em seus pulsos, mas ao fazer isso Kardia o estocou tão fundo que ele sentiu faltar forças nas próprias pernas.

— Kardia... – Ele chamou, arrastado. – Solte-me! Meus pulsos estão doendo.

Kardia estreitou perigosamente o olhar, saiu de dentro de Dégel e o virou bruscamente, desferindo mais duas tapas com bastante força nas nádegas de alabastro. Logo uma vermelhidão subiu. Dégel sentiu os olhos marejarem e a bunda quente como brasa. Aquilo havia doido. Era a primeira vez que apanhava daquele jeito e era humilhante. Não queria mais que Kardia o tocasse, mas temia falar novamente e levar outro tapa como aquele.

Sentiu quanto Kardia cobriu seu corpo.

— Não lhe dei permissão para falar. – Disse o escorpiano mordendo a ponta da orelha de Dégel. – Apenas gema!

Dégel apertou o lábio e afundou rosto no travesseiro, sem vontade alguma de continuar, mas seu corpo discordava de sua vontade. E Kardia o penetrou com tudo, novamente.

O aquariano gemeu pesado. Já não sabia o que sentia..., algo que havia começado prazerosamente havia se tornado estranho. E o fato dele estar terrivelmente excitado tornava tudo ainda pior. Alheio a confusão de Dégel, Kardia o penetrava ferozmente. Algo em Dégel o fazia perder o controle. O que era ruim para um homem como ele. Mas estar dentro de Dégel era tão bom. Tão desesperadoramente delicioso que ele não conseguia parar de entrar e sair e retornar novamente e assim mais algumas vezes. Até não ter mais forças para suportar aquela pressão que se acumulava em seu saco.

Algo iria explodir. Dégel o apertava e gemia baixinho depois das ultimas palmadas.

Kardia o penetrava cada vez mais fundo e mais forte. Dégel não aguentava mais, só queria que Kardia terminasse logo e o soltasse. Depois de mais algumas estocadas Kardia gozou e Dégel o acompanhou.

Estavam exausto. Dégel parecia que tinha corrido uma maratona e sentia-se, além de cansado, sujo. Tanto que assim que Kardia o desamarrou ele correu para longe.

Kardia ficou surpreso com a reação de Dégel.

— O que houve? – Ele perguntou.

— Você me bateu. Com força! – Reclamou Dégel.

O coração parecia um foguete. As pontas de seus dedos estavam geladas. E seu corpo inteiro estava quente como brasa. Mas, contrario a tudo isso, Dégel sentia como se tivesse metido o pé na lama. Seus olhos marejaram novamente.

— O quê? – Kardia perguntou confuso. – Pensei que quisesse palmadas.

Dégel engoliu seco. Realmente havia pedido por aquilo. Enfiou os dedos nos próprios cabelos e os bagunçou. Estava confuso. Aquilo era o ato mais leve do proposto por Kardia. Fez pesquisas, muitas por sinal. Mas o Google não havia mencionado nada sobre sentimentos sujo.

Kardia tentou se aproximar, mas algumas batidas na porta chamaram sua atenção. Estava prestes a dispensar o criado quando o mesmo o informou que o avô de Saori estava esperando. Sua vontade era mandar ir à merda, mas sabia que se fizesse isso aquele velho nojento invadiria seu quarto sem medo algum de morrer.

O escorpiano praguejou, não queria deixar Dégel sozinho daquele jeito. Mas não tinha outra opção. Vestiu um roupão e foi atender a sua indesejada visita.

Continua...

Notas finais
Bem, aqui estamos novamente. Caso vocês não tenha percebido vou contar... O dia do casamento chegou. Ou seja, no próximo teremos um entrosamento maior de personagens. Sei que muito estão confusos com Dégel, porque se pararmos para pensar, ou comparar, Camus foi bem pesado com Milo. E levou de boas, mas preciso que entendam que, Camus já é acostumado com essa vida, enquanto Dégel não sabia onde estava se metendo. Quer dizer, ele pesquisou, mas nada comparado à realidade de sentir-se impotente. De ter alguém te batendo, sem que você possa revidar, se você desobedecer a ordens que são praticamente impossíveis. Foi à primeira vez dele no valendo, então é confuso acreditar que alguém possa sentir prazer (e ele sentiu) e ficar bem emocionalmente com opressão. Mas enfim, ele pediu e ele teve. E não direi mais nada sobre esse tema até o próximo episodio. Tem tanta coisa para o próximo episódio. Vai ter o Camus... E o Aioros vai... Quando o Regulo chegar à festa ele vai... Enfim, muitas emoções vão rolar. Beijokas e até o próximo!