Fallacy - Pride
1 Prólogo
Notas iniciais
Peço encarecidamente que esta pequena nota seja lida com toda a atenção do mundo. Este será o único momento em que terei contato direto com você, caro leitor. Me vejo no dever inadiável de te informar, primeiramente, que não há um gênero específico nesta tão trabalhosa obra resultante de muitas noites mal dormidas e anos da dedicação de uma jovem autora. Afinal, no universo em que está prestes a entrar, há uma pitada saborosa de tudo que existe por aí e do que não existe, também. Fallacy Capítulo Um é o ponto inicial para uma longa e surpreendente história que cria novos conceitos e dita novas regras. Particularmente, o primeiro dos três romances tem uma atmosfera especial para mim. É interessantíssimo observar atentamente como as primeiras impressões sobre os personagens podem e costumam mudar radicalmente com o andar da carruagem. Afinal, devo alertá-lo, leitor, que esta obra não seria denominada uma falácia se não houvessem motivos para isto. Espero que a essência da curiosidade o guie para a sede voraz de novos capítulos, pois neste universo paralelo, nada acontece por acaso; asseguro-lhe. Vale lembrar que este é apenas o primeiro livro conta como uma introdução. Sobre a saga, tenho um conselho muito valioso: confie, apenas, em sua intuição. Afinal, como já foi relatado, isso nada mais é do que meu mais criativo plano diabólico.
E a parte mais importante. Seja bem vindo a um novo mundo, caro leitor.
Orgulho
“O homem, em sua arrogância, pensa de si mesmo como uma grande obra, merecedora da intervenção de uma divindade.”
Charles Darwin.
O que poderia ter mais valor para um homem do que seu próprio ego? Seu caráter; identidade, seu grande diferencial. Uma parte da alma que sempre me sobressaíra como cartão de visitas e me poupava de toda a hipocrisia humana. Aos que tem uma forte impressão voltada a uma suposta frieza em minha linha de pensamento, eu lamento. Por anos, tive como única aliada a minha exorbitante arrogância. Vivo sim em uma realidade em que meu amor próprio supera qualquer outro tipo existente. Não espero que ninguém entenda a minha ideologia narcisista – e muito menos preciso de alguém ao meu lado. Afinal, se eu não confiaria em mim mesmo, por que deveria fazer o mesmo com outro? Tenho papel e caneta para escrever minha própria história, e esta vem a ser boa demais para que conte com a participação de coadjuvantes. Pessoas vão e vêm, e nada altera o fato de que no final, você está sozinho. Então por que não fazer da vida uma grande brincadeira?
Aliás, não há uma maneira disso ser mudado. Algumas verdades são cruciantes, e ao invés de temê-las, devemos aceitá-las.
Não há motivo para ter medo de andar sozinho na noite.
… Ou talvez eu esteja errado.
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