Fall
19 The Past
Notas iniciais
Boa Leitura ♥
~Yuu ♥
Luffy's Pov
–C-Como é que é!? — "Impossível, esse homem deve estar louco" Pensei enquanto eu me levantava do chão aos poucos. Se a situação permitisse eu até acharia graça e perguntaria se aquilo era uma piada — I-Isso é impossível, eu não posso ser um...
–Law-kun é um demônio muito interessante Luffy-kun — Começou o homem de capa rosa fazendo gestos estranhos no ar — Ele é capaz de ler as suas lembranças, das mais antigas que sejam Luffy-kun, explique para ele.
Trafalgar que anteriormente estava com o seu corpo encostado na parede vermelha, saiu de sua posição original e caminhou até a minha direção, ficando bem próximo de mim.
–Monkey-ya, eu peguei algumas lembranças de quando você era só um bebê. Elas estavam bem confusas, de fato, mas nada que eu pudesse reorganizar, e um fato bem interessante, sua mãe biológica implantou algumas memórias em você, mas você será esclarecido em breve!
No momento em que o demônio terminou de falar, ele encostou o seu dedo indicador na minha testa, e de repente tudo ficou branco, e diversas imagens começaram a aparecer em minha mente.
Makino's Pov/FlashBack
–Força Makino, você consegue — Falou a parteira enquanto segurava a minha mão com força. Era realmente difícil parir uma criança no meio de uma guerra, o que literalmente estava acontecendo. Meu marido e o pai da criança que está para nascer, Monkey D. Dragon, estava lutando em uma guerra perdida contra o tirano do Miguel, enquanto eu estava dando a luz.
Dragon, criou a frente revolucionária, a fim de tirar o imperador dos anjos de seu devido trono. Ninguém mais aguentava aquele homem ridículo no poder e distribuindo a ideia de justiça absoluta, era realmente ridículo. Gostaria de ter ajudado o meu marido na guerra, pelo menos ter lutado em seu lado pela última vez, pois nós, revolucionários, já estamos praticamente derrotados, o exército sagrado de Miguel era muito mais forte e astuto que imaginávamos, mas isso não importava mais, Dragon estava tentando ganhar tempo para mim, ele antes de partir disse para que eu fuja para o ningenkai junto com o meu filho, e é isso que eu farei.
Depois de alguns minutos de dor e agonia, finalmente consegui parir a criança. Logo em seguida, pude ouvir choros de bebê, eram tão belos e suaves de se ouvir.
–É um menino! — Exclamou a parteira enquanto levava o pequeno garoto em meu colo.
Segurei a criança em meu colo e fitei a sua pequena face redonda e também não pude deixar de ver suas pequenas asas brancas nascidas de suas costas lisas, dando a criança um aspecto mais angelical.
–Ele é lindo, vou chama-lo de Luffy, Monkey D. Luffy!
–É um belo nome — Elogiou a mulher enquanto retirava a criança de meus braços e a limpava com água morna
–Seja rápida, eu preciso fugir daqui — Falei tentando apressar a mulher que lavava o recém-nascido.
–Mas srta. Makino, você precisa descansar, acabou de fazer um parto e...
–Por favor — Interrompi — Só faça o que eu digo, por favor.
–Bem... Já que a senhora quer assim, que assim seja!
**********cerca de 20 minutos depois**********
–Obrigada, Dadan-san, eu vou ficar te devendo uma por isso — Falei enquanto eu pegava a pequena criança no colo e levantava com dificuldade.
–Makino-san, não se esquenta com isso! Agora, como você pretende ir para o ningenkai? — Indagou a ruiva tragando o seu cigarro.
–Existe várias maneiras de forçar a parede espiritual que divide os mundos, uma forma dela é você perfurar a sua mão com o prego em que Jesus foi crucificado, mas como o arsenal fica sob o império de Miguel, fica impossível de ir lá e busca-lo — Ouvi a criança soltar um leve gemido e voltei a fita-la, mas quando eu deparei o que era, foi realmente uma imagem encantadora.
O recém-nascido dava um grande sorriso banguela enquanto suas pequenas asinhas angelicais balançavam em um ritmo calmo e adorável
–Então como você vai fugir do Eden, Makino? — Perguntou a mulher batendo suas mãos em suas coxas com força, fazendo que eu retirasse os meus olhos do meu pequeno filho.
–Eu irei furar a barreira usando magia!
–O QUE? VOCÊ ESTÁ LOUCA MULHER? PARA FAZER ISSO VOCÊ PRECISA DE UMA CARGA ENORME DE MAGIA, NEM MESMO VOCÊ QUE PODE SER CONSIDERADA UM DOS MAIS HABILIDOSOS ARCANJOS PODERIA FURAR A BARREIRA SÓ USANDO MAGIA, É IMPOSSÍVEL, É LOUCURA, VOCÊ VAI SE MATAR DESSA FORMA!
–Não, Dadan, eu consigo, eu sei que eu consigo, mas antes, eu quero te pedir um favor.
–Que favor? — Indagou a ruiva inclinando sua cabeça levemente para a esquerda.
–Você poderia fazer um selo no Luffy?
–Um selo?! Você quer mesmo que eu sele os poderes do garoto? E se ele tiver algum problema?! Ele será só um garoto normal!
–Dadan-san, ele precisa ser um garoto normal. Se não for, como vai viver normalmente no Ningenkai?
Dadan ficou sem palavras e depois de alguns momentos refletindo, esticou seus braços para que eu lhe entregasse meu filho. Admito que foi difícil me separar de Luffy. Eu já estava vestida e pronta para sair do Eden, apesar de estar com minha energia consideravelmente reduzida por ter acabado de ter um filho.
A ruiva foi para outro cômodo com meu filho e em certo ponto pude ouvi-lo chorar, quase acabei chorando também, mas eu sabia que ele estava seguro. Uns 15 minutos depois, vi a mulher voltando com meu filho nos braços, ele estava completamente envolto por um pano verde. Ela entregou-o para mim.
–O selo foi feito, mas, Makino, você tem certeza disso? – Ela perguntou, agora acendendo outro cigarro. Acariciei as costas de Luffy e não senti suas asas, estava tudo indo conforme eu havia planejado.
–Sim, tenho. Obrigada, Dadan... Vou ficar te devendo para sempre.
Saí correndo com meu filho nos braços. O plano era simples: Atravessar os portões do Eden, abrir um portal e levar Luffy e a mim para o Ningenkai. Mas é claro que nada aconteceria exatamente com essa facilidade.
Havia muitos soldados de Miguel rondando pela cidade e ao fundo eu podia ouvir os sons de combate, que já estavam bem mais fracos que antes. Dragon e os outros haviam perdido e agora estavam sendo exterminados. Quando alcancei os portões gigantescos e vi que estavam fechados, porém não trancados, dei um suspiro de alívio.
Os portões eram dourados, serviam para separar a cidade onde vivem os anjos do lugar onde ficam as almas humanas. Olhei para todos os lados e empurrei com muita força o portão. Ele era muito pesado, mas acabei conseguindo espaço suficiente para que eu passasse. Infelizmente, o barulho que o portão fez alertou todos que estavam ali. Pude ouvir um dos soldados de Miguel gritar:
–O portão se abriu! Ninguém tinha autorização para isso! Alguém vá investigar.
Fora do Eden havia um enorme campo verde, cheio de árvores e mais a frente uma cidade. Corri para me esconder atrás de uma das árvores. Vi dois anjos passarem pelo portão correndo, um deles pude reconhecer. Garp. Ele olhou em volta e seus olhos pararam diretamente sobre mim.
Luffy começou a se mexer e desesperadamente tentei acalmá-lo.
–Eu vi alguma coisa por aqui! – Ouvi Garp gritar enquanto eu acalmava Luffy, levantei minha cabeça rapidamente a tempo de vê-lo correr para o lado oposto ao que eu estava. Senti vontade de gritar em agradecimento, mas isso colocaria tudo a perder, por isso simplesmente levantei e corri até uma grande árvore.
Eu não tinha autorização para sair do Eden, o que já fazia com que fosse mais difícil que eu conseguisse sair. Além disso, eu não tinha força o suficiente para fazer o ritual com o ar, por isso teria de dar outro jeito. Todos os anjos têm uma arma, pelo menos os anjos consagrados. Eu tinha uma adaga feita de prata celestial, uma das poucas coisas que poderiam matar um anjo. Coloquei Luffy ao lado da árvore.
Peguei minha adaga e me cortei, deixei que meu sangue escorresse em sua lâmina. Falei algumas palavras na língua dos anjos, que é inaudível aos seres humanos, e assim transferi toda a magia que consegui para a arma. Quando já não podia mais passar magia nenhuma, rapidamente finquei a lâmina da adaga na árvore. Parece algo idiota a se fazer, mas se eu tivesse força o suficiente daria certo, tinha que dar certo.
A árvore começou a se entortar e seus galhos se aproximaram do chão. O mundo ao meu redor pareceu escurecer, enquanto os alguns galhos se juntavam para formar um círculo, logo esse círculo tinha minha altura e um portal instável se formou nele. Era branco, porém tremeluzia muito e eu sabia que não duraria muito. Voltei a pegar Luffy em meus braços e atravessei o portal com pressa.
Dentro dele tudo era branco, havia um caminho que seguia diretamente para frente. Olhei para trás e vi tudo escurecendo e desmoronando, o portal já estava se fechando, se eu demorasse muito acabaria presa ali com Luffy. Corri desesperadamente para frente. Corri e corri por muito tempo até finalmente ver o portal aberto do outro lado, saía em um bosque de coníferas, mas a visão não era de dentro do bosque, mas sim de cima.
Quando eu passei pela saída, imediatamente tudo sumiu e me vi caindo em alta velocidade, até finalmente alcançar o chão. Antes de bater contra o solo eu me virei de costas para segurar Luffy contra meu corpo e protege-lo, afinal, ele era só um bebê.
Senti uma dor horrível no peito, bem no coração e quando olhei para baixo vi o porquê, minha adaga estava fincada bem ali. Eu já havia cogitado essa ideia, quando não se tem permissão se usa muito mais magia para atravessar o Eden, e quando quase não se tem magia o suficiente para atravessar, você iria acabar morto.
Bellemere’s Pov/Flashback
Eu estava preparando meu almoço quando ouvi um barulho vindo do bosque. Saí correndo de casa para ver a origem daquilo, mas não consegui encontrar nada. Depois de alguns minutos procurando, vi uma mulher de cabelos verdes se arrastando pelo chão com um pequeno bebê no colo. Corri até ela a fim de socorrê-la.
Quando cheguei, ela se encostou em uma árvore e sorriu para mim.
–Ei! Quem é você? Você está bem? – Perguntei preocupada e a mulher estendeu o bebê para mim. Olhei a criança e vi que ela nascera há pouquíssimo tempo. O bebê sorriu para mim, fazendo com que eu sorrisse de volta. Voltei meu olhar para a mulher.
–Seu nome é Monkey D. Luffy... É meu filho, um lindo garotinho. – Falou com a voz fraca e depois acariciou o rosto de Luffy. – Por favor... Cuide bem dele pra mim... Bellemere-san.
Quando ela falou meu nome, quase dei um pulo para trás. Não entendia o que estava acontecendo, nem por que aquela mulher acabara de confiar aquele garoto a mim. Ela parecia prestes a morrer e tive certeza disso quando vi algo atravessado em seu coração, ao olhar para a criança novamente, não tive mais dúvidas do que dizer.
–Claro.
Ela sorriu e tirou sua mão do rosto de Luffy. Depois de fazer isso, ela simplesmente começou a sumir. Sua imagem foi desaparecendo e ela virou pequenos pontinhos brilhantes, parecidos com cristais minúsculos de gelo refletindo a luz do sol. E quando eles desapareceram ela simplesmente sumiu. Pouco antes de não haver nenhum vestígio dela, eu pude ouvir sua voz ressoar em minha cabeça. “Não conte nada disso ao Luffy. Deixe-o crescer como um ser humano normal”.
Voltei a encarar o garotinho e acariciei seus cabelos. Olhei novamente para a árvore onde há pouco a mãe de Luffy estava e constatei que ela havia mesmo sumido. Decidi que cuidaria do garoto, não só porque ela havia me pedido, mas também que assim que o segurei soube que era a coisa certa a fazer.
Notas finais
Bem, n se esqçam de comentar, pq adoramos os seus reviews ♥ ok lindas???
Kissus Kissus bye byeee ♥
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