Fall
14 Please, Don\'t Cry
Notas iniciais
Boa Leitura ♥
Luffy’s Pov
Eu mal conseguia acreditar no que eu havia acabado de fazer. Era difícil de imaginar só o fato que eu tinha me humilhado na frente de Zoro – aquele imbecil, era culpa dele mesmo – e de Robin, mas eu não consegui me impedir de chorar. A palavra “monstro” não era muito bem vinda naquele momento.
Eu ainda corria em velocidade máxima e só voltei a andar quando a casa estava fora do alcance de minha visão e quando eu estava nas sombras das coníferas. Respirei fundo e senti meu coração pesar. Era difícil imaginar que dali em diante eu teria que matar pessoas para sobreviver.
Olhei em volta e logo encontrei o rio que cruzava o bosque, de onde eu conseguiria achar o caminho para casa. Apesar de nunca ter ido até a casa de Robin, eu conhecia grande parte daquele lugar, o problema era que a casa da elfa ficava além do rio e eu nunca tinha tido a necessidade de ir até lá.
Continuei o caminho andando e pela primeira vez percebendo o quanto a capa que Robin me dera era útil. A luz solar, mesmo que ainda fosse cedo, incomodava meus olhos, mas não queimava mais minha pele, como no dia anterior.
“Alguma hora você vai ter que fazer como todos nós e aceitar que é um monstro.” A voz de Zoro ecoava incessantemente em minha mente. Talvez não fosse a intenção dele me magoar tanto, mas eu não estava pronto para tais palavras.
-Aquele cachorro idiota! Podia ter dito qualquer outra coisa...
Não importava o quanto eu tentava me convencer de que era culpa de Zoro, as palavras dele pareciam cada vez mais corretas. Senti uma lágrima escorrer sem permissão por meu rosto. Rapidamente sequei-a com o polegar, mas logo veio outra e mais outra e mais uma. Logo não consegui mais me controlar e caí sentado ao lado de uma árvore.
Em algum momento eu ouvi um miado, olhei em volta até encontrar a fonte do barulho: Uma gata de pelos laranjas. Ela parecia bem até que cheguei mais perto e vi que uma das suas patas dianteiras estava ferida.
Parei de chorar imediatamente e peguei a gata no colo. Olhei em seus olhos e decidi que ela ficaria comigo.
-Você parece uma boa gatinha... – Eu falei sorrindo, mas algumas lágrimas continuavam em meu rosto. – Seu nome será Nami.
Comecei a correr para chegar logo em casa e cuidar de Nami.
Ace’s Pov
Eu e Marco tínhamos passado a noite vagando pela floresta. Depois da noite anterior eu tive a certeza de que algo ruim estava prestes a acontecer, mas eu ainda não poderia fazer nada.
Quando começou a amanhecer, nossa caminhada se tornou mais fácil.
-Ace... Algum dia eu mato você por isso... – Ouvi o loiro dizer com tom de raiva.
-Ei... Se acalme... Nós vamos achar, esse bosque não pode ser tão grande!
Marco se virou para mim e segurou meus ombros com força.
-Você tem ideia de quantas vezes você já disse isso pra mim, sardento idiota?
Ele ficava de mau-humor quando não comia nada por muitas horas. Naquele momento ele estava sem comer, perdido e TALVEZ a culpa fosse minha.
-Ei! Marco, não fale assim com seu mest-
Me interrompi quando ao fundo eu consegui enxergar uma clareira e bem no meio dela estava uma pequena casa de madeira. “Luffy!” Pensei ao perceber que aquela era realmente a casa do menor.
-Com meu o que? – Marco perguntava furioso.
Tirei suas mãos de meus ombros com delicadeza e apontei para a clareira rapidamente.
-Olha, Marco! A casa do Luffy!
Nós dois corremos até lá. Eu estava com medo de que Luffy não estivesse lá, com certeza Marco não sairia para outra busca tão cedo.
Assim que entramos na cozinha, Marco começou a preparar algo para ele comer. Nós tínhamos pegado um coelho no caminho de volta e ele estava quase matando para comer aquilo. Vi uma gata laranja em cima da mesa. Sua pata estava com uma bandagem e ela parecia estar dormindo. Olhei para a porta do quarto de Luffy. Abri-a devagar e lá estava ele, vestindo uma capa escura, sentado na cama.
- L-Luffy? Você está bem? — Indaguei com um tom de voz duvidoso.
Como Luffy vestia uma capa, onde a maior parte do seu corpo é coberto, principalmente o rosto, não fui capaz de observar a sua expressão, mas no momento em que eu vi o sua face virar em minha direção, vi uma coisa que eu não gostaria de ver. Tinha lágrimas escorrendo pelos seus olhos, e não eram poucas lágrimas, os filetes d'água saiam sem parar pelos olhos do mais novo indiscretamente.
- A-Ace!? M-me desculpe, eu não vi você entrar — Vi o menor desesperadamente começar a enxugar o líquido transparente no seu rosto a fim de disfarçar a sua dor
- Lu...você estava chorando? — Perguntei curioso, me aproximando do menor com calma e cautela, mas o mais novo somente limitou-se a suspirar e retirar a capa preta que cobria o seu corpo magro
-Ace, por que você não me contou a verdade? — Parei por alguns instantes "Verdade? O que ele quer dizer com isso?"
- Desculpe Lu, mas você pode ser mais claro?
- Por que você nunca me disse que é um Arcanjo? — Perguntou Luffy em alto e bom tom.
Pude ouvir um barulho alto de panelas vindo da cozinha, provavelmente Marco deve ter ouvido a pergunta e se espantado completamente.
- Quem te disse isso Luffy?
- Não importa quem contou, só quero saber por que você nunca contou — Retrucou o menor com a sua voz chorosa retornando aos poucos.
Agora que a sua capa havia sido retirada, pude olha-lo com mais atenção. Seus olhos estavam vermelhos e inchados, característico de quem havia passado horas chorando. Me senti mal pelo Luffy, provavelmente algo de ruim possa ter acontecido enquanto eu e Marco não estávamos presentes.
- E-eu nunca contei para você pelo seu próprio bem, eu queria protege-lo de tudo, achei que se você não soubesse de nada, você não seria envolvido nessa história maluca, mas acabei te envolvendo mais ainda, e...e me desculpe Luffy, me perdoe — confesso que todas as palavras que saíram da minha boca naquele momento foram umas das declarações mais sinceras que eu havia feito para um outro alguém.
- E-eu perdoo você Ace, mas só se você prometer que nunca mais vai esconder alguma coisa de mim!
Parei um pouco pensativo e voltei a fitar os grandes olhos e negros do mais novo, e notei que além de tristeza eles emanavam um pouco de determinação, como se não aceitassem um "não" como resposta
- Tudo bem Luffy, e-eu juro que nunca mais escondo nada de você...agora, quero saber por que você estava chorando!? — Perguntei cautelosamente, a fim de não ser estabanado e ferir mais o garoto de cabelos negros, que já perecia estar muito abalado
- E-eu virei um monstro! — Disse o mais novo entre os dentes e fitando o chão melancolicamente
- Como?
- Ace, não se faça de bobo, você já deveria saber, eu virei um vampiro, agora sou um monstro que precisa matar pessoas todos os dias para sobreviver — Recebi a informação completamente desnorteado. As palavras que o menor utilizou foram como um murro na minha cara com muito força "Um vampiro?" Eu não estava mais acreditando, eu falhei completamente em tentar não envolver o mais novo nesse mundo de criaturas bizarras e sanguinárias — A-Ace...snif*... você me acha um monstro? — Indagou o menor com uma quantidade imensa de lágrimas nos olhos "Como elas foram parar ai?" Pensei impressionado, pois a poucos segundos atrás seu rosto estava completamente seco, sem uma gota d'água
- Luffy! — Não sei por qual motivo, mas só fui capaz de dizer o seu nome, eu queria conforta-lo, queria que ele liberasse todos aqueles sentimentos ruins, queria ele próximo de mim e dasabafando.
Caminhei em passos largos em direção ao menor, sentei no seu lado em sua cama e o abracei, abracei-o com bastante força, tentando assim transmitir o máximo de conforto possível para o garoto
- Luffy, me desculpe, por eu falhar em te proteger! — Confesso que quase, QUASE, deixei uma lágrima ser derramada em meus olhos, mas eu não gostava muito de demonstrar as minhas fraquezas, principalmente para as pessoas que eu considerava mais próximas.
Deitei o meu corpo e forcei o corpo do menor deitar também. Luffy deitou sua cabeça sobre o meu peitoral, que nesse momento estava completamente nu, o que me deixou um pouco envergonhado, mas cogitei em minha mente que aquilo não tinha muito problema. Com o meu dedão comecei a limpar a sua face, retirando todas as lágrimas que molhavam o pequeno rosto angelical, quando terminei o trabalho, o menor limitou-se a olhar para cima e perguntar:
- Ace...é verdade que os Anjos sabem cantar?
- Bem...não é que TODOS os Anjos saibam cantar, mas nascemos com um talento especial na voz, somos capazes de cantar melodias impossíveis para os humanos — Falei enquanto eu acariciava os cabelos negros e lisos do menor, que estavam espalhados sobre o meu peito
- V-você pode cantar uma para mim? — Indagou menor envergonhado
- Bem...err, eu acredito que eu nunca fui muito bem em cantar, mas você realmente quer ouvir?
-Sim — Confirmou o menor positivamente
- Bem...essa música minha mãe cantava para mim quando eu ficava triste, ela me animava um pouco , espero que você goste — Alisei a garganta, engoli o seco, fechei os olhos e comecei
"I'm so tired of being here
Suppressed by all my childish fears
And if you have to leave
I wish that you would just leave
'Cause your presence still lingers here
And it won't leave me alone
These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase
When you cried I'd wipe away all of your tears
When you'd scream I'd fight away all of your fears
And I held your hand through all of these years
But you still have all of me
You used to captivate me
By your resonating light
Now I'm bound by the life you've left behind
Your face it haunts my once pleasant dreams
Your voice it chased away all the sanity in me
These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase
When you cried I'd wipe away all of your tears
When you'd scream I'd fight away all of your fears
And I held your hand through all of these years
But you still have all of me"
Quando voltei a abrir os meus olhos, vi a face do menor me olhando com uma expressão de alegria. Vi uma fina lágrima escapar dos seus olhos grandes.
- A-Ace, isso foi...muito lindo! — Exclamou o menor enquanto eu limpava a pequena lágrima que escapara do olho do menor
- Nem foi tão lindo assim, minha mãe cantava bem melhor que isso, e ainda usava um piano! — Falei enquanto eu voltava a acariciar os cabelos lisos do mais novo como um pequeno cafuné tímido
- Ace, você me promete que na próxima vez você canta para mim usando um piano? — Indagou o menor com uma voz esperançosa
- Claro Lu, se surgir a oportunidade eu faço isso por você! — Prometi
- Obrigado Ace — Dei um leve sorriso para o menor e olhei para baixo, mas algo que eu não esperava aconteceu. Luffy levantou um pouco o seu corpo, e aproximou-se perigosamente a sua face da minha, até que quando eu notei, Luffy estava me dando um beijo, um beijo doce e inocente.
- L-Luffy!? — Indaguei confuso quando nossos lábios se separaram. Mesmo que tenha sido somente um selinho, eu estava muito envergonhado com a cena
- Mamãe dizia que se eu encontrasse uma pessoa especial, era para eu nunca deixa-la fugir e beija-la — Contou o mais novo com o rosto muito vermelho
-Você, m-me acha especial? — Perguntei com um tom tímido e vagaroso
- Sim Ace, você é muito muuuuito especial para mim!
Não entendi muito bem o por que, mas quando eu ouvi aquela declaração vinda do menor, eu me senti muito feliz, talvez eu tenha aprendido a amar o garoto com esses poucos dias de convivência.
- Estou feliz que eu seja especial para você Luffy, mas podemos continuar essa conversa amanhã!? Eu estou ficando cansado, andei pela floresta por um bom tempo, meu corpo está fadigado! — Confessei um pouco sem jeito, não queria estragar o clima amoroso qua acabara de ser criado
- Hum! Sem problema Ace, eu fico junto de você, podemos dormir juntos né?
-Hahaha, Claro que sim! Mas você não me parece muito cansado — Afirmei enquanto eu acariciava a sua bochecha rosada com a minha mão
- É eu sei, dormi quase que a noite toda, mas quando se trata de dormir, nunca é demais para mim, e eu quero dormir junto de você agora!
- Ok...agora só me responda uma pergunta! — Comecei
-Qual? — Perguntou o menor curioso e me estimulando a continuar
- Aquela gata que estava na cozinha, você a encontrou?
- Ah! A Nami? Eu a encontrei hoje mesmo na floresta, estava machucada e perdida, então resolvi adota-la — falou o mais novo dando um sorriso bobo
- Hum, entendo, era só isso mesmo, agora, vamos dormir?
- Sim!
- Huhuhu, durma com os Anjos meu pequeno! — Falei dando um pequeno beijo na sua testa lisa
-Ace! — Chamou
-Hum?
- Você é o meu Anjo!
Notas finais
A música que eu colokei para quem não sabe, é uma do Evanescence, "My Immortal" , achei q a letra dela combinava com o momento! E n deixem essa musica passar por despercebido, pq ela será bem importante nos caps mais a frente, sério! kkkkk, por isso caso vcs queiram entender melhor, só ouvir a musikinha no Youtube, para o povo q n conhece ou q n reconheceu, mas acredito q a maioria conhece!
Ah! A Nami apareceu...e ela é uma Gata! Nd de especial! Só uma gata normal! u.U
Kissus linda, comentem eim!
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