Fall
6 Do not touch me
Notas iniciais
Luffy’s Pov
Eu costumava guardar meu by Text-Enhance\">dinheiro em uma caixa de madeira dentro do meu guarda-roupa. Há quem considere uma burrice deixar todo dinheiro em um lugar só, mas o que posso dizer? Não tem outro lugar para colocar mesmo.
Fui até meu quarto e peguei algum dinheiro na caixa. Passei por Ace e Marco antes de sair.
–Por favor, não deixem nada entrar aqui em casa. Seria um problema se algum animal quebrasse as coisas aqui. – Eu disse, enquanto desencostava a porta quebrada para que eu pudesse passar.
–Claro... Quer ajuda? – Ofereceu Marco, quando percebeu que eu estava tendo um pouco de dificuldades, por causa do peso da madeira. Aceitei um pouco relutante, por causa dos ferimentos do loiro. Ace caminhou até perto de nós e encostou-se na parede.
–Luffy, você tem certeza de que vai sozinho?
–Ah, claro. Volto antes de escurecer completamente. Antes de dormir eu conserto isso. – Eu disse me referindo à porta. Marco e eu conseguimos afastá-la e eu saí, com by Text-Enhance\">meu dinheiro no bolso do casaco.
–Bem, eu volto já. Até mais. – Falei e corri em direção à trilha. Não queria demorar muito para chegar à cidade. Eu odiava ter que ir até aquela bagunça, por isso eu tentava chegar lá bem rápido, para sair mais rápido ainda.
A cidade estava sempre cheia de pessoas roubando, vendendo, prostituindo-se... Era um lugar muito ruim para se viver, com certeza. Por isso eu vivia naquele bosque. Isso e também pelo fato de eu adorar a natureza.
Além de tudo a cidade fedia, e, diga-se de passagem, na cidade tem uns ratos tão grandes que até chegam a me surpreender.
Não era muito difícil chegar até a cidade. Minha casa era ligada com o bosque, que era ligado com a cidade. Simples assim. Eu segui a trilha que cortava o bosque de coníferas.
Era em média 40 minutos de by Text-Enhance\">caminhada até a bifurcação. Acontece que em dado momento, a trilha se bifurcava. Uma parte levava até os arredores da cidade e a outra, direto para o centro comercial.
Segui direto para o centro. Mais uns 20 minutos de caminhada e eu finalmente cheguei à cidade. A primeira coisa que senti foi o cheiro forte e horrível que pairava no ar. Só aquilo me deu vontade de correr de volta para meu lindo bosque de coníferas, mas não era como se eu tivesse opção.
Havia um acúmulo de pessoas andando por lá. Era um lugar desagradável, como sempre. Quando qualquer uma delas tentava falar comigo, eu simplesmente ignorava, até porque não é aconselhável conversar com qualquer um que você encontre nesse tipo de lugar.
O centro comercial era dividido em áreas, e cada área vendia uma coisa. Como eu já tinha passado por lá muitas vezes, sabia que encontraria todo o necessário na área de construção. Me dirigi rapidamente até lá e entrei em um estabelecimento qualquer e comprei madeira e pregos.
Não precisei de um martelo, porque eu tinha um em casa. Depois de agradecer o vendedor eu saí o mais rápido possível da cidade. O que pode levar um tempo, principalmente quando se tenta passar por tanta gente com coisas na mão.
Tentaram me abordar várias vezes, mas eu simplesmente ignorei. Até que ouvi alguém dizer:
–Você é muito interessante, Monkey D. Luffy.
Me virei para procurar quem havia falado aquilo, mas não havia ninguém. Voltei a andar. Balancei a cabeça e tentei me convencer o resto do caminho que havia sido só impressão minha.
Já escurecia quando eu estava passando pela trilha, enquanto voltava para casa. Eu passara a bifurcação há uma meia hora, portanto eu chegaria em casa dentro de 10 minutos, mas isso nunca aconteceu.
–Não me ouviu dizer que você era interessante, garoto? – Novamente aquela voz falou. Mas dessa vez eu tive certeza de que não era só uma impressão.
Olhei para trás e vi um estranho homem ruivo, aparentemente sem sobrancelhas e usando batom vermelho. Sorrindo sadicamente.
–Qu-Quem é você?
–Não interessa quem sou eu, garoto... – Ele respondeu. – Não vai fazer tanta diferença assim... Vai?
O homem estranho começou a se aproximar cada vez mais de mim. Eu tentei correr dele, mas ele era muito rápido. A velocidade dele era anormal, para falar a verdade. Sua força também era algo fora do comum.
Ele segurou meu pulso direito e com um puxão muito forte me derrubou e sentou-se em mim. Não tive como me defender e naquele momento eu soube que, realmente, não importava quem aquele homem era... Eu estava em perigo.
–O que você quer? – Gritei.
–Fique quieto!
–Eu perguntei o que você quer! – Continuei gritando.
–E eu mandei você calar a boca. – Respondeu deixando com que o ódio aparecesse em seu olhar. Tentei me debater, mas ele era pesado e imobilizara meu corpo.
Mesmo assim, não era o suficiente. Quando eu comecei a tentar fugir ele me deu um soco forte no estômago. Aquilo doeu tanto que minha visão escureceu, senti um pouco de sangue escorrer da minha boca e logo em seguida senti o ruivo lamber aquele sangue.
–Que cara doente... – Sussurrei, e logo percebi meu erro.
Ele se enfureceu novamente, voltou a distribuir socos pelo meu corpo, principalmente em meu rosto. Por isso eu senti que ele se controlava. Por mais que seus socos fossem fortes, aquela não era a força máxima daquele cara e isso me assustava.
Eu estava prestes a perder a consciência, quando ele parou.
–Vai cooperar agora? – Disse, voltando a sorrir do mesmo jeito de antes.
Não respondi, apenas concordei levemente com a cabeça. O sorriso dele se intensificou. Arrancou meu casaco e minha blusa. Ele lambia meu corpo, não como se eu fosse algo importante, só como se eu fosse o jantar e aquilo era o que me assustava. Me mordia com tanta força que em momentos achei que estivesse sangrando. Talvez eu estivesse mesmo.
Ele tirou meus sapatos e minha calça sem qualquer cuidado e voltou a fazer o que queria comigo. Nem sei o que era pior... Aquilo ou o fato de eu nem poder gritar ajuda. E o primeiro nome que vinha em minha mente, sabe-se lá o porquê era “Ace”.
Ace’s Pov
–Marco, ele não está demorando muito? – Perguntei impaciente, olhando o loiro, que continuava sentado à mesa. Eu estava encostado na parede, perto da porta, esperando Luffy chegar em casa. Mas ele estava demorando. Já deveria ter chegado tinha uns 10 minutos e nada.
–Ace, se acalme... Não deve ter acontecido nada.
–Mas eu sinto que aconteceu. E se eu estiver certo, hein? E se ele morrer de novo por minha culpa?! Por que eu não segui o que eu acho?
–Ace... Mas não acho que seja possível que algo assim aconteça só de uma ida até a cidade.
–Você sabe muito bem que eu não estou em condições de curá-lo novamente, Marco! E sabe também que eu não conseguiria revivê-lo!
–Sim, mas-
–Já chega... É como se ele estivesse me chamando... Ele precisa de ajuda... Eu não vou deixar que ele tenha me salvado e morra duas vezes como consequência disso! – Eu disse, interrompendo Marco e saí rapidamente da casa.
Fale com o autor