Fall
7 Help me
Notas iniciais
Luffy’s Pov
Eu não gostava do jeito que ele me tocava. Era agressivo e impaciente, como se suas mãos demorassem a decidir qual parte do corpo gostariam de acariciar.
Eu estava com frio, fome e principalmente medo. Todas as lições de autodefesa que eu havia aprendido com a minha mãe. Foi completamente inútil para essa ocasião. O homem ruivo era realmente forte demais para que eu consiga ter uma chance de defesa.
-Urgh! – Gemi baixo quando o maior passou as suas mãos geladíssimas no meu pescoço, que inicialmente estava quente, causando um choque térmico.
-Vamos começar a aproveitar o nosso momento Luffy-kun? – Anuncio o homem pálido, olhando nos meus olhos profundamente.
Antes mesmo que eu pudesse protestar ou reagir, fui surpreendido por uma forte mordida no pescoço. Realmente essa foi a mordida mais forte que eu já levara em toda a minha experiência de vida. Quando os dentes do ruivo cravaram no meu pescoço, senti a minha pele rasgar e a artéria, que se encontrava por dentro do tecido, ser rompida, fazendo com que uma considerável quantidade de sangue seja expelida pelo meu corpo pequeno.
Não pude deixar de soltar um grito alto e estridente, devido à tremenda dor que eu estava sentindo. O grito foi tão alto, que as aves que descansavam nas copas das árvores se assustaram com o barulho e bateram em retirada, seguindo os seus instintos animais.
Senti as presas do homem ruivo se desprender do meu pescoço, causando uma onda de alívio para todo o meu corpo, porém, notei que eu estava perdido quando eu observei a sua face pálida.
No canto da sua boca, ainda poderia se ver um fino filete de sangue que escapara devido à pausa imediata do maior, mas o que me chamava mais a atenção não era o sangue e nem a sua expressão assustadora, era a cor dos seus olhos, estavam muito vermelhos, não aqueles vermelhos fracos e sem graça, mas era um vermelho mais forte que o sangue e mais brilhoso que a luz lunar.
-Grrrrr – Ouvi um pequeno grunhido saindo entre os dentes do maior, fazendo com que a minha espinha fique completamente arrepiada.
As mãos do mais velho, que anteriormente estavam acariciando a minha barriga, passaram vagarosamente para o meu pescoço, apertando-o com bastante força.
-Está na hora de morrer garoto! – Anunciou o ruivo apertando com muita força o meu pescoço, impedindo a entrada e a saída de ar nos meus pulmões.
À medida que meu corpo tentava buscar por mais oxigênio, minha visão escurecia e eu ficava mais fraco, notando a necessidade do meu corpo respirar. Eu não queria morrer, eu ainda era muito jovem, tenho 16 anos, e mal pude aproveitar a minha vida “Marco... Ace... Alguém, por favor” Implorei mentalmente enquanto um filete de lágrima escorria pelo canto esquerdo do meu rosto.
-MALDITO, MORRA! – Gritou alguém, enquanto chutava o corpo do ruivo, e consequentemente retirando o meu pescoço de seus domínios.
Foi uma tremenda sensação de alívio o que eu acabara de testemunhar. Vi Ace chutar com muita força o homem montado sobre o meu corpo, fazendo-o voar pelo bosque á dentro, provavelmente bem longe, espero!
-Lu, você está bem? – “Lu?” ninguém nunca havia me chamado dessa forma, mas quando eu ouvi essa palavra sendo pronunciada por Ace, eu realmente me senti muito estranho. Meu coração ficou apertado, como se o espaço entre os pulmões ficasse insuficiente para ele bombear o sangue, minhas mãos começaram a tremer sem trégua, tive uma sensação de queimação no rosto e senti como se meu estômago estivesse sendo dominados por borboletas, que batiam nas paredes do órgão inúmeras vezes.
Ace’s Pov
Eu caminhava pelo bosque desnorteado, não estava encontrando Luffy de jeito algum, até que na minha extremidade esquerda, ouço um grito tão alto, que seria capaz de estourar meus tímpanos sensíveis.
-Luffy! – Falei enquanto eu começava a correr na direção do grito.
Após alguns segundo de correria, encontrei o garoto na floresta sendo estrangulado por um homem alto, pálido e de cabelos ruivos. Notei que o seu cheiro de enxofre não era tão forte como de outros demônios, então concluí que se tratava ou de um vampiro ou de um lobisomem, mas não liguei muito para essa informação, o que eu mais queria fazer no memento, era matar esse cara estranho e sem sobrancelhas que estava maltratando o meu pequeno Luffy.
-MALDITO, MORRA! – Gritei enquanto eu dava um chute bem forte para distanciar o homem pálido do belo garoto – Lu, você está bem? – “Lu?” Por que raios eu o chamei de Lu? Foi um pequeno apelido bobo que saiu sem pensar da minha cabeça infantil, mas Luffy até que reagiu bem com a minha chegada e o novo apelido.
Eu o vi corar um pouco. Relutante, porém satisfeito, e o menor desviou o olhar e passou a fitar o chão, fazendo com que a sua franja negra cubra completamente os seus olhos grandes de criança.
-Snif*... A-Ace... E-eu quero ir para casa! – Notei que o menor estava chorando. Mesmo eu sendo incapaz de ver os seus olhos, eu podia observar filetes finos de água escorrendo pelas suas bochechas brancas sem parar.
-Lu... M-me desculpe por demorar muito – Agarrei as costas do menor e o puxei contra o meu peito musculoso, fazendo com que ficássemos abraçados na floresta – Me perdoe Luffy...
-MALDITO... ISSO AINDA NÃO ACABOU! – Virei o meu rosto vagarosamente, até os meus olhos alcançarem o homem de cabelos avermelhados. “Como ele consegue ficar de pé?” Indaguei para mim mesmo. Eu o havia chutado com todas as forças que me restavam.
Eu estava fraco, pois hoje de manhã, eu havia consumido muita energia curando e revivendo o garoto mais novo.
-Droga! – Resmunguei para mim mesmo, quando eu percebi que o nosso confronto era inevitável.
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