Falcão

3 CAPÍTULO O3: Impaciência & Segurança


Notas iniciais
Eeee! Estou de volta! Algumas leitoras vieram com algumas dúvidas sobre a genética tratada no capítulo anterior, eu respondi a dúvida delas, e depois fui reler o capítulo para ver qual parte tinha ficado confusa. Depois de ler e reler umas quinze vezes (é incrível quando às vezes as coisas passam sem que a gente perceba, mesmo lendo com atenção) foi que eu – finalmente – vi o meu erro e o motivo para as dúvidas. . Aqui nessa foto, eu mostro o meu erro: http://i1086.photobucket.com/albums/j442/HaaySuddenly/page.jpg . Bom, como viram, eu escrevi codominância em cima (que é o correto), e dominância na sequência (que foi o meu erro). Enfim, já corrigi lá, e estou avisando aqui caso alguém também tenha ficado na dúvida e teve vergonha de perguntar ou não teve tempo pra comentar. . Vou deixar nas notas finais a mesma explicação que eu dei para elas caso alguém esteja interessado em ler. Peço sinceras desculpas pelo meu erro, eu realmente não havia visto mesmo após revisar, perdão. . Novamente agradeço por todos que tem comentado e me dado cada vez mais inspiração para escrever! Agora, seguimos com o capítulo, boa leitura!

FALCÃO

Escrita por Coffee

CAPÍTULO O3: Impaciência & Segurança

Sakura foi trabalhar no dia seguinte, sem nem ao menos conversar com ele antes. Sabia que ela estava o evitando para não chorar. Kakashi apareceu na janela da cozinha minutos depois dela sair.

– Era por isso? Você sabia?

– Sim. Mas não podia falar nada, sinto muito.

Acenou positivamente com a cabeça.

– Sasuke... Eu sei que você provavelmente vai ir contra. Vai ir lá no dia combinado e falar que não vai se casar. Eu sei. E isso não é nada bom.

– Kakashi... O que está querendo dizer?

– Nada. Só que marcaram uma reunião com Sakura, Naruto, Hinata Ino e Shikamaru.

– Para que?

– Para isso que você está imaginando. Para que eles te convençam.

– E não de uma forma amigável.

– Exatamente. O conselho ainda é podre Sasuke. E você deveria ir lá.

– Por quê?

– Pelo o que conheço de vocês de todos esses anos... Sei que Sakura não ficará calada dessa vez.

Ele não precisou ouvir mais nada para entender.

Então saiu às presas, correndo e correndo, até chegar à torre do conselho.

Quando estava prestes a entrar alguém segurou seu braço com tanto chakra que ele parou imediatamente.

– Tsunade?

– Você não pode entrar Sasuke, não piore ainda mais as coisas...

Ele podia ouvir, como o bom ninja que era o conselheiro falando e falando vezes e vezes seguidas, mas ele nem ao menos se atentou a isso, apenas percebeu quando uma voz se sobressaiu.

– Vocês não tem o direito de obrigar alguém a se casar!

A voz de Sakura estava tão alta que ele pensou nunca ter a ouvido assim.

Paciência Sakura, por favor, paciência.

Ele ouviu Tsunade sussurrar ao seu lado, baixinho.

– Chamamos vocês aqui para convencê-lo, não para irem contra! – O conselheiro respondeu.

– Vocês não podem obrigá-lo a se casar! Menos ainda com pessoas que ele mal conhece. As pessoas têm sentimentos, sabia?

– E o que você quer? Que ele se case com você?

Sakura não respondeu.

– Eu jamais permitiria que ele se casasse com você! Uma criança mimada, que nem ao menos pertence a um clã! Minha próxima medida será proibir que pessoas que não pertencem a um clã se tornem ninjas, para que não fiquem iguais a você!

– Não fale assim de mim!

– Eu falo do jeito que eu quiser! Você é uma criança, uma criança patética, que se não fosse pela pena de Tsunade ainda estaria jogada pelos cantos com os outros rindo da sua testa e da sua fraqueza!

– Cale a boca!

– Você acha que em algum momento estaria à altura de se casar com alguém de um clã? Para que? Para arruinar a genética? A linha de poder? Você é estúpida!

Foi tudo tão rápido que quando ele percebeu já estava furioso, dentro da sala.

Sakura estava perigosamente perto do conselheiro, com os punhos azuis de tanto chakra. Ela só não o acertara porque Shikamaru lutava para segurá-la e puxá-la para trás.

Ele se aproximou, vendo os outros paralisados encostados na parede, e tomou o lugar de Shikamaru, vendo-a nervosa em seus braços, puxou o punho direito para trás, e depois o esquerdo, segurando-os com força e puxando o tronco pequeno para trás.

Agora ela estava mais machucada do que irritadiça.

– Vamos.

Ele disse, puxando-a e vendo-a amolecer em seus braços, acompanhando-o.

Antes de sair pode ver o conselheiro sorrindo cínico, e o que ele mais quis fazer foi voltar lá e socá-lo.

Após descerem as escadas da torre, já lá em baixo, soltou-a.

Ela permaneceu parada, durante o que lhe pareceu uns cinco minutos, e depois voltou a andar seguindo-o.

– Vamos.

Disse novamente.

Quando estavam na metade do caminho, ele ouviu-a fungar e quando olhou para trás notou os olhos encharcados.

Andou mais rápido, como forma de tirá-la das ruas movimentadas, até finalmente chegarem ao distrito.

Abriu a porta, vendo-a passar por ela e desabar no sofá.

Ela chorou baixinho e humilhada, e ele permaneceu ali em silêncio, até ela se acalmar. Depois andou até o sofá, agachando-se em frente a ela.

– Shiiii. Tá tudo bem Sakura. Vai ficar tudo bem.

Ela soluçou quatro vezes, e depois segurou sua mão entre as dela.

– Vai ficar tudo bem.

Repetiu, vendo-a se acalmar.

– Não se importe com o que ele disse. Vai ficar tudo bem.

E ele repetia as mesmas palavras para si mesmo, tentando acreditar também.

♦ ♦ ♦

Quando ele se levantou, Sakura ainda dormia. Encolhida ficava ainda menor, e isso fez com que um bolo se formasse em sua garganta.

Ele saiu, silencioso, rumo ao prédio do conselho.

– Fiquei sabendo das coisas ontem. Cheguei atrasado, você já tinha saído com ela, enquanto Naruto derrubava todos os papeis da mesa e gritava com ele.

Kakashi disse, andando em seu lado.

– Como ela está?

– Péssima.

– Imagino que sim, Ino e Shikamaru me disseram as coisas horríveis que ele disse.

– Me arrependi de não ter deixado-a socá-lo.

– Isso pioraria as coisas.

– Eu sei.

– Eu sinto muito não poder fazer nada. Eu e Tsunade não temos muito poder quando se trata do conselho, você sabe... Tsunade não pode fazer nada porque eles podem pedir uma sessão para que ela saia do cargo, e como sabe que eu vou entrar no lugar dela, podem me tirar também.

Acenou positivamente com a cabeça.

– Caso sairmos, um deles entra, e isso acabaria de vez com Konoha.

Eles andaram mais alguns metros, antes de Kakashi se despedir.

Quando chegou a torre, subiu as escadas sem se importar com os que o seguiam tentando para-lo. Abriu a porta de supetão.

Umiko o conselheiro principal estava sentado com aquela pose que o dava enjoo.

Ele não se abateu, apenas se aproximou.

– Não ouse dirigir qualquer outra palavra a ela.

Disse baixo, mas ameaçador o suficiente. Os olhos dele vacilaram alguns segundos, mas depois a confiança estava lá novamente.

– Você é quem não deve ousar falar desse modo comigo. — Ele respondeu – O conselho já acabou com a pose dos Uchihas uma vez, pode muito bem acabar de novo!

Ele deu dois passos próximos, sua paciência indo embora, céus, como odiava aqueles malditos conselheiros.

Ele não suportava vê-lo falando daquele jeito de sua família. Ele estava pronto para atacar quando ninjas o seguraram.

– Escute bem. Percebi que você tem algum tipo de relação, ou seja lá que diabo for isso. Os outros conselheiros já estão a par, ou seja, pode me matar agora, que tudo continuará do mesmo modo, porque eles concordam comigo. É bom se afastar daquela garota, é bom ficar bem longe dela, e escolher logo uma das opções que te demos, antes que...

– Antes que?

– Antes que demos um fim nela.

– Você não ousaria-

– Quer pagar para ver? Afasta-se seja como for, imediatamente.

– E esqueceram-se dela?

– É claro. É uma promessa.

Umiko viu o garoto Uchiha se desvencilhar de seus guardas, e sair com passadas longas e irritadiças.

Sorriu, vendo após alguns minutos outros dois conselheiros – Yumo e Hachiro – entrarem.

– O Uchiha saiu daqui?

– Sim. Veio tirar satisfação sobre ontem.

– E você?

– A relação dele com a garota é mais forte do que pensávamos. Com a presença dela ele jamais se casara com uma das escolhidas. E a Vila Oculta do Trovão e da Névoa estão com descendentes fortes demais, sem falar nas alianças entre elas que a cada dia estão mais intensas. Precisamos de herdeiros fortes, Konoha precisa estabelecer seu lugar de líder perante as vilas, e isso jamais acontecerá se depender da loira bêbada, ou do copy-ninja grisalho que irá suceder ela.

– E então?

– Eu disse para ele se afaste da garota. Prometi que se ele terminar com ela, vamos a deixar em paz.

Yumo pareceu notar seu sorriso.

– Pena que ele não sabe que você não é de cumprir promessas.

– Pois é! Nossa! Que pena! Esqueci-me de avisá-lo.

Os três sorriram.

– Com ele longe dela, será fácil jogá-la em uma missão para fora da vila. Vai querer pegar a primeira coisa que aparecer para espairecer e ficar longe dele.

– O que precisamos fazer?

– Quero que escreva um pedido de missão, como se fosse um senhor feudal de uma vila qualquer, pedindo ajuda de uma médica-nin.

– E se ela não aceitar a missão?

– Acredite, ela vai.

Sorriu novamente.

– O que devo fazer? – Hachiro perguntou.

– Entre em contato com os Yoikis.

– São mercenários muito poderosos.

– Eu sei, eles pretendem ser a nova Akatsuki. Prometa status e muito dinheiro, não vão recusar. Quero que a interceptem no caminho, não muito longe daqui, quero que seja em uma estrada que passem ninjas, para que achem o corpo, não quero ver a vila toda louca atrás de uma garota desaparecida.

– Certo.

E novamente o sorriso veio fácil, não pode conter.

♦ ♦ ♦

Quando entrou, viu Sakura sobre a cama, lendo um livro.

Ele entrou, com o coração na mão e um pesar sob os ombros.

Andou até o guarda roupa, podia senti-la observá-lo com o olhar, procurou por uma mala grande o suficiente, ela era sua, mas não se importou, colocou-a sobre a cama e abriu totalmente o guarda roupas.

– Sasuke-kun? O que está acontecendo?

Ela perguntou, por detrás do livro.

Não respondeu.

Somente quando pegou as roupas dela, até mesmo com os cabides e começou a jogá-las dentro da mala, foi que ela jogou o livro sobre a cama e se levantou.

– Sasuke? O que você está fazendo, o qu-

– Estou te mandando embora.

– É uma brincadeira?

– Sabe que eu não brinco Sakura.

Ele a notou estática, enquanto ele pegava as roupas e a jogava dentro da mala. Foi até as portas do quarto e do banheiro, pegando os jalecos brancos e colocando-os na mala também.

– Mas... Mas você disse que estava tudo bem, que íamos resolver isso e-

– Eu estava louco. Isso nunca daria certo.

– Sasuke, está com medo? Nós podemos resolver isso juntos e...

Ele sabia o que teria que fazer para Sakura se afastar dele. Teria que magoa-la, machucá-la, quebrá-la de novo.

– Ele tem razão Sakura, você não é mulher para mim.

E ela parou novamente, de boca aberta, e antes que pudesse ter qualquer reação, notou o tapa certeiro em sua face e os olhos cheio de lágrimas.

Sua bochecha ardia, enquanto ela lhe olhava furiosa.

Ele havia merecido aquele tapa, sabia daquilo.

– Você jamais poderá me dar herdeiros fortes, não posso reconstruir meu clã com alguém como você.

E ele viu ela se encolher, as lágrimas caírem, e ele soltou tudo que segurava.

Preciso sair daqui, preciso sair daqui.

Ele repetia em sua mente, precisava sair porque não aguentava vê-la chorando daquele modo.

– Quando voltar, não quero mais te ver aqui.

E deu as costas, andando firme, embora tudo que quisesse era dar meia volta e aninhá-la em seus braços.

Ele ouviu o barulho oco, e podia jurar que ela havia caído no chão, ouviu os soluços e o choro, mas não voltou nem olhou para trás.

Ele já havia feito muito mal a ela para ser egoísta em um momento desses – mesmo que desejasse ser – ele sabia que havia a machucado, a magoado, sabia que ele havia – novamente – a feito chorar. Mas ele não podia se dar ao prazer de mantê-la ali, junto a ele.

Ficarem juntos era perigoso.

Era o melhor para ela.

Era para o bem dela.

Mesmo que ela o odiasse agora, ela estava segura e protegida.

Notas finais
Sobre a genética: Todos os clãs têm gene codominante. Quando temos genes codominantes há mais chances de crianças mais poderosas, pois serão mais genes para serem combinados sem nenhuma característica sumir. . O caso é que se casando com Sakura, como ela não tem nenhuma habilidade que seja genotipicamente dela própria, ela não tem nada para “passar” adiante. Casando-se com alguém de um clã, além de características dele – não necessariamente o kekkei genkai – teríamos presente também características da sua parceira, e caso o sharingan não fosse desperto, ainda teríamos chances de a criança ser poderosa através de características maternas. . Os conselheiros não estão interessados necessariamente no sharingan, e sim em crianças poderosas, com características misturadas o máximo possível, novos genes formados, novos indivíduos, novos poderes. . Bem pessoal, é isso. Espero que tenham compreendido e gostado do capítulo de hoje, se você gostou - ou não - deixe sua opinião na caixinha aqui em baixo! Estarei aguardando ansiosamente para ler. Obrigada, beijos!