Faith's In Trouble
13 Smile
Acordei em um lugar escuro,consegui abrir os olhos e então percebi onde estava,na prisão,é claro.Um homem uniformizado gritava meu nome do lado de fora,e então eu me levantei e ele abriu a grade para que eu saísse.O acompanhei e fomos para um escritório,provavelmente,eu ainda estava na delegacia e Carter estava lá também,conversando com quem,eu suponho,que seja o delegado.
- Está com sorte hoje,moça. – ele falou.
- O que aconteceu? – perguntei.
- Seu amigo pagou sua fiança,pode ir embora.
Eu resolvi não falar nada,eu realmente queria sair dali.Mesmo que eu achasse que não era necessário que Carter fizesse isso.Então me entregaram minhas coisas e eu troquei de roupa,depois,acompanhei Carter até o estacionamento.
- Porque você fez isso? – perguntei.
- Você não acredita em mim,não é?
- Desculpa,Carter.Mas é impossível acreditar em alguém como você.
- Entra no carro,Faith.
O caminho inteiro foi silencioso,Carter e eu não pronunciamos sequer uma palavra.Eu sabia que estava voltando pra casa,e isso era ruim.Afinal,Sophie estava lá e,em alguns dias,minha mãe também estaria.E eu teria que explicar tudo pra ela,claro.Já que Carter não vai esconder isso dela.Eu ainda precisava saber muita coisa que não sabia sobre ele,Carter sempre escondia as coisas de mim.
Chegamos em casa e subi para o meu quarto.Quando entrei,minha mãe estava lá,e me encarava com uma expressão que me assustava.
- Mãe?
- O que você estava fazendo na delegacia,Faith? – sua voz estava grossa e ela parecia querer me dar medo.
- Eu acabei de chegar,será que podemos conversar depois? – perguntei.
- Não.Me responda.O que você fazia naquela delegacia?
- Provavelmente você já sabe.
- Sei.Mas eu quero ouvir essas palavras saindo da sua boca.
- Cúmplice do tráfico de drogas? – a encarei irônica.
- Cúmplice,Faith?Tem certeza que você é só cúmplice?Antes de ir viajar eu te perguntei se você ficaria bem,se alguma coisa estivesse acontecendo,você devia me ligar.
- E falar o que? – as lágrimas tomaram conta do meu rosto – Que eu estava com problemas impossíveis de se resolver?Que minha vida estava acabando aos poucos?O que você queria que eu falasse,mãe? – gritei em meio aos meus prantos.
Ela se levantou da cama e veio até mim,então,colocou sua mão em minha cabeça e me puxou para seu ombro fazendo com que ficássemos abraçadas e chorando.Talvez só a minha mãe tinha noção de como me fazer me recuperar agora.Eu que já era praticamente uma alcoólatra à essas alturas,que fumava,que me deitava com desconhecidos.Eu só queria voltar à minha antiga vida,eu só queria não me sentir perdida.
Passei a tarde inteira conversando com a minha mãe sobre tudo que tinha acontecido,sempre foi assim,eu nunca consegui esconder nada dela.Infelizmente,eu a espantei com as minhas histórias,mas ela apenas disse que tudo ficaria bem,e eu acreditava nela.Minha mãe me dava segurança,e eu sentia saudades disso.
Depois do jantar,eu me senti tonta,de novo.Na verdade,já fazia algumas semanas que eu me sentia assim.Provavelmente,aquilo era efeito da bebida,ou pelo menos eu achava que era.Eu me deitei para tentar recuperar meu equilíbrio,minha mãe disse que ia sair e voltaria em um instante e deixou claro que eu não deveria sair dali.Então eu apenas a esperei na minha cama,mas acabei dormindo.
- Toma. – a voz da minha mãe me acordou.
- O que foi? – disse abrindo os olhos e encarando um teste de gravidez,ela só podia estar brincando. – Você não pode estar achando que...
- Vamos,Faith.Apenas se certifique.
Peguei aquilo de sua mão e fui para o banheiro.
- Ok,Faith.O sorriso significa sim e a cara triste significa não. – disse pra mim mesma – Isso não vai ser tão difícil.
Depois que fiz o que aquele teste dizia,fiquei esperando o resultado.E parecia uma eternidade.Finalmente,tive uma resposta.Um sorriso.
Fale com o autor