Faith's In Trouble

12 It's my punishment


Notas iniciais
não fiquem bravos comigo por não estar escrevendo todos os dias,estou fazendo o melhor que posso.

As semanas iam se passando assim,eu ajudava Georgia com suas “entregas” e até participava da fabricação daquela droga,e depois as vendia.Eu tinha perdido meu celular,o que me impossibilitava de ter contato com qualquer pessoa que eu conhecesse,na verdade,eu não queria.Aos fins de semana,nós saíamos para lugares afastados,assim ninguém descobriria aonde eu estava.

Na terça-feira,fui até o supermercado comprar algumas coisas para o jantar,e então eu o vi.Carter.Ele estava lá,eu realmente não consigo imaginar o que ele fazia lá,mas era lá que ele estava e eu também.

- Faith. – ele gritou vindo em minha direção.
— Estou ocupada agora. – disse tentando sair do estabelecimento o mais rápido que podia,mas Carter fez questão de me seguir.
— Estamos te procurando a semanas,o que aconteceu?
— Nada.Eu nunca estive melhor em minha vida toda,então por favor me deixe em paz. – Carter parou em frente à mim,interrompendo minha passagem.
— Nada disso.Eu estou preocupado.Eu te coloquei nessa situação e sou eu que vou te tirar dela.Venha. – ele me puxou pelo braço,e eu o impedi
— Pare.Você não vai me tirar de situação nenhuma,se eu quisesse eu estaria longe daqui,então não gaste seu tempo se culpando.
— Então vai ser assim? – ele disse me soltando e eu concordei com a cabeça. – Tudo bem,então. – ele se abaixou ficando de frente para minhas pernas e as segurou com um dos braços enquanto os outros erguiam minhas costas.Carter me colocou de cabeça pra baixo de frente para suas costas e me carregou dali.
— Me solta!Me larga!Seu imbecil!Estúpido!Idiota!Me deixa ir embora! – eu gritava batendo com força em suas costas e chutando o ar,mas ele se mantinha firme.
— Eu não vou deixar você ir. – ele me colocou no chão,mas continuou me segurando,fazendo com que eu ficasse de frente e grudada com ele.
— E porque não?
— Porque eu não costumo deixar quem eu amo partir tão fácil. – e me beijou.

Carter estava me beijando de novo.Eu sentia todo meu amor reprimido voltar.Porque eu tinha que o amar tanto?Porque ele fazia tão bem pra mim?Eu odiava amar Carter.E essa frase pode soar estranha,mas é verdade.Ele foi um babaca comigo,mas isso não fez com que eu o odiasse,parecia que meu amor apenas aumentou com a saudade que eu sentia de seus lábios tocando os meus.E isso estava acontecendo neste exato momento.Eu não conseguia parar aquele beijo,era mais forte que eu.Eu queria estar ali,mas odiava essa sensação,e me afastei.

- Porque você fez isso?Você está com a Sophie,eu não sou o tipo de garota que beija alguém comprometido,Carter. – e lhe dei um tapa no rosto.Ok,esse tapa estava guardando todo o meu ódio pelo que ele fez comigo,e já estava na hora de Carter ter seu tapa merecido,um prêmio por conseguir ser tão babaca como foi.
— O que você fez? – ele disse enquanto apoiava sua mão em suas bochechas – Faith,entenda uma coisa,eu amo você,ok?E é por eu te amar que estou com Sophie.
— Eu não estou ouvindo isso. – ri irônica – Você não sabe o que fala.
— Sei sim,eu quero te proteger,Faith.E eu não posso te explicar o porquê mas você corria perigo estando comigo.
— Não pode me explicar?Perigo?Do que você está falando? – engrossei a voz cobrando-lhe uma resposta.
— Já disse que eu não posso falar.
— Então eu também não posso ficar aqui. – me virei para ir embora e ele puxou meu braço.
— Ou você vai por vontade própria,ou eu vou te carregar como antes.
— Você me irrita muito,você não tem noção do quanto,Carter. – cruzei os braços e o acompanhei,quando estávamos chegando no carro,uma sirene escandalosa começou a tocar atrás de mim e o carro parou ao meu lado.
— É ela! – um dos policiais gritou apontando para mim.Eu e Carter nos viramos para ele,que saía do carro. – Vamos,garota. – ele disse puxando meu braço e prendendo meus pulsos com algemas.
— O que você está fazendo? – Carter perguntou indignado.
— Ela está presa. – eu não conseguia falar,eu sabia o porque de estar ali,não tinha como me defender – Tráfico de drogas é crime se sua amiguinha não sabe. – esse não era um daqueles policiais gordinhos e fofinhos que comem rosquinhas no carro.Esse cara devia medir 1,90m de altura,ele era forte e gritava tudo que deveria falar e me prendeu naquele carro,enquanto conversava com Carter.

Minha vida estava acabada,eu estava presa,ia passar o resto dos meus dias lá,porque,provavelmente,ia morrer lá se uma das presidiárias cismasse comigo.Parabéns,Faith.Você conseguiu foder seus dezesseis anos em três meses.O policial voltou para o carro e fomos para a delegacia.Carter não conseguiu fazer nada,eu estava algemada no banco de trás de um carro de polícia por um crime que eu realmente cometi,para a sorte da minha mãe,ela estava num cruzeiro e não precisou presenciar essa cena lamentável.Que vergonha de mim,que vergonha.

Notas finais
comentem aqui,ou conversem comigo no twitter,seria legal se vocês me dissessem o que vocês gostariam que acontecesse para eu me inspirar