Notas iniciais
Esta parte é quase como fillers, importa para a história mas a personagem que a narra não é uma das principais (Mas queria escrever uma parte mais dramatica e não tinha muitos personagens que pudesse revelar o passado.)

Parte 4

Morina

"-Aconteça o que acontecer tens de continuar a sorrir...Deixa esse teu sorriso mudar o mundo, mas nunca deixes o mundo mudar esse sorriso Morina...

Amor, Ódio... Magia...

—Hmm...Sempre tive essa questão sabem... afinal para que serve a magia? Para nos trazer felicidade? Tristeza? Mo, Li, Briya... só vocês podem decidir aquilo que a magia vos trará...

Gritos, Choro...Fraqueza...

—Fraca? Não digas isso Mo... A força não vem dos punhos, mas daqui...do coração!

Humanos, Monstros...Medo...

—Não tenham medo... Eu estarei sempre com vocês... é sempre mais divertido quando estamos todas juntas não acham?

Nascer, Viver...Morrer...

—Não fiquem tristes...tudo o que vive tem de morrer... A vida é uma dádiva e por isso temos que aproveitá-la... Eu tenho a certeza que o gatinho teve uma vida muito feliz com nós as quatro!

Amigos, Família... Proteger...

—Fujam... Não se atrevam a olhar para trás! Aconteça o que acontecer meninas, têm de continuar... continuem a viver... procurem quem vos faça sorrir e façam-nos sorrir também, protejam essas pessoas... protejam a vossa família! Nunca desistam de viver...por nada neste mundo...

—Foi um prazer ser a vossa Nee-san...

Um sorriso...Aquele sorriso... O único sorriso que nos fez sorrir pela primeira vez..."

—Morina...Mo? MORINA! – O grito de Briya acordou-me do meu pesadelo. – Por amor à Vodka... Será que te podes levantar? O comboio acabou de chegar a Gardénia... Temos de sair!

—Porra! Não me assustes dessa maneira! – Censurei-a embaraçada, levantando-me.- Uma pessoa já não pode dormir...-Reclamei saindo do comboio.

—Finalmente em Gardénia! – Exclamou Lisca, espreguiçando-se.

—Esta missão demorou mais do que eu pensava...- Comentei ainda com sono.- O que vale é que conseguimos apanhar o comboio a tempo... acho que não aguentava andar o caminho todo a pé...

—Pois, sim...Parem lá as duas de resmungar e toca a dar aos pés... — Ordenou Briya. Saímos da estação para a praça de Gardénia, caminhando em direção à Guilda. O edifício de Éclair Fata ficava no canto Oeste da cidade e era possível avista-lo de todos os cantos da cidade. Quando Skumbriya abriu as grandes portas, o barulho familiar encheu-me as orelhas. Respirei fundo, como era bom estar em casa...

—Olá, Pessoal! – Cumprimentou ela.

—Yo!- Exclamou Lisca acenando. Fiquei calada apenas sorrindo aos presentes. Conseguia ouvir os murmúrios por entre as mesas enquanto eu e as minhas irmãs nos dirigíamos ao bar.

—São elas... as DemonSisters!

—A Skumbriya-senpai é incrível... quem me dera ter metade do poder dela!

Sorri ao ouvi-los. Todos achavam a minha irmã incrível... e não era para menos, afinal ela era uma dos poucos S-class wizards existentes em Éclair Fata. Sentei-me num dos bancos desocupados, ao lado de Lisca. Eeath limpava o balcão, conversando com Leo, que parecia um pouco doente.

—Olá, meninas... como correu a missão?-Perguntou ele interrompendo a conversa com Leo.

—Bem como sempre.- Respondeu Lisca. – Agora trabalha e serve-me um sumo de laranja com um bocadinho de vodka. – Exigiu enquanto ajeitava o cabelo.

—Para mim pode ser um copo de vodka pura, por favor...- Pediu Briya soltando um suspiro de cansaço.

—Eu quero apenas um sumo de maçã se faz favor Eeath...- Disse eu ao rapaz

—É para já meninas! – Exclamou ele preparando as bebidas.

—Ei...Leo? Andas doente? – Perguntou Lisca levantando-se e dirigindo-se ao rapaz. Este olhou-a nervoso.

—Sim... Estou um pouco constipado... — Lisca colocou-lhe a mão na testa e o rapaz ficou vermelho. Abafei o meu riso. Toda a gente sabia como Leo era ao pé de raparigas...

—Hmm... pareces um pouco quente...- Comentou ela. Depois falou para Eeath.- Traz um chá quente a este rapaz... Onde anda a Mia e o Shinuo?

—A Mia está fora da cidade... foi buscar uns ingredientes para umas poções e medicamentos... O Shinuo saiu hoje de manhã e ainda não voltou... ele disse que ia visitar alguém... — Informou Eeath enquanto nos dava as bebidas.

—Pois é... tens pouca sorte Leo... eles punham-te fino num instantinho! – Exclamou Briya bebendo um pouco da vodka.

—Não, se preocupem... já estou.... Já estou muito melhor agora... Obrigado...- Murmurou ele embaraçado. Lisca encolheu os ombros e sentou-se de novo a beber o seu sumo.

—Então diz-me Eeath... Como vai a Mira? – Perguntou Lisca interessada. A mina irmã era mesmo assim...adorava meter-se na vida dos amigos... Eeath pegou num copo e começou a esfrega-lo com o pano que trazia ao ombro.

—Vão bem...- Retorquiu sem interesse sempre com os olhos no copo.

—Onde está a Valkíria? Ela normalmente anda sempre por aqui...- Comentei eu reparando que a pequena rapariga não estava de facto no bar. – Não me digas que ela está a treinar de novo?

—Não... ela partiu numa missão com o Raiden esta tarde... deve voltar amanhã! – Informou Eeath.

—Com o Raiden!?- Disse Briya engasgando-se com a bebida e tossindo violentamente.

— Ela foi numa missão com aquele pedófilo? A minha Val? – Perguntou perplexa Lisca. – Oh meu deus... pobre coitada...

—Eu juro que se ele tenta algo de estranho com a Val...- Continuou Briya. Eeath riu-se, consegui perceber que Leo também estava divertido com a conversa. – Aquele rapaz realmente tem muita lata em lavá-la numa missão... Quando eles chegarem eu digo-lhe como elas são! – Exclamou ela batendo com um punho no balcão. Depois acalmou-se. – O mestre ainda não chegou?

—Não. Pergunto-me qual será o tema desta reunião urgente... Afinal o mestre já está fora há 3 dias!- Comentou Eeath.

—Muito bem então...- Murmurou Skumbriya acabando a sua bebida. – Vamos embora miúdas... São sete da tarde e ainda tenho de arrumar o quarto antes do Jantar... — Retorquiu levantando-se e despedindo-se do pessoal. Lisca segui-a.

—Adeus Leo, Eeath! Até amanhã! – Despedi-me sorrindo.

E assim encaminhamo-nos as três para o dormitório feminino da Guilda. Cada quarto custava por volta de 77 mil jewels por mês. Nós as três tínhamos um grande quarto com três camas e uma casa de banho. Assim que entrei no quarto atirei-me para a minha cama tentando adormecer.

—Pst...Oh menina...também vais ajudar...-Avisou-me Briya. – Eu não vou andar a limpar o quarto todo sozinha... Tenho mais sono que vocês as duas juntas! – Levantei-me da cama aborrecida.

—Mas eu tenho bué sono... e ainda tou em crescimento... preciso de dormir mais que tu!- Queixei-me.

—Tá bem... andas em crescimento só se for para os lados...-Resmungou Briya estendendo-me um pano para eu limpar o pó. – Limpas o pó, eu aspiro e a Lisca vai lavar o chão... Cada uma tem uma tarefa por isso mexam-se!

Suspirei pegando no pano e começando por limpar as cómodas, seguindo para as camas e depois as mesas-de-cabeceira. Depois sentei-me na cama enquanto Briya aspirava o chão para que de seguida Lisca passasse a esfregona pelo chão... e assim, num instantinho tínhamos o quarto num brinquinho. Quando olhei o relógio já eram as oito da noite.

—Vamos jantar? Eu tenho sono...mas também tenho fome...

—Vamos porque se a Briya não comer não vamos conseguir dormir...-Gozou Lisca saindo do quarto.

—Ei! Estás a tentar insinuar alguma coisa? – Disparou a minha irmã mais velha correndo atrás dela.

—Bem, podiam ao menos esperar por mim... — Retorqui saindo do quarto e fechando a porta. Apressei o passo descendo as escadas, tentando apanhar as minhas irmãs. Quando abri a porta do refeitório já estavam elas sentadas com um tabuleiro de comida á frente. Fui buscar o meu tabuleiro e sentei-me ao lado de Briya.

—Demoras-te imenso a chegar cá abaixo...- Murmurou Lis em tom de gozo.

—Eu entrei aqui 30 segundos depois de vocês... E para que é que isso interessa sequer...

—Calem-se e comam! – Exclamou Briya começando a sua refeição.

Eu e Lisca também iniciamos a árdua tarefa de devorar o prato que a cozinheira nos tinha confecionado. Quando acabamos ainda ficamos á conversa com algumas raparigas mas ao fim de meia hora estávamos com demasiado sono para continuar a conversa, por isso fomos para o nosso quarto. Entramos, acendemos a luz, vestimos os pijamas, lavamos os dentes e deitamo-nos.

—Não nos estamos a esquecer de alguma coisa? – Perguntou Lisca virando-se para cima. – Não apagamos a luz... Mo, vai apagar a luz...

—Querias... Porque não vai a Briya? Ela é a mais velha...

—Olha a lata... Porque não vais tu Lis? Andas sempre a dizer que precisas de emagrecer...

—Desculpa? Não é uma ida ao interruptor que me vai fazer perder 1 quilo...

—Pronto...- suspirou Briya esticando uma mão. – Requip: Sword- uma espada apareceu do nada perto do interruptor, tocando nele e apagando a luz. – Boa noite! – Disse ela virando-se para a parede.

—Boa noite... — murmurei fechando os olhos. Lisca nada disse já que se encontrava a dormir desde o inicio.

Adormeci pouco depois, nem dando conta de que já me encontrava a sonhar. Encontrava-me num campo de trigo... aquele sitio tão familiar, aquele sitio onde fomos felizes pela primeira vez... Lembro-me de a vida ser tão fácil lá.

—Ei Morina? Que andas aqui a fazer? Não me digas que estás a chorar outra vez...- Murmurou Haruka. As lágrimas rolavam-me pela face e eu tentava não soluçar. Não gostava que Haruka me visse assim. – O que aconteceu? – Perguntou ela sentando-se ao meu lado.

—Porque é que eu não consigo usar magia? – Perguntei eu entre soluços. – A Lisca e a Skumbriya conseguem usá-la perfeitamente! Haru-nee-san... e se eu não conseguir usá-la? E se eu não fôr uma das 10%? – Perguntei insegura tentando limpar as lágrimas. Ela riu. Eu olhei-a estranhamente. O seu riso era tão inocente e puro.

—Mas Mo... toda a gente consegue usar magia... pelo menos uma delas... A única magia que importa... O Amor... Essa é a magia mais importante de todas e tu tens muito amor...- Disse ela sorrindo. O sorriso dela ficava ainda mais belo á luz do sol.

—Mas o amor não é nenhuma magia... — resmunguei amuada olhando o chão. Haruka continuava a olhar-me. Depois virou a cabeça, olhando o horizonte.

—Isso é o que todos dizem certo? Mas sabes o que eu acho? A magia vem do coração daqueles que acreditam nela... daqueles que desejam algo do fundo do coração... A magia nasce dos sentimentos das pessoas... A magia nasce do amor, do ódio, da tristeza, da felicidade... A magia vem dos nossos sentimentos Morina... Acredita em ti mesma... nunca pares de o fazer... Um dia eu sei que conseguirás fazer magia... E eu estarei lá para ver! – Exclamou ela olhando-me de novo. O sorriso dela era ainda mais bonito agora. As minhas lágrimas tinham desaparecido e sorri também para ela. – É assim que gosto de te ver... tens o sorriso mais belo do mundo! Não deixes que ninguém to tire... — Disse-me colocando a mão na minha cabeça e afagando-a.

Depois a paisagem mudou de repente... Estava na entrada da guilda Fairy Tail. Eu tinha 12 anos quando o mestre me levou lá pela primeira vez.

—Ouvi dizer que queres aprender magia...- Murmurou uma rapariga um pouco mais velha que eu. – O meu nome é Asuka Connell... se quiseres posso ensinar-te uma magia bem fixe! – Exclamou sorrindo-me. O sorriso dela fez-me lembrar o da Haruka. Foi nesse momento que comecei a treinar magia com a Asuka. Treinamos as duas muito, ficando bastante amigas e rindo-nos bastante nos treinos, diverti-me bastante a treinar magia com ela...até que um dia.

—Blast Bulet! – Da minha arma saiu uma bala magica. Fiquei deslumbrada. Aquele momento fez-me relembrar as palavras que Haruka me disse naquele dia. – Consegui!– Asuka caminhou até mim. Com aquele seu sorriso.

—Parabéns miúda... Conseguiste finalmente! Nunca duvidei que o conseguisses! – Exclamou ela radiante. – Agora já podes entrar oficialmente na Guilda das tuas irmãs...

—Vou-me embora? Já não me vais treinar mais?– Perguntei. Ela riu-se fazendo-me lembrar Haruka de novo.

—Bem a primeira parte do teu treino está feita... agora que consegues usar magia já não precisas de mim...- Murmurou ela. Eu baixei a cabeça triste. – Mas... Quando quiseres podes sempre vir aqui visitar-me... podemos treinar as duas juntas e fazer torneios... — Ela sorriu-me. Levantei a cabeça e sorri para ela. Ela virou costas. – Agora tenho que ir avisar o mestre de Éclair Fata. Já volto...

—Eu vou voltar, Asuka! E quando o fizer ei de ganhar-te! – Exclamei em desafio. Olhei a pequena arma que repousava nas minhas mãos. – Consegui Haruka! Finalmente... mas tu não estás cá para ver... — Susurrei. Uma lágrima rolou-me pela face.

—Eu nunca falto á minha palavra Morina...- Ouvi alguém dizer. Era a voz de Haruka. Olhei para todo o lado. Procurando desesperadamente a rapariga. — Eu disse que se não desistisses irias conseguir... e disse também que assistiria a esse momento...- Não conseguia vê-la. – Estou tão feliz... Finalmente consegui ver aquele sorriso de novo... — Senti algo tocar-me a cabeça. Percebi que era o toque gentil de Haruka. – Obrigada... — Asuka apareceu de novo no campo de treino de Fairy Tail.

—Morina? Estás a chorar? – Perguntou confusa. Olhei-a com lágrimas nos olhos.

—Estou tão feliz... Finalmente... Finalmente consegui! – Exclamei sorrindo e chorando. Asuka riu-se e abraçou-me.

Finalmente tinha conseguido perceber as palavras de Haruka naquele dia...

Morina...Morina? MORINA! – Lisca estava a abanar-me. Abri devagarmente os olhos. – Finalmente! O que aconteceu? Estavas a ter um pesadelo? – Perguntou ela preocupada. Olhei a janela, era já de dia e os raios de sol preenchiam o nosso quarto com uma luz doce e gentil. Limpei os olhos sentando-me na cama. Lis e Briya abraçaram-me.

—Desculpem se vos preocupei... eram apenas memórias... — Murmurei eu tentando conter as lágrimas.

—Está tudo bem Morina...- Susurrou Briya docemente.

Decidimos tirar um dia de folga e passamos a manhã nas compras. Depois dirigimo-nos á guilda para almoçar no bar. Era sempre bom ter a companhia dos rapazes quando almoçava-mos.

— E depois tivemos de estar acordadas a noite toda a vigiar toda a aldeia a espera que o Gang atacasse... foi bastante secante... — Retorquiu secamente Lisca. Ela estava a contar o que acontecera na nossa última missão. Eeath ouvia alegremente enquanto limpava um copo. Leo ria nervosamente enquanto comia, pelo que podia ver já se encontrava quase totalmente curado da sua constipação. Briya sorria alegremente e eu fazia o mesmo.

Passamos a tarde inteira a falar, não dando pelas horas passar. Falamos de várias coisas, Missões, Coisas do quotidiano, o nosso passado... Até Leo quis participar. Aliás, estávamos todos a rir com uma história que Leo contava quando alguém abriu a porta da Guilda. Um homem com cabelo loiro e uma cicatriz num olho entrou, atrás dele entraram outros três indivíduos.

—Olha quem decidiu aparecer... O Mestre e os seus comparsas... — Murmurou Briya acabando o whiskey que bebia. Depois levantou-se caminhando até ao homem que tinha acabado de entrar. – Boa tarde, Mestre. Seja bem-vindo de novo! Espero que a viajem lhe tenha corrido bem. – O homem sorriu.

—Olá a todos... espero que não tenham feito nenhuma asneira enquanto estive fora... — Cumprimentou o Mestre. Ouvia-se um ocasional Olá ou Boa tarde, enquanto ele se dirigia ao bar.

—Boa tarde Mestre... Quer que lhe traga algo?- Eeath tinha posado o copo e sorria ao mestre.

—Não viram a Valkíria? – Perguntou ele.

—Ela partiu ontem numa missão com o seu filho... — Murmurou Lisca. O Mestre pareceu ficar preocupado. – Exatamente a reação de toda a gente... — comentou ela.

—Passa-se alguma coisa? Se quiser posso sempre chama-los de volta... — Disse Eeath ignorando Lis.

—Não... não é nada... apenas precisava de falar com ela, sendo assim fica para outra altura. – O homem alto sentou-se. – Eeath traz-me um Lipton de limão. – Eeath acenou afirmativamente com a cabeça dirigindo-se ao balcão das bebidas. Nesse momento a lacrima de comunicação tocou. Eeath foi atender. Vi-o a falar para a bola e depois agarrou nela trazendo-a até ao mestre. Na lacrima consegui ver a imagem do mestre de SaberTooth, Sting.

—Yo, Laxus! – Cumprimentou ele.

—Sting... o que se passa?

—Podes vir cá o mais depressa possível? É uma emergência... — Disse o homem. – Ao que parece a Valkíria e o Raiden foram atacados... Felizmente a minha menina e o Karen intercetaram-nos e conseguiram salva-los. Não te preocupes... eles não estão gravemente feridos e estão a ser tratados...

—EI! Eu também participei na missão de salvamento! – Exclamou uma voz do outro lado. O mestre sorriu.

—Ele também está aí? Não me digas que andas a mandar outra vez adultos vigiarem as missões da tua filha... — O mestre levantou-se.

—Enfim... isso agora não tem nada a haver com a conversa... Tens de vir para cá o mais depressa possível... eu depois explico-te quando cá estiveres.

—Muito bem... vou já para aí! – Exclamou ele desligando a chamada e dirigindo-se para a porta. Suspirou. – Mal acabei de chegar e aqueles dois já me estão a causar problemas...

—Fazem-me lembrar alguém... — Murmurou a mulher que tinha entrado a trás do mestre. Era Mirajane, a mulher do mestre. Ele sorriu de novo.

—Desculpem... mas parece que vou ter de sair outra vez... Briya, deixo a guilda contigo até eu voltar. – E assim o mestre deixou a Guilda com Mirajane e os outros dois homens atrás de si.

—Não devíamos ir com ele? A Val pode estar em sarilhos... — Murmurei preocupada.

—O Mestre de Saber disse que não era nada de grave... tenho a certeza que ele saberá lidar com o problema... até lá mando eu! – Exclamou convencida Briya.

—Merda... — Ouvi Eeath sussurrar enquanto limpava o balcão.

—Bem... eu só espero é que o mestre volte depressa... se esta aqui ficar a tomar conta da guilda por muito tempo ainda é capaz de beber o stock de vodka inteiro... — Murmurou Lisca ironicamente, ouvi risos espalhados pela guilda.

—Estás a insinuar que eu bebo demais? – Perguntou irritada Briya. Depois acalmou-se sentando-se no banco. – Só não ajusto contas contigo porque a história do Leo estava a ser interessante... Continua. – Disse ela ao rapaz de cabelo Arroxeado. Ele olhou-nos nervosamente e continuou a história.

Notas finais
Espero que tenham gostado!! :D