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66 Capítulo 66 — Caminhos.


Notas iniciais
Beijos & Boa leitura! ♕

Capítulo 66 — Caminhos.

Quatro meses depois, novembro.

Susannah havia se mudado para o apartamento de Theodore havia uma semana, saiu de Roseville para cursar faculdade em São Francisco. De início os seus pais não gostaram da ideia, não queriam que sua filha única saísse tão cedo de casa, nem que ela morasse sozinha.

Então Theodore propôs que morassem juntos, no entanto, Megan e James já pensaram nas despesas que a filha daria à Alba, que mesmo recusando o dinheiro, viu que eles só concretizariam o acordo se ela aceitasse a quantia que disponibilizariam mensalmente para os gastos de Susannah.

Após muito insistir que o dinheiro não era necessário, a promotora cedeu, depois disso, não demorou para darem as boas-vindas à Susannah. Theo e a garota passaram basicamente a primeira semana saindo juntos para todos os lugares, numa maneira de ensiná-la a andar na cidade.

Quando chegou na sexta-feira daquela primeira semana de novembro — dia quatro — era aniversário de Christopher de vinte e cinco anos, ele fez uma festa pequena em sua casa e não deixou Susannah de fora; a garota estava adorando aquela vida, estar ao lado do seu melhor amigo, ter lojas de roupas maravilhosas por perto, além das praias.

Sim, era aquela vida que ela queria ter até o fim de seus dias, porém, mesmo com tudo parecendo perfeito ao redor, até mesmo com a faculdade dos sonhos, um vazio a incomodava terrivelmente.

Susannah lia um livro no sofá, ao lado de Theodore, que após alguns minutos em silêncio, se levantou:

— Tenho que ir tomar banho e me arrumar para o casamento, antes que fique tarde.

— Ah, eu nem me lembrava que era hoje... — A garota guardou a página que estava lendo e fechou o livro.

— Eu queria tanto que você fosse junto comigo, por que não aceitou quando o Emmet ofereceu o convite individual para um acompanhante?

— Não queria ir de bicão, eles mal me conhecem.

— Para com isso, vai... — Ele rolou os olhos. — Eles ofereceram, você que não quis.

— Não se preocupa comigo, não.

— E o que você vai ficar fazendo sozinha? Minha mãe ainda tá na minha avó com o William, não sei quando ela chega.

— Não tem problema, vou aproveitar o silêncio pra ver se termino de ler.

— Aproveita mesmo, porque quando o Will chegar, você não terá paz. — Soltou uma risada. — É choro para todo lado, ninguém consegue dormir.

— Não fala assim, ele mal nasceu...

— Eu tô brincando, eu gosto desse moleque, ainda mais quando eu soube que minha mãe ia escolher o nome do meu pai pra ele.

— Foi uma linda homenagem, eu também adorei a tia Alba ter feito isso.

— Bom, vou lá me arrumar.

— Fique bem perua! — A garota afirmou, rindo.

Susannah retomou a leitura, passando os olhos pelo último parágrafo que havia lido, mas algo não estava certo, ela percebia que não conseguia focar nas palavras, até mesmo voltava para o início da página e tentava se concentrar, mas ainda assim, as frases pareciam embaralhar-se.

Continuou olhando para o livro, mas sua mente naquele momento já estava longe, a garota sabia o que a perturbava, apesar disso, forçava-se a pensar que aquilo que dominava a sua mente não era importante, não mais.

Foi interrompida perto de meia hora depois, quando Theo retornou, já pronto.

— Como estou? — O garoto girou lentamente os calcanhares, para ela avaliá-lo.

— Será o padrinho mais bonito, Chris vai babar loucamente em você! — Exclamou.

— Sério? — Theodore sorriu. — Eu tô bem feliz por ter escolhido esse terno, é um pouco diferente por ser azul, mas eu achei bem bonito.

— É azul marinho, tenho certeza que você vai se destacar, já que provavelmente todo mundo vai usar o pretinho básico.

— Tem razão. — Mordeu o lábio, aparentando ansiedade.

— Vai dar tudo certo. — Aconselhou. — E para com isso de arrancar as pelinhas da sua boca porque é feio.

— Tá bom, parei. — Riu baixo. — O Chris chega daqui a pouco...

— E você já tá pronto?

— Falta passar o perfume! — O garoto correu até o quarto e borrifou em si a sua colônia preferida.

Susannah ainda tentava ler quando o amigo veio em sua direção com pressa, lhe dando um beijo na bochecha e se despedindo, dizendo que Christopher já estava o esperando no hall. Ela riu com a sua agitação e assim que ele encostou a porta, ela fechou o livro, desistindo da leitura no momento.

Caminhou até a cozinha e abriu a geladeira, pegando uma barra de chocolate que havia comprado para fazer chocolate quente. Pegou uma vasilha de vidro e uma panela, para assim derreter o chocolate em banho-maria.

Após derretê-lo, acrescentou um pouco de leite ao chocolate e mexeu por mais um tempo, logo desligando o fogo. Pegou uma caneca e assim que se serviu, ouviu batidas na porta. Não perguntou quem era, preferiu aproximar-se de mansinho da entrada e olhar pelo olho mágico.

Ficando na ponta dos pés, viu que quem esperava lá fora era Elizabeth, que fez seu coração disparar, ficando até mesmo sem saber como agir por alguns segundos, como se estivesse petrificada.

Tomou coragem e assim abriu a porta.

— Oi Lizzie. — Susannah deu-lhe passagem.

— Oi, Su. — A olhou um tanto surpresa, logo entrando no local. — Que silêncio, cadê todo mundo?

— Theo foi para o casamento dos amigos e a mãe dele tá na casa da avó de vocês.

— Ah, eu não sabia...

— Pode ficar aqui, mas se quiser ir embora, eu vou entender. — Susannah caminhou até a cozinha, sendo seguida pela garota.

— Você se importa se eu te fizer companhia? — Liz indagou.

— Não, por mim tudo bem. — Abriu o armário e pegou uma embalagem de marshmallows, logo a abrindo e colocando três cubos do doce sob o chocolate quente de sua caneca. — Pega uma caneca pra você ali.

— Aqui.

— Prontinho. — Susannah falou, após colocar o chocolate quente na caneca que Elizabeth havia pego. — Pode pôr marshmallows se quiser, eu adoro ter eles boiando no chocolate quente.

Lizzie pegou um doce, o molhou no chocolate quente e o abocanhou. As duas permaneceram em silêncio, tinha tanto tempo que elas não se viam pessoalmente que a situação era um pouco embaraçosa.

— Ah, sabe... — Susannah iniciou um assunto. — Eu gostei do seu novo corte, o chanel combina muito com seu cabelo liso.

— Valeu. — Sorriu, após dar um gole e deixar a caneca de lado. — Você está deixando seu cabelo crescer, né? Seus cachos estão bonitos.

— Eu queria cortar, mas eu me apego muito facilmente as coisas, é triste pensar que esse tempo todo os meus cachos nunca me deixaram na mão, por mais que eu tenha insistido em que eles não eram bons pra mim...

— Ah, Su... — Elizabeth a chamou. — Você ainda está falando do cabelo? Porque parece que...

— Não estou. — Interrompeu-a.

— Ah, menos mal, achei que eu estivesse louca.

— Você talvez não, mas eu estou.

— Como assim?

— Em todos esses meses eu achei que eu conseguiria entender o que estava acontecendo comigo, Liz, mas toda vez que eu penso na gente, eu volto atrás! Tento me decidir sobre o que eu quero pra minha vida, mas quando penso em namorar alguém, só me vem você na cabeça... Sabe? Eu estou confusa, minha cabeça tá uma bagunça, eu nem sei o que tá havendo comigo, você provavelmente deve estar querendo me dar um tapa agora!

— Ei, ei. — Elizabeth segurou-a pelos ombros. — Você tem certeza disso que está falando?

— Eu preciso de ajuda, Lizzie... — Encarou-a profundamente. — Me ajuda a saber o que tá acontecendo comigo? Eu quero saber o que eu sinto por você de verdade.

— Poxa, Su, você só poderia ter me falado um pouco antes, né? — Soltou-a. — Você está se sentindo assim desde que me deu o pé na bunda?

— Não usa esse termo, mas... Respondendo a sua pergunta, um tempo depois que eu decidi me afastar de você, eu me sentia cada vez mais vazia, até esse buraco se tornar insuportavelmente irritante. Eu te via feliz, conhecendo gente nova, só que eu não conseguia superar como você, isso me deixou pior.

— Olha, não foi fácil pra mim também, tenho certeza que você sabe disso porque o Theo com certeza deve ter te falado do quanto eu vinha aqui desabafar sobre você.

— Sim, ele falou. — Admitiu. — Mas eu também pedia para que ele te animasse por mim, porque não tinha um dia que passasse que eu não me arrependesse do que eu havia te dito.

— Bom, já passou. — Elizabeth retomou a caneca em mãos. — Tudo passa.

— Posso te fazer uma pergunta?

— Vai em frente.

— Você gosta de mim, Liz?

— Não, Susannah.

— Ah, eu devia ter imaginado. — Colocou sua caneca sobre o balcão, deixando transparecer a feição desanimada. — Seria impossível você manter esses sentimentos por alguém que te desprezou tanto tempo atrás...

— Eu não gosto de você, simplesmente porque eu te amo. — Lizzie se aproximou de onde a garota estava, vendo a maneira que ela tinha paralisado.

— O-Oi?

— É isso mesmo, Su. — Segurou em sua mão.

Susannah piscou várias vezes, ainda desacreditada do que tinha ouvido.

— Olha, isso é... Isso é, eu não sei o que falar. — Riu baixinho, ainda abobalhada. — Liz, eu não sei por onde começar, mas voltando ao início... Você pode me perdoar?

— Isso te responde? — Elizabeth tocou a nuca da garota e trouxe-a para perto, ficando centímetros de distância de seus lábios.

Um barulho na porta de entrada as assustou, fazendo com que se afastassem abruptamente.

Passos invadiram o local e logo Alba apareceu, empurrando o carrinho, onde William já dormia. As garotas ajudaram a abaixar o carrinho nos degraus da entrada para a sala de estar sem acordar o bebê.

— O Theo já saiu para o casamento, né? — A promotora questionou.

— Sim, tem um tempo. — Susannah respondeu.

— Bom, se não for me aproveitar muito, vocês podem dar uma olhadinha no Will? Preciso tomar um banho, ele regurgitou em mim.

— A gente olha ele, tia, não se preocupa. — Lizzie sorriu.

— Vocês são uns amores, eu não vou demorar, tá? Qualquer coisa me grite.

— Eu cuido do Evan desde que eu era criança, sou boa com bebês. — Elizabeth se vangloriou, rindo.

— Eu confio em vocês, minhas lindas... E eu não demoro. — Alba caminhava ao seu quarto enquanto retirava as sapatilhas, que pareciam mais apertadas do que nunca.

As duas garotas se entreolharam quando se pegaram novamente a sós, não inteiramente, já que havia uma terceira pessoa ali, porém, William dormia.

Susannah se aproximou do berço, vendo aquele rosto angelical absorto em sonhos, com uma expressão tranquila que fazia todos se derreterem. As bochechas do pequeno eram sobressalentes e para um bebê de poucos dias, já tinha bastante cabelo, da mesma cor que seus olhos, que mesmo que estivessem fechados, era de um tom negro que todos se encantavam.

Elizabeth se colocou ao lado da garota e acariciou seu braço, enquanto ela admirava o sono do bebê.

— Ei...

— Oi, Liz.

— Não fica brava comigo, mas eu vou ter que te roubar uma coisa.

— Hã? O quê?

Lizzie aproximou-se tão rapidamente de seu rosto, que Susannah só se deu conta de que seus lábios haviam tocado os dela quando ela se afastou, olhando-a de forma travessa.

...♕...

Theodore e Christopher receberam os noivos de braços abertos, envolvendo-os em um longo abraço após a cerimônia, desejando felicitações a Emmet e Michael.

— Os votos foram lindos... — Theo elogiou.

— É, assumo que fiquei emocionado. — Chris deu um sorriso.

— Nós mesmos escrevemos. — Michael revelou.

— Sou cultura também. — Emmet deu um beijo aéreo em cima de um dos ombros.

— Emm! — Alison se aproximou do grupo e tomou o amigo em um abraço apertado, sendo chacoalhada por ele. — Parabéns, meu lindo!

— Obrigado por nos convidar. — Nicholas também abraçou os noivos, dando tapinhas nas costas de Michael. — A decoração tá incrível.

— Eu estou feliz em ver vocês! — Emmet animou-se. — Eu achei que sua mãe não te deixaria vir, Ally, ela não deixa nem você lavar o cabelo nesse horário!

— É verdade. — Alison riu alto.

O fotógrafo interrompeu a conversa para iniciar a sessão de fotos com os noivos e assim todos foram aos poucos sendo chamados para as fotografias. E enquanto Emmet e Michael eram ocupados com os deveres que a cerimonialista os passavam, Theodore e Christopher se guiavam até sua mesa, que dividiam com Ally e Nick.

Observavam ao longe a agitação dos noivos enquanto apreciavam os petiscos e bebidas, comentando sobre a decoração do local, sobre a música ambiente e até mesmo dos outros convidados, tentando descobrir quem era parente de quem.

O salão estava adornado com vasos de maravilhosas rosas vermelhas, as decorações pareciam ter sido perfeitamente escolhidas para contornar o imenso lustre de cristal, e o que completava ainda mais a sofisticação do local, eram os candelabros de bronze sobre cada mesa.

Algum tempo após o jantar ser servido, Alison chamou Nicholas para darem uma volta pela área externa do salão e tirar algumas fotos; chamando Chris e Theo para os acompanharem, que aceitaram.

Saíram por um momento e puderam ver o jardim, havia também uma pequena cascata perto das flores, onde a garota já se posicionou ali pedindo para Theodore fotografá-la ao lado do namorado.

O amigo tirou a foto e ela se ofereceu para também tirar uma fotografia dele ao lado de Christopher, que logo se aproximou de Theo para posarem juntos. Deu-lhe um beijo no exato momento da foto e Alison não deixou de aproveitar a cena, registrando a espontaneidade de ambos.

O garoto riu e a amiga se aproximava, para devolver seu celular, já com as fotos tiradas. Ally avisou que daria algumas voltas com Nicholas e que depois voltaria.

O céu estava estrelado naquela noite, a lua reluzia como nunca, como se fosse o cenário de algum filme, tornando os dois amantes parte daquela paisagem.

— Eu já te disse que você está incrivelmente lindo? — Chris cochichou, agarrado ao corpo de Theodore.

— Só umas quatro vezes. — Theo soltou uma risada baixa, colando sua testa com a do namorado. — Você também tá arrasando corações, o terno ficou ótimo.

— Ainda bem que você me ajudou a escolher, eu sou um desastre quando o assunto é moda.

— Qualquer coisa fica ótima em você, mas fiquei feliz que eles fizeram exatamente o que eu pedi nos ajustes, conseguiram acentuar isso aqui... — Theodore afirmou, passando suas mãos na região do peitoral, logo indo para suas costas e descendo com as carícias, até alcançar o traseiro de Christopher e assim apertá-lo. — E isso aqui também.

— Bem que eu sabia que tinha algo de errado com essa calça. — Riu com o garoto. — Quando eu me olhava de lado no espelho, via que ela parecia estranhamente justa exatamente nessa região.

— Eu ainda não consigo lidar, te ver todo formal, com essa pose, você é um pedaço de mal caminho, sabia? Por que faz isso comigo?

— Isso o que, amor? — Perguntou, rindo envergonhado. — É você que estava agarrando a minha bunda agora mesmo.

— Não é justo. — Mordeu o lábio.

— Do que você tá falando? — Chris murmurou, colando-se ainda mais ao corpo de Theo, sentindo uma protuberância em sua calça. — Ah, entendi... Seu pervertido.

— São eles que estão casando, mas nós teremos a nossa lua de mel hoje?

— Hoje, amanhã, depois de amanhã... — Christopher falou pausadamente, enquanto depositava beijos nos lábios de Theodore.

— É que eu estava querendo aquilo, sabe?

— Então hoje serei submisso a você... — Respondeu, mordendo o lóbulo da orelha do garoto, causando-lhe arrepios. — Com todo o prazer.

Entregaram-se totalmente ao beijo naquele momento, mergulhando no gosto das línguas um do outro, rendidos ao sabor viciante. Se atacavam, bagunçavam os cabelos, acariciavam-se, sugavam-se, mordiscavam-se. Tremiam, deliravam.

Não queriam se afastar nem por um minuto, mesmo assim, retomaram suas condições mentais ainda antes totalmente perdidas, assim que ouviram barulho de passos se aproximando, eram os amigos.

— Vocês vão entrar? — Alison indagou, exibindo um sorriso malicioso. — Ou vão aproveitar um pouquinho mais dessa noite maravilhosa aqui fora?

— Nós já vamos. — Theo respondeu.

— Acho que estão servindo o bolo. — Nicholas se pronunciou.

— Eu quero muito aqueles docinhos. — A garota riu. — Vou indo na frente.

Quando os amigos se afastaram, adentrando o salão, Chris tocou o queixo do garoto, erguendo-o e fazendo-o encarar seus olhos verdes, dizendo:

— Estou ansioso para hoje à noite. — Sussurrou.

— Eu também...

O professor lançou um sorriso sugestivo um segundo antes de deslizar sua língua pelo lábio superior de Theodore, provocando-o. Theo por pouco não sentiu a própria saliva escorrer pelo canto da boca em excitação, porém, retomou a consciência quando o namorado tocou em sua mão, para voltarem ao salão.

Assim que chegaram em suas mesas, os garçons serviam as sobremesas, assim como Alison havia dito. Deliciaram-se das diversidades que eram colocadas à mesa e conversavam, olhando para os noivos, vendo como esbanjavam felicidade.

Não demorou muito para que as luzes abaixassem e holofotes coloridos começassem a percorrer o salão, tornando nítido que a parte mais divertida da noite estava apenas começando.

A distribuição de acessórios foi feita pelos próprios garçons: colares, óculos e chapéus malucos, pulseiras em neon e todo o tipo de bugiganga colorida animavam os convidados. E enquanto isso, os recém-casados caminhavam até a mesa dos amigos, já usando alguns dos objetos.

— Prontas para o show, meninas? — Emmet exclamou para os amigos, ao lado do noivo. — Vamos cair nessa pista de dança!

...♕...

Christopher suspirava, vendo Theodore ainda ofegante, aparentemente cansado, mas com um sorriso travesso no rosto.

— Eu sei que eu sempre pergunto isso, mas como foi? — Chris cobriu-os com o lençol, escondendo suas nudezes.

— Maravilhoso é muito pouco para descrever. — Theo riu baixo, deitando a cabeça no peito do namorado.

— Vai querer ir pra casa ou quer dormir aqui?

— Posso ficar? — O garoto inquiriu.

— Você sabe que sim, bobo. — Desceu as mãos pelas costas de Theodore. — Eu te levo amanhã cedo, mas avisa a sua mãe.

— Ah, tô com preguiça... — Theo reclamou. — Meu celular tá no bolso da calça...

— Não tá tão difícil de pegar, tá ali no chão.

— É que meu corpo tá mole. — Resmungou, subindo a mão pelo abdômen de Christopher.

— Então daqui a pouco você pega, vem cá, me dá um beijo. — Aproximou-se dele, tomando seus lábios por alguns segundos.

— Vai querer tomar banho? — Perguntou, deitando sua cabeça novamente sobre o namorado, dando beijos em seu peito.

— Vou precisar. — Riu, abrindo as pernas. — Estou sentindo escorrer.

— Eu ainda não me acostumei, sempre me esqueço de perguntar se você quer que seja dentro ou fora...

— Eu não ligo, até gosto que seja dentro.

— Mas você sabe que caso alguma coisa acontecesse, eu assumiria o bebê, né? — Theodore indagou, arrancando gargalhadas de Christopher.

Notas finais
Tecnicamente esse é o último capítulo, mas decidi fazer o bônus pra vocês! ♥ Vou falar das minhas novas histórias nas notas finais do próx. cap, mas pra quem quer já ficar dentro de tudo, fiz uma postagem sobre meus novos projetos no meu blog, aqui o link: http://umaescritoraemcrise.blogspot.com.br/2016/07/meus-novos-projetos.html