Fade Out Lines

67 Capítulo 67 — Bônus.


Notas iniciais
Esse é o último meus pupilinhos, aproveitem! E não esqueçam das notas finais! ♥ Beijos & Boa leitura! ♕

Capítulo 67 — Bônus.

Eram quase quatro horas da manhã quando Emmet e Michael chegaram ao quarto do hotel que haviam reservado para passarem a noite de núpcias, para assim, no dia seguinte partirem em viagem.

— Você tá com sono, Emm? — Michael indagou ao marido, assim que a porta do elevador se abriu, chegando no andar da suíte.

— Eu estava dançando até agora, tomei umas três latas de energético, dormir é a última coisa que eu estou pensando! — Riu.

Assim que Michael deu o primeiro passo para fora do elevador, Emmet se colocou à sua frente, levando sua mão atrás da nuca do marido e dizendo:

— Você se esqueceu?

— Do quê?

— Da cerimônia que os recém-casados fazem até o quarto...

— Qual?

Emmet abriu um sorriso e sem que Michael pudesse agir, foi pego no colo, que reclamou nos primeiros segundos, mas caiu em gargalhadas, enquanto Emmet o levava em seus braços pelo corredor.

— Chegamos, você consegue abrir, Mikey?

Michael tirou o cartão de acesso do bolso e encaixou-o na porta, abrindo-a.

Emmet somente soltou-o quando entraram, chacoalhando seus ombros, tentando relaxar os músculos.

— Eu sou pesado, você não devia ter feito isso. — Afirmou.

— Na verdade eu queria que você me carregasse, mas eu tenho vinte quilos a mais que você, não seria uma boa ideia.

— Mas foi divertido. — Aproximou-se do marido, roubando um beijo. — Foi por essas e tantas que eu quis me casar com você.

— Eu sei que você adora o palhaço aqui. — Agarrou-lhe o quadril.

— Sabe o que eu estou pensando? — Acariciou o rosto de Emmet, sorrindo.

— Fala.

— É tão bom pensar que daqui em diante vou te chamar de marido... Imagina só, eu te apresentando pra alguém, dizendo “esse é o meu marido”.

— Isso é tão fofo, Mikey. — Tocou seu queixo. — E sabe no que eu estou pensando?

— O quê?

— Em tirar sua roupa todinha. — Soltou uma risada.

— É só pedir... — Michael desceu suas mãos, desabotoando o terno que usava.

Emmet também desabotoou e tirou seu paletó; logo ambos abriam os botões da camisa um do outro, deslizando o tecido para baixo, revelando suas peles. As gravatas foram jogadas ao chão, assim como os cintos de suas calças.

Michael foi empurrado pelo mais alto, caindo na cama e vendo o marido engatinhar por cima de seu corpo. Emmet deitou-se sobre ele e mordeu seu lábio, sugando-o, enquanto acariciava o abdômen levemente definido abaixo de si.

Com os próprios pés, empurraram os sapatos para fora de seus calcanhares, arrancando-os e assim partindo abrir o zíper de suas calças, abaixando-as e as jogando ao chão.

— Você já está nesse ponto... — Emmet comentou, esfregando a mão no volume da roupa íntima de Michael.

— E você não está muito para trás. — Dobrou a perna, esfregando o joelho na mesma região, em Emmet.

Michael passeava com suas mãos pelas costas do marido, parando ao chegar no elástico de sua cueca. Brincou com o tecido, antes de descê-lo pelas pernas torneadas de Emmet. E ao ver o membro que saltou de sua roupa íntima, mordeu o lábio, querendo instantaneamente prová-lo.

A única peça que havia sobrado era a de Michael, que ao deslizá-la pelos seus pés, puxou o corpo do marido para colar-se ao seu, levando seu braço para atrás de sua nuca e o aproximando para um beijo.

As bocas salivavam conforme aprofundavam o beijo, sugando e mordiscando as línguas um do outro, que deslizavam atrevidamente, explorando cada canto com movimentos obscenos. Suas intimidades se roçavam, enquanto as mãos emaranhavam-se em seus cabelos e os lábios se desgrudavam por poucos segundos, antes de retornarem ao beijo.

— Eu quero você, Mikey... — Emmet murmurou.

— Nós nem começamos, apressadinho.

Michael observou Emmet levantar uma das pernas, virando o seu corpo e assim, ainda estando sobre ele, porém na posição contrária, abaixou-se até o membro do marido e o colocou em sua boca.

— Ah, Emm... — Chamou-o gemendo, apertando os olhos.

— O que foi? — Perguntou, após deixar um rastro de saliva por toda a extensão de seu pênis.

— Vai com calma.

Assim que abriu os olhos, deparou-se com a visão dos sonhos: a bunda musculosa e arrebitada do marido, enquanto ele continuava a tomar o seu membro, sugando-o. Michael aproveitou para puxar o traseiro de Emmet para si e sem pensar duas vezes, sua boca tomou os testículos, contornando-os com a língua, sentindo a pele macia da região, sem nenhum pelo.

Sentiu o corpo de Emmet retrair com os seus carinhos, tornando a provocá-lo, lambendo da base até a cabeça de seu membro, colocando-o por fim, inteiro em sua boca. Chupou-o com sede, luxúria, cada gota pegajosa que sentia em escorrer em sua boca quando o espremia com os lábios, era tentador, tão viciante quanto mel.

A cada centímetro que sugava, o prazer era retribuído pelo marido, que também o tragava com vontade, em um ciclo de gemidos, grunhidos, todo o sentimento que era passado de um ao outro.

Michael achava golpe baixo quando Emmet mostrava sua habilidade com o famoso movimento chamado garganta profunda, o marido arrancava sons escandalosos de sua boca, escorregando seu pênis por sua goela abaixo, enquanto se esforçava para não se contorcer.

Emmet interrompeu o boquete e ainda na mesma pose, levou as mãos para o próprio traseiro, abrindo as duas bandas que escondiam seu orifício rosado, assim abaixando-se ainda mais, praticamente sentando sobre o rosto de Michael, que simplesmente enlouquecia quando ele fazia aquilo.

Seu ânus latejava, “piscava” e agora era tocado pela língua maliciosa do marido, que contornava-o, rodeando a região com desejo, mal vendo a hora de tomar o canal tão apertado para si.

Emmet, antes curvado, agora sentava totalmente no rosto de Michael, tomando o próprio pênis com uma das mãos, começando a bombeá-lo, enquanto era carinhosamente tocado em sua região mais escondida.

Mesmo Michael não tendo mais o membro sugado pelo marido, não sabia descrever o tamanho do prazer que sentia ao ouvir os gemidos de Emmet aumentando, enquanto rebolava em seu rosto, masturbando-se. Não sabia se continuava a rodeá-lo com sua língua, se chupava seus testículos, então intercalava ambos os movimentos, com pressa.

Estimulando-se cada vez mais devagar, Emmet desacelerava e parecia retomar o fôlego, libertando o rosto do marido.

— Eu quero você, Mikey... — Grunhiu, deitando-se ao lado de Michael.

— Eu também, estou impaciente. — Mordeu o lábio, logo levantando-se.

— Onde você vai? — Levantou da cama, seguindo-o.

— Pegar a mala que trouxemos mais cedo, coloquei o lubrificante nela.

Emmet observou-o agachar-se e assim retirar de um dos bolsos da bagagem, o tubo que já conhecia muito bem. No mesmo momento, olhou para a janela do quarto, tendo uma ideia.

— O que foi? — Michael perguntou-o.

— Eu quero aqui. — Apoiou-se no beiral da janela, arrebitando o quadril.

— Você é maluco, mesmo. — Riu, aproximando-se dele.

— Olha essa vista, as luzes da cidade, nenhum movimento ou barulho por ser essa hora da madrugada...

— Tem certeza? — Colou o seu corpo ao do marido, esfregando seu membro entre as duas partes carnudas.

— Toda. — Olhou por trás do ombro, dando uma leve rebolada, com um sorriso sugestivo.

Michael retribuiu o sorriso, dando um tapa naquela região, recebendo um riso baixo do marido. Assim, logo tratou de retirar a tampa do lubrificante, colocando uma boa quantia em seus dedos indicador e médio.

Emmet sentiu o toque gelado em seu ânus, sendo penetrado pelos dedos do marido, que fez poucos movimentos, antes de finalmente espalhar o lubrificante em seu próprio pênis, já que estava impaciente.

Tendo uma das pernas colocadas para o alto, Emmet segurou com força na madeira da janela, que estava aberta, e gemeu, sentindo o membro de Michael adentrá-lo vagarosamente.

— Valeu a pena a abstinência, Mikey? — Perguntou, grunhindo.

— Ah, com toda certeza... — Penetrou-o mais uma vez, sentindo o canal se contrair. — Essas duas últimas semanas sem sexo foram terríveis, mas só me deixaram com mais vontade de ter você.

Emmet gritou quando o marido levantou ainda mais a sua perna esquerda, para penetrá-lo com ansiedade, acelerando o baque dos corpos, puxando seu quadril contra o seu pênis. Assim segurou-se ainda mais na madeira, mordendo o lábio, tentando conter os gemidos.

Michael se deliciava com a vista do corpo de Emmet, que provavelmente nem imaginava o quanto seu corpo naquela posição o excitava; logo levou os olhos para a região apertada que sugava o seu membro para dentro, notando um arrepio lhe percorrer somente ao ver a cabeça de seu pênis ser engolida pelo canal.

Emmet gemeu manhoso, enlouquecendo mais uma vez o marido, que segurava seu quadril com uma das mãos e com a outra, a coxa da perna esquerda. Michael desacelerava, aproveitando assim para sair quase que totalmente, para novamente o penetrar, sentindo cada centímetro, deliciando-se das contrações involuntárias do canal.

— Isso é o máximo que você consegue? Já se cansou? — Emmet provocou-o.

Michael aceitou o desafio e o marido sentiu o corpo ir para a frente, em um movimento brusco, Emmet teve que se segurar no beiral para não chacoalhar tanto, enquanto era fodido com rapidez, com força.

— É disso que eu tô falando... — Olhou rapidamente para trás, deixando o marido maluco ao ver sua expressão maliciosa.

Gemeu sem medo de que os vizinhos do quarto ao lado pudessem escutar, sua cabeça ia quase para fora da janela, sentindo o vento gelado tocar sua pele quente e suada, enquanto Michael metia com toda sua vontade.

Seus gritos escandalosos encobriam os suspiros e gemidos tímidos do marido, que se controlava para não se desmanchar dentro dele tão rápido. Emmet semicerrava os olhos, mesmo que não estivesse se estimulando com as mãos, estava sendo consumido pelo prazer.

— Vem, Emm, vamos pra cama agora. — Retirou-se de dentro dele, o puxando carinhosamente.

Cambalearam em meio a beijos até se encostarem ao colchão, caindo um por cima do outro, relaxando os músculos por finalmente estarem em um local confortável.

— Como quer agora? — Michael perguntou.

Emmet deu um sorriso e sem dizer qual pose queria, aproveitou que estava por cima para lhe mostrar; abriu as pernas e recebeu mais uma vez o membro do marido, sentando-se, deixando mais um gemido longo escapar de seus lábios.

Michael jogou a cabeça para trás, adorava quando Emmet cavalgava em seu colo, pois sabia que ele sempre tomava controle da situação. Assim agarrou as duas partes carnudas detrás do corpo musculoso do marido, acompanhando seus movimentos, grunhindo a cada baque de corpos.

Emmet rebolou sobre o pênis de Michael, mostrando que sabia tudo que o levava ao êxtase, principalmente por ser notável na expressão do marido, que murmurava palavrões baixinhos, apertava os lábios, suspirava.

A cabeceira sacudia contra a parede, por conta dos movimentos de Emmet, que se aceleravam aos poucos. Começou também a bombear o próprio membro, se deliciando da expressão do marido abaixo de si, notando também o seu corpo se contorcer.

O traseiro de Emmet era agarrado com ainda mais força pelas mãos de Michael, que o trazia contra o seu pênis, fodendo-o com urgência. Apreciando do mais gostoso impacto, sentia seu corpo estremecer a cada vez que ouvia um gemido agudo escapar dos lábios de Emmet, como gritos manhosos.

— Ah, Mikey. — Murmurou, desacelerando, tornando a rebolar vagarosamente.

— Fala, Emm. — Abriu os olhos, vendo a expressão obscena no rosto do marido.

— Eu não quero gozar tão rápido... — Mordeu o lábio, jogando as mãos para trás, soltando seu membro e agarrando as coxas de Michael.

— Então faz assim, faz, bem devagar.

— Assim? — Continuou os movimentos lentos.

— Isso. — Grunhiu, vendo o pênis de Emmet apontar em sua direção, subindo e descendo juntamente aos movimentos. — Tá gostoso?

— Demais. — Soltou um palavrão baixinho, ainda sentindo o membro do marido dentro de si.

— Quando quiser gozar me fala. — Jogou a cabeça para trás, tentando controlar mais uma vez a vontade de se libertar dentro do canal estreito do marido.

— Acho que não vai demorar muito. — Parou o que fazia. — Mas eu não quero conseguir nessa posição.

— Como você quer?

Emmet levantou-se, sentindo o pênis de Michael escorregar, para assim apoiar os cotovelos na cama, ficando de barriga para baixo, ajoelhando-se.

— Quer que eu te foda de quatro?

— Aham.

— Seu pedido é uma ordem. — Riu baixinho, logo se posicionando no meio de suas pernas, abrindo-as um pouco mais.

Foi para frente em um impulso, gemendo mais alto ao sentir o membro do marido o adentrar vagarosamente, os calafrios que sentia nessa posição eram sempre terrivelmente gostosos, absurdamente viciantes.

Emmet gritou ao ter o quadril agarrado por ele, então abaixou-se, agarrando um travesseiro tentando conter os gemidos. Sabia que dali em diante Michael iria com força e era isso que queria; precisou morder a fronha para se controlar, já que o marido o penetrava freneticamente, deixando-o louco de excitação.

— Me bate. — Emmet ordenou, levando uma das mãos até seu traseiro, indicando o que queria.

— Assim? — Depositou a palma de sua mão com força, na região carnuda.

— De novo!

— Safado... — Murmurou, desferindo outro tapa, em seguida puxando-lhe o quadril contra seu corpo.

Enterrou a cabeça no travesseiro mais uma vez, gemendo alto, o tecido da fronha já estava molhado pela saliva que escorria pelo canto de seus lábios, de excitação.

— Eu vou... Eu tô quase, Emm! — Michael gemeu, mal precisando completar a frase para Emmet saber ao que ele se referia.

Quando levou as mãos ao próprio membro para estimular-se, percebeu o corpo do marido estremecer, aumentando ainda mais o ritmo, libertando grunhidos e gritos que denunciavam que seu orgasmo se aproximava.

— Vem, amor. — Michael parou o que fazia, puxando-o para se deitar ao seu lado com pressa.

Se posicionou por trás de Emmet, levantando uma de suas pernas para o alto, assim ambos ficaram com o corpo de lado. Encontrou novamente o pequeno botão rosado, assim penetrando-o, unindo seus corpos impacientemente.

Erguia a perna do marido ainda mais, fodia-o com vontade, abraçando-o pelas costas, gemendo, enquanto mordiscava sua orelha. Seus gemidos aumentavam, a vontade de se desmanchar dentro dele somente aumentava.

Acelerava, xingava baixinho, logo grunhindo enquanto Emmet sentia-se preenchido aos poucos, assim arfando, recuperando o fôlego, sem saber que seus suspiros quentes causavam arrepios ao tocarem as costas suadas do marido.

— Isso foi... — Michael falou, ofegante, soltando a perna de Emmet. — Maravilhoso.

— Você me deixou realmente cansado. — Virou o rosto para trás, recebendo um selinho.

— Mas ainda falta você, Emm...

— O quê? — Emmet indagou, virando o corpo totalmente, exibindo o abdômen coberto de sêmen.

— Quando você conseguiu?

— Junto com você. — Riu travesso. — Uma proeza, né? Ainda mais porque não usei as mãos...

— Você gozou sem as mãos?

— Aham! — Mostrou as palmas limpas.

— Só você, Emmet. — Riu baixinho, puxando o marido para outro beijo.

...♕...

Em um domingo, Christopher recebia os convidados em casa, seu namorado havia chegado, acompanhado de sua mãe, irmão, sua prima Elizabeth e sua namorada, Susannah. Avalon havia chegado com antecedência e vigiava o sono da filha, enquanto o marido conversava com os sogros.

Theodore deu um beijo rápido em Chris e entrou, enquanto o namorado cumprimentava-os, logo os guiando até a sala onde todos estavam reunidos.

— Alba! — Dulce levantou-se do sofá e caminhou até a mulher, que segurava William.

— Como você está? — A promotora retribuiu a recepção.

— Estou ótima! E esse bebezinho lindo?

— O Will está bonzinho hoje, quer segurá-lo?

— Eu gostaria. — Deu um sorriso meigo, recebendo o pequeno nos braços.

Avalon se aproximou, dando um beijo na bochecha de Alba e também derretendo-se de amores ao olhar para o pequeno. Susannah e Elizabeth juntaram-se em uma poltrona, enquanto Christopher ocupava-se em preparar mais suco para os convidados.

Edgar e Greg conversavam em um canto da sala, Chloe dormia, as mulheres se juntavam em torno do pequeno William, as meninas conversavam entre si e Theodore caminhava até a cozinha, seguindo o namorado.

— Quer ajuda?

— Não precisa, Theo. — Respondeu, ao chegarem na cozinha.

— Eu vou ficar por aqui mesmo assim. — Riu, abraçando-o pelas costas enquanto Chris pegava o liquidificador. — Só pra ficar um tempinho a mais com você, as aulas tão me matando.

— A faculdade mal começou. — Virou-se, agarrando o garoto pelo quadril. — Já tá desanimado?

— É que é tão ruim te ver só nos fins de semana...

— Com isso eu devo concordar. — Beijou-o na testa.

— Você também está trabalhando bastante, isso acabou afastando a gente um pouco, então tenho que aproveitar pra ficar com você enquanto eu posso.

— Ao menos o meu expediente é no mesmo horário que suas aulas, imagina se nossos horários não batessem? Seria pior, não acha?

— Sim eu sei. — Suspirou. — Mas ainda assim é ruim te ver tão pouco...

— Eu sei, as coisas poderiam ser mais fáceis, tipo você morar aqui comigo. — Passou as mãos pelos cabelos negros de Theo, arrumando-os para trás.

— Olha, não é uma má ideia. — Sorriu. — Mas minha mãe não deixaria, principalmente com o Will tão pequeno e agora com a Su morando lá...

— Eu entendo, mas não custa nada perguntar, não é?

— É, você tem razão. — Respondeu, pensativo.

Christopher roubou os lábios de Theodore por alguns segundos e virou-se novamente para o balcão, colocando o liquidificador na tomada e pegando os morangos na geladeira.

— Pega o açúcar pra mim, amor? — Chris pediu.

O garoto caminhou até onde o namorado guardava os temperos e pegou o que ele pedia, lhe entregando.

— Ah, eu ia te perguntar antes, cadê a Dora?

— Tá no cercadinho dela, se não está latindo, é porque provavelmente dormiu. — Riu.

Theo observou Christopher terminar de picar os morangos e assim colocou um pouco de água, o açúcar e o gelo para bater.

— Você tá sério... — Chris perguntou, após desligar o liquidificador. — O que foi?

— Eu só estou pensativo, não é nada.

— Ou não é nada, ou é alguma coisa, não tem como ser as duas ao mesmo tempo, Theo. — Brincou, pegando uma peneira e passando o líquido da jarra por ela.

— Quis dizer que não é nada demais. — Ajudou-o a servir os copos.

— Tudo bem, se quiser me falar alguma coisa, estou aqui.

O garoto o seguiu de volta até a sala, enquanto o namorado levava os copos em uma bandeja, logo entregando a bebida aos convidados. E como a sala estava cheia, Christopher decidiu abrir a porta para o quintal, para os chamar para a área, onde cabiam todos.

Se decidiram e assim se retiraram da sala, tal movimentação despertou Dora, que não tardou em ficar alvoroçada com as pessoas, começando a latir desesperadamente.

— Oh, filha, não precisa ficar assim não. — Chris colocou as mãos para dentro do cercado, acariciando a pequena cadela, tentando acalmá-la.

— Ela deve ter se assustado. — Theodore deduziu.

— Nossa, aqui fora é lindo... — Alba aproximou-se do filho e do genro, ainda sem o William nos braços. — Aquele canteiro de rosas é daquela vez que você me disse que iam trabalhar no jardim?

— Sim. — O garoto respondeu, animado.

— É verdade, tem um tempinho, já. — Christopher olhou para o quintal. — O Theo me ajudou bastante.

— É mesmo? Nunca imaginei ver ele mexendo com terra, nem quando ele era criança gostava de se sujar... — A promotora sorriu com a lembrança.

— Ah, mudando de assunto... Posso te perguntar uma coisa, mãe?

— Pode, o que é? — Alba indagou, enquanto Chris olhava curioso para o namorado, também querendo saber qual seria a pergunta.

— Sabe eu... Eu posso vir morar aqui com o Christopher? Minhas coisas estão praticamente todas aqui e...

— Theo. — Ela interrompeu-o.

— Oi? — Entristeceu-se, já imaginando a resposta negativa.

— Oras, você tem que perguntar isso para o Chris, não para mim, já que é ele que terá que te aturar aqui todos os dias.

Os olhos de Theodore se iluminaram, assim o garoto virou-se para o namorado, que sorria.

— Você já sabe da resposta. — Christopher afirmou, recebendo um abraço instantâneo do garoto.

Notas finais
♕ Gente! Tem história nova na área! É yaoi e original também, aqui o link: https://fanfiction.com.br/historia/703790/Indigente Bom gente, finais são sempre tristes, mas conto com o apoio de vocês, quero saber o que vocês acharam de FOL (até mesmo você que nunca comentou, sim, você mesmo, não se sinta acanhado). E Fade Out Lines TERÁ CONTINUAÇÃO, para quem quiser saber mais sobre a data de lançamento, é só me mandar uma mensagem privada, tá bom? Vou adorar responder todos vocês, recomendações também são bem-vindas! Bom meus queridos, então é isso, vejo vocês em Indigente! ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!