Notas iniciais
Yo minna-san! :3 Como estão? Mais um capítulo pra vocês, boa leitura a todos!

Lucy POV

Acordei com Virgo abrindo as cortinas do meu quarto, e deixei-a fazendo seu trabalho enquanto ia tomar banho. Por sorte minha banheira estava cheia com espumas cor-de-rosa, e eu agradeci Virgo por tê-la enchido, eu estava precisando daquilo pois me sentia mais cansada que o normal.

Assim que entrei na banheira, relaxei por completo, e as lembranças do dia anterior apareceram sem avisos em minha mente. Eu coloquei minha mão sobre a minha boca. Natsu me beijou na noite passada. Meu coração começou a bater um pouco mais rápido. E ele tinha uma namorada. Eu tinha colocado um chifre, por menor que seja, em outra garota. Mas era a Lisanna. Dei um sorrisinho. Chifruda.

Saí o mais rápido do banho para ir para a aula, talvez os pensamentos do dia anterior sumissem conforme eu me ocupasse. Vesti meu uniforme e acabei tomando café sozinha, uma vez que meu pai estava fora da cidade ainda. Assim que saí pela portão de casa, vi um rosto familiar do outro lado da rua.

– Rogue? – perguntei-me, tentando enxergá-lo enquanto o mesmo empurrava uma moto para a rua. – Rogue! – chamei-o, atravessando a rua e parando ao seu lado. – O que faz aqui?

– Ah, Lucy. Eu moro aqui – respondeu, apontando para a casa branca cheia de janelas atrás dele.

– Seu... seu irmão não vai sair correndo e me atacar, vai? – perguntei, dando um passinho para trás e ele sorriu. Era a primeira vez que o vi sorrir.

– Na verdade não. Aqui é uma pensão, eu moro em um dos quartos aqui. Sting não quis sair da comodidade de nossa casa.

– Oh, eu nunca reparei nesse lugar antes... – falei. Era um lugar realmente grande, mas parecia ter surgido da noite pro dia.

– Quer uma carona? – perguntou, e eu pensei que era melhor do que ter que andar até o colégio.

– Acho que aceito – sorri, e ele me entregou um capacete.

– O que está esperando? Coloque o capacete e suba – ele falou, e eu hesitei. Ia bagunçar todo o meu cabelo. Suspirei e por fim coloquei a droga do capacete e subi na moto. Mais uma vez eu hesitei em me segurar nele, até que o mesmo ligou a moto. Com um pouco de medo, eu entrelacei meus braços nele e me segurei. Eu senti meu rosto esquentar um pouco, mas logo que a moto começou a se locomover, tudo voltou a normal. Na verdade, até que era uma ótima sensação.

Levy POV

Eu estava chegando ao portão do colégio com Natsu, Wendy e Romeo, quando ouvimos o barulho de uma moto, que estacionou não tão longe de onde estávamos. Por algum motivo, eu e Natsu ficamos parados olhando a moto, enquanto Wendy e Romeo, que conversavam entusiasmados, nem perceberam que paramos e continuaram andando.

Eu juro que pagaria para ver a cara que Natsu estava fazendo naquele momento. Eu realmente pagaria, estava adorando aquilo. Esses dois ainda vão me matar com esse jeito deles. A expressão de Natsu tinha um pouco de tudo ao ver Lucy tirando o capacete enquanto sorria e conversava com Rogue. Era uma mescla de raiva, indignação, arrependimento (vai saber do que) e claro, ciúmes. Claro que eu queria botar mais lenha na fogueira e ver o circo pegando fogo, então:

– Lu-chan, Rogue-kun, bom dia! – gritei bem alto, sorrindo e acenando. Lucy sorriu e acenou de volta, e Rogue apenas fez um sinal com a cabeça. Eles andaram juntos até nós, bem perto um do outro. Deus, como eu estava me divertindo com aquela situação. Natsu estava se mordendo de ciúmes, mas não demonstrava nem um pouco.

– Bom dia Levy-chan – Lucy falou, sorrindo, e o melhor de tudo foi ela ter ignorado Natsu.

– Eu já vou indo para a sala Lucy, vou encontrar meu irmão – Rogue falou, e Lucy assentiu.

– Ok, obrigada pela carona — Lucy sorriu docemente para Rogue. Eu nunca tinha visto aquela expressão que ambos fizeram. Aquela loirinha. Ela parecia querer fazer ciúmes no Natsu. Bom, se era isso, ela tinha conseguido.

– Não há de quê, quando precisar é só pedir – falou, passando pelo portão do colégio. Sorri satisfatoriamente para Natsu, que revirou os olhos e saiu andando. Puxei Lucy junto para irmos logo atrás dele.

– Então, Lu-chan – comecei. – O que está havendo entre você e o Rogue, hein? – perguntei, e ela corou.

– O que você quer dizer, Levy-chan? – ela perguntou, sorrindo sem jeito. – Nós nos encontramos e ele me deu uma carona, só isso – ah, Lucy, você podia ter respondido de outro jeito.

– Que sorte a sua – falei, e ela me olhou, confusa.

– Sorte? – perguntou, e eu assenti.

– Mas é claro. E eu não sabia que você gostava desse tipo de cara, minha amiga, quem diria hein.

– Do que você está falando, Levy-chan?

– Ele deve ser bem gentil, não é? Afinal, ele até te deu uma carona para não chegar atrasada.

– Ah, sim, ele me parece ser uma ótima pessoa – Lucy sorriu com aquele jeitinho dela.

– Hm, e ele até que é bonito, não acha? – perguntei, rindo, e Lucy corou completamente. Natsu revirou os olhos. Ele provavelmente sabia o que eu estava tentando fazer, mas ainda assim parecia querer ouvir a resposta.

– Ah – ela conseguiu corar um pouco mais quando chegamos à sala e Rogue conversava com Gray e Gajeel na frente da sala. Ela olhou melhor para o mesmo, e depois sorriu envergonhada. – Ele... é sim – respondeu e entrou na sala, cumprimentando todos.

– Sabe, eu acho que você vai acabar perdendo a Lu-chan para outro se não fizer nada – falei, com aquele meu sorriso de sempre quando Natsu e Lucy estavam envolvidos na situação.

– Não se preocupe, eu tenho tudo sobre controle – ele sussurrou em meu ouvido. Ele estava confiante demais, o que será que tinha acontecido? – Não enche, Levy – ele falou, um tanto alto, e atravessou à minha frente, indo para o seu lugar. Eu estava pasma. Quanta confiança ele tinha quanto à Lucy? E como ele tinha toda essa confiança para dizer algo como “eu tenho tudo sobre controle”, como se ele soubesse como a Lucy se sentia? Idiota. Seja o que for, eu vou descobrir. Da maneira fácil ou da difícil.

Erza POV

Estava tudo parecendo normal durante a aula, apesar da tensão que pairava no ar enquanto Makarov, nosso professor, dava uma avaliação de inglês. Mas acho que ninguém estava fazendo pra valer. Por que eu acho isso? Bom, Levy já tinha acabado, então ela estava lendo. Gajeel dormia em cima da prova. Lucy estava boiando enquanto olhava pela janela. Juvia parecia à beira de um ataque de choro, já que Gray ficava fitando a coitada, que ainda morria de amores pelo “Gray-sama” apesar de namorar Lyon.

Eu ouvi Cana falar para Sting “Eu acho que vou hoje a noite ao Ferris beber”, e o mesmo perguntou se podia ir junto, o que fez Cana ficar com os olhos brilhando. Natsu, por algum motivo, não parou um minuto de fuzilar Rogue com o olhar, mas esse nem parecia se incomodar. Jellal, que era o que mais levava os estudos a sério ali, ainda fazia a prova. Ah, Jellal...

Eu estava quase dormindo olhando pela janela como Lucy fazia, quando eu a vi pegando o celular e lendo atentamente uma mensagem. Então ela digitou alguma coisa e enviou, olhando logo em seguida para Rogue, que abriu o celular e sorriu, respondendo alguma coisa. Natsu parecia à beira de um ataque de nervos, faltava pouco para ele jogar a mesa dele em cima de Rogue. Agora tudo fazia sentido. Natsu estava com ciúmes.

– Levy – cutuquei Levy, que sentava à minha frente. Ela se virou, curiosa e um tanto irritada, provavelmente porque eu interrompi sua leitura. – Olha a cara do Natsu – falei, e ela fitou o primo. Nós quase começamos a rir. Era quase como se desse para ver o fogo queimando em sua cabeça, enquanto Lucy e Rogue trocavam mensagens e olhares indiscretos.

– Eu sabia que ele tinha ciúmes dela – Levy falou. – Sabe, quando eu falei pra ele que ele perderia a Lucy para o Rogue, ele falou que tinha tudo sobre controle. E ele parecia totalmente confiante – e ela parecia preocupada. – O que você acha Erza? Será que aconteceu algo entre os dois? – perguntou, e eu dei de ombros.

– Natsu ficou meio atordoado ontem à noite depois que Lucy fez aquilo, lembra? – perguntei, e Levy assentiu. – E depois de um tempo que ela sumiu, ele foi atrás. E ninguém ouviu o que ela sussurrou no ouvido dele também.

– Será que os dois teriam...? – Levy fitou Natsu e Lucy, que sentavam um do lado do outro. – Se for parar pra pensar, ninguém mais viu os dois aquela noite. Mas a Lucy veio para o colégio com o Rogue.

– E o que tem? – perguntei, e então entendi. Se eles tivessem mesmo ficado juntos noite passada, Lucy provavelmente viria com Levy e Natsu para o colégio, e não com Rogue. – Certo. Mas ainda pode ter acontecido alguma coisa.

– Como o quê, por exemplo? – Levy perguntou, e eu comecei a minha teoria.

Teoria da Erza ON

Lucy provoca Natsu como sempre, mas agora de uma maneira diferente, que faz o garoto ficar atordoado o suficiente para ficar em estado de choque. A loira sobe as escadas, indo para o quarto de hóspedes, com a raiva pulsando em sua cabeça e em seu corpo, e se joga na cama.

– Eu te odeio Natsu! – ela grita. Mal sabia ela que Natsu estava com a mão na maçaneta para abrir a porta. O garoto hesitou, mas então abriu a porta. Lucy abre de leve os olhos, e vê Natsu em seu quarto. – Vá embora algodão doce! – ela grita, mas ele continua ali parado. – Já falei para sair daqui – ela joga uma almofada, e ele desvia com facilidade.

– Lucy, o que você fez não foi certo – ele fala, indo em direção à loira. – Desse jeito eu vou ter que te punir.

– Como é que é? – ela pergunta, encolhendo-se conforme o garoto se aproximava.

– Você ouviu muito bem – antes que Lucy pudesse reagir, ela já estava deitada na cama com Natsu por cima dela, e a mesma tenta afastá-lo. – Você não vai conseguir nada sendo agressiva desse jeito.

Ele passa a mão pelo rosto da garota, e desce a mão por todo o corpo dela até chegar a sua cintura. Natsu, que já não conseguia mais se controlar pelo desejo de ter Lucy só para ele, assim como um vampiro não consegue se controlar a sugar o sangue de sua vítima, começa a distribuir beijos pelo seu pescoço.

– N-Natsu – Lucy chama, mas ele a ignora. – V-Você tem namorada, Natsu. Você faria mesmo algo assim? – os olhos da garota estavam marejados de lágrimas, e algumas começavam a escorrer. O garoto suspira, e limpa suas lágrimas.

– Eu não me importo com a Lisanna – ele sussurra em seu ouvido. – A única pela qual eu tenho desejo é você, Luce. Você é a única que eu sempre quis ter ao meu lado, a única que eu sempre quis beijar, a única que eu amo. Não pense naquela garota agora, depois daremos um jeito meu amor.

– Eu não tenho tanta certeza – Lucy fala, quando ele começa a beijar seu pescoço novamente.

– Você não confia em mim mais? Você sempre confiou em mim – a garota não sabia o que responder. Claro que ela confiava nele, só não acreditava que tudo fosse ficar bem depois daquela noite.

– Eu confio em você, Natsu. Eu te amo – e os dois começam a se beijar apaixonadamente. Como um beijo leva a outro, e outro leva muitos beijos, os dois...

Teoria da Erza OFF

– Chega, Erza, eu já sei que você gosta de Hentai – Levy falou, tirando-me dos meus pensamentos. – Na minha opinião ela nem mesmo dormiu em casa.

– Então faça melhor – lancei o desafio, e Levy começou a pensar.

– Eu acho que foi mais ou menos assim...

Teoria da Levy ON

– Você é o maior idiota de todos – e corre para o quarto de hóspedes, onde dormira noite passada. Estava com os nervos à flor da pele. Ela gostava de Natsu, mas não queria admitir, assim como Natsu gostava de Lucy. Mas os dois diziam que se odiavam para tentar esquecer aqueles sentimentos que só levariam os dois a sofrer mais e mais.

Lucy procura pelo seu uniforme com um único pensamento em mente: “Eu devo ir embora daqui, tenho que voltar para casa”, mas sem sucesso. Não o achava em lugar nenhum, visto que Saeko teria o levado para a lavanderia da casa. Em um canto do quarto, algumas sacolas com roupas esperavam que alguém as abrisse.

A loira não se segurou. Não podia sair pela rua a essas horas da noite com uma roupa que mal cabia em seu corpo. As roupas que ali estavam serviram em seu corpo assim como o sapatinho de cristal serviu em Cinderela. Saiu do quarto e seguiu pelo longo corredor com uma escadaria, que a levaria até o hall da casa.

Sem fazer barulho, ela caminhou até a escadaria, mas uma mão a segurara repentinamente. Ela se virou, surpresa, por ver Natsu ali. O garoto ainda estava atordoado pelas ações e palavras que sussurrara em seu ouvido.

– N-Natsu? O que pensa que está fazendo? – ela perguntou, indignada, tentando em vão se soltar.

– Luce, eu não aguento mais tudo isso – ele falou, com uma expressão de dor e sofrimento.

– Natsu? – ela murmurou, aproximando-se do mesmo. O corredor estava todo escuro, mas graças à luz do luar, era possível ver uma parte do rosto de Natsu. Ela colocou sua mão sobre o rosto do garoto, que se arrepiou com o toque da loira. – Natsu – Lucy já não sabia mais o que dizer. Natsu jamais ficaria assim em sua frente, aquilo seria motivo de piada para sempre. Isso se não fosse verdade.

– Luce, eu não aguento mais ficar longe de você – e a puxou para um abraço protetor que envolveu a loira. Os dois trocaram olhares. Já não aguentavam esse espaço irritante que havia entre suas bocas.

– Mas Natsu, você tem uma namorada – aquilo doía na loira. Amava tanto um garoto comprometido com uma garota ciumenta que nunca o deixava de lado. Natsu balançou a cabeça.

– Eu nunca gostei dela como gosto de você, Luce – e no silêncio e escuridão da noite, lá no topo da escadaria, os dois selaram seu amor com um beijo apaixonado com o qual todas as garotas sempre sonham.

Teoria da Levy OFF

– ...e foi isso que aconteceu – Levy terminou, com os olhos brilhando.

– Fala sério, a minha teoria é muito mais realística que a sua – falei, e ela cruzou os braços.

– Eu duvido muito que eles tenham se comido no quarto de hóspedes, Erza – teimou, e eu dei de ombros.

– E qual é a da analogia das roupas com o sapato da Cinderela? – perguntei, e ela revirou os olhos.

– Foi melhor do que a sua analogia do desejo dele por ela como o desejo de um vampiro por sangue – falou, e nós suspiramos.

– Que tal uma terceira opinião? – eu perguntei, e ela assentiu. Gajeel, que estava dormindo pacificamente, recebeu um estojo na cara e acabou acordando.

– Quem que jogou essa...? – e então viu Levy sorrindo para ele. – Ah tampinha, o que foi?

– Queremos a sua opinião para uma coisa – ela começou a explicar. – Lembra que ontem o Natsu e a Lucy sumiram? – ele assentiu, ouvindo atentamente. – Nós criamos duas teorias sobre o que pode ter acontecido, nós queremos que você diga qual parece ser mais real.

– Certo, manda aí – concordou, e Levy contou primeiro a dela, e depois eu contei a minha. Ele ficou em silêncio o tempo todo em que falamos.

– Então, qual você acha? – Levy perguntou, enquanto eu limpava o sangue que começara a sair do meu nariz com meus pensamentos nada puros.

– Eu acho que... conhecendo o Natsu como eu conheço, a da Erza é a mais provável – respondeu, e eu sorri vitoriosa. – Mas eu não acho que isso tenha realmente acontecido ontem, então eu vou na teoria da baixinha – e foi a vez dela de sorrir vitoriosa.

– Nós temos que saber a verdade – falei, e Gray chegou perto da gente. Makarov já havia nos liberado da prova, mas ainda não podíamos sair da sala. Rogue e Lucy agora conversavam cara a cara, e Natsu parecia querer dar um chute em alguém.

– Verdade sobre o quê? – então eu expliquei tudo para o meu primo. Ele se dispôs a ouvir nossas teorias, e então pensou um pouco sobre o que ia responder enquanto olhava para o triângulo amoroso no outro canto da sala.

– Eu diria que conhecendo o Natsu, a da Erza poderia ter acontecido – ele falou, mas antes que eu pudesse sequer me sentir vitoriosa, ele continuou: — mas se por algum acaso ele e Lucy tivessem dormido juntos, ele não estaria com a cara que está agora.

– Eu não tinha pensado nisso – falei, olhando para a cara de Natsu.

– Então – Gray continuou, ignorando-me — eu diria que a da Levy pode ter realmente acontecido.

– Eu falei – Levy sorriu vitoriosa, e depois nós quatro começamos a rir. O sinal ainda não havia batido, mas a sala estava quase vazia. Lucy e Rogue tinham desaparecido, e Natsu, com seu mau-humor do cão, estava saindo da sala, não sem antes nos dar aquela encarada.

– Ciuminho – nós quatro dissemos em uníssono e começamos a rir de novo.

Notas finais
Como eu sempre digo, quaisquer erros de português e etc acabaram por passar despercebidos nas minhas revisões, e quaisquer sugestões mandem mensagem privada. Até o próximo minna-san! ^-^