FT High School: Where All Began
1 Primeiro Dia de Aula
Notas iniciais
Sim, eu retornei e decidi que minha volta deveria ser triunfal, então estou postando tudo novamente. Por razões próprias eu decidi reescrever e melhorar a fic, e aqui está o resultado. Àqueles que me seguem desde o início, vocês foram minha inspiração para melhorar a fanfic da minha vida, é por vocês que eu volto a postar e pretendo não parar mais, então, a nova versão da minha fanfic é para vocês, e eu espero que todos gostem!
Boa leitura a todos!
POV Lucy
Abri os olhos lentamente assim que o despertador começou a tocar em cima do meu criado mudo e o desliguei. Eram 8:00 da manhã. Não tão longe do mesmo havia um calendário pregado à parede, onde um círculo feito com caneta vermelha marcava o dia 7 de agosto, o primeiro dia de aula. Suspirei. Minha cabeça doía o suficiente para eu querer ficar deitada olhando para o teto durante todo o dia.
Noite passada eu e meus amigos de infância, com os quais eu estudo até hoje, juntamo-nos para uma festa de final de férias. Eu sei, quem raios comemora o final de férias? Mas nós temos o costume de comemorar qualquer coisa, até mesmo se uma lâmpada queimar e nós gostarmos disso, bem, terá uma festa. Mas meus amigos são assim mesmo, desde sempre.
- Filhinha! – a porta foi aberta rudemente e um homem loiro com a barba por fazer, um pijama listrado e um roupão por cima apareceu sorrindo. Como meu pai conseguia ser tão animado logo pela manhã numa segunda-feira? Na verdade, minha mãe também era assim quando viva. Talvez eu seja adotada. – Que cara é essa? Vamos levantar e comemorar, você finalmente está no terceiro e último ano do colegial, você estava esperando por cima há eras! – falou, tirando o cobertor de cima de mim quando eu me encolhi na cama. Não eram só meus amigos que curtiam comemorar qualquer coisa.
- Eu não estou muito a fim de comemorar que as aulas voltaram, papai – falei, e ele impediu que eu me enfiasse debaixo do cobertor novamente.
- Como foi a festa ontem? – perguntou, sentando-se na cama. Por sorte ele não estava acordado para ver o estado que eu estava quando cheguei.
- Normal, como sempre. Sabe como o povo é animado – respondi, e ele riu.
- Sei mesmo – falou, colocando-se de pé e Virgo, a empregada, entrou no quarto.
- Sr Heartfilia, Hime-sama – ela se inclinou levemente.
- Virgo, esta uma ótima manhã para sair de casa e ir para a aula, não acha? – meu pai perguntou, e ela assentiu.
- Concordo plenamente Sr, devo colocar o plano B em prática? – perguntou, abrindo as cortinas para a luz do dia entrar no quarto, e eu rapidamente me levantei.
- Não apelem para o plano B, já estou de pé – falei, indo para o banheiro para tomar um banheiro. Afastei com o pé as roupas da noite passada que por algum motivo ainda estavam ensopadas e entrei no chuveiro. Assim como as roupas molhadas, minha raiva não diminuíra. E o motivo da minha raiva? Natsu Dragneel e sua namoradinha irritante, Lisanna Strauss. Não sei o que essa biscate tem comigo, mas desde que eu a conheci ela parece querer fazer tudo para me ferrar. Mas noite passada não fui só eu que se ferrou.
Flashback ON
Devia ser por volta das onze da noite. Estávamos na casa dos Lockser, e eu estava com mais três amigas conversando em pé ao lado da piscina quando Lisanna começou a andar na nossa direção. Achei que ela ia comprar briga, mas ela passou no meio da nossa rodinha e caiu de repente. Natsu veio correndo pra ajudar a biscate, quer dizer, a namorada.
- Lis, você está bem? – perguntou, e ela fez cara de choro.
- Sim, sim – respondeu. – Eu sei que foi sem querer Lu, eu que sou muito desastrada mesmo – falou, e eu a fitei com cara de paisagem.
- Do que você está falando? – perguntei, e ela sorriu. Ela conseguia ter o mesmo sorriso da irmã, mas ainda assim, enquanto Mirajane era um anjo, Lisanna era um demônio na Terra.
- Você colocou o seu pé na minha frente, mas eu sei que você não fez por querer – começou aí. Natsu me olhou feio, e eu ainda estava tentando entender o que acontecera.
- Hã?
- Olha Heartfilia, tudo bem você não ir com a minha cara, mas derrubar minha namorada já é sacanagem – Natsu falou, apontando o dedo na minha cara.
- Não aponte para mim, Dragneel, sua namorada lesada é que caiu sozinha – falei, e antes que ele continuasse, Lisanna decidiu colocar mais lenha na fogueira.
- Tudo bem amor, não foi nada – falou, e tentou andar, mas fingiu estar com a perna doendo e gemeu de dor.
- Por que eu iria querer machucar a sua namorada? – perguntei para Natsu. – Eu não fiz nada, ela está te enganando, seu tapado.
- É verdade Natsu, não brigue com a Lu-chan, ela não fez nada pra Lisanna – Levy interviu. Ela era uma baixinha que se irritava fácil, era minha melhor amiga desde sempre e prima do Natsu, e ela sempre ficava do meu lado porque sabia tanto quanto todo mundo que Natsu era o maior tapado do grupo, que não se tocava do que estava acontecendo.
- Não entra no meio Levy, isso é entre eu e a Heartfilia – Natsu se aproximou de mim. Ele era mais alto de mim, mas pelo menos o salto me ajudou a ficar cara a cara com ele.
- Larga de ser trouxa, Dragneel, como você consegue ser tão cego?
- Eu sei que você não gosta nem de mim e nem da Lisanna, mas precisava derrubá-la na frente de todos? Isso tudo é ciúmes?
- Pra quê eu teria ciúmes de vocês dois? Uma biscate e seu cachorro que acha que ela é um anjo inofensivo. Tem como ter ciúmes disso?
- Escuta aqui, Heart...
- Não encoste um dedo na Blondie, Dragneel – Sting entrou no meio da briga, como sempre, afinal eu e Natsu vivíamos brigando e ele interferia na maioria das vezes.
- Sting, eu posso cuidar do Natsu Dragneel sozinha, não se preocupe, ele não me machucaria – falei. Eu sempre tive certeza disso, eu e Natsu crescemos juntos, e sei que ele só é assim por culpa da Lisanna.
- Cai fora Sting, você não deveria estar no meio de nenhuma das nossas brigas – Natsu falou, e eu virei meu copo que estava cheio até a boca nele, que me encarou furiosamente.
- Não me olhe assim, você sabe que eu não tenho medo de você Dragneel.
- Vadia – Lisanna se levantou como se não tivesse se machucado (não me diga) e me empurrou para cair na piscina. O minuto seguinte eu vi em câmera lenta. As meninas largando os copos para me segurar, e eu tentando me agarrar a algo que acabou sendo Natsu, mas ele perdeu o equílibrio, Lisanna tentou segurá-lo e... Quando emergi, olhei para o lado e vi Natsu furioso dentro da piscina, a namoradinha dele pedindo desculpas, e todos estavam rindo. Bem, eu não fiz nada além de rir da cara de Natsu nesse momento, ele não estava nem um pouco feliz.
Flashback OFF
Saí do banho e me enrolei na primeira toalha que achei, e não demorei pra vestir meu uniforme que estava em seu mais perfeito estado dobrado em cima da minha cama, que havia sido arrumada há pouco.
- Não demore Hime-sama, seu pai está lhe esperando na mesa do café da manhã para conversar – Virgo avisou, passando pelo meu quarto, e eu assenti. Eu tinha certeza que ele queria falar sobre eu me dedicar à escola para tomar seu lugar futuramente. Mas eu não tinha muita vontade de fazer o que meu pai fazia. Tudo o que eu queria era aprender a me virar sozinha em algum lugar por aí.
O relógio já marcava 8:40, e eu decidi usar isso como desculpa. Coloquei o primeiro par de sapatos que encontrei no meu closet e peguei minha bolsa. Desci as escadas correndo e passei pela cozinha para pegar duas torradas, e pedi pra avisarem meu pai que se eu não corresse chegaria atrasada. Saí de casa então e tomei o caminho do colégio o mais rápido possível, tentando ignorar minha dor de cabeça.
Levy POV
Acordei num salto assim que o despertador tocou, já preocupada com Lucy. Argh, aquela Lisvadia, quanto ódio eu tenho dela. Eu sempre tive esperanças que meu primo Natsu e Lucy ficassem juntos, e eles provavelmente estariam, mas aquela biscate apareceu e destruiu meu OTP. Eu lembro que eles costumavam gostar um do outro e nunca se desgrudavam, até Lisanna aparecer, e depois disso, eles nem se encaram de tanta raiva que sentem um do outro.
- Que cara é essa, Levy? – Wendy, minha irmã mais nova, entrou no quarto.
- Que cara, Wendy? – perguntei, ignorando meus pensamentos, e ela cruzou os braços.
- Você estava fazendo caretas de ódio pro espelho, pensa que eu não vi? Aconteceu alguma coisa ontem? – Wendy e Lucy eram as duas pessoas que mais me entendiam no planeta inteiro, e as duas me conheciam como ninguém. Mesmo que minha irmã fosse dois anos mais nova que eu, ela sabia de tudo que acontecia com todos, então decidi contar tudo da noite passada.
- E foi isso. Lu-chan deve estar com ódio até agora – falei, e Wendy assentiu.
- Natsu é muito tapado mesmo, ele nunca vai perceber quem a Lisanna realmente é...
- Acho que algum dia eu vou ter que dar um empurrão pra isso acontecer... – comentei, e nós descemos para tomar café da manhã. A desvantagem de onde nós morávamos era só uma: nosso pai era piloto de avião e nossa mãe era comissária de bordo, então nós nunca os víamos, e acabamos indo morar com nossos tios, os pais de Natsu.
- Bom dia – dissemos em uníssono, juntando-nos à mesa. Natsu apareceu logo depois, espirrando.
- Está gripado filho? – minha tia, Saeko Dragneel, perguntou preocupada. Ela era uma mãe coruja pior do que o pai de Lucy com a filha.
- Não é nada não mãe, eu já vou indo – ele falou, indo em direção à porta.
- Nós já vamos indo também – falei, apressando Wendy, e corremos atrás de Natsu, Saeko logo atrás de nós.
- Bom primeiro dia de aula pra vocês, crianças! – ela acenou, e uma loirinha com cara de acabada apareceu subindo a rua. – Bom primeiro dia de aula pra você também, Lu-chan! – Saeko gritou, e Lucy sorriu, acenando de volta.
- Bom dia Levy-chan, Wendy-chan – falou sorrindente, ignorando Natsu, que deu de ombros e continuou andando.
- Lu-chan, olha! – Wendy deu uma voltinha, e Lucy riu.
- Caramba Wendy, você fica melhor que sua irmã com o uniforme do colegial – falou.
- Mancada isso aí – falei, e começamos a rir. Acabamos indo o caminho inteiro rindo de vez em quando, mas sem dizer muitas palavras, até que...
- Nat-kun, nós nos encontramos antes da aula começar, só pode ser o destino! – Lisanna falou, abraçando Natsu, mas ele desviou do beijo dela, o que me deu uma enorme vontade de rir, mas eu me segurei. Não demorou para que ela enxergasse Lucy e começasse a causar logo cedo. – Você não tem noção mesmo, não é? Jogou meu namorado na piscina ontem e ainda tem coragem de vir pro colégio com ele?
- Lisanna, fica na sua. Quem empurrou a Lucy pra dentro da piscina foi você e ela fez o que qualquer ser humano normal faria, tentou se segurar em algo que acabou sendo o Natsu, mas isso não vem ao caso. A culpa é sua de o Natsu ter caído na piscina – falei.
- Pelo menos eu não virei um copo cheio de bebida em alguém – Lisanna falou, e Lucy a fitou.
- Pelo menos eu não fingi ter sido derrubada no chão que nem uma pata – falou e saiu andando normalmente, e eu não aguentei segurar as risadas.
- Você vai deixar ela falar algo assim? – Lisanna perguntou para Natsu, revoltada, e Natsu deu de ombros, andando até Gray, que conversava com sua prima Erza na frente do portão do colégio.
Corri atrás de Lucy, deixando Wendy com o grupo de amigos dela, e pude ver, de canto de olho, Lisanna saindo de perto de Natsu, e meu primo sorrir de canto. Alguma coisa me dizia que esse ano seria diferente de todos os outros.
Natsu POV
Eu sei que tudo o que minhas primas dizem é verdade. Lisanna não é a melhor namorada do mundo, e eu não desgosto da Lucy o suficiente para brigar o tempo todo com ela. Erza e Gray conversavam na frente do portão, e assim que Levy passou correndo atrás de Lucy, Erza foi junto, e Jellal chegou com sua irmã Juvia.
- Olha quem apareceu, o tapado do ano – Gray falou, e Juvia deu uma risadinha, o que o fez corar. Os dois tinham uma relação complicada. Juvia era perdidamente apaixonada pro Gray, e Gray gostava muito de Juvia, mas não admitia.
- Quem é o tapado aqui? – perguntei, e Jellal riu.
- Na festa de ontem. Você sabe que a Lucy não fez nada – ele falou, e Juvia assentiu. Ela estava do lado da Lucy quando tudo aconteceu.
- Juvia vai ver como a Lu-chan está hoje, até mais – falou, e saiu correndo, com o rosto vermelho.
- Vai saber se ela não fez nada, eu confio muito mais na minha namorada...
- ...do que na sua melhor amiga de infância? – Gray perguntou. – Você sabe que a Lucy nunca seria capaz de prejudicar alguém, mesmo se não gostasse dessa pessoa – eu dei de ombros. Depois da morte da mãe de Lucy, ela mudou completamente. No começo, ela não saía de casa em hipótese alguma, e se saísse por obrigação, ela sempre começava a chorar do nada. Isso foi há cinco anos. Ela não é mais a garotinha sorridente que sempre fora.
- Eu sei disso, mas ela pode ter mudado – falei. – Aliás, ela mudou muito e vocês dois sabem muito bem disso.
- Sim, mas você deveria pensar melhor sobre isso, ou você vai perder a Lucy para sempre – Jellal falou, e eu assenti, com um suspiro.
- Eu vou pensar melhor e... o que você está insinuando? – perguntei, fitando-o. Ele deu de ombros e nós entramos na sala de aula. – Você está insinuando que eu gosto da Lucy? Isso é completamente impossível, todos sabem que a gente se odeia, e vai sem sempre assim!
Gray POV
Depois de praticamente gritar isso para o mundo, Natsu se sentou no fundo da sala, irritado. Sua namorada entrou correndo na sala e o abraçou. Ela realmente não se tocava de nada também. Ela nem mesmo era da nossa sala. Lisanna reprovou algumas vezes, e estava um ano abaixo de nós. Ela tinha 20 anos e era a mais velha ali naquela sala.
- Você ouviu isso, não ouviu? – perguntei. Lucy estava parada atrás de mim, um tanto atônita. Depois que sua mãe morreu, ela e Natsu se separaram completamente, e acabei me tornando próximo a ela. Eu sabia que ela gostava dele ainda, e aquelas foram palavras fortes de uma pessoa a qual costumava passar o tempo todo com ela.
- Ouvi – ela suspirou, e fechou os olhos. Por um momento eu achei que ela fosse chorar, mas ela abriu os olhos, e sorriu. – Mas não faz diferença não é? Ele está certo, nós nos odiamos e não há nada que possa ser feito quanto a isso! — e entrou na sala. Essa loira era surpreendente, ela nunca mais chorou na frente de ninguém depois de sua primeira festa de aniversário sem sua mãe. Aquela foi a última vez que eu a vi chorando. Um dia depois, ela apareceu sorrindo como se nada tivesse acontecido.
- Bom dia Gray-sama – senti meu rosto esquentar quando ouvi a voz de Juvia. Olhei para dentro da sala, e vi Lucy me encarando com um sorriso malicioso. Ela sempre me dizia “um dia você vai ter que dar uma resposta para ela, afinal toda Fiore sabe sobre o amor dela por você”.
- Bom dia, Juvia... – falei, e ela sorriu para mim. Era a terceira vez que ela me encontrava e não pulava em mim. Ela acenou e entrou na sala, e logo se sentou perto de Lucy e de Levy para conversar. Suspirei. Era bom não ser atacado pela manhã.
Wendy POV
Eu ainda era muito pequena quando eu e Levy nos mudamos para Magnólia para morar com Natsu e nossos tios. Tem coisas daquela época que eu me lembro bem, e outras que nem que eu passe o dia tentando lembrar eu consigo. Eu tenho lembranças de que, como os pais de Lucy e os de Natsu eram muito amigos, Lucy vivia em casa ou nós na casa dela. Natsu não gostava de se juntar a nós porque não queria brincar com meninas, mas um dia Lucy insistiu e acabamos brincando juntos todos os dias depois disso.
Tinham vezes que meus pais voltavam e eu e Levy saíamos com eles e quando voltávamos, Lucy e Natsu estavam rindo juntos. Eles não se desgrudavam nunca. Eu achei que sempre seria assim, até que a mãe de Lucy, Layla, morreu há cinco anos. Depois disso os dois se separaram completamente, e Gray acabou ficando mais próximo a ela porque Natsu não sabia como animar Lucy de jeito algum.
Eu suspirei e entrei na sala, sentando em uma mesa aleatória. É, a vida de um adolescente não parecia, e não era nada fácil. Eu via isso na Lucy, no Natsu, e mesmo na minha própria irmã.
- Wendy! – Romeo apareceu na minha frente, sorrindo. Meu coração acelerou um pouco na hora, coisa que nunca havia sentido.
- Hã, bom dia – falei, sorrindo como sempre.
- Olá! – Meredy, uma garota que estuda comigo há um bom tempo, e que posso considerar minha melhor amiga, entrou correndo na sala e se sentou ao meu lado.
- Como foram as férias? – perguntei, e ela sorriu. Essas férias nós quase não tínhamos conversado, uma vez que ela estava fora do país.
- Foram boas – ela respondeu e me fitou curiosa. – E aí, não aconteceu nada?
- Com quem? – olhei em volta. A sala começara a encher de rostos conhecidos, e nós estávamos sentadas no canto da sala, cochichando.
- Ora, com quem? Você gosta do Romeo, não gosta? – ela perguntou indiscretamente, mas ninguém pareceu ouvir.
- Meredy! Que vergonha, por que raios perguntou isso? – falei, sentindo meu rosto esquentar.
- Nem precisa responder, sua expressão entregou tudo – ela falou, rindo. No único momento em que olhei para Romeo, que conversava e ria na frente da sala com os amigos, senti meu rosto esquentar ainda mais. Acho que nunca senti tanta vergonha de algo na minha curta vida.
Lucy POV
Quando bateu o sinal para o intervalo, todo mundo relaxou. Era a primeira vez que eu via todos prestarem atenção na aula. Normalmente nossa turma bagunçava o ano inteiro, e fazia o Professor Makarov perder cada vez mais seus cabelos brancos. Logo que eu me levantei, Levy me puxou e todas seguiram Erza até o jardim do colégio.
- Então... o que estamos fazendo aqui? – todas nós, eu, Levy, Juvia, Erza, Wendy e uma amiga dela, Meredy, e até a presidente da classe, Cana, juntamo-nos no jardim para... sei lá, eu também não entendi o propósito de estarmos ali, até que...
- Vamos abrir o jogo umas para as outras – Erza falou. – Todas nós vamos dizer o nome de quem gostamos no três, certo? Um, dois...
- Qual o propósito disso? – perguntei desesperada, e ela me fitou.
- Nós temos que nos unir mais, afinal esse é o nosso último ano juntas. Não deverão existir segredos entre nós esse ano – Levy falou, e eu a encarei.
- Até você Levy-chan? – perguntei, e ela deu de ombros.
- Eu concordo com ela – Erza e Juvia falaram ao mesmo tempo.
- Mas todos sabem de quem a Juvia gosta, não adianta ela falar – falei, e Juvia me fitou.
- Juvia não gosta mais do Gray-sama... – murmurou.
- Como assim? Você continua o chamando de Gray-sama! – Erza exclamou surpresa, e Juvia suspirou.
- Bom, é que... – antes que Juvia terminasse de falar, seu celular vibrou. Ela abriu uma mensagem e todas nos acumulamos atrás dela para saber de quem era.
- Mas ele é o... — comecei a falar, mas fui interrompida por uma Erza completamente estupefata.
- Lyon! – ela gritou, e para o nosso azar, Gray, Natsu, Gajeel, Sting e Rogue estava passando, e vieram ver o que nós estávamos olhando. Juvia fechou e guardou o celular, e voltamos ao normal.
- O que tem o Lyon? – Gray parou e perguntou, diretamente para Juvia, que não o encarou, apenas ficou com a cabeça abaixada.
- Não é nada, até mais – ela levantou e saiu correndo. Se for ou não o que estamos pensando, só Juvia pode dizer. Lyon Vastia era tipo o “arquiinimigo” do Gray, os dois viviam discutindo há anos e criaram uma grande rixa entre eles, e não se suportam. Só de escutar o nome de Lyon, Gray fica irritado.
- Blondie... – olha só, falando em ficar irritado...
- Sting – murmurei, e ele me abraçou.
- Você está linda esta manhã, Lu-chan – ele falou, beijando meu pescoço. Eu sei, isso é assédio. Se eu quiser entrar com um processo contra ele, eu tenho testemunhas. Por alguma razão, Levy e Wendy faziam sinais para Natsu, que às vezes olhava para elas, e depois para mim e Sting, mas não dizia uma palavra sequer. Então ele suspirou e saiu andando sozinho.
- Sting, solta a Lucy, vai – Rogue falou. Ele era irmão gêmeo de Sting, mas um era completamente diferente do outro. Enquanto Sting era exibido, metido a bonitão e tarado, Rogue estava sempre na sua e não mexia com ninguém.
- Certo, mas Blondie, eu volto para você – ele falou, beijando minha mão, e Rogue arrastou o irmão para longe. Erza e Gray trocaram olhares preocupados, assim como eu e Gray. Ele gostava da Juvia, e por mais que negasse seus sentimentos, todos sabiam disso. E o fato de Juvia estar envolvida com a pessoa que ele menos suporta no universo... Meu Deus. Esse ano vai ser complicado.
Notas finais
Ja ne, minna-san! ^-^
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