Explosions

10 Everything I did not want


Notas iniciais
Olá, como vocês estão? Neste capítulo teremos dois PDV's, do Tobias e da Tris. AVISO: Eu editei algumas coisinhas no capítulo nove, mas se vocês não quiserem não precisam reler, é só que Zeke iria ser apenas um "personagem secundário", sem muita importância na estória, mas eu decidi dar um rumo diferente para ele, que terá um papel fundamental no "passado" da Tris. Espero que gostem e leiam as notas finais!

T O B I A S E A T O N

A noite passada é como um borrão para mim, lembro que deixei Beatrice em sua casa e voltei para beber, de certa forma eu não deveria ter feito aquilo.

Depois de tomar um demorado banho gelado e escovar os dentes, eu me olho no espelho e me arrependo, estou acabado e não vejo uma palavra melhor para descrever isso.

Então coloco minha cueca box e desço para comer alguma coisa, opto por uma comida congelada, lasanha de quatro queijos e de sobremesa bolo, muito bolo.

Como meu bolo e depois suspiro em desconforto.

Pois é, Tobias. Acabou o bolo!

Me viro indo em direção a sala, subo as escadas como um condenado até chegar ao quarto e deito-me na cama.

Pelo que parece, dormi durante umas quatro horas, sonhei com Tris, foi um sonho bom, mas também estranho.

Sonhei que o dia estava quente, eu estava apenas com uma bermuda e Tris estava com um vestido florido, linda. Estávamos nos refrescando na Crown Fountain no Millennium Park. Corríamos e tentávamos molhar um ao outro, ela sorria docemente para mim e eu a olhava com amor. Até que consigo pega-la em meus braços e a levanto para cima, Tris prende os braços em volta do
meu pescoço, eu iria beija-la. Até que alguém grita seu nome e nos separamos. Ao longe, vejo Caleb acenando para nós e Tris que corre para os braços dele é recebida com um abraço caloroso, eles demonstram um tipo de afeto muito grande, mas não tenho ciúmes, eles parecem como... irmãos.

É, muito estranho, mas de certa forma eu estou feliz, pois eu sonhei com ela e ontem ela disse que gostava de mim.

Me pego com um sorriso nos lábios e levo as mãos até a cabeça.

Oh céus, essa garota mexe comigo.

Meus pensamentos são interrompidos com alguém tocando a maldita campainha desesperadamente. Levanto correndo sem tempo para trocar de roupa e quando abro a porta me arrependo imediatamente.

Nita está parada diante da porta e quando me vê olha-me de cima a baixo não se importando de ser pega.

Suspiro irritado assim que vejo seu olhar malicioso em minha direção.

Tudo bem que ela é bonita e tem um corpo de dar inveja a muitas garotas, transei com ela algumas vezes, mas nunca passou disso, aliás foi Max quem nos apresentou, há dois anos atrás.

― Olá amor. ― ela abre um enorme sorriso e me abraça, passando suas mãos pelas minhas costas.

― O que você quer? ― pergunto enquanto a afasto.

― Preciso contar as novidades, docinho. ― ela vai em direção ao sofá e depois que senta diz ― Consegui um emprego.

― Legal. ― fecho a porta e me sento em outro sofá, distante dela.

― Você não está entendendo, amor. ― ela sorri e vem até mim. ― O emprego é em uma das boutiques mais famosas de Chicago, fica na Magnificent Mile, é o melhor emprego que eu poderia conseguir.

Nita senta-se no meu colo e passa a mão pelos meus cabelos, eu não reclamaria disso há uma semana atrás, na verdade já teria a levado para o quarto, mas não estou com cabeça para isso.

― Não está feliz por mim, Tobias?

― Claro que estou, é só que...

― Quem é a vagabunda? ― pergunta e levanta-se do meu colo furiosa. ― Está me traindo, é isso?

― Qual é, Nita. ― exclamo enquanto me levanto para encara-la. ― Nós não temos nada e você sabe disso!

Seus olhos se arregalam com a minha rejeição e ela se afasta me encarando tristemente.

― Eu dou a você o melhor sexo da sua vida há dois anos! ― ela se irrita e empurra meu peito com força. ― E você diz que não temos nada, seu cretino!

― Não me toque. ― digo ríspido. ― Não mais.

Ando até a porta com passos pesados, estou furioso, ela tem razão, o sexo é bom, mas quantas vezes vou precisar repetir que tudo nunca passou disso?

Eu não entendo.

Sempre deixamos claro um para o outro que eramos apenas "amigos com benefícios", sem compromisso, apenas sexo. Mas essa mulher é louca e preciso que ela saia daqui.

― Vai embora. ― digo muito calmamente e abro a porta.

― Me obrigue, Tobias Eaton! ― grita e sobe as escadas correndo.

Merda.

Nem me preocupo em deixar a porta aberta e vou correndo escada a cima, mas já é tarde, a louca se trancou no meu quarto.

Fazem exatas duas horas desde que Nita se trancou em meu quarto, e cada vez que eu a chamo ela quebra alguma coisa, provavelmente meus troféus do basquete da escola, já estão todos quebrados, não me importo, não gostava deles mesmo, tudo o que eu quero é que essa louca vá embora daqui.

Meu sábado não poderia estar sendo pior, eu mereço.

― Nita, por favor. ― digo apoiando minha cabeça na porta, estou sentado no chão a bastante tempo.

― Peça para Max vir me buscar. ― ela grunhe e mais alguma coisa se quebra. ― Não quero olhar para sua cara!

― Tudo bem. ― concordo baixinho.

Ah, se ela soubesse que também não quero olhar para ela...

Levanto e vou até a sala pegar meu celular, ligo para Max que só atende no segundo toque.

— Alô.

— Max, graças a Deus! — digo alto. — Eu preciso de você, cara. A louca da Nita está aqui, se trancou no quarto e diz que só sai quando você vir buscar ela.

— O.k. Garotas, eu preciso ir. — diz para alguém que deveria estar com ele. — Vocês podem ir com Zeke e Uriah?

— Ah, tudo bem. — ouço uma voz feminina ao fundo e acho que a conheço. — Vai lá.

— Então tá, galera. — não desliguei o telefone ainda e continuo a ouvir Max falar com os outros. — E Tris, foi muito bom conhecer você.

Tris?

Como assim, Tris? Que Tris? A minha Tris? Minha... Minha aluna, Tris?

— Max. — grito. — Com quem você está? Vai demorar para chegar?

— O que? Não sei cara. — ele diz alto.

— Droga! — exclamo. — Venha para cá agora, tire essa louca daqui!

— Eu já estou indo, Tobias. Acalme-se.

Meia hora depois Max passa pela porta, decido não perguntar quem era "Tris", afinal devem ter muitas outras por aí.

Ele vai até o quarto e consegue levar Nita para casa, mas antes de sair a louca me garante que "vai ter volta", o.k.

B E A T R I C E P R I O R

Depois que Max saiu ficamos mais algumas horas no bar, bebendo e conversando sobre qualquer besteira, os meninos contam que vieram essa semana da Grécia, eles voltaram a morar com a mãe, Uriah disse que estávamos de certa forma, comemorando uma data especial e foi quando me lembrei que Zeke vazia seus vinte anos, dei-lhe parabéns e prometi que iriamos conversar depois.

Christina me olhou desconfiada, ela já sabia que um dos meus amigos descobriu sobre o meu passado naquele tempo, mas não sabia que era Zeke e eu não lhe falaria aquilo agora.

Foi uma noite boa, os garotos nos trouxeram para casa de Chris à meia-noite, eu e ela assistimos a um filme e fomos dormir, quer dizer, ela foi.

Já passa das três da manhã e eu não consegui pregar os olhos nem por um segundo, penso em tudo que vem acontecendo durante a semana, tudo o que me levou a dizer aquilo para Tobias, o meu professor...

Eu me sinto uma idiota, como eu pude dizer que gostava dele? Estou tão confusa.

As malditas lembranças do passado também vem para me atormentar, sei que agora que Zeke está de volta ele irá querer conversar sobre as coisas que eu quero muito esquecer.

Não me preocupo com as olheiras que terei na manhã seguinte, é domingo, vamos dormir até tarde, assistir filmes e comer porcarias...

Eu estava errada, dez e meia da manhã Chris recebe uma ligação de Uriah dizendo que iriamos ao Millennium Park, eu sinceramente não vi quando ele ligou, só acordei quando a louca pulou em cima de mim.

Ela sempre faz isso, já disse que odeio? Queria tanto descobrir qual é o problema dela, mas é de Christina que estou falando então...

Hoje o dia está quente e tenho certeza de que Uriah e Zeke irão nos arrastar para Crown Fountain, então arrumo meu cabelo em um rabo de cavalo e ponho um vestido florido, o meu preferido.

Saímos de casa onze horas em ponto, os garotos já estão nos esperando, são vinte minutos até o parque, Christina vai no banco do carona, falando sem parar com Uriah que dirige, já eu e Zeke que estamos sentados no banco de trás ficamos quietos, pelo visto ele também não gostou muito de acordar cedo, presumo que Uriah deve te-lo arrastado da cama e dou um largo sorriso.

Ele segura minha mão durante alguns segundos e depois a solta, de hoje, a conversa não passa.

Chegamos ao parque e começamos a caminhar.

— Gente, eu to com fome. — Christina diz.

— E quando você não está? — pergunta Zeke zombeteiro, nem parece que se conheceram ontem.

— Oh, você nem me conhece. — diz fingindo-se de ofendida — Pare com isso. — ela da um soquinho de leve em seu braço e os dois riem.

— Eu também estou com fome — resmungo e Uriah ri.

— Ótimo, conheço uma ótima barraquinha de cachorro quente. — ele diz. — Alguém vai buscar comigo?

— Eu vou. — a Chris concorda prontamente.

— Então eu e Tris vamos procurar algum banco perto do Cloud Gate — Zeke diz — e vocês nos encontram lá, ok?

Eles concordam e vão atrás do famoso cachorro quente, eu e Zeke vamos caminhando, eu não o via fazia dois anos, que foi quando ele descobriu sobre meu passado horrível, o fiz prometer a nunca contar aquilo para ninguém, muito menos a Caleb e em troca, prometi que nunca mais me cortaria, não por aquele motivo... Depois ele teve que morar com o pai na Grécia e eu nunca mais o vi, nem Uriah.

Estamos em silêncio até que ele pergunta:

— Como você está?

Paro de caminhar durante um segundo só para o olhar, ele me encara com um semblante preocupado, e abaixo meu olhar para as minhas mãos, voltamos a caminhar.

— Estou bem. — murmuro baixinho.

— Sabe, eu não deveria ter ido embora. — confessa. — Mas você sabe que eu tive, meu pai... — ele passa as mãos pelo cabelo nervoso. — Você sabe.

— Sim, eu sei.

— Mas não pense que eu não me certifiquei de que ele nunca mais tocaria em você. — diz pousando a mão delicadamente sobre o meu ombro. — Aquele desgraçado...

Tudo o que eu menos queria era falar sobre isso, até porque este "passado" não faz tanto tempo assim, falar sobre isso me faz lembrar de toda a dor que eu senti e de quantas vezes eu desejei morrer ao passar por aquilo de novo, me faz lembrar de todos os sorrisos que dei quando desejava chorar, de quando me cortava, porque de certa forma eu pensava que se me machucasse muito, talvez não doesse tanto.

— Zeke, — paro — por favor, não fale sobre ele, — fecho meus olhos com força — não.

Mordo a parte interna da bochecha que chego a sentir o gosto de sangue, é quando ele me abraça.

Rápido e forte.

Uma parte de mim se sente segura, ele voltou e vai estar nessa comigo novamente, mas não é disso que preciso, tudo o que eu quero é ficar em um quarto escuro e chorar, chorar, chorar...

— Está tudo bem, me desculpe. — ele diz me apertando ainda mais. — Eu vou ficar com você, não vou embora, não mais.

Com medo de desabar ali mesmo eu me fasto dele pulando em seu colo, sorrindo.

— Estou tão feliz que tenha voltado.

— Eu também.

Eu gosto muito de Zeke, ele sempre soube quando eu precisava conversar, rir ou chorar, e nesse momento eu realmente preciso rir, preciso me divertir.

Caminhamos por mais alguns segundos até parar em frente a escultura de cento e dez toneladas em formato de feijão, ela tem um espelho curvo gigante do horizonte da cidade, Zeke e eu paramos em frente a ela, sorrindo e fazendo caretas engraçadas enquanto ele tira fotos nossa.

Não tem muitas pessoas ali, então sentamos em baixo dela e vivemos um momento único, é tão divertido, nós rimos tanto.

— Olhe aquilo. — aponta para dois retardados que vem apostando corrida e adivinha... Uriah e Christina.

— Minha nossa, qual é a idade mental deles? — eu pergunto e nós rimos.

Saímos de baixo da "coisa" e acenamos para eles enquanto vamos sentar em um banco.

Christina e Uriah, ambos sem folego, cada um tem dois cachorros quentes nas mãos, Christina entrega um para mim e Uriah um para Zeke, ele pega uma sacola e distribui uma coca-cola de latinha para cada um.

— Vocês demoraram. — Zeke resmunga.

— É verdade, to morrendo de fome. — concordo enquanto dou uma mordida no meu cachorro quente. — Hmm.

— Esse negócio é bom mesmo. — diz Chris e todos rimos de boca cheia.

Depois de lanchar e caminhar mais um pouco, Uriah nos convida para ir a Crown Fountain, eu sabia...

— Eu vou pegar você. — Uriah grita e corre atrás de Chris que não quer se molhar.

Notas finais
Hmm... Vocês lembram quem é dona de uma boutique na Magnificent Mile? u.u Gente, como assim a fic já tem 70 acompanhamentos? '0' Estou muito feliz e muito triste também, porque o capítulo passado teve somente dez comentários, isso me deixa chateada, poxa. Eu quero muito saber o que vocês estão achando, se estão gostando e o que precisa ser melhorado, essas coisas... Por isso eu peço que comenteeem e nunca parem! Xoxo! ♥