Explosions

8 Confession and kiss on the cheek


Notas iniciais
Olá gente linda! Como vocês estão? Demorei um pouquinho, mas aqui estou! Obrigada por comentarem, acompanharem e favoritarem! Amo vocês! ♥

Depois de algumas músicas me sinto cansado, acho que estou ficando velho. Decido então ir procurar alguma mesa para que eu possa descansar e beber em paz, até me deparar com uma droga de uma garota, requebrando ao ritmo de St. Vincent, balançando seu traseiro tentador, sem nenhuma preocupação.

Oh, porra.

Eu desejo muito me juntar a sua dança, até um garoto maldito se aproximar, ele segura sua cintura e dança com ela.

Eu deveria estar no lugar dele.

Fico os observando até a garota gritar algo que não entendo e pular nos braços dele, acho que devem se conhecer.

Quero ter uma visão melhor de seu rosto, já que com as pessoas a nossa volta dançando loucamente e as luzes coloridas que não paravam de se mexer eu não podia ver quase nada, então vou me aproximando, uma garota completamente histérica passa por mim e vai logo gritando:

— O QUE SIGNIFICA ISSO, URIAH? — ela berra. — QUEM É ESSA VAGABUNDA?

Então a pequena garota se vira para encarar a outra que gritava e é ai que eu a vejo, Tris.
Um único pensamento vem a minha cabeça: Que merda é essa?

Ela não deveria estar aqui, não mesmo. Além de ela ser menor de idade, ela bebeu! Porra, ela bebeu, e não me parece nada bem.

— Calma aí, sua nojenta. — retruca apontando o dedo na cara da outra garota. — Não me compare a você, vadia.

O garoto se coloca na frente de Beatrice, provavelmente tentando impedir uma coisa mais séria.

— Ela é uma amiga, Marlene. — ele diz firme. — Fica na sua.

— Ficar na minha? — a garota, Marlene o olha atônita, como se não acreditasse no que ele acabou de dizer. — Está defendendo essa bêbada?

— BÊBADA? — Beatrice grita, ela está muito brava. Fodeu. — Eu vou te mostrar quem é a bêb...

Aconteceu tudo muito rápido, antes de ela terminar de falar, eu só vi um jato de vômito indo para cima de Marlene, isso seria extremamente engraçado, se Tris não estivesse naquele estado.

E antes que ela possa cair, sou rápido e a pego em meus braços.
Sinto seu corpo pesar em minhas mãos, levo-a para uma mesa perto de onde estávamos e digo seu nome diversas vezes antes de ela acordar.

— Tubaias? — me chama rouca, pego seu rosto em minhas mãos e olho para ela.

— Tris, olhe para mim, eu estou aqui.

Ela me olha, e posso ver em seus olhos o quanto está cansada, ela está soada, sua boca entreaberta, está úmida e cheia, Tris está mole, fraca.

— Me leve para casa. — pede suplicante.

Quero atender a seu pedido, mas então eu lembro que vim com Max, mas que merda.

— Tris, olhe para mim. — peço docemente e ela me encara. — Consegue esperar aqui? Dois minutos.

Ela assente, me levanto e sinto suas mãos pequenas segurarem meus braços.

— Não demore. — ela diz.

Devem ter se passado uns dez minutos até eu encontrar Max, que se agarrava com uma morena em um canto afastado, eu detesto interromper, mas...

— Max. — digo o cutucando, nada. Acho que eles nem devem ter notado minha presença, parece que vai engolir a mulher aqui mesmo.

— MAX, EU PRECISO DO SEU CARRO. — grito perdendo a paciência e o casal se separa assustado.

— Toma aqui essa droga, Eaton. — diz irritado enquanto me passa a chave. — Sorte sua que eu vou não vou para casa hoje.

— Até amanhã, irmão. — falo enquanto me afasto e por cima do ombro vejo que ele continua o que estava fazendo.

Volto preocupado para onde deixei Tris, ela está sentada, com os braços em cima da mesa e a cabeça entre as mãos.

— Ei, vamos embora. — chamo e ela olha para meu peito com seus olhos fracos até encontrar meus olhos.

— Você demorou! — resmunga fazendo um beicinho incrivelmente fofo, quero morde-lo.

Mas que porra. Balanço a cabeça para afastar esses pensamentos e a pego no colo.

— Vamos embora. — sussurro em seu ouvido e a sinto estremecer em meus braços, tão pequena, tão indefesa.

Quando chegamos ao carro de Max, a coloco dentro, ponho seu cinto e entro. Tris encosta a cabeça na janela com a expressão cansada, vejo que a qualquer momento ela vai desabar.

O caminho até a casa dela é longo, permanecemos os dois em silêncio, até que decido que já é a hora de dar-lhe um sermão.

— O que você estava fazendo lá? — pergunto e ela inclina a cabeça em minha direção, claramente confusa.

— O mesmo que você, professor. — ela resmunga. — Me divertindo.

— Mas você é menor... você não podia. — rebato sem a olhar, permaneço com meu foco somente na estrada, embora eu queira dar-lhe umas boas palmadas.

— E quem é você para me dizer o que eu posso ou não fazer? — ela diz levemente alterada e rio sem humor.

— Eu sou o cara que impediu você de cair dura no chão, na sua própria poça de vômito. Eu sou o cara, que talvez tenha livrado você de ser abusada por um maluco qualquer, já que você fez outra coisa que não devia. — digo secamente. — Você bebeu, e tenho certeza que no dia seguinte vai acordar com uma puta de uma dor de cabeça e que essa noite vai ser só um borrão pra você. — volto minha atenção para ela com reprovação e vejo que ela abaixa a cabeça e se encolhe.

— Me desculpe. — ela funga e decido ficar quieto.

Vinte minutos em completo silêncio até eu parar o carro na frente da casa de Beatrice, nós dois permanecemos no mesmo lugar, ambos olhando em qualquer direção desde que não seja para o rosto um do outro, eu não irei falar nada, confesso que estou um tanto irritado e chateado com ela, até que a ouço soluçar.

Me viro em sua direção e ela retira o sinto, sobe no banco e se joga em minha direção, abraço-a apertado.

— Me desculpe, Tobias. — ela diz sem se afastar. — E obrigada por ter me tirado de lá e ter me trazido para casa.

— Fique calma, Tris. — murmuro em seu ouvindo, sem solta-la. — Eu faria tudo de novo, sem pensar duas vezes.

Ela se separa de mim com um sorriso doce nos lábios, se ajeita em meu colo e passa seus pequenos braços pela minha nuca.

Como eu gosto disso. Ah, eu quero muito me chutar agora, essa aproximação é errada, muito errada.

— Sabe. — ela diz sorrindo. — eu fico pensando em você desde que te conheci, e acho que... eu gosto de você. — ela sussurra.

Após ouvir tais palavras meu peito se enche com uma felicidade absurda, eu quero dizer o mesmo para ela.

Fecho meus olhos com força, aperto-a em meus braços e afundo meu nariz em seus cabelos, me embriagando com seu perfume.

Eu quero-a tanto, que me faz pensar que talvez se eu não fosse seu professor, que talvez se ela não fosse minha aluna, que se fossemos da mesma idade poderíamos quem sabe ficar juntos, sem nos preocupar com nada.

Afasto esses pensamentos da minha cabeça e retiro meu sinto e desço do carro com ela nos braços e levo-a até o portão de sua casa.

— Consegue entrar sozinha? — pergunto e ela assente. — Então, acho que já vou.

— Você vai para casa? — pergunta enquanto pega sua chave na pequena bolsa que trazia consigo.

— Vou sim. — digo. — Não esqueça de tomar um café forte e alguns comprimidos amanhã, vai ajudar com a ressaca. — sorrio para ela.

— Tchau. — ela murmura contra minha bochecha antes de beija-la e se virar para entrar em casa.

Fico ali na frente durante alguns minutos até ver uma luz se acender no andar de cima, ela já chegou no quarto.

Sorrio e entro no carro, eu disse que iria para casa, mas eu não posso, porque tenho certeza que se estiver sóbrio irei pensar nela e nas coisas que ela me disse, então a única coisa que me parece certa em se fazer agora é voltar para The Underground e encher a cara.

Notas finais
Espero que tenham gostado! *-* 970 visualizações na fic gente, que emoção, scrr! Comenteeeeeem por favor, comentem! Xoxo ♥