Exchanged Sex.
2 Capítulo 2 - Ser mulher é complicado!
Notas iniciais
Fiquei tão feliz! Recebi seis reviews! Que demais! É a primeira vez que recebo tantos em um primeiro capítulo!
Agradecimentos à HinaLB, que amou o primeiro capítulo; à May_Kuchiki, que vai me dar uma chance; ao Knight Beast X, que foi completamente sincero; à TheDifferentGirl, que gostou da história e vai me acompanhar até o final da fic; à Roxell, que achou a história simplesmente incrível; e à JkUchiha, que mais uma vez me elogiou e gostou do primeiro capítulo de alguma história minha.
Obrigada, pessoal. Amei todos!
Espero que gostem!
Boa leitura.
Capítulo 2
POV Zoro
Eu nunca disse isso, mas... Mulheres realmente são fortes.
Me adaptar ao corpo feminino está sendo difícil. Todas as vezes que vou ao banheiro, tenho que me lembrar de sentar para mijar e me limpar depois. A vontade de abraçar Chopper e sentir seu pelo macio é quase insuportável, e agora eu amo doces. E também acho coisas fofas. E acho homens interessantes. É isso que eu mais estranho. Achar homens bonitos... É o fim da picada.
– Zoro! — grita alguém, da cozinha. Levanto da grama, onde tirava meu cochilo da tarde. Pego minhas katanas, andando até o lugar que vinha a voz.
– Que foi? — pergunto, bocejando. Nami vem até mim.
– A próxima ilha tem uma vila! É bem pequena, mas deve ter alguma loja de roupas. — fala. Eu suspiro. Ela me acordou para isso?
– Arigatou. Agora que você me acordou, acho que vou treinar um pouco... Eu não faço isso desde ontem. — falo. Nami me proibiu de levantar peso no primeiro dia da transformação.
– E não vai fazer hoje também! Você vai tomar um banho e ir se arrumar! — fala. Eu engasgo.
– Mas eu tomei banho ontem de tarde! Ainda é de manhã! — falo. Ela cruza os braços.
– Mulheres têm que estar limpas o tempo todo! Têm que passar creme no corpo para não ressecar a pele! E se depilar! E pentear o cabelo! — responde.
– O quê? Creme? — pergunto. — Não vou ficar com o corpo cheirando a morango, né?
– Não necessariamente... Pode ser de cereja!
– Não. Nem pensar. Me recuso. — falo. Ela suspira.
– Ok, eu te dou um sem cheiro que eu ganhei... Nunca usei ele mesmo. — dá de ombros. Eu me sinto aliviado.
– Zoro-san... Você sabe usar um pente? — pergunta Brook, entrando na cozinha.
– Claro que sei usar um pente! — grito.
– Já usou um antes? — pergunta.
– N-Não. Eu nunca precisei! — falo.
– Tudo bem. Eu penteio para você. — fala Nami. Brook pega uma garrafinha de leite na geladeira e se senta na cadeira.
Depois de alguns minutos gritando de dor — diga-se de passagem que a Nami não sabe ser delicada — meu cabelo ficou um pouco melhor do que antes. E ela me obrigou a tomar um banho e passou creme em mim. Isso me excitaria há um tempo atrás, mas agora não senti nada.
– Pronto. — fala. Pega meu rosto com as mãos. — Toma isso.
Ela coloca um sutiã em minhas mãos. É preto e cheio de detalhes.
– Por que eu tenho que usar isso? — pergunto. Ela faz uma cara de: "Nossa, qual é o seu problema?"
– Você vai se sentir muito desconfortável sem isso. Vai ser como se seus peitos tivessem vida própria. — sinto vontade de rir. Peitos com vida própria? Caramba!
– Sério?
– Não ria! O sutiã serve para apertá-los e não deixar você ter dor nas costas. É a sustentação dos seios! — fala, gritando comigo. Nossa, quanta explicação para um sutiã... Pra mim servia para deixar os peitos maiores...
– Tá bom! Me ajuda a colocar essa joça logo! — falo. Ele me vira de costa, prendendo o feicho do sutiã, e me ajuda com as alças. Me vira de frente, colocando as mãos em meus peitos e ajeitando-os.
– Pronto. Se sente melhor? — pergunta. Olho para baixo, avaliando a situação.
– Não. Isso me aperta, Nami!
– Vai se acostumando! Ou você quer andar por aí com os faróis acesos? — pergunta.
– Hein? Como assim? — Ela agarra meus ombros.
– Zoro, você já teve alguma mulher na sua vida!? — pergunta, me sacudindo.
– Já! Mas o que tem a ver uma coisa com a outra? — pergunto. Ela para de me sacudir e suspira. Põe a mão na testa, baixando a cabeça.
– O bico dos seios fica aparecendo na roupa, Zoro.
– AAh! Entendi! — falo.
– Até que enfim!
– Tá... Mas eu não vou sair por aí só de sutiã. — falo. Ela anda até uma das gavetas do guarda-roupa. — Você pode pegar uma das minhas cuecas?
– Cueca? Não. — responde. Hein? — Calcinha.
Ela me entrega uma calcinha rosa. Me apoio em seus ombros e visto. É minúscula.
– Nem a pau que eu vou andar com isso. — falo. Ela me olha com cara de interroação.
– Por quê? — pergunta.
– Esse pedaço de pano machuca! — respondo. Ela ri. — É sério! Não tem uma maior? Minhas cuecas, Nami!
– Eu queimei.
– O QUÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ? — grito — QUEM TE DEU PERMISSÃO PRA QUEIMAR MINHAS ROUPAS?
– Eu não preciso de permissão.
– SE É DAS MINHAS ROUPAS QUE ESTAMOS FALANDO, PRECISA SIM! — grito — SUA BRUXA! FOLGADA!
– Se você quiser, vai ter que usar calcinhas. — responde. Eu suspiro. Não acredito... Ela queimou minha roupa!
– Tá bom! Então cadê minha calça? — pergunto. Ela joga uma calça jeans na minha direção. Quando visto, me assusto. Um arrepio corre todo o meu corpo.
– Então? Ficou bom? — pergunta. Isso incomoda...
– Até parece que eu vou usar isso! — grito. — Como você consegue? Essa calça tá atolada na minha bunda!
– Com o tempo você se acostuma! — responde, sorrindo.
– Não. Impossível. Eu não consigo nem andar! Olha só! — tento dar alguns passos, mas a calça é tão apertada que não consigo separar as coxas. — Eu quero a minha calça confortável de volta! Não vou usar isso!
– Tá bom, já entendi. Eu pego sua calça. — ela sai do quarto, e volta segundos depois com minha calça escura, que eu coloco imediatamente. — Melhor?
– Bem melhor. Se não fosse por essa calcinha minúscula eu estaria melhor ainda, mas você queimou minhas cuecas, então...
– Pois é. Agora eu vou pegar uma blusinha pra você...
– Não. Eu quero uma camiseta. — peço.
– Quem decide isso sou eu.
Nesse instante, a porta é aberta e Robin entra por ela. Corro em sua direção, agarrando seu braço.
– Robin, a Nami quer me obrigar a vestir aquelas blusinhas apertadas! — falo, apontando para a bruxa. Robin ri.
– Nami, não adianta começar a dar a ele roupas desconfortáveis, que ele não vai usar.- fala, sorrindo. Em seguida anda até o guarda-roupas, de onde tira uma camiseta branca.
– É uma baby-look. Acho que vai servir em você. — fala. Eu coloco, e fico impressinado com o conforto.
– Nossa, bem melhor... Arigatou, Robin. Você me salvou. — falo. Ela sorri mais ainda. — Agora só falta minhas botas... Cadê?
– Você não vai vestir aquilo. É muito grande. — fala Nami. Pensando bem, ela tem razão. Meu pé diminuiu. – Eu tenho um par de botas de dois anos atrás. Acho que se ter uma limpada, dá pra usar.
Ela se abaixa e pega as botas em baixo da cama. Pega um pano que estava pendurado na cabeceira da cama e limpa-as.
– Pronto. Coloca e vê se serve. — pede. Eu calço, e vejo que deu certo.
– Ficou bom. — falo. Me sinto frágil na região da barriga — Ah, sim. Cadê meu haramaki*?
– E você ainda quer usar aquilo? Não, nem pensar! É muito feio! — fala Nami. Uma veia salta da minha testa.
– Nami. Deixa. Como eu já disse antes, ele se sente confortável assim. — fala Robin. Nami suspira novamente.
– Tá, já entendi! Eu pego o haramaki! — fala ela, saindo do quarto novamente. Ouço-a gritar algo para Franky, e ela entra, fechando a porta.
– O que foi?
– Eu pedi para o Franky ancorar o navio. Nós chegamos à ilha. — responde. Me entrega o haramaki, que eu coloco por cima da camiseta. — Né, Zoro... Você já lavou esse negócio?
– Claro que sim! A cada dois dias! — respondo, pegando minhas katanas, encostadas ao lado da cama — Perfeito.
– Zoro... Não tem um jeito de esconder um pouco essa cicatriz? — pergunta, se referindo à minha cicatriz que atravessa o torax. Arrumo a camiseta, para escondê-la. — Assim é melhor. Ah, sim. Tente ser mais educado. As pessoas vão se assustar se você começar a falar do seu jeito normal.
– Entendi. — ando para fora do quarto. — Na boa, Nami... Essa calcinha incomoda muito. Não tem como comprar umas maiores?
– Pode ser. — murmura ela. Pulamos para fora do Sunny, e eu apoio meu braço nas katanas.
– Só nos três? — pergunto.
– O único que ficou foi o Chopper. O resto desceu antes de nós.
– Ah. Bom, vamos.
Entramos no vilarejo. Há um movimento razoável de pessoas, e várias lojas. Varios comerciantes desejam um bom dia. Normalmente eu ignoraria, mas tenho que ser educado, então respondo. Passamos na frente de várias vitrines. Nami não larga meu braço em hora alguma.
– Olha, aqui é uma loja boa! — diz ela, me empurrando para dentro do local. Tem muita roupa. É pequena, e por isso não dá para enxergar nada direito.
– Irasshai*! — diz uma senhora — Posso ajudar?
– Pode. Por favor, pode me vender algo do tamanho dela? — pergunta Nami. Robin sai olhando as outras roupas.
– Claro! Tenho város tipos de roupas... Alguma preferência? — pergunta.
– Nada de vestidos. Nem saias. — falo. A senhora assente. Depois de alguns minutos, Nami me empurra para dentro de um provador e me faz experimentar muitos shorts. Percebi que eles me dão uma certa liberdade nos movimentos, menos os jeans.
Experimento camisetas, camisas femininas, blusinhas com alça, tops, e todo o tipo de roupa feminina. Aquilo é um saco. Como mulheres aguentam fazer compras? Eu vestia uma coisa, Nami dizia que a cor não combinava com o meu tom de pele. Que frescura!
Depois de horas trocando de roupa — isso mesmo: horas — Nami pagou e nós saímos dali. Caminhamos um pouco. Nami e Robin viram uma loja de jóias mais a frente, e foram andando mais rápido, enquanto eu fiquei um pouco para trás. Fiquei olhando algumas barraquinhas.
Um cara passou por trás de mim, e enquanto andava, virou o pescoço para me observar. Senti vontade de socar a cara dele, mas Nami me disse para ser educado.
Continuo olhando as barraquinhas. De repente, sinto uma mão apertando minha bunda. Ah, isso já é demais. Tiro uma katana da cintura, me virando e encostando a ponta em se pescoço.
– Tire a mão de mim. — falo. Ele parece com medo, pois começa a suar — Eu não dei permissão para você me tocar, dei?
– Gomennasai*! Eu pensei que...
– Pensou o quê? — pergunto. — Cai fora, antes que eu te corte.
– H-Hai! — fala, correndo de mim. Viro-me para a banquinha de takoyaki*. A vendedora me olha assustada.
– Eu... — falo. Antes de falar, mudo minha frase. — Me desculpe se te assustei... Mas acho errado esse comportamento.
– Tudo bem! — responde ela, sorrindo — Você é corajosa, né?
– Talvez um pouquinho. — ela ri. Peço uma porção da comida, e ela me serve. Pago e saio andando. Observo as lojas. Vejo Nami e Robin andando na miha direção, com algumas sacolas.
– Pensei que tinha se perdido, Zoro. — fala Nami.
– Eu fui procurar o que comer. — digo. Ela assente, e olha para a vitrine ao meu lado esquerdo.
– Olha! Uma loja de espadas! — fala ela. Me viro, imediatamente. — Por que você não viu?
– Meu olho esquerdo é fechado. Percebeu só agora? — pergunto. Ela faz uma cara emburrada e Robin ri. Termino de comer e entro na loja.
– Irasshai! — diz um homem, de trás do balcão — Procurando por uma espada?
– Não exatamente. Só estou olhando por curiosidade. — respondo. Ele assente.
– Percebi que é uma espadachim... E usa três espadas? — pergunta. Eu assinto. — Isso é raro.
– Pois é. É um estilo complicado no começo, mas quando se domina, é só se concentrar. — explico.
– Você parece bem segura de suas palavras. — murmura o homem. Sai de trás do balcão, parando na minha frente. — Sou Kashiwazaki.
– Roronoa. — apresento-me. Ele sorri.
– Posso dar uma olhadas nas suas? — pergunta. Eu assinto, dando de ombros. Ele anda até o balcão. Tiro uma delas da cintura. — Uma katana de bainha branca?
– Era de uma amiga minha...
Ele tira um livrinho do bolso, e para numa página.
– É uma das Meitou*! — fala ele. — Além disso, uma das 21 Oo-Wazamono*... A Wadou Ichimonji*!
– Tá tudo escrito nesse livrinho aí? Caramba! — falo. Ele olha a katana com os olhos brilhando.
– Pode valer 20 milhões de berries! — fala. — Você realmente tem uma bela espada...
– Sim, ela é linda. — admito. Não só linda... Essa espada é o meu tesouro.
– Posso dar um olhada na outra? — pergunta, embainhando a Meitou. Eu assinto, guardando uma e colocando a outra no balcão.
– Aqui.
– Qual é o nome dela?
– Shuusui*. — respondo. Ele mais uma vez procura no livrinho.
– Hm... Essa também é uma das Oo-Wazamono! — fala ele. Parece entusiasmado. — Ela é linda. Está entre as vinte e uma mais afiadas, afinal de contas...
Ele embainha ela e me entrega.
– Posso ver a outra? — pergunta. Eu hesito.
– Pode. Mas eu vou ter que ficar com as mãos nela. — ele fica confuso, mas assente. Tiro a terceira da cintura e coloco no balcão, segurando o cabo.
– Por qual motivo?
– O nome dela é Sandai Kitetsu*. Procura nesse seu livrinho que você vai saber. — falo. Ele abre o livro, e seus olhos quase saltam das órbitas.
– É a sucessora das espadas Nidai Kitetsu*, uma Oo-Wazamono, e Shodai Kitetsu*, uma das Saijou-Oo-Wazamono*. — fala ele — Essa espada vale um milhão de berries... Desde a primeira, as Kitetsu são consideradas amaldiçoadas. Dizem que ela tem sede de sangue.
– Exatamente. Por isso que eu não deixo ninguém tocá-la além de mim. Essa espada é perigosa. É ela quem escolhe o dono. — falo. Ele olha para mim. Guardo a espada na cintura.
– Você tem espadas realmente incríveis, senhorita. Quantos anos tem? — pergunta.
– 21. — respondo. Nami e Robin observam algumas katanas grudadas nas paredes.
O homem pega um folha, olha e anda em minha direção. Encara a folha e meus rosto uma cinco vezes.
– Você disse que seu nome é Roronoa? — pergunta. Eu assinto. Robin e Nami me encaram. — Você conhece esse cara?
Vira o papel, e dou de cara com meu cartaz de procurado.
– Ele usa o estilo Santouryuu, e é do bando do Chapéu de Palha. — fala. Eu aceno com a cabeça.
– Sim. Sou...
– É um primo! — Nami fala, andando na minha direção — Tá vendo? Eles se parecem, mas ela tem uma cicatriz no olho. Além de tudo, é uma garota.
– É, tem razão. — fala ele. Antes que ele decida me investigar, nós saímos da loja correndo.
– Droga, Zoro! Por que você só faz merda? — pergunta Nami. — Você ia falar o seu nome para o cara?
– Qual é o problema nisso?
– Você virou mulher! Imagina se corre o boato de que Roronoa Zoro trocou de sexo? — pergunta. — Ia acabar com a sua vida!
– Tá, já entendi! — falo, tentando fazer com que ela cale a boca. Olho para a esquerda, e paro de correr. Elas também. — Nami, Robin...
– Que foi? — pergunta Nami, vindo até mim. Entro num beco escuro, o mais longe possível. Elas correm atrás de mim. — Zoro! Qual é o teu problema??
– Fica quieta! Marinheiros! — sussurro, encostando na parede. Um pelotão passa na rua principal. — Os outros já devem ter percebido...
– Nami, Zoro! — chama Robin. Ela chama nós dois com a mão, pedindo para segui-la. Entramos em várias ruas diferentes, mas todas elas tinham nossos cartazes de procurados.
– Acho que aqui eles não nos acham. — diz Robin — Tomara que Chopper esteja protejendo o navio...
– Tomara que a Marinha não tenha visto o navio. — falo. Ela ri, concordando.
– Nós temos que sair dessa ilha agora! — diz Nami, pegando um Den-Den-Mushi bebê de uma das sacolas. — Luffy?
– Yo, Nami! - responde Luffy. — Aconteceu alguma coisa?
– Essa ilha está cheia de marinheiros! Nós temos que dar o fora daqui o mais rápido possível! — responde ela — Tem alguém com você?
– Tem. O Usopp tá comigo. O Sanji voltou para o navio, junto com o Franky e o Brook. Eles compraram muitas coisa, e foram guardar. — responde. Nami suspira.
– Ok. Eu, Zoro e Robin estamos voltando para o navio, então vocês dois tem que voltar também! Ouviu? — pergunta.
– Entendi. Ja ne. — Luffy responde, e desliga em seguida. Nami e Robin olham para todos os lados. Ela me entrega o Den-Den-Mushi.
– Zoro, faça contato com o navio. Diga para irem zarpando, enquanto nós corremos para lá.
– Entendi. — respondo. Começamos a correr, pegando as ruas residenciais ao invés das comerciais. Ligo para o navio. — Tem alguém aí?
– Zoro! – fala Sanji, com uma voz apaixonada — Sentiu saudades?
– Não tenho tempo para esse tipo de pergunta, Ero-Cook! — respondo. Ele parece se assustar — É o seguinte: nós estamos fugindo da Marinha. Diz pro Franky ir zarpando, para ser mais rápido.
– Você se machucou? – pergunta. — Eles machucaram você?
– Eu virei mulher, mais ainda sou espadachim! — grito — Quantas vezes vou ter que falar?
– Me desculpe. – pede. Me pega de surpresa — Fiquei preocupado. Bom, o Franky ouviu tudo, já que ele estava aqui do meu lado. O navio está zarpando.
– Que bom. — falo. Sinto um estranho peso na consciência — Olha, foi mal ter gritado com você. Sei como você se sente em relação às mulheres.
– Sabe? – pergunta, com a voz apaixonada de novo — Então o que vai querer no almoço?
– Posso pedir? Tem certeza?
– Claro que pode! Vou fazer o que você quiser! – responde. Sinto minhas bochechas quentes. Por que eu só fico assim quando converso com ele?
– Para o almoço pode ser qualquer coisa, desde que tenha carne para o capitão. — respondo — Mas para beber... Eu quero alguma coisa especial.
– Deixa comigo! – fala. Eu quase sorrio. Quase. — Eu vou te surpreender.
– É isso. Tô chegando.
– Estou te esperando. – diz, com uma voz rouca. Por algum motivo, aquela frase pareceu muito maliciosa. Sinto meu rosto quente, até as orelhas.
– H-Hai. — gaguejo. Ele desliga, e o Den-Den-Mushi começa a dormir na minha mão. Guardo-o no bolso.
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Chegamos ao navio em segurança, e logo estávamos em alto mar novamente. Minha barriga começa a roncar. E parece que Luffy se sente do mesmo jeito.
– Sanji! Comida! — grita, correndo até a cozinha. Eu vou atrás, assim como todos os outros.
Comer daquela comida maravilhosa ainda é novidade. Ele simplesmente assou diferentes tipos de carne e fez acompanhamentos, mas ficou tudo divino. Ele melhorou muito em dois anos.
– Né, Sanji! Onde aprendeu a cozinhar assim? — pergunta Usopp. Sanji endurece a postura — Você melhorou bastante depois dos dois anos!
– Ah, sim. Eu aprendi no inferno. — responde Sanji, exalando uma aura completamente negra. Até eu me assusto. — Que saber como é o inferno?
– Não, obrigado! — fala Usopp. Logo todos terminam, e só ficam eu, Robin, Chopper e Sanji na cozinha.
Termino de comer, completamente cheio.
– Aqui. Sua bebida. — fala Sanji, colocando um pequena taça com um líquido rosado e com bastante gelo na minha frente. A taça é decorada com um simples morango.
Levo a bebida até a boca. Com certeza é feito com saquê. Sinto o gosto de morangos e limão. Sem dúvida é uma delícia. Eu poderia beber isso o dia inteiro.
– Hm... — suspiro, apoiando a cabeça na cadeira — Doce. Muito bom, Sobrancelha de Bigode.
– Eu sabia que você ia gostar. Aí tem bastante saquê, não acha? — pergunta. Um sorriso surge em meu rosto.
– Bom, eu sou acostumado a tomar puro, então isso pra mim é até meio fraco. — falo. Ele concorda, acendendo um cigarro — Quero mais...
Ele enche a taça mais uma vez, e eu esvazio em alguns goles.
– É mesmo muito bom... O que tem aqui, Sanji-kun? — pergunta Robin, provando um pouco.
– Nada de mais. — responde o cozinheiro — Para fazer uma taça dessas eu preciso de oito morangos de tamanho médio, seis colheres de suco de limão, duas doses de saquê, quatro colheres de açúcar e gelo.
Ele enche minha taça novamente, e eu tomo tudo.
– Zoro, é melhor tomar cuidado... — diz Chopper, do outro lado da mesa– Você pode não aguentar beber tanto como antes...
– Não se preocupe, Chopper. Eu sei dos meus limites. — falo. Chopper sorri um pouco.
– Entendi. Bom, vou voltar para a minha sala e continuar a fazer remédios. — diz ele, saindo da cozinha. Robin sai com ele, dizendo querer ler algo.
E eu continuo bebendo e conversando com o cozinheiro, enquanto ele lava a louça. Perdi a conta depois da sétima taça.
POV Sanji
É a primeira vez que vejo Zoro bêbado. Agora que ele virou mulher, sua resistência ao álcool ficou muito menor. E devo acrescentar que ver seu rosto corado enquanto ela bebe cada vez mais é quase uma tortura.
Termino de lavar a louça a ando até a mesa, tirando a garrafa de sua mão.
– Já chega, não acha? — pergunta. Ela tenta tirar a garrafa de mim, mas não consegue nem ficar em pé.
– Me devolve, Ero-Cook! — fala, com a voz enrolada — Eu ainda não terminei!
– Você vai entrar em coma alcoólico, se continuar a beber. — falo. Ela suspira.
– Eu vou treinar agora.
– Nada disso. Você vai dormir. — ela se vira, e eu pego-a no colo.
– Me larga, Sanji! — grita, tentando socar meu peito.
– Não. Eu vou te colocar na cama. — falo. Ela fica emburrada, e eu sinto vontade de apertá-la.
Entro no quarto feminino, sabendo que as meninas estão no convés. Coloco Zoro na cama da Nami-san, e me sento na cadeira ao seu lado. Tiro um cigarro do bolso, acendendo. Cubro-a com o cobertor.
– Pára com isso! — manda, tirando o cobertor. — Eu tô quente...
– Se ficar fora das cobertas, pode pegar um resfriado... — aviso.
– Sanji... — ela olha em meus olhos, e eu percebo que seus olhos são claros, diferente da Robin-chan ou a Nami-san — Eu estou queimando...
Ponho a mão em sua testa, e sinto que está numa temperatura normal pra quem acabou de beber várias taças de caipirinha. Suas bochechas estão vermelhas, e ela está ofegante. Faço uma força extrema para não ter um sangramento nasal.
– Eu vou buscar água. — falo, me levantando. Pego um copo com água, e ela bebe. Mas não parece adiantar.
– Sanji... Tire minha roupa... — pede. Ah, merda. Como quer que eu me controle com uma tentação dessas na minha frente? De repente, tira a camiseta, ficando só de sutiã.
– Zoro! Não faz isso... — peço, cobrindo-a. Eu estou muito excitado com essa visão, mas não é por isso que vou estuprá-la. Além disso, está inconsciente de seus atos.
Ela se senta.
– Ei, você está bem? — pergunto — Está com vontade de vomitar ou algo assim?
De repente, ela cola o nariz no meu pescoço, inspirando com força. Aquilo me arrepia. Coloca a mão direita na minha nuca.
– O seu cheiro é bom, Ero-Cook... — fala. Encosta os lábios de leve ali. O que Zoro pensa que está fazendo?
– Arigatou... — murmuro, pegando em seus ombros, na intenção de afastá-la. — Eu tenho que arrumar umas coisas, então durma.
Se deita, colocando a cabeça no travesseiro e já adormecendo. Observo sua figura na cama. Ainda é o antigo Zoro, mas não posso ignorar seu atual estado.
Dou-lhe um beijo na testa e saio do quarto, avisando sobre a situação de Zoro à Nami-san. Ela agradece e eu volto para a cozinha, depois de ir ao banheiro.
Nossa, eu cheguei perto. Mais um pouco e eu tinha borrado o quarto inteiro de sangue. Será que eu aguento isso por quanto tempo?
Notas finais
*Irasshai! - Bem Vindo!
*Gomennasai! - Me desculpe!
*Meitou - Lâmina Famosa.
*Oo-Wazamono - Espadas mais afiadas.
*Wadou Ichimonji - O Caminho Reto da Harmonia.
*Shuusui - Água Clara do Outono.
*Sandai Kitetsu - Retalhadora de Demônios da Terceira Geração.
*Nidai Kitetsu - Retalhadora de Demônios da Segunda Geração.
*Shodai Kitetsu - Retalhadora de Demônios da Primeira Geração.
*Saijou-Oo-Wazamono - As Mais Afiadas das Afiadas.
Fontes: http://onepiecepedia.blogspot.com.br/, Wikipedia.
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Então? Gostaram? Espero que sim!
Putz, o Zoro bebeu todas, hein? KKKKKK
Se tiverem alguma crítica ou elogio... Review!
Eu fiquei até assustada, sabia? Todos os leitores comentaram! Isso nunca me aconteceu antes *----*
É isso!
Até o próximo!
Beijos
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