Ex-amigos
9 Capítulo 9 - O outro Lucas
Notas iniciais
Depois do dia em que quatro garotas conseguiram constranger, Lucas e Kaleb, eles ficaram mais tímidos um com o outro. O moreno até tentava algo vez ou outra, mas Kaleb dava um jeito de se safar. Fazia dias que Kaleb arrumava desculpas para não passar muito tempo sozinho com Lucas e a presença das garotas, que voltaram a freqüentar a casa de Lucas pelas tardes, ajudava Kal em sua missão de fugir da cama de Luc. Quando se aproximava o aniversário de Susana, Kaleb parecia nem existir, raramente atendia ligações e mal respondia suas mensagens, estava extremamente atarefado ajudando sua avó Marta nos preparativos da festa.
– Lucas, cadê o Kal? Vocês estão brigados? Perguntou Alanis para Lucas que dirigia.
– Não, não estamos brigados, mas ta tudo meio estranho ultimamente. Explicou Lucas.
– Será que ele ficou bravo com alguma coisa que eu ou as meninas fizeram? Preocupo-se Alanis.
– Não é isso. Respondeu o rapaz. Ele e a tia Marta estão muito ocupados com a festa da tia Susana. Continuou. A família dela é muito rica e ela mesma não tem dinheiro pra receber todo mundo e muito menos de dar uma grande festa. Então a vó do Kal monta a festa e você sabe como o kal é quando se trata da tia Su. Então ele está ajudando.
– Realmente, ele me chamou pra ir à festa... Chamou as meninas também... Mas já é nesse sábado, ele deve estar menos atarefado agora. Concluiu a garota. Festas são preparadas com antecedência para nos dias que antecedem passam resolver algum problema e ficar descansado pra conseguir aproveitar. Certo?! Observou Alanis.
– Pelo menos eu acho que sim. Respondeu Luc.
– Então deixa que a Ana aqui vai pensar em algo bem relaxante para amanhã. Sorriu Alanis e Lucas riu da certeza que tinha que algum plano mirabolante a ruivinha estava armando.
Alanis informou depois que tinha chamado as garotas para irem à casa de Lucas, tomar sol e comer mini sanduíches e beber suco natural de framboesa. Depois todos jogariam baralho e assistiriam um filme chamado Todo mundo quase morto. Lucas achou que seria um bom jeito de ficar perto de Kaleb sem cansá-lo. Afinal as garotas, a piscina, lanches e um bom filme, deixa qualquer um feliz. Ele informou Kal que também concordou que era uma idéia muito boa e confirmou presença. Na manhã seguinte Lucas foi para a escola, depois, junto com as meninas, foram buscar Kaleb no colégio. Quando o moreno parou em frente ao colégio viu Kaleb conversando animadamente com Laila. Todos olhavam para os dois e as meninas dentro do carro bufavam. Lucas ficou parado olhando como todos os outros. Naquele momento Lucas sentia uma tristeza presa na garganta. Sua tristeza logo se transformou em algo muito diferente. Ele saiu do carro e ficou parado ao lado da porta, observando um movimento estranho que vinha de dentro do prédio. Muitas pessoas que estavam lá dentro saíram rindo e alguns tinham celulares apontados para Kal e Lail.
– Laila! Gritou um garoto alto, de cabelos em um topete castanho, e músculos assustadores. Ele caminhou em passos firmes e punhos cerrados até o casal na calçada.
Kaleb se virou para o rapaz e deu dois ou três passos pra trás, tropeçando nos próprios pés. O rapaz assustador começou a chutar Kaleb, que tentava se defender, ali mesmo no chão. A garota tentava segurar o monstruoso rapaz, mas ele a empurrava e mesmo que aquilo machucasse, ela não desistia.
– Lucas! Amor, para, ele não fez nada! Pedia Laila.
– Sai daqui sua vadia! Gritava o rapaz sem deixar de chutar Kaleb, que estava quase sem forças.
Luc correu até o outro lado da rua, onde a briga acontecia. Empurrou alguns idiotas que gritavam e filmavam tudo, incentivando o agressor. Quando Lucas chegou, seguido pelas quatro garotas, empurrou o monstro e deixou Kaleb gemendo e se encolhendo de dor.
– Olha só se não é meu chara valentão... Disse o de cabelos castanhos já tentando bater em Lucas.
– Realmente, Lucas, a única coisa que temos em comum é o nome, porque eu nunca bateria em alguém mais fraco que eu. Covarde. Riu Luc.
Enquanto as cinco garotas tentavam acalmar e levantar Kaleb, Luc e Lucas diferiam socos e chutes um ao outro. Isso durou em média um minuto, ou menos. Ambos eram muito fortes e tinham conhecimento sobre artes marciais. Depois desse minuto, Luc segurou os braços de Lucas e chutou com muita força suas genitais, fazendo-o cair. Então Luc começou a chutá-lo até que Lucas pediu que parasse.
– Amor! Disse Lail se ajoelhando ao lado do namorado. Eu e o Kal não temos mais nada, inclusive ele já ta namorando outra pessoa.
Luc se virou para Kaleb que estava apoiado em Livia e Maria. Quando o moreno se aproximou as duas meninas entregaram Kaleb a ele, que pegou o loiro no colo, como se fosse um bebe, beijou-lhe a testa e disse para o outro no chão:
– Ele está comigo agora... Confidenciou Luc a Lucas e Laila. Se chegar perto dele de novo, você vai se arrepender. Explicou o rapaz que saiu sem mais nem uma palavra.
Lucas acomodou seu amado no banco da frente e deixou as garotas se amontoarem no banco de trás. Lucas dirigiu até um hospital, onde se fez alguns curativos no rosto, na barriga e nos braços do loiro, um dos braços inclusive teve de ser enfaixado, pois havia trincado o osso. Lavinya, que havia descido até a pediatria, chegou acompanhando Susana.
– Meu Deus! Disse ela vendo Kaleb dormindo, muito machucado, no leito. O que aconteceu, com ele Lucas? Perguntou ela, sem desviar os olhos do filho.
– Ele estava conversando com a Laila na frente da escola e um garoto, muito babaca e forte, que é o namorado dela, achou que eles tinham voltado e começou a bater no Leb, eu fui ajudar, mas quando eu consegui chegar neles, ele já tava assim. Contou Lucas. Eu bati no moleque e depois trouxe o Kal pra cá. Eles deram um sedativo pra conseguir fazer ele parar de se mexer. Ele vai passar a noite aqui, porque disseram que a senhora tem plantão e ficaria mais tranqüila com ele por perto. Explicou o moreno.
– Realmente, com essa virose atacando as crianças, eu não poderia ir pra casa. Tenho que agradecer o Doutor Junior depois. Pensou alto a loira. Vocês podem ir se quiser. Vou ligar pra mamãe vir cuidar dele.
As garotas se despediram e saíram do quarto. Lucas então parou a frente de Susana e disse:
– Tia, eu sei que a senhora vai ter uma festa de aniversário amanhã e sei que a sua mãe e o Kal estavam organizando tudo com muito carinho. Disse o rapaz. Deixe ela descansar, eu fico e cuido do Kal. Só tenho que levar as meninas em casa.
– É muito gentil de sua parte, meu anjo, mas não quero incomodar. Agradeceu Susana.
– Incomodo séria eu ficar longe... Murmurou Luc. Me deixa cuidar dele? Pediu.
Susana estava de boca aberta. Ela sempre soube sobre a sexualidade do filho, mas nunca imaginou que ele realmente chegaria a namorar com um garoto.
– Vocês estão juntos? Perguntou a loira, séria.
Lucas corou e pediu:
– A senhora aprova? Corou o rapaz.
– Bom, eu não esperava por isso, mas se você se preocupa e defende o meu bebe, eu acho que aprovo, sim. Ela sorriu sem jeito. Cuida bem dele ta?! Promete?!
– Prometo! Lucas disse isso com um enorme sorriso no rosto e depois de beijar a testa da baixa mulher, saiu de encontro às garotas.
Depois de levar as garotas em casa, Lucas, foi em casa tomar um banho, trocar de roupa e pegar umas cobertas limpas. O ar condicionado dos quartos individuais eram realmente muito forte e as cobertas, um tanto finas. Depois ele voltou ao hospital e subiu até o quarto de Kaleb, que estava acordando.
– Kal que bom que você acordou. Disse Lucas passando pela porta e encontrando Kaleb sendo alimentado por uma enfermeira. Pode deixar que daqui eu assumo, moça. Sorriu Lucas.
A mulher deu algumas recomendações como falar baixo de não deixar Kaleb se mexer muito, para não desfazer nem um curativo e depois saiu, fechando a porta.
– Essa comida até que não é tão ruim, mas nem se compara com a sua. Observou Kaleb para Lucas.
– Eu até trouxe uns lanches, mas eles não deixam entrar comida no quartos. Disse Lucas se sentando onde antes estava a enfermeira. Mas eu posso te dar comida na boca, igual aquela mulher tava fazendo, você parecia estar gostando bastante.
– Para com isso, ela é amiga da minha mãe... Riu Kal.
– Para de mexer tanto o rosto. Ordenou Lucas. Só o necessário. Pediu. Aquele babaca, fez um estrago.
– Não mais do que você fez nele... Murmurou Kaleb, com as bochechas coradas. Brigado por me salvar. Eu provavelmente estaria bem pior se você não tivesse chego.
– Ta brincando? Riu Lucas. Só eu posso bater em você! Brincou.
– Eu te amo. Disse Kaleb segurando uma das mãos do moreno. Tenho medo de ficar sem você de novo.
Lucas sorriu e deu selinho demorado em Kal.
– Eu também te amo e você nunca vai me perder, muito menos agora. Sorriu Lucas malicioso.
– Como assim? Perguntou Kaleb.
– Você aceita ser oficialmente meu namorado? A sua mãe já disse que aprova. Disse Lucas.
– A minha mãe... Pensou Kaleb. Mesmo que ela não aprovasse, Luc. Ele sorriu.
O moreno sorria de volta, em meio a uma paralisia.
– Agora é a hora em que você me beija. Observou Kaleb.
Lucas encostou sua bochecha na de Kal e escorregou o rosto até suas bocas ficarem frente a frente e bem próximas. Ele beijou o loiro, devagar, invadindo calmamente a boca de Kal. Suas línguas tocavam-se calmas e demoradas. Quando Lucas se afastou um pouco, Kal chupou o lábio superior do mais alto, o fazendo arrepiar. Então Lucas se levantou, afastando a mesinha com a comida. Ele foi até a porta e a trancou.
– Vou cuidar de você do meu jeito... Disse Lucas desligando o ar condicionado e descobrindo Kaleb que se arrepiou.
O moreno tirou toda sua roupa, revelando uma ereção. Um arrepio correu pelo corpo do menor.
– A Elza disse que eu não posso ficar me mexendo... Lembrou Kal.
– Eu ouvi o que ela disse. É só você obedecer ela. Não vou machucar você. Observou Lucas. É que esse vestidinho de hospital, sempre me deixou curioso. Ele sorriu malicioso.
Lucas foi até a malinha com as cobertas e pegou um lenço comprido.
– Você fez muito barulho daquela vez, então... Disse o Moreno amarrando o lenço a boca de Kaleb que permanecia em silencio. Vira pra cá. Pediu Lucas na lateral do leito.
Uma das mãos de Lucas estava movimentando-se repetidamente sobre o próprio pênis. Kal apenas assistia. Então Lucas se abaixou deixando seu lábio sobre a cabeça do pênis de Kaleb que estava tão rígido quanto o do moreno. Lucas começou a chupar de leve a cabecinha de Kal, que soltava alguns suspiros e com a mão boa, acariciava os caichinhos negros do moreno. Logo Lucas colocava mais partes da ereção do loiro na boca, até que engasgasse. Nesse ponto Kaleb gemia. Então Lucas se levantou e com as pernas de Kaleb envolta de si, pegou o garoto no colo, encaixando devagar seu pênis no anus do loiro. Kal gemeu devagar quando em fim Lucas estava completamente dentro dele. Lucas apoiou as costas de Kaleb na parede, fazendo o loiro quicar devagar. Suas respirações eram pesadas e eles tentavam manter-se em silencio, mesmo que vez ou outra, com uma penetração mais firme, eles soltassem alguns gemidos. Depois de poucos, mas intensos, minutos assim, eles gozaram juntos. Então Lucas devolveu Kal a seu leito, tirando o lenço de sua boca, desligando-se dele e deixando escorrer no lençol seu gozo, enquanto o de Kaleb, estava todo espalhado em sua definida barriga descoberta. Lucas então limpou kal, lambendo com cuidado o liquido esbranquiçado de cima do loiro que observava atento. Depois o moreno levou Kaleb ao banheiro, o sentou no sanitário e o limpou devidamente. O vestiu com o tal vestidinho de hospital que em algum momento antes, tinha se desprendido do corpo do loiro. Lucas também derramou um pouco de creme de milho no lençol para que pudesse pedir à enfermeira que o trocasse.
– Pronto. Disse Lucas a Kaleb. Agora agente já pode deitar.
Kaleb tentou levantar sozinho, mas ficou um pouco tonto e Lucas o carregou novamente no colo até a cama. O moreno pegou uma coberta, ligou o ar condicionado e depois se juntou a Kaleb na cama, onde conversaram durante horas até dormirem, abraçados um sono leve e aconchegante.
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