Evil Well
1 Artigo primeiro - Caos.
Houve certa vez no Céu, um choque entre as duas dinastias que dominavam todo o equilíbrio mundano. Um pecado foi cometido entre a Deusa Luna, rainha da luz e responsável por tudo de bom que existia no mundo e Balaam, rei das trevas e altor de tudo que havia de mal na terra. Traíram seus povos, e infligiram as leis, tendo então um caso que esconderam durante anos. Logo Luna começou a apresentar enjoos contínuos, Balaam sabia que logo o segredo seria revelado, a farsa chegaria ao fim, e o Caos, reinaria em todo o reino mundano.
Luna não tinha mais como esconder sua enorme barriga, a união entre luz e escuridão, o bem e o mal, estava se desenvolvendo em seu ventre. Certa vez, Bélen, irmão mais novo de Balaam, que seria o próximo no trono das trevas, armou uma emboscada para que o segredo do irmão fosse atona e ele assim, conseguisse conquistar sua tão sonhada coroa.
Bélen conseguiu reunir provas e fotografias, para mostrar ao povo a vergonha de seu líder. Balaam foi expulso de seu reino, forçado a ir morar com Luna, porém, os boatos já haviam chegado ate os ouvidos dos superiores do povo de Luz. A sentença proposta pelo conselho da luz, foi perdoar o pecado cometido pelos dois se, Balaam se converte-se a luz, e nunca mais utilizasse seus poderes Trevianos, e que Luna, matasse seu bebê assim que nascesse.
Luna se revoltou com tal proposta, mas Balaam tinha um plano. Assim que o bebe nascesse, eles o mandariam para a terra, para que vivesse como um humano normal, ate que completasse idade suficiente para entender e dominar seus poderes Luzotrevianos.
Assim foi feito. Na manhã do dia 16 do mês de Outubro, uma menina que levou o nome de Samantha, veio a nascer. Seus pais fingiram sua morte ao nascer, dizendo que o bebê não havia sobrevivido ao parto de risco. Sam, como seus pais passaram a chama-la, foi enviada a terra, sobre tutela de sua tia Isis, irmã de Luna.
~~~ Dezoito anos mundanos depois. ~~~
– Sam? Pronta pra ir? — Isis batia a porta do quarto.
– Qual a porra da graça de ir a um velório ? — Sam abriu a porta descabelada e ainda de meias.
– Usar preto ué. — Isis disse com ironia. — Esconde as gordurinhas, combina com tudo e além disso... você fica uma graça de vestido preto sabia?
– Acontece que eu não tenho gordurinhas pra esconder. Se bem que você fica com menos cara de tiazona com esse decotão. Desse jeito vai levantar o defunto, mas não é bem o corpo...
– Muito puta?
– Sim!
– Ótimo! pegue o casaco, vamos nos atrasar.
No carro, a chuva fazia com que os vidros soassem por dentro. A estrada estava calma e sem muitos carros a vista. O céu era negro, mas as nuvens não perdiam seu brilho especial.
– Como foi o enterro da mamãe? — Disse Sam surpreendendo Isis.
– O que? ahn... sua mãe não teve enterro.
– Não?
–Não, ela nunca gostou de ver gente chorando, deve ter herdado isso dela.
– Se não foi enterro... o que fizeram quando ela morreu?
– hm... ela preferiu ser cremada. Uma coisa simples, pra não dar tempo de ninguém chorar.
– E meu pai? depois do acidente ele...
–Porque tantas perguntas agora sobre seus pais? ficou sentimental por conta da morte do vizinho?
– Não, e que eu nunca vi nenhuma foto dos dois, não sei como eram. Você disse que morreram quase que na mesma época, e eu era bebê então...
– Tudo que precisa saber é que seus pais te amavam. Eles queriam o melhor pra você, por isso me deram sua guarda.
– AHAN! a tiazona que mistura vodka no café de manhã, e toda sexta sai com um cara diferente? você é minha inspiração de vida perfeita Tia.
– Eu sei, todos querem ser como eu. — Isis sorriu. — E não me chame de Tia.
O enterro do vizinho foi entediante para as duas. Isis quase dormiu duas vezes no meio do discurso da mãe do cara e Sam teve que cutuca-la. Elas mal sabiam o nome do cara que morava na casa ao lado desde de que haviam se mudado. Voltando de lá, pararam numa pizzaria para jantarem.
–Ei vamos comemorar? — Disse Isis.
–Depois de voltarmos de um velório? O que diabos temos a comemorar Isis?
–Que ele foi e não nós! — elas riram. — Não, é serio. Ele esta num lugar melhor agora. Pode sair desse inferno que é viver na terra. Conta pra pagar, homens pra aturar, politica, leis, frescuras e esses bando de cuzões que são os serem humanos! quem dera eu se um dia pudesse morrer.
– Do jeito que bebê e dirige, esse dia logo chega. — Sam riu. — Mas a morte sempre vai chegar, não adianta, somos humanos tanto quanto ''esses bando de cuzões'', não é?
– É ... — Isis disse meio pensativa. Ela sabia que Deuses eram imortais. E para o azar dela, estaria para sempre presa na vida que ela mal pode escolher. — Sabe que eu nunca morreria e deixaria você né?
– Ia me matar primeiro pra eu ir com você? — Sam brincou.
– não! sua besta! — riram. — É serio Sam, daria minha vida pela tua. — Isis olhou no fundo dos olhos de Sam. — É minha missão.
– Acho melhor não beber mais vinho... — Sam então tirou a taça das mãos da tia.
Isis sabia que quando os poderes de Sam começassem a aparecer, as coisas perderiam o controle, e que em breve, a mentira seria descoberta. Luz e trevas viriam atrás de Sam. E ela a protegeria, mesmo que custasse sua imortalidade.
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