Evil Well

2 Artigo Segundo - O Inicio.


Era sexta a noite, os jovens de toda a cidade se preparavam pra beber, transar e vomitar. As garotas pensavam em como parecer o mais putas possível para conseguirem algum cara para a noite. Tentavam escolher alguma coisa que fosse o mais pink, curto, justo e fácil de tirar possível. O caras passavam horas nas compras. Escolhendo as bebidas mais fortes para tentar embebedar as meninas que ficariam ainda mais fáceis de comer, se é que isso é possível. Sam não era muito do tipo que saia pra festas. Suas melhores amigos se resumiam em um guitarrista sem banda e baixinho, um jogador de basquete que, por mais q tivesse talento, nunca saia do banco, e uma lésbica loira q pegava mais mulher que os dois juntos. Não faziam bem o grupo de amigos baladeiros que os filmes adolescentes mostram.

– Ei Sam. — A lésbica loira, Taylor por telefone. — Ta afim de ir num lugar mais que foda?

– Tay, eu não vou num clube de strip de mulheres.

– Ok.. então plano B. Tem um bar de rock clássico que ta fazendo cover daquela banda de velhos que você curte... ''Acedece''.

–AC/DC, Taylor.

– Que seja! Chamei os meninos e eles toparam. Bora?

– Não sei não...

– Qualé, uma hora você precisa beijar um cara. Além do mais eu pretendo pegar a vocalista que vai fazer cover do The Pretty Reckless. Preciso de você pra enrolar o namorado dela, caso ela tenha um. — Sam respirou fundo e cedeu a insistência de Taylor. Billie, o guitarrista baixinho, os levou no carro do pai.

O bar tinha uma boa aparência, uma mistura dos clássicos do rock e a velha bad vibe que um bar geralmente tem. O cheiro era de whisky, tequila e cigarro. O chão era de madeira, e as cadeiras de um mármore estofado. O tipo de lugar em que Elvis tocaria no inicio de carreira.

– Eae, gostou Sam? — Disse Jhonny, o jogador de basquete frustrado.

– Nunca vi tanto velho tatuado e bêbado, nem bad boys fumantes como aqui. Adorei. — Eles escolheram uma mesa próxima ao palco, e logo a banda cover começou a tocar. O vocalista não era nenhum Bon Scott ou Brian johnson, mas cantava bem. O curioso, é que ele não tirava os olhos de Sam, nenhum minuto enquanto cantava.

– Acho que alguém vai beijar hoje... — Tay provocou e os amigos riram.

– Ele só esta procurando um ponto de referencia. — Disse ela sem graça. — Mas to constrangida. — Depois de cinco musicas, a banda deixou o palco e a vocalista que Tay queria, assumiu o show.

– Olha ela lá... que mulher é essa...

– Duvido que vá pegar. — Billie disse.

– Ta falando isso porque peguei a menina que você queria mês passado.

– Aquilo foi mancada sapatão.

– A culpa não é minha se meu dedo do meio e maior que seu pinto. — Sam e Jhonny riam enquanto Billie fazia cara feia pra fingir braveza. — Eu vou pegar, te faço cheirar meu dedo depois pra provar.

– Que nojo Taylor! — Disse Sam.

– Como se você também não fosse por os dedos em alguma coisa hoje, não é Sam?

– Você não tem certeza.

– Quer apostar?

– Não... — O show acabou e outra banda iniciante qualquer subiu no palco. Taylor viu que sua presa estava conversando com um cara no balcão e logo puxou Sam pra tentar afasta-lo. As duas andaram até lá e Tay, como sempre bem cara pau, se apresentou.

– Oi e eae? te vi no palco, cara que voz incrível! — Ela disse encarando os olhos da cantora. O cara que estava conversando com ela logo arqueou uma sobrancelha. Sam estava ali parada sem saber o que dizer ou pra onde olhar.

– Muito obrigada... ?

– Taylor — Ela disse sorrindo.

– Taylor... Eu sou Marcela. — Ela disse sorrindo. — Que bom que gostou do show.

– Claro! amei. Sua voz é realmente gostosa, é claro que... não só a voz. — Tay abaixou seu tom de voz e foi ate o ouvido de Marcela. Sam ficou vermelha. — Ei, vamos conversar lá trás?

– Ei, ela ta conversando comigo! — Disse o cara alto com pinta de modelo.

– A não é problema... Essa é minha amiga Sam. — Sam arregalou os olhos para Tay. — Conversa com ela.

– Isso, conversa com a amiga dela... eu não demoro... — Disse Marcela. As duas foram para atrás do bar, onde ficava o estoque. Sam ficou tentando olhar pra qualquer lugar que não seria o rosto do cara que estava a sua frente.

– E então... — ele puxou conversa. — Qual teu nome ?

– Samantha... e o seu? — ela disse com vergonha.

– É Stive. Quer dar uma volta de carro?

– Tenho certeza que não.

– A vamos... vai gostar. — A cara chegou perto e apertou o braço de Sam.

– Não ouviu a garota? — O vocalista que não parava de encarar Sam apareceu por trás. — Ela não quer ir conhecer aquele seu Chevette.

– É uma S10 seu Otário. — O cara disse com raiva. — Cai fora.

–Hm... S10, S11, S12, Se é um broxa que dirige, pra mim ainda é um Chevette.

– Ta querendo briga idiota?

– Larga a menina e você sai sem um arranhão do bar.

– E quem vai me bater? — Stive tentou acertar um soco no Bad Boy folgado, mas errou e foi pego pelas costas e empurrado sobre uma mesa. O bar todo parou pra olhar. O dono saiu de trás do balcão com uma espingarda e expulsou os dois sem dizer uma palavra. Sam viu o vocalista saindo e correu pra agradecer.

– Ei! Gênio que usa óculos escuros a noite! — O cara se virou e deu um sorriso torto.

– Eu quase tomo um soco e um tiro por você, e é assim que me trata? — ele disse com ironia. — Mulheres...

– Não me lembro de ter pedido ajuda. — Sam arqueou uma sobrancelha.

– Ok moça... — ele se virou pra ir.

– Não é serio... — Ele se voltou pra ela. — Valeu a força lá.

– Sem problema... — ele andou até pertinho dela. — Agora posso pegar minha recompensa?

– Do que caralhas ta falando? — Ela disse com raiva.

– Ei calma... so queria saber teu nome.

– É Samantha.

– Oi Samantha, eu sou Tyler. — Eles se encararam por alguns minutos. — Quer carona pra casa?

– Também quer que eu vá '' dar uma volta no teu carro?''

– Não... — ele sorriu. -To oferecendo sinceramente. Vi que ta com seus amigos, ia levar todos vocês.

– Ah que bom moço... Mas não precisa. Estamos de carro. Na verdade eu precisava achar minha amiga sapatão. Ela foi se pegar com uma menina la nos fundos.

– Vamos lá, te ajudo a procurar. — Os dois foram para os fundo do bar, onde casais se pegavam no corredor e baratas passavam por baixo das caixas empoeiradas. Mais pro fundo onde não havia ninguém, Tyler puxou Sam para dentro de uma sala que se parecia com uma sala de jogos. A beijou e em seguida fechou a porta. Sam pareceu gostar então ele não parou. O que ele tentava ela retribuía e mostrava interesse na trocar continuar. Ele a levou no colo e andou ate a mesa de sinuca que estava mais a frente, a sentou la e foi descendo suas mãos pelo corpo de Sam. Tyler tirou sua blusa e logo em seguida a dela, quando tentou abrir seu sutiã, um choque atingiu sua mão e o fez voar para trás e bater com as costas na parede.

– Mas o que diabos foi isso Samatha? — Disse ele assustado.

– Eu não sei! juro que não fiz nada. — Disse Sam desesperada.

– Como não fez! mas que porra! achei que quisesse! — Ele disse incrédulo.

–Eu queria... eu quero! me desculpa! eu não sei o que...

– Esquece! — ele pegou sua camisa do chão e saiu pela porta. — Sam olhava suas mãos tentando entender o que foi aquilo. Ela não conseguia ter uma explicação. Taylor entrou pela porta vestindo sua blusa.

– Ei, você ta ai em. Rolou? vi o cara correndo pra fora... Você se lembrou de tomar cuidado com os dentes?

– Eu não fiz nada Taylor!

– O que? o que houve então? o idiota te rejeitou?

– Não! quer dizer... sim. Ah eu não sei. Algo aconteceu e ele se assustou!

– Se veste. — ela jogou a blusa. — Me explica isso quando chegarmos na sua casa. — Elas encontraram os meninos se pegando com duas irmãs gêmeas no corredor do bar. Os puxaram e foram pra casa. Tay ficou na casa de Sam, e subiram para o quarto dela. — Cade a Isis? aquela bunda alegra meu dia.

– Deve ter saído com algum cara. Qualé da pra focar em mim?

–Ok... calma! senta ai. Você e o bonitão tava la se pegando e ...

– E... que ele tentou tirar meu sutiã e de repente foi arremessado pra trás!

– A qualé Sam. — Tay fez cara de tédio.

– É serio caralho! olha meu estado!

– Tu já fez isso antes, porque dessa vez tava com tanto medo?

– Tu é surda ou é retardada? ta me escutando? o cara voou longe! LONGE TAYLOR! Foi como se numa hora tivesse tudo bem, e na outra uma corrente elétrica passou queimando por meu corpo e BAN! ele voou longe. — Taylor estava sentada na cama de Sam olhando-a andar de um lado pro outro, sua cara era de uma mistura de medo e preocupação.

– Miga... você ta bem?

– Não me olha com essa cara de louca! — Sam gritou estérica. — Ou talvez eu esteva ficando! Ai meu Deus eu to ficando louca? — Disse ela se sentando com as mãos no cabelo.

– EI EI EI, vamos ficar calmas ok? — Taylor se levantou. — Certo se você diz que isso aconteceu, eu acredito em você. E o cara parecia bem assustado. — Tay olhou para Sam e viu o quando sua amiga estava desolada e confusa. — Ei cara, não fica assim, vamos descobrir o que aconteceu, tenho certeza que não foi nada. — Taylor abraçou Sam, mas quando as mãos de Sam tocaram as costas dela, outra onda de choque começou a eletrocuta-la! Sam percebeu e a largou depressa se afastando. Tay estava desmaiada no chão, raios saiam dos dedos de Sam, algo estava pra acontecer.