Evil Well
3 Artigo Terceiro - Duas almas
— Taylor?! TAYLOR! — Sam tentava acordar a amiga desmaiada no chão, com leves tapinhas no rosto.
— O que ... caralh* que foi isso? -Tay disse ainda meio tonta.
—Fui eu de novo... quer dizer não foi de proposito... MAIS QUE P*RRA TA ACONTECENDO COMIGO?
— Samantha! não surta ok? seila, eu te levo aonde? num médico? pai de santo? Precisamos de ajuda.
— Serio que vai brincar num momento como esse?
— E quem disse que eu to brincando? Escuta, isso ai não é normal.
— Descobriu isso sozinha ou precisou jogar no Google?
— Vai ser hostil agora? — Sam respirou fundo. — Ok escuta, eu tenho uma tia que mexe com essas coisas, vamos visita-la amanhã a tarde e ver o que ela pode dizer.
— Taylor eu não quero que mais ninguém saiba!
— A gente não diz o que aconteceu ué, só pergunta se tem algum tipo de espirito no seu corpo ou um troço assim.
— hmm... — Sam pensou por uns minutos. — Certo, mais depois dela vamos ao médico.
— Se você prefere...
— Não vai contar nada a ninguém!
— Qualé, como pode me pedir isso.
— Taylor, lembra de quando tínhamos 11 anos e eu menstruei pela primeira vez e você espalhou pra sala toda que eu ia morrer de uma doença contagiosa?
— Cara... — Tay começou a rir — Aquilo foi de mais, ninguém mais queria brincar com você — Taylor gritava de rir.
— Aquilo não foi engraçado.
— Ei ei, mais quem ficou perto de você mesmo podendo pegar a doença hemorrágica?
— VOCÊ SABIA QUE NÃO ERA DOENÇA TAYLOR!
—Mesmo assim eu fui a unica que ficou — Ela ria. — Sou sua melhor amiga cassete, não vou contar a ninguém. Aquilo foi a muito tempo.
Taylor, então, foi pra casa e Sam tentou fingir para sua tia que tudo estava bem. Na tarde seguinte, depois de uma noite com muitas dores no corpo e calafrios, As duas se encontraram no ponto de ônibus e foram para a casa da tia de Taylor. A casa ficava no alto de uma colina grande, cheia de mato que mais parecia um castelo mal assombrado do que uma residencia.
— Tua tia mora aqui? — Sam disse com tom de ironia.
— Esse lugar piorou muito desde a ultima vez...
— Faz tempo que não a vê?
— Desde os meus sete anos. Minha mãe e ela brigaram e ela jogou uma praga em mim, disse que iria crescer que ser o desgosto da familia, e não é que a vadia acertou? Pelo menos sabemos que o que ela diz e verdade. — Taylor tocou a campainha, que mais parecia um sino velho de igreja. Demorou alguns minutos e uma senhora de preto espiou pela grande janela ao lado da porta, arregalou os olhos ao ver Tay e correu para abrir a porta.
— Taylor? Se não fosse pela vibração escura que tua alma tem, não teria te reconhecido... esta tão alta, e essa maquiagem preta combina muito com seu interior.
— E com seu sorriso também.
— ahh... Olá Senhora- Sam cortou Taylor. — Viemos pedir sua ajuda, uma ... hm.. '' consulta''. Esta disponível?
— Você precisaria ter marcado hora meu bem.
— Temos duzentas pratas velha. -Disse Taylor.
— Entrem.
A casa era iluminada por velas, e apesar de estar bem claro la fora, janelas negras faziam a casa parecer a noite mais escura. Pinturas que pareciam te seguir com os olhos decoravam a parede e o cheiro de incenso fez Sam espirrar. A velha levou as duas para o meio da sala de visitas, onde uma mesa redonda coberta por uma toalha azul escura com caveiras, estava ao centro. Em cima da mesa haviam cartas de um baralho estranho, ossos num saquinho, pedras brancas e outras coisas quais Sam nunca havia visto.
— Sentem-se... Em que posso ajuda-las? poção do amor? ou um belo trabalho pra f*der com a vida das vadias?
— Quem f*ode as vadias aqui sou eu titia. — Disse Tay.
— Na verdade, eu venho sentindo algumas coisas estranhas... Quero dizer, bem estranhas. Essa noite tive calafrios, acho que também tive febre... tive um sonho estranho...
— Conte-me o sonho. — Disse a velha segurando um colar de pedras brancas.
— Não me lembro bem mais... Uma hora eu estava me afogando e na outra estava pegando fogo... E também me lembro de ...
— Vamos, conte-me tudo, sem vergonha.
— Bom eu...me lembro de sentir uma vontade quase que incontrolável de ... — Sam engoliu em seco. — matar... — Taylor e sua tia ficaram em silencio por uns minutos, encarando Samantha com cara de espanto.
— Muito bem filha, vamos ver... — A velha pegou uma esfera transparente e colocou sob a cabeça de Sam, fechou os olhos e disse algumas palavras em uma linguá que Sam não conseguiu identificar. Após uns instantes, a esfera se encheu de fumaça branca, o que fez a velha respirar aliviada.
— Tome minha flor, segure isto. — Ela pediu que Sam segurasse a esfera. — Vê a fumaça branca? isso significa que sua alma e pura e bondosa. — A velha se levantou para pegar algo sobre a estante que ficava ao lado.
— ahm... Titia... o que acontece se a fumaça ficar preta?
— Porque esta perguntando... — Ao se virar, a velha viu que a fumaça havia ficado tão negra que a esfera nas mãos de Sam, quase sumia em meio a escuridão da sala, de tão negra que havia ficado. — Isso... isso é surreal! Menina, como pode ter duas almas?
— Ok chega — Disse Taylor. — Esse troço deve estar com a pilha fraca. Vamos embora Sam, não devia ter te trazido ou confiado nessa velha louca. Toma sua grana.
— Vá criança, mais se prepare, o destino guarde algo surpreendente á você.
— Tipo o que? um marido rico e um bilhete premiado? Besteira. — Disse Tay puxando Sam pra fora da casa.
Mais tarde, as duas estavam num lanchonete perto da casa de Tay, onde Billie e Jhonny trabalhavam.
— Ei gatinhas, que tal um salsichão em? — Disse Billie.
— Se for o seu ta mais pra mini Hot Dog. — Disse Tay.
— Como se você gostasse disso né sapata. — Disse ele deixando o suco na mesa.
— Não, mais adoro uma linda garota de uniforme, alias, belas pernas.
— Vai se f*der.- ele rio.
— Sammy? parece meio na bad.- Disse Jhonny.
— Só estou meio cansada.
— Que ta pegando? chateada pelo cara do bar?
— Não, na verdade eu nem me lembrava dele.
— Aé? pois e melhor lembrar, porque ele acabou de entrar.
— O que?!- Sam olhou para a porta de entrada e o garoto que ela afugentou estava ali parado escolhendo uma mesa. Ele avistou Sam e ergueu uma sobrancelha.
— Ai vem o bonitão, segura a periquita Sam, não tente fugir.
— Eu so me f*do!
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