Evil Well
4 Artigo Quarto - Sangue no asfalto
Ei, Samantha? Que legal te encontrar aqui... — Disse Tyler envergonhado.
– Oi... — Disse ela corando.
– Vamos deixar vocês sozinhos — Tay saiu puxando os garotos.
– Bom ham... — Tyler coçou a cabeça brevemente. — Tudo ok?
– Sim... e você? Como esta depois de ...
– Ah, aquilo ... bem não foi nada.
– Claro que foi, me desculpa, mesmo.
– Tudo bem,você pareceu tão surpreso quanto eu.
– E com surpreso você quis dizer apavorado?
– Eu não estava apavorado... — Disse ele orgulhoso.
– Claro que não. Bobagem minha supor isso.
– Ok talvez um pouco. — Riram. — Mas não é todo dia que você deixa uma garota com tanto tesão, que ela te eletrocuta.
– Você fala como se também não estivesse.
– E quem disse que eu estava?
– Homens não precisam de palavras pra demonstrar tesão, sabia?
– Ok me pegou. — Trocaram sorrisos maliciosos. — Escuta, seria legal se... eu puder te levar a um show da banda qualquer dia...
– Posso pensar.
– Pensar é bom. — Tyler se levantou deixando um cartão sobre a mesa. — Este são os contatos da banda, aquele segundo é meu celular, quando decidir, ou tiver afim, liga.
– Ok, a gente se vê.
Alguns dias se passaram e Sam continuou sentindo coisas estranhas. Sonhos e experiencias bizarras.Ela começou a fazer movimentos mais rápidos e acrobacias que nunca havia pensado ser capaz. Ela não conhecia mais sua própria força.
A cidade estava tomada por um medo cruel. Os jornais locais noticiavam uma serie de mortes estranhas, onde as vitimas eram encontradas mortas, com pelo menos 65 % do sangue drenado. Sem qualquer conexão, pessoas inocentes e aleatórias iam morrendo pra um assassino que se quer tinha rosto, pois não deixava rastro ou digital. Os oficiais locais decretaram um toque de recolher, após as oito da noite ninguém mais e autorizado a sair de casa por questões de segurança.
Billie não conseguiu sair mais cedo do trabalho, pois seu chefe era, como ele dizia... '' um pé no saco''. Ele caminhava pela rua escuta e deserta, torcendo pra não ver nenhum policial e não ter que se explicar. Fones no ouvido e andava distraído, havia bebido um pouco, estava meio zonzo. Billie começou a sentir a presença de alguém na rua. Olhava para trás e para os lados, apressou seu passo pra chegar logo em casa. Um rugido ensurdeceu Billie, ele correu sem saber de onde aquilo vinha. A criatura alta e peluda estava de pé, sobre duas pernas, bem ali na frente dele. Estava escuro, ele não conseguiu ver nada além de sua silhueta. A criatura rugiu outra vez, e seu rabo balançava de vagar e malicioso. Seus olhos vermelhos brilhavam no escuro. Ela se aproximou lentamente de Billie, que se afastava quase que paralisado de medo. Ela o derrubou passando seu rabo por de baixo das pernas de Billie. Com suas garras ela abriu uma ferida em seu peito, Billie gritou de dor e agonia. Por sorte uma viatura passou ali perto, e atirou no escuro para atingir o que quer q fosse aquilo. A besta saltou para cima de um muro ali perto, e depois fugiu por cima dos prédios e casas.
Os policiais encontraram Billie desacordado e com pulsação fraca. Ele foi encaminhado pro hospital mais próximo. Pela manhã, a mãe ligou pra Sam, que repassou a noticia para todos. Correram pro hospital já temendo que o pior lhe tivesse acontecido.
– Doutor? Qual a situação dele? — Jhonny perguntou ao médico responsável por seu caso.
– Ele esta desacordado e respira por aparelhos... O pulmão dele foi perfurado, e bom... achamos marcas estranhas em seu peito, cicatrizes em formas de rasgos.
– Rasgos? tipo, arame? — Taylor perguntou.
– Não sabemos, os policiais não viram quem, ou, o que o atacou.
– O que ... — Sam se perguntou.
– Bom, estamos esperando que ele acorde logo, e possa testemunhar. Bom garotos eu preciso ir, boa sorte a nós.
– Acham que foi o assassino? — Tay disse.
– Um rasgo no peito? — Jhonny se perguntou.
– Vi no jornal que as vitimas tinham rasgos parecidos, e que depois, de alguma forma ele drenava o sangue. — disse Sam.
–Não posso acreditar que isso aconteceu a ele... — Jhonny se lamentou. — Nosso chefe é um maldito, devíamos processa-lo.
– Pode apostar que vamos! — Tay disse saindo do hospital.
– Onde vai Taylor? — Sam correu atrás.
– Vou atrás daquele idiota!
– Não vale apena socar aquele maldito! não agora. — Jhonny segurou Taylor pelos ombros. — Vamos esperar até que ele acorde, e com o testemunho dele, nós jogamos o desgraçado na cadeia.
Eles ficaram no hospital por algumas horas, tentando confortar a mãe de Billie, que sozinha sofria pelo filho. Seu marido, pra variar, estava desacordado com casa, bêbado e tentando não morrer no próprio vomito.
Sam foi pra casa no final do dia, jantou e foi para o quarto. Assim que pegou no sono, os malditos sonhos invadiram sua mente, cada vez mais sangue, cada vez mais gritos. As coisas estavam piorando, os sonhos estavam mais loucos e medonhos. Quando acordada ela parecia atordoada, tremula e estressada. Ela se lembrou do cartão que Tyler havia lhe dado, então resolveu ligar. Talvez assim ela pudesse relaxar.
– Tyler? Mesmo bar hoje anoite?
– Fechado.
Eles se encontraram no bar, escolheram uma mesa e Sam logo quis pedir uma bebida. Eles falavam sobre coisas aleatórias, mais Sam não parecia normal. Bebia cerveja como se fosse água.
– Ei, ei... Calma! achei que não fosse de beber.
– Não sou, essa merda e horrível.
– E porque bebe com tanta sede?
– As pessoas dão tanto valor a esse troço, que achei q fosse a cura.
– Do que quer se curar Sam? — Ele chegou mais perto.
– Não precisa saber a doença, só precisa ser o antidoto. — Sam o beijou surpreendendo ele, e a si mesma. Eles ficaram na mesa por uns minutos, mais logo suas mãos começaram a passar por lugares que em publico, seriam censurados. — Vamos pro seu carro. — Tyler obedeceu. Os dois correram até o carro que estava no estacionamento atrás do bar. O banco de trás serviu de cama e os da frente de apoio para as pernas de Sam. Estava tarde e ele a levou em casa, Tyler sabia que ela não estava normal, mais não quis perguntar outra vez, ela não queria falar, então ele não precisava saber. Ele estacionou na frente da casa de Sam.
– Quando vou te ver de novo? — Disse ele lhe dando um beijo de despedida.
– Breve. — Ela sorriu.
Cada vez mais os tormentos de Sam iam aumentando, e cada vez mais ela passou a transar com Tyler e as vezes até a beber. Ele era algo que tirava seus sonhos de sua cabeça. Ela chegava em sua casa, pegava sua cura e ia embora. Ele nunca sabia quando a veria de novo. Ele ligava, ela não atendia. Tudo dependia da vontade dela, nada mais que isso. Samantha estava ficando cada vez mais diferente com seus amigos, e sua tia. Não visitava mais Billie, mal saia do quarto. Passou a esconder bebida dentro do armário. Usa Tyler, e depois jogava fora, assim que o orgasmo vinha.
Dentro de um mês, dez vitimas surgiram na cidade. Dessa vez, apenas os restos mortais eram encontrados. A besta ficava cada vez mais faminta.
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