Evil In The Night
8 What Are You Doing Here?
Notas iniciais
— O que? Mas isso não faz sentido. Ele me disse que não machucaria nem a mim nem aos meus amigos. – Eu falei sem entender. Aquilo era estranho demais. Claro que eu não deveria confiar em alguém que eu não sei nada sobre, mas ele disse que queria me proteger, sendo assim eu não consigo entender.
— E você acreditou nisso? Pelo amor de Deus, Kurt. – Sebastian disse e eu não prestei muita atenção. Subi as escadas correndo e fui para o meu quarto. Como eu já esperava, lá estava ele me esperando.
— Por que você ameaçou Sebastian de morte? Isso não faz sentido nenhum. – Eu falei rápido e ele cruzou os braços.
— Eu não ameacei ele de morte. – Revelou ele com a voz falhando.
— Se não foi você foi quem?
— Não sei. Acha que eu sou o único assim no mundo? – Ele perguntou apontando para si.
— Não sei nem o que você é, como vou saber se existe ou não. – Falei e ele riu.
BLAINE ANDERSON
— Não importa o que eu sou. O que importa é que eu não ameacei ele de morte. – Eu falei sincero. Eu realmente não tinha culpa disso.
— E você acha que eu acredito em você? – Ele perguntou agressivo. – Você deve ser só mais um doente no mundo, que provavelmente ainda vai me matar enquanto eu durmo.
— Kurt, eu nunca faria isso, calma. – Pedi calmo.
— Não me peça para ficar calmo. Eu já não gostava muito de você, mas agora eu tenho certeza de que eu te ODEIO. – Ele gritou o “odeio” e aquilo me doeu mais que tudo. O que será que ele faria se soubesse que eu sou eu? Pensando nisso acabei tirando o pano que cobria meu rosto. Ele me olhou chocado.
— Blaine?! – Ele perguntou assustado. – Eu não acredito nisso, você é... oh meu Deus.
— Kurt, fica calmo, eu posso explicar. – Eu me aproximei, mas ele se afastou de mim.
— Não chega perto de mim. – Seu tom agressivo me machucou um pouco mais. Eu já esperava por isso.
— Kurt, não faz isso, por favor.
— Você disse que me amava, como eu fui cair nisso?
— Eu te amo, caramba. – Eu falei já desesperado. Aquilo não iria terminar bem. Eu prometi a mim mesmo que nunca faria isso com Kurt, mas é necessário. Me aproximei dele e olhei bem no fundo de seus olhos. – Kurt, me perdoa, ok? Eu te amo. Você não sabe quem sou eu. Vá dormir um pouco. – Quando eu terminei de falar ele foi até sua cama e deitou para dormir. Fiquei ao seu lado até que ele pegasse no sono, então dei um beijo em sua testa e fui em direção a minha missão: falar com Elliot. Não posso dizer que amo a ideia de estar perto de Elliot, mas eu não tenho muita escolha. Logo cheguei onde ele normalmente ficava: uma casa abandonada perto de Lima.
Porém, antes que eu pudesse procurar por Elliot, senti alguém me puxar e só paramos quando estávamos em outro lugar. Olhei para a pessoa parada em minha frente.
— Thomas Mikhailovich? – Perguntei pasmo. – O que você está fazendo aqui? Você não deveria estar em qualquer outro lugar, não?
— Sim, prometi que ficaria longe de você e de... bem, de Kurt. – Me encarou sério. – Eu disse que só iria interferir caso ele corresse perigo, não? Pois bem, ele está correndo perigo.
— Do que você está falando?
— Minha irmã fugiu. – Senti meus olhos ficando mais escuros e meus dentes crescendo de tanta raiva que eu senti. – Mas eu te juro que não fui o culpado. Elliot nos fez uma visita e, ao que parece, ele se aproximou dela onde ela estava presa e ela o hipnotizou, porque ele ficou perto demais. Como ela e eu somos originais, não foi difícil de o hipnotizar.
— E por que veio me falar? – Indaguei. Não tinha forças contra Scarlett ou Thomas, mas, por sorte, Thomas estava ao meu lado quando se tratava da segurança de Kurt. Não é à toa que tantas vezes ele quis me matar. – Não vai me dizer que ele ainda está sob efeito de hipnose...
— Sim, e com a humanidade desligada. – Afirmou-me, fazendo meu ódio apenas aumentar. – E eu sugiro que você fale com ele antes que um estrago maior seja causado. Minha irmã não veio para cá ainda, o que faz com que eu te garanta que eu estarei por perto. Já me matriculei na escola de vocês, assim poso ajudar caso algo dê errado.
— Tudo bem. Eu vou falar com Elliot. – Avisei, me despedindo dele e voltando ao meu primeiro plano de lugar onde deveria ir.
Era estranho ver Thomas, pois parte das memórias que pedi para Elliot tirar estavam repletas com situações em que Thomas esteve presente, além das situações entre Kurt e eu que eu preferi esquecer para não sofrer e arriscar implorar que Thomas acabasse com minha condição de sobrevivência.
— Posso saber o que te traz aqui? – Perguntou Elliot assim que entrei pela janela do lugar empoeirado.
— O que você foi fazer na casa de Kurt? – Fui direto ao assunto, não ia ficar enrolando.
— Como sabe que eu estive lá? Aquele tal de Sebastian deve ter contado para Kurt, não é mesmo? Ele está pedindo para morrer. – Ele falou e riu.
— Caso não se lembre eu ainda escuto pensamentos. Ninguém precisa me contar algo. – Falei com um sorriso cínico nos lábios.
— De qualquer maneira, eu não vou matá-lo, apenas o usei de isca. Eu queria trazer você até mim. – Concluiu ele e eu ri.
— Aqui estou eu. O que quer comigo?
— Preciso da sua ajuda. – Ri novamente, de maneira sarcástica.
— Desde quando somos amigos?
— Não precisamos de amizade. Eu tenho algo que você perdeu e sei que quer de volta. Eu devolvo as memórias que tirei de você, mas só se você fizer um trabalho excelente. – Ele disse e por mais que eu temesse, fiquei curioso, parte de mim realmente queria aquelas memórias de volta.
— O que preciso fazer?
— Matar três garotas. – Ele disse e eu revirei os olhos. Sabia que aquilo só poderia ser coisa da hipnose causada nele por conta de Scarlett.
— Deixe-me adivinhar: Brittany, Santana e Quinn?
— Como sabe?
— Meio óbvio, tendo em conta de que você queria desde o início que eu matasse a Quinn. Eu tenho um acordo a fazer. – Falei me sentando a sua frente.
— E qual seria?
— Eu trago elas até você. Estou cansado de matar por você. Não quero mais fazer isso. – Falei e ele começou a rir loucamente.
— Esse garoto realmente mudou você, hein! – Ele disse e eu assenti. – Não.
— Não o que?
— Não aceito o acordo. – Ele respondeu entre risadas. – Agora desaparece daqui e só volta quando tiver uma oferta boa. – Eu apenas ignorei ele e fui embora. Eu tinha coisas mais importantes para me preocupar agora.
Fui até a casa de Kurt, pois eu sempre gostei de observar ele enquanto ele dormia. Quando cheguei já tive que desaparecer, pois Sebastian estava ao lado dele.
— Kurt, acorda! – Falou Sebastian cutucando Kurt.
— Ain, o que foi? – Perguntou Kurt sonolento.
— Kurt, você foi hipnotizado. – Disse Sebastian e meu queixo caiu.
— O que? Você está louco? – Perguntou Kurt.
— Não! Aquele idiota de preto veio aqui falar com você e eu vi ele. Ele tirou o pano do rosto. Ele é o Blaine. – Sebastian falou e eu me desesperei. Por que ele tinha que ter visto isso? Eu espero que Kurt não acredite nisso.
— Não pode ser. – Kurt disse e Sebastian o encarou sério. – Oh, não. – Tarde demais, ele já acreditou. – Droga, droga, droga! Eu vou ligar para ele agora mesmo.
Ao ouvir Kurt dizer isso eu saí dali o mais rápido possível. Logo ouvi meu telefone tocar.
— Alô?! – Atendi tranquilo.
“Oi, amor, ér.. será que você poderia vir aqui em casa?” – Ele perguntou e eu sorri por ele ter me chamado de amor. Eu não sou acostumado com isso, mas posso começar a me acostumar, né?
— Claro, meu amor. Já estou a caminho. – Foi a única coisa que eu disse. Esperei uns dez minutos antes de chegar na casa dele. Se eu fosse rápido demais ficaria mais suspeito ainda. Toquei na campainha e logo ele abriu. – Oi. – Falei simples e me aproximei para beijá-lo, mas ele se afastou. – Eu fiz alguma coisa errada?
— O que você é? – Ele perguntou sério e eu fingi não entender.
— Seu namorado?! – Falei óbvio.
— Não tenho tanta certeza disso. – Após tantos anos acabei de descobrir que ainda sinto dor. Essa é novidade.
— O que está acontecendo?
— Você é ele. Só isso.
— Ele quem? – Eu perguntei e Kurt ficou estático. Olhei para trás de mim e vi Elliot. Nunca pensei que agradeceria ele por algo, mas dessa vez eu vou ter que agradecer. – Kurt, por um acaso esse é o... – Nem precisei completar a minha frase, ele simplesmente assentiu. Sebastian chegou ali e logo se apavorou.
— Eu mandei você não contar. – Falou Elliot observando Sebastian. – Espero que se lembre bem da consequência.
— Você não vai machucar eles. Eu não vou permitir. – Eu falei e ele riu.
— Você não tem que permitir algo. Eu faço o que eu quiser. – Ele disse autoritário e eu ri.
— Blaine, não tente bancar o herói. Você não sabe o quão perigoso ele pode ser. – Disse Kurt me puxando mais para trás.
— O que você quer? – Sebastian perguntou a Elliot.
— Preciso terminar alguns serviços inacabados, mas depois eu volto para cumprir a minha promessa. – Ele disse e Sebastian se apavorou.
— O que eu te fiz?
— Você não conseguiu guardar um mínimo segredo. Agora aguente as consequências. – Ameaçou Elliot e desapareceu.
— O que eu fiz para merecer isso? – Perguntou Kurt, se sentando no sofá; Sebastian sentou ao lado dele e eu apenas fiquei parado em pé.
— Vocês acharam que eu fosse ele? – Perguntei me fazendo. Eu odeio ter que mentir para Kurt, mas isso é necessário para a própria segurança dele.
— Eu vi você. – Começou Sebastian. – Eu sei que era você. E você parece bem amiguinho desse cara. Eu não acredito em você e eu quero você longe do meu melhor amigo.
— Eu só vou me afastar de Kurt se ele quiser. Essa não é uma decisão que você pode tomar. – Falei a Sebastian e ele se levantou e começou a rir.
— Você é perigoso. Não posso permitir que você fique perto dele. – Sebastian disse e Kurt nem sequer estava prestando atenção.
— Kurt, você não vai falar nada? – Perguntei indignado e ele me observou.
— Agora você também vai estar na lista dele. – Começou Kurt. – Eu odeio isso. Agora vocês dois podem estar em perigo.
— Ele é o perigo, Kurt. – Sebastian falou apontando o dedo para mim.
— Não, ele não é. Você está pirando, Seb. – Kurt falou e Sebastian chegou bem perto de mim.
— Você está avisado.
— O que você vai fazer contra mim? Vai me matar? – Perguntei a Sebastian. – Vai se tornar o que tanto teme que eu seja? É isso?
— Não. Não sou como você. – Ele falou e saiu de perto de mim.
— Olha, Kurt. Acho melhor eu ir embora. – Eu falei e Kurt se aproximou de mim.
— Não vá. Eu estou com medo. – Eu o abracei forte.
— Não vou deixar que ninguém faça mal algum a você. Você sabe disso. – Falei sem soltá-lo.
— Eu sei, mas ainda assim eu tenho medo. Medo, inclusive, de te perder.
— Você nunca vai me perder.
[...]
Eu acabei passando a noite na casa de Kurt, observando ele dormir. Nos levantamos cedo e conseguimos nos ajeitar decentemente para a escola. Não vimos Sebastian a manhã inteira. Após o almoço, fomos direto para a sala do coral.
— VOCÊ TEM QUE SE LEMBRAR! – Ouvimos alguém gritar.
— Essa voz parece a do Seb. – Falou Kurt e quando entramos na sala tivemos a certeza de que sim, aquele era o Sebastian. – Seb, o que está acontecendo?
— Eu não entendi nada. – Começou Santana. – Ele já chegou aqui gritando comigo e dizendo que eu tenho que lembrar quem me atacou.
— Eu só preciso confirmar, pois eu sei quem foi. – Falou Sebastian ainda irritado, mirando seus olhos em minha direção.
— E quem foi? – Perguntou Santana.
— O idiota de gel no cabelo. – Sebastian apontou para mim e eu revirei os olhos. Kurt deu um passo à frente.
— Blaine, acho que ele está falando de você. – Disse Britt e eu precisei rir da ingenuidade dela.
— Você não vai parar de loucura? Sant, Blaine estava comigo no dia em que isso aconteceu. – Kurt falou e eu arqueei a sobrancelha. Se Kurt acredita nisso, fico feliz.
— O QUE ESSE IDIOTA FEZ PARA VOCÊ DEIXAR DE ACREDITAR NO SEU MELHOR AMIGO? – Sebastian gritou irritado e Kurt começou a rir.
— Quando eu te contei o que estava acontecendo desde o primeiro dia de aula, o que você fez? Não acreditou em mim. – Kurt falou meio magoado e Sebastian saiu irritado da sala.
[...]
Eu passei o dia inteiro atordoado. Sebastian estava agindo como um louco, mas me doía ver que Kurt preferia acreditar em mim e não nele. Resolvi recorrer a única pessoa que poderia me ajudar no mundo, que, por incrível que pareça, era também a pessoa que eu mais desejava não precisar da ajuda.
— Que milagre é esse? Você vindo me visitar.
— Elliot, eu não vim aqui para brincar. – Falei irritado. – Preciso da sua ajuda.
— Apenas se você tiver algo para me dar em troca. – Disse ele.
— Eu mato as três garotas. – Falei e vi um sorriso brotar no rosto dele, já estava tudo planejado com Thomas, pelo menos parte do plano.
— No que eu posso lhe ajudar? – Um sorriso maligno se formou nos lábios dele.
KURT HUMMEL
Após o ensaio do coral, que foi uma verdadeira confusão, vim direto para casa. Nem preciso comentar o fato de que Sebastian me ignorou o tempo todo, não é mesmo? Ele ficou extremamente magoado comigo por eu não ter acreditado nele, mas ele também fez isso comigo. Eu queria entender de onde ele tirou que Blaine é o homem de preto. Sebastian está ficando maluco?
Eu não sei o que está acontecendo, mas eu preciso descobrir. Ele ainda é meu melhor amigo e pode estar precisando de mim. Fui em direção ao quarto dele e, quando entrei, vi que ele não estava lá. Procurei por todos os cantos da casa, mas não o encontrei. Para aumentar meu desespero, ele resolveu não atender ao telefone. Eu já estava ficando desesperado. Onde ele poderia ter se enfiado? Resolvi ligar para Blaine, ele podia saber de algo.
“Oi, K.” – Disse ele.
— Blaine, eu estou desesperado. – Falei nervoso.
“O que houve?”
— Sebastian sumiu.
“Quando?”
— Eu não sei quando. Eu fui procurar ele e ele não está em lugar nenhum dessa casa, fora que ele não atende ao telefone.
“Você quer que eu vá até aí?”
— Você se importa? – Perguntei meio manhoso
“De maneira alguma. Logo estarei aí.” – Ele disse e eu desliguei o telefone.
Eu fiquei andando de um lado para outro na sala de casa. Onde Sebastian se enfiou? Fui acordado de meus pensamentos por alguém tocando a campainha. Fui correndo abrir, pois achei ser Blaine. Quando abri tive uma surpresa.
— MÃE! – Eu gritei e a abracei alegre. – Ai que saudade que eu estava de você.
— Eu também estava com saudade, meu amor. – Ela disse quando nos soltamos. Nós entramos em casa e nos sentamos para conversar.
— Como foi a sua viagem? – Perguntei animado. Eu estava preocupado com Sebastian, mas minha mãe não poderia resolver mesmo.
— Foi ótima, mas eu senti sua falta. O que eu mais fiz foi trabalhar, então eu quero saber sobre você. Como estão sendo as aulas? – Ela perguntou e eu gelei. Antes que eu pudesse responder, a campainha tocou novamente.
— Vou abrir a porta. – Avisei a ela e fui em direção a porta. Agora sim, era Blaine. – Minha mãe acabou de chegar de viagem. – Eu sussurrei para ele.
— Oh. – Ele disse surpreso.
— Posso te apresentar a ela, certo? – Perguntei e vi um sorriso brotar em seus lábios. Ele apenas assentiu. Fomos em direção a sala e minha mãe o observou dos pés à cabeça. – Blaine, essa é a minha mãe.
— Olá, Sra. Hummel. – Ele disse educado e ela sorriu.
— Mãe, esse é o Blaine, meu... – Eu travei e ele riu. – Meu namorado.
— Sério? – Minha mãe perguntou com um sorriso gigante no rosto.
— Sim. – Falei também sorrindo.
— Filho, quero que me conte todas as novidades sobre a escola, amigos e tudo mais, mas eu preciso tomar um banho, pois estou morrendo de cansaço. – Ela disse e eu assenti. – Comportem-se. – Ela nos deu um olhar severo e depois riu, indo em direção a escada.
— Sua mãe é muito bonita. Já vi a quem você puxou. – Blaine disse e eu corei.
— Obrigado. – Falei envergonhado. – Blaine, eu estou preocupado com Sebastian.
— Onde se viram pela última vez? – Ele perguntou sentando no sofá e me puxando para sentar em seu colo.
— Foi naquela hora, quando ele saiu irritado da sala do coral. – Falei e fiz uma pausa. – Ele não atende o telefone nem nada. Eu estou com medo.
— Ele deve estar bem, meu amor. Fica calmo.
— Eu não posso perder ele. Eu amo ele mais que tudo nesse mundo. – Eu falei já chorando.
— Eu sei disso, mas vai ficar tudo bem, eu juro. – Ele disse e me deu um beijo na bochecha. Quando estávamos distraídos, acabamos ouvindo um grito. Foi um grito feminino. Mais precisamente, foi um grito da minha mãe. Subimos as escadas correndo.
— Mãe? Onde você está? – Perguntei com medo.
— No quarto de Sebastian. – Ela falou nervosa. Entramos no quarto e eu entrei em pânico. Lá estava Sebastian, todo ensanguentado, com as roupas desorganizadas e um bilhete ao seu lado. Eu peguei o bilhete e o li.
“Eu avisei”.
— Blaine, chama uma ambulância, por favor. – Eu pedi e ele começou a discar os números no telefone.
[...]
— Calma. Ficar andando de um lado para o outro não vai adiantar em nada, meu filho. – Disse minha mãe e eu apenas revirei os olhos. Eu, ela e Blaine estávamos na sala de espera do hospital.
— Ele é meu melhor amigo. Como eu vou me acalmar? Ele pode não sobreviver a isso. Eu me odeio. – Eu disse, Blaine se levantou e me abraçou forte, de uma maneira acolhedora.
— Isso não é culpa sua. – Ele disse me apertando forte.
— Talvez seja. – Falei irritado.
— Não é sua culpa, amor. Fica calmo. – Ele disse e eu comecei a chorar freneticamente em seu ombro. – Vai ficar tudo bem.
— E se não ficar? – Eu perguntei sem parar de chorar.
— Vai ficar.
Eu tentava mais que tudo acreditar que tudo ficaria bem, mas eu sabia que não ia. Sebastian sempre foi forte, mas não para algo desse tipo. E se ele não sobreviver? O que os pais dele vão pensar? Afinal, ele estava sob a responsabilidade da minha mãe. O que será do meu futuro sem ele ao lado? Ele não vai realizar seus sonhos. Não vai se formar, não vai para faculdade, não vai para Londres, não vai fazer nada do que sempre planejou.
— Sebastian Smythe é parente de vocês? – Perguntou um médico alto e grisalho, que se aproximou de nós lentamente.
— Eu sou o melhor amigo dele, somos praticamente irmãos. – Eu falei e ele assentiu.
— Ele está sob minha responsabilidade. Os pais dele estão em New York. – Explicou minha mãe.
— Eu não trago boas notícias. – Começou ele. – Não há boa maneira de dizer isso, mas eu preciso.
— Ai, meu Deus. Ele vai ficar bem, não vai? – Eu perguntei desesperado e Blaine me apertou mais contra ele.
— Sinto informar que não, ele não vai melhorar.
— O que aconteceu? Fala logo.
— Calma, Kurt. – Disse Blaine para mim e eu revirei os olhos. Como eu iria ficar calmo em um momento desses?
— O que eu estou tentando dizer, é que o Sr. Smythe perdeu muito sangue e nós não conseguimos reanimá-lo. Em outras palavras, infelizmente, o paciente foi a óbito.
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