Notas iniciais
CHEGUEI, segundo dia direto com atualização dessa fic... eu diria que sou viciada em escrever ela... mas enfim. Nesse já vemos mudança da história original ♥ E esse capítulo é um presentinho para a minha esposa ficnesca ♥ Um ano atrás eu comecei a conversar com essa pessoa maravilhosa, que agora eu não largo mais e que faz muita falta quando some do nada ♥ Amo tu, tu provavelmente é a fã número 1 dessa fic, então espero que goste ♥♥ Boa leitura! ♥

Kurt e o garoto até então sem nome, foram andando em direção as suas casas, mas a verdade é que a casa daquele moreno de cabelos cacheados nem mesmo ficava naquele caminho. Ele morava em um lado totalmente contrário, apenas queria usar isso de desculpa para ficar perto do Hummel.

— Então... – Começou Kurt. – Você é novo na escola, certo?

— Sim. Vim de uma escola em New York.

Que bonito, a relação deles já começou com uma mentira antes mesmo de se tornar uma relação. A verdade, é que esse “menino”, não veio de New York, ele veio de New Orleans e ele veio justamente atrás de Kurt. Seu único objetivo era encontrar o castanho, nada além. Já até perdeu as contas de quantas vezes se formou no ensino médio, e fez isso tantas vezes justamente por conta de quem? Exatamente.

— Hey, sabe de algum clube interessante no colégio? Como eu sou novo, seria bom me enturmar um pouco. – Perguntou o moreno, vendo Kurt sorrir triste.

— Eu sou do clube mais odiado da escola, então não acho que você vá querer ir para lá. – Disse ainda mais triste. – Mas caso seja persistente... tem o clube do coral...

— Por que são odiados? Por cantarem? Não entendo.

— Eu também não entendo, não faz sentido, mas somos humilhados todos os dias. Já perdi as contas de quantas vezes jogaram uma raspadinha em mim do nada, simplesmente por eu estar passando pelo corredor. – As palavras de Kurt fizeram uma raiva subir pelo corpo do garoto.

Então a sua preciosidade no mundo sofria bullying na escola? Ele não só sofria com palavras, mas também com gestos violentos? Ah, mas aquilo não iria ficar assim. Ninguém nunca mais tocaria no Kurt e permaneceria vivo. Sim, vivo.

— Eu prometo que se alguém fizer algo assim de novo para você, irá pagar por esses atos cruéis. – Falou ele irritado. Não permitiria que ninguém se aproximasse de Kurt.

E para quem está confuso... bom, logo irão entender.

— Depois de um tempo você acaba se acostumando. – Afirmou Kurt, sorrindo fraco.

— Não. Você não pode se acostumar com esse tipo de coisa.

— Bom, de qualquer maneira, eu preciso ir. Essa é a minha casa. – Kurt disse, sorrindo de uma maneira melhor. – Vejo você amanhã?

— Claro que sim. Tenha um bom dia! – O moreno disse e foi andando, ouvindo Kurt dizer um “você também”, não pôde evitar de sorrir ao ouvir o castanho falar aquilo, além de claro ter percebido que o mesmo o encarava conforme ele se distanciava.

Kurt entrou em casa com um sorriso bobo no rosto. Quem era aquele garoto? De onde ele tinha surgido? Kurt não tinha as respostas que queria, mas não conseguia tirar os olhos dele de sua mente. Não conseguia parar de pensar nele.

— Kurt, você está bem? Você está com uma cara besta. – Perguntou Sebastian, rindo em seguida. – Kurt? – O Smythe sacudiu o melhor amigo.

— Seb, nem vi você aí. – Kurt disse distraído. – Que bom que já trouxe suas coisas para cá, já que minha mãe vai viajar e ficar um tempão fora...

— Você está estranho. Alguém colocou algum tipo de droga no seu suco de laranja? – Smythe disse com certa desconfiança.

— Eu conheci um garoto. – Kurt abriu um sorriso só por falar naquele moreno, acabou até corando por conta disso.

— Isso é algo interessante. Conta mais. – Sebastian era mais curioso do que uma criança. Era incrível sua curiosidade.

— Não conversamos muito. Ele é um pouco mais alto que eu, mas bem pouco. Tem o cabelo preto, com uns cachos lindos. Ah, ele tem uns olhos hipnotizantes e castanhos, fora que tem uma pele perfeita, sem nenhuma manchinha sequer. Ele é muito educado, simpático e amigável. Ele fala de uma maneira tão correta que parece até que estudou junto com príncipes. – Fez uma pausa para pensar um pouco. – Ele disse que gosta de pessoas inteligentes. Ou algo do tipo. Não prestei muita atenção. Ele veio de NY. Ele me perguntou sobre clubes interessantes e disse que não vai deixar ninguém me machucar ou jogar algo em mim. – E lá estava Kurt, voltando a sorrir de uma maneira idiota.

— Ok, ele parece ser o par perfeito. Posso saber o nome dele?

— Eu não sei o nome dele. – Falou Kurt, espantado consigo mesmo.

— Você é inacreditável. – Ele falou meio indignado. – Nem para perguntar o nome dele? Ah, Kurt, você precisa aprender tantas coisas comigo.

— Oh, sim! Esqueci como seu namorado é perfeito. Ops, ele não existe, pois você é tão idiota quanto eu.

[...]

Blaine andava de um lado para o outro dentro de sua casa, pensando em como dar o primeiro passo para se aproximar mais de Kurt. Todos já tinham se ligado que essa pessoa misteriosa era esse moreno, não?

Ele escreveu o seguinte bilhete:

“Se você apenas soubesse o quanto te amei desde que te conheci, meu amor. Sei que ainda vou te magoar, como sempre fiz, mas eu te amo tanto...” – Seu eterno amor.

A sua vontade era entregar esse bilhete, mas Kurt pensaria que ele é louco. Ele nunca iria entender o que Blaine iria querer dizer, e mostrar que ama o castanho no dia que o conheceu, não faria sentido.

Sendo assim, escreveu uma outra coisa, algo que despertasse em Kurt uma curiosidade em conhecer Blaine, colocando agora no final a sigla de seu nome na intenção de deixar o castanho ainda mais curioso. Passou rapidamente pela casa dele e colocou na caixa do correio, o envelope dizia que era para o menino dos olhos hipnotizantes. Kurt saberia que era para ele.

[...]

— Filho, ainda está acordado? – Perguntou Elizabeth, entrando no quarto do filho.

— Sim, mãe. Eu estava terminando o capítulo vinte e seis desse livro maravilhoso que eu comecei a ler hoje no intervalo da escola. Se você chegasse daqui quinze minutos eu já teria terminado o livro. – Elizabeth riu. Sabia que o filho amava ler.

A mãe de Kurt se aproximou da cama e sentou ao lado do filho, com um sorriso pequeno nos lábios. Seu coração apertava por saber que teria que deixar seu filho dali alguns dias. Óbvio que não era para sempre, mas ela nunca ficara tanto tempo longe de seu pequeno. Seu único consolo era saber que Sebastian estaria ali fazendo companhia para Kurt. Já era melhor que nada.

— Eu encontrei esse envelope no correio. Não dizia para quem era, mas imaginei ser você o garoto dos olhos hipnotizantes. – Disse Elizabeth depois de um tempo, entregando um envelope para Kurt.

O castanho acabou corando ao ver que no envelope realmente dizia que era para o menino dos olhos hipnotizantes.

— Não pode ser eu. – Kurt falou surpreso, sem acreditar que tinha chance de aquele bilhete ser para ele.

— Os seus olhos são os mais lindos desse mundo, meu amor. É claro que é para você. – Kurt sorriu tímido com as palavras de sua mãe, agradecendo pelo elogio.

Quando Elizabeth cruzou a porta após dar boa noite ao filho, Kurt abriu o bilhete, estava com as bochechas vermelhas como se alguém o observasse. E realmente, alguém o observava, Kurt apenas não sabia disso.

“Acho que nunca fiquei tão curioso para saber o nome de alguém quanto fiquei para saber o seu. Acabei coletando informações. Você é um garoto incrível, Kurt. Espero que possamos ser amigos. Tenha uma boa noite, B.A.”

Mas afinal, o que é B.A.? Essa era a pergunta que ecoava dentro da cabeça de Kurt. Queria saber quem era esse menino misterioso. Queria entender, afinal, se B.A. significava o nome daquele menino. Era provável que sim.

Blaine observava Kurt com um pequeno sorriso. Sua vontade era agarrar seu menino e o levar para um lugar onde pudessem se amar eternamente. Mas ele não podia fazer isso.

Por que o amor dele precisava destruí-lo todos os dias? Ele não conseguia entender e, honestamente, ninguém mais conseguia também.

Na manhã seguinte, Kurt acordou duas horas mais cedo e isso nem foi tão sacrificante, já que mal tinha conseguido dormir durante a noite. Seu coração estava disparado, batia tão rápido que chegava a doer.

Sebastian o encarou e perguntou o que tinha acontecido para ele ter acordado sem o Smythe precisar chamá-lo, então ele mostrou o bilhete e o amigo sorri safado, fazendo ele corar.

— Você está um pouco obcecado por ele. Isso não é nada bom. – Refletiu Sebastian, fazendo Kurt rir. – Eu já passei por isso e não é nada legal.

— Sebastian, você disse que estava apaixonado por Rachel na época em que ela namorava e, duas horas após você se declarar, ela te pegou na cama com ele. Eu tenho até pena dela.

Sebastian apenas riu, já que Kurt fazia o mesmo e demasiadamente alto. Os dois foram para a escola e, chegando lá, Kurt logo avistou o tal de B.A., sorrindo para ele em seguida e o apresentando para Sebastian, e vice-versa.

— Seria legal você me falar o seu... – Antes que Kurt pudesse completar sua frase para o moreno a professora chegou e mandou todos ficarem em silêncio.

Minutos depois alguém cutucou o braço do castanho, era Blaine com uma folha de papel. Fizeram como dois adolescentes de ensino médio, então, começaram a conversar por papel. Kurt ria internamente por estar conversando daquele jeito, mas era melhor do que prestar atenção na aula de química.

“Seria legal eu falar o que?” – B.A.

“Seu nome.” – Kurt.

“Eu tive que pesquisar o seu, por que não pode fazer o mesmo com o meu?” – B.A.

“Ainda estou tentando entender como descobriu o meu. Pensei que te perguntar seria mais fácil do que pesquisar.” — Kurt.

“E quem disse que a vida é feita de coisas fáceis? Eu gosto de complicar. Assim não pareço tão fácil.” – B.A.

“O que custa? Só quero saber seu nome.” – Kurt.

“Você é solteiro?” – B.A.

“Por que a pergunta?” – Kurt.

“Não posso perguntar?” – B.A.

“Apenas quando responder a minha pergunta. Qual seu nome, BA?” – Kurt.

“Já parou para pensar que BA pode ser meu nome?” –B.A.

“Isso não é um nome. É uma sigla.” – Kurt.

“Você se surpreenderia ao saber que já me conhece.” – B.A.

“De onde? Qual seu nome, droga?” – Kurt.

“Meu nome não é droga. E você ainda saberá de onde me conhece. Por que o interesse em meu nome? Está interessado em mim?” – B.A.

“Você disse que queria ser meu amigo. Um bom começo de amizade é saber os nomes. Caso você não me diga o seu, não poderemos seguir com isso.” – Kurt.

“Sinto muito. Acho que isso é um adeus, então.” – B.A.

Blaine soltou um suspiro forçado com aquilo. Kurt continuava sendo teimoso depois de tantos anos?

O castanho passou o resto da manhã e pedaço de tarde pensando que mal tinha conhecido aquele menino e já tinha o perdido. Incrível como nada durava perto dele. Foi ao seu armário largar seus livros e um bilhete caiu no chão. O pegou e não conseguiu evitar um enorme sorriso.

“Blaine Anderson.” – B.A.

Notas finais
E o que acharam? Me deixem saber ♥ Bjo ♥