Notas iniciais
Cheguei o/ Quando a pessoa se empolga, ela se empolga pra valer, kkkkkkkkk A pedidos de dona Gabriela, aqui estou eu com mais um presentinho! Feliz dia do amigo, esposa ficnesca ♥♥

— Seb. – Disse Kurt, dando um empurrão no braço do amigo, que o olhou assustado.

— Nossa, Kurt! Você está mais pálido que o normal. O que aconteceu? Parece até que viu um fantasma. – Ele falou segurando o braço de Kurt.

— Quase isso, Seb. Eu fui pegar uma caneta e quando virei para frente, eu olhei para a janela e tinha uma pessoa. Uma pessoa toda de preto, sorrindo. Seb, eu vi, tinha mesmo alguém ali. – Kurt estava assustado. – Eu estou com medo. Por favor, me diz que eu não estou louco. – Kurt falou em tamanha rapidez, quase não entendeu a si mesmo.

— Eu sou seu melhor amigo e eu acredito em você, sempre. Mas eu acho que talvez você tenha visto errado, Kurt. Isso é impossível, fora que só você viu.

Após ouvir aquelas palavras, a única vontade que o castanho sentiu foi de chorar, mas se conteve. O restante da aula passou tranquilamente. Ainda tiveram aula de inglês e de física. Sebastian não falou mais nenhuma sequer palavra com Kurt. A vontade que Kurt tinha de chorar só piorou, principalmente quando eles foram embora e o Hummel viu seu melhor amigo indo embora com outras pessoas. Tudo bem pensar que Kurt era louco, mas não havia necessidade de o Smythe o deixar lá sozinho.

[...]

O silêncio era até assustador dentro de casa. Kurt sempre odiou ficar sozinho em casa. Por esse motivo, Sebastian sempre passava o dia com ele.

Porém hoje está sendo diferente e pode ser que não volte ao normal. Os dois nunca se desentenderam, nunca nem sequer contrariaram um ao outro sem ser de brincadeira nesses anos todos que se conhecem, ou seja, desde que nasceram.

O número de Sebastian obviamente estava nos favoritos dele. Acabou discando sem pensar, com a esperança de que ele fosse o atender.

Mas ele não atendeu.

Ligou de novo. E de novo. E mais uma vez. Não desistiria. Até que, ele atendeu.

“Seb, olha, antes que você diga algo, sei que deve estar achando que eu sou louco, mas...” – Ele interrompeu Kurt.

“Abre a sua porta. Por favor.”

Kurt andou até a porta e a abriu, sorrindo em seguida, pois sempre gostava de ver seu melhor amigo. Era como ver a alegria em sua frente, isso o fazia bem.

— Oi. – Sebastian disse, entrando lentamente na casa.

— Oi, Seb. – Kurt falou alegre. – O que te traz aqui?

— Desculpa ter te deixado sozinho no final da aula. Juro que não foi de propósito, eu falei com alguns conhecidos e depois entrei no carro da minha mãe. Ela e meu pai queriam falar algo importante comigo. – Ele falou mudando completamente o seu semblante.

— O-o que houve? – Perguntou o Hummel preocupado.

— Meus pais vão se mudar para NY. – Ele falou devagar e triste.

— Ah, meu Deus! – Kurt parecia chocado. – E você vai ficar aqui, não? – Tinha uma certa esperança em sua voz, mas não era muito grande. Seu medo de ver o melhor amigo partindo era maior.

— Eu não tenho onde ficar. – Ele disse já enchendo os olhos de lágrimas.

— Claro que tem. Minha casa é a sua casa. Você já praticamente mora aqui. Não vai ser muito diferente. – Kurt disse alegre, fazendo Sebastian abrir um enorme sorriso.

— Eu posso mesmo ficar aqui? Sua mãe não vai se importar? – Perguntou o Smythe preocupado.

— Claro que não. Eu peço para ela falar com seus pais e está tudo resolvido. O que acha?

— Acho que isso vai ser ótimo. – Ele respondeu ainda mais alegre.

[...]

O segundo dia de aula serve para ser um pouco pior do que o primeiro, pois no primeiro dia você tem aquela animação por saber qual sua turma e quem a compõe. Já no segundo, apenas uma certeza é o que você tem: aulas chatas estão por vir e pessoas irritantes, sejam alunos ou professores, vem de brinde.

Hoje será o primeiro dia do clube do coral. O clube é composto por doze pessoas. São elas:

Rachel, uma menina muita talentosa, porém demasiadamente irritante, quer ser sempre o foco de tudo, não se importa com quem tenha que derrubar para chegar ao topo; tem a Mercedes, que tem uma das vozes mais poderosas do coral e, ao contrário de Rachel, não é arrogante ou irritante, ela é mais na dela; tem também a Tina, o Mike e o Artie, eles são legais aos olhos de Kurt, porém eles são os mais tímidos e quietos entre todos do grupo; o Puck e o Sam são os atletas da equipe e nem com eles sendo populares o coral deixa de sofrer dentro da escola; também tem, muito provável que infelizmente, Brittany, Santana e Quinn, mas deixemos elas por último; Kurt e Sebastian também estão no coral e, por mais que signifiquem tudo um para o outro, são completamente insignificantes para o resto da escola.

Falando de Brittany, Quinn e Santana, elas são líderes de torcida, ambas mesquinhas que ligam apenas para si mesmas. São como cobras que andam pela escola, sem exagero. Santana e Quinn principalmente, pois Brittany é mais quieta na dela.

Naquela manhã Kurt foi sozinho para aula, já que Sebastian estava arrumando suas coisas para a mudança e ajudando seus pais a fazerem o mesmo. Após o Hummel conversar um pouco com sua mãe e descobrir que ela ficaria um mês aproximadamente fora, por conta de uma viagem de trabalho, pegou um suco, tomou e foi em direção a escola, pensando que sua mãe faria falta, mas que pelo menos ele teria Sebastian morando consigo agora.

As aulas passavam se arrastando e, antes que a aula de depois do almoço se iniciasse, Kurt checou seu celular, vendo que possuía uma mensagem de Sebastian.

“Já descobriu algo sobre a pessoa misteriosa de preto?” – Seb.

“Então quer dizer que você acredita em mim?” – Kurt.

“Eu não disse isso. Desculpa por não acreditar em você, mas eu não estou muito acostumado a ouvir esse tipo de coisa todos os dias. Espero que entenda o meu lado.” – Seb.

“Espero que você fique ao meu lado, pois sabe que eu não mentiria algo desse tamanho. Aliás, eu nunca menti para você.” – Kurt.

“Sei que nunca mentiu, baixinho.” – Seb.

“Vamos esquecer esse assunto. Foi coisa da minha cabeça. Preciso estudar, tchau, gigante.” – Kurt.

“Tenha uma ótima aula (risos). Beijo.” – Seb.

— Bom dia, classe. – Disse a Sra. Collins, a professora de literatura, matéria que não é das preferidas de Kurt. – Sejam todos bem-vindos a mais um ano letivo. Espero que todos se divirtam muito... – Esse foi o momento em que ele simplesmente parou de escutá-la. Que droga é essa de “se divirtam muito”? Isso é apenas mais uma ironia da vida, pois não tem nada de divertido em estudar nessa droga de escola, onde quanto mais inteligente você é, mais insignificante você é.

— Eu discordo de você. – Disse uma voz desconhecida, fazendo com que Kurt despertasse. Olhou em sua volta, mas não encontrou ninguém e, achando que mais isso fosse coisa de sua cabeça, se arrumou novamente em seu lugar. – Estou atrás de você. – Falou a voz novamente e Kurt se virou na direção da mesma.

— No que você discorda de mim? – Kurt perguntou confuso, se perdendo ao olhar para aqueles maravilhosos olhos que o garoto tinha.

— Quando você parar de me admirar eu respondo. – O garoto disse, fazendo Kurt corar.

— Eu não estava te admirando. – Kurt disse, tentando parecer calmo, mas a verdade que aquele olhar e aquela voz haviam feito seu coração acelerar.

— Sim, você estava. – Ele disse convencido e Kurt corou ainda mais. – E antes que diga que não estava, sim você estava, pois você não prestou atenção em absolutamente nada do que eu disse.

A professora chamou a atenção dos meninos e Kurt revirou os olhos, virando-se para frente e cruzando os braços, completamente emburrado. O garoto atrás dele achou aquela atitude uma graça.

— Eu não acho que os alunos mais inteligentes são os mais insignificantes. Eu acho a inteligência algo extremamente sexy. – O garoto sussurrou para Kurt, percebendo que o castanho corou ainda mais e isso provocou um sorriso vindo da parte dele.

— Mas eu não falei isso em voz alta. – Refletiu Kurt e o garoto atrás dele apenas riu.

Mais algumas aulas se passaram e os alunos estavam finalmente liberados para irem para suas atividades extracurriculares. Mas algo fez Kurt desistir de ir para o coral, já que Sebastian não estava com ele e era estranho quando ele tinha ensaio sem o mesmo.

— Pelo visto você não gosta muito de literatura. – Falou o garoto, parando ao lado de Kurt.

— Nem um pouco. É tão visível assim? – Perguntou de uma maneira meio irônica e riu em seguida.

— Posso dizer que sim. É visível. – O moreno disse, mexendo na alça de sua mochila. Ele conseguia sentir que Kurt estava, por algum motivo, nervoso com sua presença. Tentava a todo custo entender o motivo, mas não estava muito claro. – Acho que você vai para a mesma direção que eu... posso te acompanhar?

Não havia mal algum em Kurt seguir para casa com alguém que havia acabado de conhecer, havia? Afinal, quem diria que aquele menino poderia já ter sido visto por Kurt, não é mesmo?

Notas finais
E o que acharam? Ficou meio pequeno, mas o próximo é que começa a ter Klaine mesmo, já aumentei um capítulo da história original, porque os bilhetinhos e os "BA" da vida começavam já no 2, mas enfim... Bjo ♥