Notas iniciais
Olá pessoas lindas! Começo já pedindo desculpas pela demora. Eu tinha sérios planos de postar semana passada mas umas provas do capiroto me impediram. Mas aqui estou eu e com um capítulo novinho em folha :3 Ps: O de sempre, pessoas. Muuuuuuito obrigada por todas as reviews. Grandes ou pequenas, surtadas ou comportadas, caps lock on ou of, com ameaças de morte ou não, todas fazem meu dia mais feliz e um sorriso brotar aqui. E queria agradecer, em especial, as najas do M.D.O. Muito obrigada pelo apoio e ameaças de morte, suas putas ♥ Trilha sonora: http://letras.mus.br/jessie-j/breath/traducao.html

O pequeno corpo de Regina permanecia praticamente imóvel. Com exceção do movimento fraco de seu diafragma provindo da fraca respiração da morena, ela parecia estar em um profundo sono.

Fora assim nas últimas horas. A rainha inconsciente e o príncipe permanecendo ao seu lado durante grande parte do tempo.

Ele já havia beijado seus lábios carnudos na esperança que ela reagisse de alguma forma, mas ela não estava sob nenhuma maldição. O único efeito causado pelo encontro de seus lábios foram calafrios na espinha de Charming com a sensação de sentir os sempre convidativos e quentes lábios de sua morena, se transformado em quase gélidos. Ele estava a perdendo a cada segundo passado que ele não era capaz de ouvir algum “idiota” rolar presunçosamente da boca de Regina ou um “eu te amo” antecedendo a denominação que ele já considerava um elogio.

Apenas algumas horas haviam passado, mas o pensamento de que aquele poderia ser o fim da vida de Regina, fazia seu mundo vir ao chão. O tempo que ele havia passado ao lado dela não era suficiente, nunca seria suficiente. Ele queria Regina, ele precisava dela.

Com a mão da morena envolta às suas, ele permanecia sentado a seu lado. Seus olhos inevitavelmente marejavam observando o corpo de Regina deitado ali, sem reação. Ela não podia o abandonar, não naquele momento. Não quando dois pequenos seres humanos estavam no quarto ao lado sob os cuidados de Emma, Belle e Granny, que os amavam, mas não eram sua mãe, não eram Regina. E eles precisavam de sua mãe, eles precisavam de Regina.

Os últimos meses continuavam passando pela mente de Charming como um filme. O modo como uma dança havia despertado um amor tão grande, forte e puro. Um amor que resultara nos dois bebês de traços delicados. Um amor que havia transformado Regina ainda mais. Um amor pelo qual eles tanto lutaram e agora tudo parecia estar esvaindo em conjunto com a vida da morena que insistia em permanecer na escuridão de sua mente e não acordar para tudo que ela havia lutado e conquistado.

Charming continuava ao lado de Regina. Depositava beijos na têmpora da morena nunca soltando sua mão e sussurrava o quanto a amava, o quanto seus filhos eram lindos e estavam bem e principalmente, o quanto eles precisavam dela.

– Charming, você precisa ver uma coisa – a voz de Belle trouxe o príncipe de volta para esse mundo.

– Não, eu preciso ficar com Regina – ele respondeu com a voz baixa.

– Tenho certeza que o que eu tenho para lhe mostrar vai te fazer bem – ela insistiu se aproximando mais do homem quebrado.

– A única coisa que vai me fazer bem será Regina acordar. Você vai me mostrar alguma forma de fazer isso acontecer? – o príncipe disse soando mais rude que ele pretendia.

– Não, mas é relacionado com ela. Melhor dizendo, é completamente para ela – a jovem explicou com quase um sorriso em seu rosto – Vamos lá, Charming, só alguns minutos e eu te deixo em paz – ela pediu novamente.

– Tudo bem Belle – ele finalmente concordou, antes de depositar um beijo no topo da cabeça de Regina e sussurrar – Eu já volto pequena.

O príncipe logo se levantou e seguiu Belle. A jovem o levou até a sacada do quarto dos bebês, onde Emma encarava a cena que transcorria no pátio do castelo. Ele deu uma rápida olhada em seus pequenos que dormiam como dois perfeitos anjos e chegou ao lado de sua filha. Por um momento, seu coração pôde sentir uma pontada de felicidade com o que ele via pela janela.

Grande parte do reino em vigília no pátio do castelo. Homens, mulheres e crianças seguravam velas em suas mãos enquanto entoavam orações em volume quase inaudível. Os sons quase não saíram, mas era possível sentir as boas vibrações e amor que era enviado pela simples atitude daquelas pessoas de saírem de suas casas e demonstrar seu apoio à Regina e o amor que a rainha havia reconquistado.

– Eles estão fazendo isso pela Regina? – o príncipe disse sem conter uma lágrima solitária que insistiu em escorrer por seu rosto e ser rapidamente seca.

– Sim. Eles estão aqui por ela – Emma afirmou passando a mão pelas costas de seu pai.

– Isso é tão lindo. E essa sempre foi uma das coisas que ela mais desejou, ser amada por esse povo. E agora que eles estão demonstrando esse amor ela não vai ser capaz de ver. Eu odeio o quão irônica a vida pode ser – o loiro afirmou segurando as barras da sacada firmemente.

– É claro que ela vai Charming. Regina vai acordar, tenho certeza disso – Belle disse tentando soar o mais confiante possível.

– Como? Rumple já disse que não há nada que ele possa fazer, nada que ninguém possa fazer. Ele já disse que seu corpo está totalmente curado, mas sua mente... Ela está morrendo. Regina está morrendo e não há nada que eu ou qualquer outra pessoa possa fazer por ela – o príncipe se exaltou.

– Você ficar nesse nervosismo todo não vai adiantar de nada – Emma disse ao ver o pai sair de frente da sacada e voltar para o quarto e admirar seus pequenos adormecidos.

– Como eu posso não ficar nervoso se tudo isso que está acontecendo é minha culpa? – o príncipe questionou a filha mantendo sua cabeça baixa.

– Você não pode fazer isso. Nada disso que está acontecendo é sua culpa – a loira tentou confortar o pai.

– É claro que é Emma. Desde que eu comecei a ter algo com a Regina, eu prometi que iria a proteger. E eu falhei. De novo e de novo e agora esse é o resultado do meu fracasso. A mulher que eu amo está em um maldito coma e sequer pôde segurar nossos filhos como uma mãe normal, porque Snow os tomou dela de uma maneira covarde. Ela está morrendo e mal teve a chance de ver nossos filhos, de ser uma mãe para eles. E isso é tudo minha culpa – o príncipe disse agora sem conter as lágrimas de decepção e o sentimento de incapacidade que tomava conta dele no momento.

– Eu sinto muito por tudo que está acontecendo, mas você tem que entender que isso não é sua culpa. Você não pode ser o herói de toda história – Emma afirmou.

– Eu só precisava ser o herói da mulher que eu amo e eu falhei. A cada segundo que passa e eu não sou capaz de ser hipnotizado pelo olhar dela, que não sou capaz de ouvir alguma frase transbordando com sarcasmo, isso está acabando comigo – ele disse agora pegando o pequeno menino que despertou e o colocando contra seu peito.

– Você não pode agir como se ela estivesse morta. E você tem esses dois pequenos, eles precisam de você – a loira disse se aproximando do pai observando o modo como o pequeno havia instantaneamente se acalmado.

– Eu sei. E esses pequenos sequer tem um nome. Regina sempre disse que queria esperar até ver os rostos deles para escolher seus nomes e agora ela não vai ser capaz fazer isso – o príncipe disse depositando um beijo no pequeno.

– Bem, ela pode não ser capaz de dar um nome à eles agora, mas nada impede que eles passem um tempo com Regina – Belle interferiu na conversa entre pai e filha.

– Você está ciente que ela ainda está em coma, certo? – o príncipe perguntou ninando o bebê em seus braços.

– Sim, mas você pode levá-los até ela – a jovem afirmou mantendo um sorriso esperançoso em seus lábios.

– E o quê? – o loiro perguntou.

– Não sei. Só deixe que eles sintam o calor do corpo da mãe deles, o amor que ela sente por eles – ela se explicou.

– Eu não sei. O que você acha Emma? – o príncipe perguntou à filha.

– Para falar a verdade, acho que é uma ótima ideia – a loira disse, concordando com Belle.

– Tudo bem, então. Vamos passar um tempo com a mamãe, pequenos? – o loiro perguntou aos bebês que agora dividiam seu colo após ele ter pegado a pequena que também dormia calmamente.

Charming foi em direção ao quarto em que Regina estava em passos pequenos. Acordar qualquer um dos bebês em seu colo estava longe de ser sua intenção, tornando o pequeno caminho entre os quartos um pouco mais longo.

Assim que viu o príncipe na porta com os bebês, Granny se levantou e ao passar pelo príncipe repousou sua mão levemente por seu ombro antes de sair do quarto.

A morena permanecia na mesma posição em que o príncipe havia a deixado pouco tempo atrás. O quarto tinha a luz baixa e foi invadido pelo doce aroma dos bebês que Charming carregava cuidadosamente em seu colo.

O príncipe ficou parado por alguns segundos observando a expressão calma que Regina tinha em seu rosto. O silêncio do cômodo tornava tudo ainda mais calmo e o único som emitido pela morena era sua respiração fraca. Respirando e inspirando... Respirando e inspirando... Respirando e inspirando... Perdida na escuridão de sua mente, respirando.

Charming moveu-se lentamente para mais perto de sua morena e sentou-se na cama. Depositou um beijo no topo da cabeça de cada um dos bebês que mantinham suas cabeças enterradas em seu ombro, e virou-se para Regina.

– Então, eu não sei exatamente o que dizer, mas acho que esse momento não precisa de muitas palavras pra ser descrito. Apenas sintam, meus três pequenos – o príncipe afirmou deitando gentilmente os bebês contra o peito da morena.

O príncipe mantinha suas mãos nas costas de seus filhos, afim de não os deixar cair, e depositou um beijo no topo da cabeça de Regina. A calma já presente no quarto parecia ter aumentado com a cena que transcorria.

Volte para nós, pequena. Abra seus olhos. Nós amamos você – o príncipe sussurrou como se qualquer som um pouco mais alto fosse quebrar um de seus três amores.

Mais alguns segundos se passaram e Charming pôde sentir os pequenos se mexerem um pouco mais. Eles ficaram se encarando e suas pequenas mãozinhas se uniram. O toque das peles dos irmãos, dos filhos de um casal que se amava desesperadamente transmitiu uma luz imediata pelo quarto.

O olhar de confusão do príncipe com a luz que seus filhos produziram com um simples toque de suas pequenas mãos logo se transformou em pura felicidade quando ele ouviu um longo suspiro e viu os olhos de Regina se abriram.

– Regina – o príncipe disse o nome da morena quase em um sussurro sem acreditar exatamente que ela havia realmente voltado.

A morena não produziu nenhuma palavra. Suas mãos envolveram os pequenos deitados em seu colo e lágrimas escorreram por seu rosto enquanto o sorriso mais sincero e verdadeiro possível estampava o seu rosto.

– O que aconteceu? – a morena perguntou um pouco confusa.

– Você voltou pra nós – o príncipe disse alto o suficiente para somente a morena ouvir.

– Eu não disse que eles eram lindos, príncipe? – Regina disse encarando os olhos azuis que estavam mais próximos de seu rosto.

– Você definitivamente disse, pequena – ele afirmou se aproximando da morena e a puxando para um beijo desajeitado – Eu te amo tanto – o príncipe sussurrou contra os lábios de sua mulher tendo o cuidado de não colocar peso sobre os pequenos deitados contra o peito de Regina.

– Eu também te amo idiota – ela retribuiu capturando os lábios do príncipe no beijo mais casto e delicado que eles já haviam trocado.

– Você definitivamente está de volta, pequena – o príncipe sorriu com sua testa colada à de Regina.

O casal estava tão perdido no momento que não viu quando Henry chegou à porta acompanhado de Emma.

– Mãe? – o menino disse antes de se aproximar da cama e confirmar que a morena estava acordada.

– Henry – ela sussurrou o nome de seu pequeno príncipe ao ouvir a voz dele.

O garoto logo correu em direção à sua mãe e deu um jeito de abraça-la entre bebês e o príncipe que se distanciou o suficiente pra que houvesse espaço para que o menino depositasse um beijo na bochecha de sua mãe e recebesse outro em resposta.

– Eu tive tanto medo de perder você, mãe – Henry afirmou observando o olhar sereno da morena em sua direção.

– Você não vai me perder, meu pequeno príncipe. Nunca – ela disse emocionada com as palavras do filho.

– Eu disse que ela ficaria bem – Emma afirmou ficando ao lado de Charming.

– Sim, você disse. Obrigada por tudo, Emma – o príncipe disse envolvendo a loira em um abraço.

– De nada. Eu estou realmente feliz por Regina estar bem – ela afirmou observando o sorriso da morena cercada por seus três filhos – Ela e meus irmãozinhos.

– Eu também, Emma, eu também – o príncipe disse ainda com o braço sobre os ombros de sua filha.

Tudo finalmente parecia estar dando certo naquele momento. Regina estava bem, os pequenos estavam bem... Os sorrisos de todos os presentes no quarto eram a expressão do clima que havia se instaurado no local.

Era como se as peças daquele quebra cabeça tão confuso, cheio de peças assimétricas e inesperadas, finalmente estivesse se encaixando. Eles estavam no lugar certo e tudo que precisavam fazer era respirar. Respirar e esquecer de todo o resto. Respirar e aproveitar o momento. Respirar e só isso.

***

As horas haviam se passado lentamente no castelo. Regina pôde observar e agradecer o amor e carinho demonstrado pelo povo do reino. O amor que ela sempre quisera e agora finalmente era uma realidade. Ela tinha pessoas que a amavam verdadeiramente, tinha um reino que admirava a mulher que ela havia se tornado... Ela podia ser presunçosa a ponto de dizer que tinha tudo. E ao olhar o homem que ela tanto amava segurando cuidadosamente o pequeno bebê de cabelos claros essa sensação de totalidade só aumentava.

– Você fica tão mais bonito segurando nosso filho, príncipe – a morena disse se aproximando e apoiando sua cabeça no ombro de Charming.

– Vou deixar a insinuação de que não sou tão bonito de lado porque tenho que concordar. Nós fizemos lindos bebês – o loiro afirmou depositando um beijo no topo da cabeça do pequeno em seus braços.

– Sim, nós fizemos – Regina disse pegando a pequena que começou a mover seu pequeno corpo acompanhado de um choro baixo e se sentando na cadeira ao lado da janela – Certo, Helena?

– Helena? – o príncipe perguntou curioso.

– É. Quando a vi pela primeira vez, eu só conseguia pensar que ela seria minha pequena Helena. Não gostou do nome? – ela perguntou liberando seu seio que foi capturado pela pequena boca da bebê de cabelos escuros.

– É lindo. E sobre esse pequeno cara? Qual seria um bom nome pra você? – o príncipe questionou o pequeno tomado por uma calma quase sobrenatural – O que você acha de Benjamin? – ele perguntou em direção ao menino antes de olhar para a morena que amamentava Helena na maior calma possível.

– Até que você tem bom gosto, príncipe. Benjamin é perfeito – ela afirmou com um sorriso antes de se virar para a pequena que parecia estar satisfeita ao soltar o seio da morena e se aconchegar em seus braços.

– Viu? Você mal nasceu e já está fazendo milagres. Elogios da sua mãe? Dificílimos de conseguir – o príncipe “conversou” com o pequeno provocando um riso baixo de Regina.

– Diferentemente das mentiras de seu pai. Essas são extremamente frequentes, Ben – ela afirmou depositando um beijo no topo da cabeça de seu menino.

– Intrigas da oposição – o príncipe disse e quando o pequeno começou a chorar em seu colo e ele verificou que ele estava seco, o loiro logo o entregou à Regina – Mais um para disputar seus seios comigo.

– Comentário completamente desnecessário, príncipe – a morena afirmou se sentando na cadeira novamente e liberando seu outro seio que o pequeno capturou rapidamente.

– E você Helena? De barriguinha cheia, toda quietinha... Não lembra em nada sua mãe – o loiro afirmou passando a mão delicadamente pela barriga da pequena.

– Eu mal acordei e seu pai já está me presenteando com todos esses elogios. Como esse homem me ama – Regina disse brincando com a pequena mão de Ben que mamava calmamente.

– E isso é uma verdade sem tamanho. Esse homem é completamente apaixonado pela sua mãe – o príncipe disse deixando seu olhar encontrar com o da morena.

A calma que preenchia aquele quarto era imensurável. Ben continuava sugando o leite do seio de Regina que não tirava um sorriso largo de seu rosto, enquanto Charming aconchegava Helena em seu peito fazendo-a dormir.

Depois de alguns minutos, Helena já havia adormecido e Benjamin seguiu os passos da irmã. Os dois foram colocados em seus respectivos berços por seus pais babões e enquanto Regina os observava sua visão ficou um pouco turva e Charming envolveu seu braço ao redor da cintura de sua esposa a fim de fazer com que ela ficasse firme em seus pés.

– Você está bem? – o príncipe perguntou observando a morena dar um longo suspiro.

– Sim, eu só estou um pouco cansada. Eu vou ficar bem – ela afirmou segurando com um pouco mais de força na mão do príncipe repousada na sua cintura.

– Vou me certificar disso, pequena – o loiro disse pegando Regina em seu colo e indo em direção ao quarto onde há poucas horas atrás a morena permanecia perdida na escuridão de sua mente.

– Obrigada por tudo, príncipe. Por me salvar, por salvar nossos filhos... Muito obrigada – a morena disse enquanto o príncipe a colocava delicadamente no chão.

– Você não tem que me agradecer. Eu falhei com vocês e não fiz mais que a minha obrigação. Deixa eu te ajudar aqui – o príncipe disse enquanto se posicionava atrás da morena e deslizava o zíper de seu vestido delicadamente.

– Do que você está falando? A única pessoa que tomou nossos filhos e quase me matou foi Snow – ela disse enquanto deixava as mangas de seu vestido deslizar por seus braços e cair no chão.

– É, mas se eu tivesse ficado com você toda essa confusão poderia ser evitada e eu poderia estar ao seu lado durante o parto dos nossos bebês – o príncipe disse enquanto colocava o vestido que Regina tirou sobre um pequeno sofá, em seguida pegando uma camisola e a ajudando a colocá-la.

– Eu teria adorado isso, mas você não pode se culpar pelo que aconteceu. Nada disso foi sua culpa – a morena continuou enquanto terminava de se vestir.

– Quer saber? Vamos deixar isso de lado e nos focar no fato de que você e nossos filhos estão bem – o loiro afirmou puxando Regina contra seu corpo e a envolvendo em um abraço – Estou tão feliz que eu não te perdi.

– Você nunca vai me perder, príncipe – ela afirmou se soltando um pouco dos braços do príncipe encarando seus olhos azuis.

– Fico feliz de ouvir isso também – o príncipe disse tocando os lábios de Regina levemente antes de continuar – Acho melhor você ir se deitar. Hoje foi um longo dia.

– Foi – a morena falou calmamente enquanto se deitava e soltava um longo suspiro antes de chamar manhosa – Deita comigo, príncipe.

Charming não respondeu nada. Ele trocou suas roupas rapidamente, foi até o quarto de seus filhos rapidamente onde uma das mulheres que trabalhavam no castelo velava o sono dos pequenos e voltou para o seu. Os grandes olhos de Regina encontraram os seus e ela levantou a coberta o chamando para perto dela. Mantendo o silêncio do quarto, o loiro se deitou ao lado de Regina, mantendo seus rostos frente a frente. Ele pegou as mãos da morena nas suas onde depositou um beijo carinhoso e ao encontrar os olhos da morena a preocupação que os ocupava era clara.

– O que está errado, Regina? – o príncipe perguntou preocupado.

– Nada – ela disse e ao ver que o loiro não aceitaria sua resposta, ela continuou – Eu só estou preocupada.

– Com o que? – ele perguntou mantendo as mãos da morena unidas às suas.

– Nossos filhos – a morena disse sincera.

– Eles estão seguros, Regina. Snow não vai machuca-los – o príncipe afirmou.

– Não é com a Snow que eu estou preocupada. É com a mágica deles – ela explicou com um nó em sua garganta.

–O que você dizer? – o loiro questionou.

– Você me disse que eu acordei após eles encostarem suas mãozinhas e se a mágica deles só precisa de um simples toque para ser utilizada eu me preocupo com o que pode acontecer – a morena disse com genuína preocupação em sua voz.

– Não fique pensando nisso, pequena. Helena e Ben são fortes, são nossos filhos. E nós não vamos deixar que nada aconteça com eles, certo? – ele disse tentando tranquilizar sua mulher.

– Eu sei o quanto a magia pode mexer com sua cabeça e tudo que eu não quero é que eles sofram com isso. Eu não posso deixar isso acontecer – a morena afirmou.

– E tenho certeza que você não vai deixar isso acontecer. Nós vamos proteger nossos filhos, nada vai acontecer com eles – o príncipe disse tentando tranquilizar a morena.

– É o que eu espero – ela afirmou.

– É o que nós vamos garantir que aconteça – ele disse veemente puxando Regina para um beijo apaixonado – E me desculpe – o príncipe continuou com os lábios ainda próximos dos da morena.

– Pelo que? – ela perguntou.

– Por te chamar de vaca gigante – ele disse sem conter os risos.

– Você me chamou de que? – a morena perguntou o afastando e tentando manter a pose de indignada.

– Em minha defesa, eu estava extremamente nervoso e preocupado por não saber onde você estava – o príncipe respondeu mantendo um sorriso em seu rosto.

– Você já me chamou de mula, agora me chama de vaca... Eu não sei o que vi em você, seu idiota – ela concluiu.

– Espero que tenha sido o amor que eu sinto aumentar cada dia mais por você, pequena – o loiro disse mais sério pegando o rosto de Regina com suas mãos.

– Talvez seja isso, príncipe – a morena disse depositando um beijo calmo nos lábios de Charming.

– Obrigado por não morrer – o príncipe afirmou perdido nos olhos de Regina.

– Obrigada por me salvar – ela retribuiu com um sorriso.

Eu te amo – ele sussurrou fitando a morena com o rosto sereno à sua frente.

Eu te amo – ela retribuiu a declaração beijando o príncipe mais uma vez.

Palavras não foram mais necessárias no momento. Com suas testas coladas, eles finalmente foram capazes de respirar novamente. Inspirando e expirando... Inspirando e expirando... Inspirando e respirando... Juntos, respirando.

Notas finais
Então pessoas? Gostaram, odiaram? Reviews são sempre muito bem vindas e tenham certeza que levarei em consideração seus pedidos (até os mais macabros :s). E um Feliz Natal para vocês e suas famílias :) Beijos na alma e até o próximo capítulo, sás lindas *-*