Everybody Hurts...
8 Capítulo 8
Miranda estava decidida a ficar com Sean, mas depois de seu reencontro com Damon essa decisão foi quase abalada. Só eles dois sabiam o que houve naquela noite, antes de seu irmão Jeremy entregá-la para sua mãe. Também só ambos sabiam de seus sentimentos.
–Miranda terra chamando! –Ela ainda sacudia a cabeça para sair do transe enquanto Sean se curvava sobre ela.
–Posso saber no que a mocinha estava pensando? –Agora ele a olhava de cima, os olhos semicerrados. Ela sustentou o olhar, pensou em uma desculpa que fosse convincente e respondeu:
–Ah Sean... Eu estava pensando em nós dois, em como sairemos dessa e continuaremos juntos depois que tudo acabar?
–Ainda não sei. Só sei que nós dois ficaremos bem e ficaremos juntos. Tudo vai dar certo. Eu tenho certeza Miranda. –Ele se aproximou ainda mais, ficando perto o bastante para que eu pudesse o sentir arfar. Naquele momento não havia palavras ou problemas que nos sufocassem, só haviam duas pessoas unidas por um só sentimento. Nós estávamos em paz.
***
–Não Robert, não pode ser. A minha filha se foi... A minha Miranda nunca mais vai voltar. Nós não deveríamos ter sido tão rudes com ela. Ela só queria um pouco de atenção e amor, mas tudo que fizemos foi arrastá-la para a morte. O George tinha razão o tempo todo... –O arrependimento afunilava sua garganta e a cada minuto ficava mais difícil respirar sem pensar em Miranda.
–Pare já com isso mulher. O que quer que façamos agora não alterará o fato da Miranda estar morta. E por falar nisso... Nós nem sabemos se ela esta realmente morta, quero dizer, ela pode estar fingindo.
–Ela não faria isso Robert, nunca. E jamais se atreva a pronunciar essas palavras aqui dentro. Você foi quem me aconselhou a matricula-la naquele lugar, você seu desgraçado.
–Não fui eu nem você. Está cega? Foi ela que fez por merecer, ela implorou para ir para lá com suas atitudes. Pense Janet, pense bem no que sua própria filha fez e veja quem foi o real culpado por tudo o que aconteceu.
–Já chega Robert!
–Está cega, é isso. Acho melhor que vá caminhar, vá beber um café...
–Está me mandando embora?
–Não meu amor. Só quero que se acalme...
–Tudo bem. Não precisa pedir duas vezes para que eu vá embora. Já estou indo.
A porta se fechou atrás dela. Com a roupa do corpo e um celular ela seguiu pelas ruas até o apartamento do filho George. Não sabia que ele tinha se separado, nem que ele tinha deixado à casa da namorada. Mesmo assim sua ex nora que morava lá a deixou passar a noite em sua casa.
***
–Vou fazer alguma coisa para agente comer... –Miranda não sabia cozinhar nada. Na verdade ela nunca se interessou em aprender a fazer as tarefas domésticas. Ela só estava tentando passar uma boa imagem de si mesma aos outros (Sean e senhor Schneider).
–Sabe cozinhar amor? –A pergunta que não queria calar foi feita por Sean. Ele também devia ter percebido que eu nunca cozinhei, mas tudo bem porque eu improvisaria algum prato que tinha visto na TV.
–Ah é claro que eu sei... –Agarrei a porta do armário e fui logo pegando uma panela. Depois de alguns temperos, algumas queimaduras de leve na ponta dos dedos... Eu finalmente terminei de improvisar um prato, espaguete à putanesca.
Bem, todos comeram sem fazer desfeita. Pelo menos eu não deixei o espaguete grudar ou coloquei uma folha de arvore no molho. Ah, pelo menos isso.
–Estava ótimo. Parabéns Miranda! –O senhor Schneider fez questão de se levantar para me cumprimentar pelo jantar. Apertei sua mão meio sem jeito. Ele estava sendo legal comigo e eu não deveria agir com insegurança ou então ele descobriria a verdade. Apenas assenti e voltei a lavar os pratos. Lavar pratos... Qual foi a ultima vez que fiz isso? Hum, nunca! É as coisas mudaram.
–Agora que terminei de jantar preciso contar uma coisa... –Ele sacudiu a cabeça. O que será de tão grave o senhor Schneider queria nos contar? Bem, ao julgar pelo olhar dele era algo bem ruim. –Miranda... Os policias vieram me procurar ontem à noite no hotel em que eu estou hospedado. Eles me fizeram uma série de perguntas sobre você e disseram que talvez eu tivesse de depor, mas não disseram nada conclusivo.
–Meu Deus! E eles já descobriram sobre mim... –Larguei o prato que enxugava na mesa e me sentei ao seu lado. Seus olhos me preocupavam. Eles eram tristes, perdidos.
–Não, ainda não. O resultado da pericia ainda não saiu, então eles não tem como descobrir sobre como o crime foi cometido e não tem porque desconfiar de você. –Ele reposou as mãos nas pernas e em fim parou de arfar.
–Então esta tudo bem? –Os olhares naquela sala eram tensos. Ninguém realmente sabia o que podia acontecer a mim. Ninguém sabia nem o que ia acontecer a si mesmo.
–Sim. Esta tudo bem Miranda... –Ele estendeu sua mão para pegar a minha, mas a colocou de volta no repouso da perna quando ouviu a porta do banheiro se destrancar.
–Bem, acho que já esta tarde. Obrigada pelo jantar, estava ótimo. Obrigada pelo vinho Sean, estava igualmente ótimo. Amanhã podemos tomar café juntos talvez... –Ele levantou da cadeira e foi até a porta como se estivesse desesperado para sair dali. Não entendi o por que.
–Por nada. É claro, mas sabe que nós não podemos sair...
–Ah, claro Sean. Então eu trago alguns muffins... Tenham uma boa noite. –Ele fechou a porta por si. Quase batendo a em seu rosto. Seu desconforto e sua pressa eram visíveis, mas eu ainda não conseguia entender.
***
–Vou fazer alguma coisa para agente comer... –Miranda não sabia cozinhar nada. Na verdade ela nunca se interessou em aprender a fazer as tarefas domésticas. Ela só estava tentando passar uma boa imagem de si mesma aos outros (Sean e senhor Schneider).
–Sabe cozinhar amor? –A pergunta que não queria calar foi feita por Sean. Ele também devia ter percebido que eu nunca cozinhei, mas tudo bem porque eu improvisaria algum prato que tinha visto na TV.
–Ah é claro que eu sei... –Agarrei a porta do armário e fui logo pegando uma panela. Depois de alguns temperos, algumas queimaduras de leve na ponta dos dedos... Eu finalmente terminei de improvisar um prato, espaguete à putanesca.
Bem, todos comeram sem fazer desfeita. Pelo menos eu não deixei o espaguete grudar ou coloquei uma folha de arvore no molho. Ah, pelo menos isso.
–Estava ótimo. Parabéns Miranda! –O senhor Schneider fez questão de se levantar para me cumprimentar pelo jantar. Apertei sua mão meio sem jeito. Ele estava sendo legal comigo e eu não deveria agir com insegurança ou então ele descobriria a verdade. Apenas assenti e voltei a lavar os pratos. Lavar pratos... Qual foi a ultima vez que fiz isso? Hum, nunca! É as coisas mudaram.
–Agora que terminei de jantar preciso contar uma coisa... –Ele sacudiu a cabeça. O que será de tão grave o senhor Schneider queria nos contar? Bem, ao julgar pelo olhar dele era algo bem ruim. –Miranda... Os policias vieram me procurar ontem à noite no hotel em que eu estou hospedado. Eles me fizeram uma série de perguntas sobre você e disseram que talvez eu tivesse de depor, mas não disseram nada conclusivo.
–Meu Deus! E eles já descobriram sobre mim... –Larguei o prato que enxugava na mesa e me sentei ao seu lado. Seus olhos me preocupavam. Eles eram tristes, perdidos.
–Não, ainda não. O resultado da pericia ainda não saiu, então eles não tem como descobrir sobre como o crime foi cometido e não tem porque desconfiar de você. –Ele reposou as mãos nas pernas e em fim parou de arfar.
–Então esta tudo bem? –Os olhares naquela sala eram tensos. Ninguém realmente sabia o que podia acontecer a mim. Ninguém sabia nem o que ia acontecer a si mesmo.
–Sim. Esta tudo bem Miranda... –Ele estendeu sua mão para pegar a minha, mas a colocou de volta no repouso da perna quando ouviu a porta do banheiro se destrancar.
–Bem, acho que já esta tarde. Obrigada pelo jantar, estava ótimo. Obrigada pelo vinho Sean, estava igualmente ótimo. Amanhã podemos tomar café juntos talvez... –Ele levantou da cadeira e foi até a porta como se estivesse desesperado para sair dali. Não entendi o por que.
–Por nada. É claro, mas sabe que nós não podemos sair...
–Ah, claro Sean. Então eu trago alguns muffins... Tenham uma boa noite. –Ele fechou a porta por si. Quase batendo a em seu rosto. Seu desconforto e sua pressa eram visíveis, mas eu ainda não conseguia entender.
–O que será que deu nele? –Sean colocou as mãos na cabeça e soltou uma breve gargalhada que logo se transformou em tosse.
–Sei lá. Ele parecia com pressa.
–Ele falou alguma coisa sobre a investigação?
–Os policias foram até o hotel e fizeram algumas perguntas, mas nada especifico. Eles ainda não tem o resultado da pericia e por isso não tem suspeitos...
–Melhor assim. Vamos assistir a um filme?
–Vamos, mas você tem que fazer pipoca.
–Com caramelo?
–Sim e cerveja...
–Ah, imagina se você não ia pedir...
Entre pipocas e beijos os dois passaram a noite. Eles Esqueceram-se de ir deitar e acabaram ficando ali, dormindo no sofá. O inverno lá fora já começava a ceder e ficava a cada noite mais quente. O rigor do vento frio já cessara naquela noite, mas não havia nada melhor do que dormir no calor dos braços do seu amor, do seu melhor amigo, do seu conselheiro...
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