Event Horizon 2
5 Capitulo 4
Notas iniciais
Todos estavam muito nervosos com a resposta que viria a seguir e a cada muito a tensão tomava mais conta de todos...inclusive dos irmãos Romanoff.
– A nave que foi encontrada e que conseguimos captura imagens pela nossa sonda exploradora é nada mais nada menos que... A Event Horizon – disse o homem já pressentindo a ração de todos na sala e sabendo o que falariam, pois a nave... ou o que sobrou dela estava dentro de um imenso deque bem abaixo na NASA, tiveram que transferi-lo do lugar onde estava para esse deque por que muitas pessoas e até jornalistas estavam se passando de empregados do lugar para poder chegar perto o ver como estava a lendária nave que culminou na morte misteriosa de seus tripulantes e de algumas pessoas de Louis & Clark. Ele mesmo quando recebeu a mensagem e viu as fotos da nave não acreditou, pois tinham feito uma só nave que era a que tinha voltado e não duas, e pressentindo que algo estava estranho decidiu mandar que detonassem a nave e não mandassem mais nenhuma tripulação ou a trouxessem para a terra, mas seus colegas e superiores não quiseram e disseram que era preciso investigar muito bem antes de tomar uma decisão daquelas. E então decidiram dar a missão para a tripulação da nave de resgate Sevastopol juntamente com o filho do cientista e construtor da nave o Dr. Weir, seu filho Bill Mcdonagh Weir, um moço de vinte e seis anos, olhos castanhos escuros, cabelos escuros e curtos, de fala cientifica e calma e que sabia muito mais coisas da nave que seu pai construiu do que qualquer outra pessoa, pois durante todo o processo de construção ele sempre acompanhava o pai e tinha todos os documentos e papeis que seu pai havia deixado para ele caso nunca mais voltasse, e desde que ele morreu tratou de guardar e muito bem todos os documentos e papeis que seu pai lhe deu e nunca assim permaneceu até agora, mesmo com o pessoal da U.S.A.A.C pedindo e exigindo tais papeis ele jamais deu, só iria faze-lo quando chegasse a hora e no momento certo que não era exatamente aquele.
– Isso é impossível – disse Ivana ao ouvir o que o homem tinha acabado de falar – a nave está em ruinas bem abaixo dos nossos pés como pode você vir aqui e falar tamanha sandice dessas? – falou nervosa e muito alterada a ponto de quase perder a compostura e ir pra cima do homem.
– Você tá brincando com a nossa cara né só pode ser – disse Marcelo incrédulo no que acabara de ouvir – se isso é uma brincadeira já vou falando que é de muito mal gosto porque isso não se faz, pessoas próximas a alguns de nós morreram na missão de resgate dos tripulantes e da nave inclusive a minha mãe, e agora você vem e fala que encontrou a nave de novo?!?! Pelo amos de deus né só pode ser sacanagem com a nossa cara – disse o jovem estremecendo de raiva e quase tacando a xícara de café em direção ao homem.
– Isso só pode ser mentira, agora só falta você falar que quer a nós iremos lá pra investigar o que o que está acontecendo né...por que é o que está me parecendo – disse Camila mais brava e intempestiva do que todos ali presentes.
– Acalme-se todos por favor – disse Conrado vendo que uma hora todo iriam querer fazer um linchamento no homem – vamos ouvir o que ele tem a dizer, pois tudo isso deve ter uma explicação racional e lógica não? – disse olhando diretamente para o homem.
Sim, tem sim – retornando a falar e se explicando – entendo perfeitamente a reação de vocês e o efeito de tudo o que aconteceu em vocês principalmente nos irmão Romanoff e nos sobreviventes da Louis e Clark, de início também custei a acreditar que era fato verídico o que estava na minha frente tanto as imagens que vocês iram ver agora quanto a gravação que irei mostra também – disse o agente — na mesma hora que constei que realmente era a nave queria ter mandando naves com misseis de detonação para destruí lá por completo mas fui vetado pelos meus companheiros de serviço...eles acham que deve ser investigado e querem que vocês vão lá para ver... e para ir com vocês eles convocaram uma pessoa que sabe muito mais sobre a Event Horizon, mais do qualquer pessoa que foi ou estava na nave – disse o agente mais suavemente mas mantendo sua voz séria e profissional — e ele está aqui, quero lhes apresentar o Sr. Bill Mcdonagh Weir, filho do cientista e idealizador da nave o Dr. Willian Weir – disse por fim e fazendo sinal para Bill entra. Este quando entrou todos o olhavam com cara fechada e muitos querendo fuzila-lo por acharem que era culpa dele as férias terem sido canceladas.
– Boa noite a todos – disse o rapaz analisando cada um e vendo o olhar de desaprovação de todos os presentes – como todos devem saber, foi achado e constado ao que pode ser a nave que meu pai construiu, sei que para muitos aqui presentes é uma coisa improvável pois a nave como a senhorita Romanoff disse está sob nossos pés nesse exato momento...até mesmo para mim foi um choque enorme e custei muito a acreditar mais...sim, é fato, acharam uma ‘’Event Horizon’’ perdida perto do mesmo local e na mesma região onde foi encontrada a outra – disse segurando as mão e tentando não demonstra nervosismo, pois falar de uma nave que o pai construiu e que matou tantas pessoas e mesmo o seu pai era muito difícil, principalmente por que as pessoas descontavam em cima dele a culpa pelo ocorrido – foi feito um pedido para que a nave fosse destruída mas como o voto contra essa ação foi meio do que o a favor então decidiram não destruir e sim mandar uma equipe até para saber o que aconteceu e se realmente é a mesma nave.
Quando terminou de dizer isso, começou a mostra através de um painel 3D na mesa as imagens da nave achada, falando de como provavelmente estaria e o que poderiam encontra depois de tanto tempo em que ficou ‘’ desaparecida’’ assim. Todos ali estavam muito apreensivos com o que viram mas o pior estava por vir, Bill colocou para tocar a mensagem que conseguiram captar e ao que começou só se podia ouvir ruídos e vozes, mas tudo muito desordenado e bagunçado, mesmo que tendo passado por alguns filtros auditivos ainda precisaria passar por mais alguns, terminado de passar os dados para todos da sala, disse que a equipe já estava convocada para ir e que iriam também os sobreviventes da Louis & Clark, a viagem de volta ao espaço aconteceria dali a dez dias, tempo suficiente para todos se organizarem e resolverem quaisquer coisas que teriam que fazer.
Todos saíram da sala de reunião, em silencia e ainda tentando digerir a notícia que haviam tido e que em dez dias teriam que sair da terra novamente... as férias que todos queriam mais uma vez havia sido adiada e mais uma vez seria mais dias em suspensão vital e mais dias na completa escuridão, mas exceção de todos que mesmo não dando resposta se iriam ou não, pois sabiam que já estavam na missão, Marcelo foi o único que já tinha se decidido...não iria ir, não iria reviver o eu sua mãe e seus amigos viveram, nem que teria que fugir dali sem dar notícias pra mim e, como se suas irmãs já estivessem adivinhando o que estava tramando elas foram tão logo conversa com ele.
– Marcelo – disse Ivana se aproximando do irmão que estava disposto a sair deli e nunca mais voltar ali e pegando as chaves do carro – onde você vai? O que você tá pensando em fazer? – perguntou a irmão muito severa.
– Vou embora pra minha casa e de lá verei o que vou fazer, pois não pensem em contar comigo nessa porcaria de missão por que eu não irei, eles estão nos mandando pra morte não estão vendo não!!!!!!!! EU NÃO VOU E PRONTO NÃO IMPORTA O QUE FALEM PRA MIM – disse muito irritado e já entrando no carro
– Marcelo vamos conversa – disse Camila – você não pode sair assim, você está de cabeça quente e pode acabar fazendo bosta – disse a irmã séria e preocupada, pois sabia que quando ele ficava daquele jeito sempre acontecia alguma merda...da última vez em que discutiu com o namorado, o também enfermeiro Thomaz, ele quase se matou pois estava a quase 400 km quando foi fazer uma curva fechada e por pouco quase não se lançou num precipício, o que o havia salvo foi um amontado de tijolos que estavam bem a sua frente – eu vou com você, pois assim podemos conversa, Ivana sobe ai também, vamos os três – disse bem determinada.
– vamos os quatro – disse uma voz vindo correndo na direção deles...era Thomaz que estava correndo para pega-los ainda na agencia, pois sabia como o namorado devia estar e o porquê – vou com vocês também, vamos todos ficarem juntos hoje e vamos conversa sobre o que aconteceu.
Da saída da agencia até a casa de Marcelo o caminho foi silencio pois ninguém falava uma única palavra, exceto pela música que tacava no carro, era uma melodia leve, the dark night of the soul da Loreena Mckennitt, que acostumava a acalma-lo nessas horas difíceis. Quando chegaram todos saíram do carro e entraram também em silencio, que só foi quebrado quando Ivana sugeriu pedirem algo pra comer e então acabaram pedindo comida Japonesa
– Bem, agora que estamos mais calmos acho que podemos conversa melhor né – disse Ivana olhando para todos ali, principalmente para o seu irmão e até permaneceu quieto como se estivesse sozinho – o que aconteceu naquela reunião nos pegou desprevenidos e de surpresa também, mas não podemos sair de fugir da situação, sei que é muito difícil pra uns do que pra outros, mas temos que estar todos juntos e unidos – disse a irmã olhando para todos e vendo que pelo menos Thomaz e a sua irmã Camila estavam mais conformadas, o único que ainda se mantinha muito sério e em silencio era Marcelo.
– Marcelo – disse Thomaz pegando na mão de seu namorado – todos nós sabemos o quão difícil é pra você fazer isso, e como foi ouvir o que foi dito hoje, mas te peço por favor...não nos deixe, precisamos muito de você com a gente lá, sem você como vamos chegar ao nosso destino e voltar? Ou não com quem as suas irmãs vão conversa quando não tiver pra ouvi-las ou eu? Por isso te peço, fique com a gente – disse isso olhando nos olhos do amado e querendo acreditar que a resposta seria positiva.
– Não sei o que fazer, eu não quero ir nessa missão idiota pois sinto que algo de muito ruim vai acabar acontecendo e ou ninguém vai voltar ou então poucos retornaram dela – disse como se tivesse pressentindo algo muito ruim e olhando pro céu, muito escuro naquela noite sem nuvens – sinto como se todos nós estivéssemos em perigo, essa missão é totalmente suicida – disse por fim e sentando na sua poltrona do pensamento, assim como chamava uma antiga poltrona que havia compra comprado certa vez em uma dessas vendas de garagens de casas, muito rústica porém combinava em harmonia com a sala também mobiliada em estilo western, como sempre quisera e sonhara em fazer.
– Sei que está com muito medo e o está sentindo meu irmão – disse Camila chegando perto do irmão e olhando em seus olhos – mas estaremos todos juntos, olha, o Conrado antes de chamar todos nós teve uma reunião fechada com o pessoal da NASA e da U.S.A.A.C e quando ficou sabendo disse que iriamos apenas sob uma condição – disse a irmã
– E qual condição seria essa? – perguntou o rapaz num certo tom de curiosidade
– De que ao menor sinal de perigo ou se algum de nós sofrêssemos risco de morte lá iriamos explodir a nave toda e voltar imediatamente – disse a pequena quadripé1, a chamavam assim por que tinha mais espirito masculino do que todos os homens da tripulação juntos – de início não aceitaram mas depois de um tempo eles acabaram aceitando e foi muito bem documentado, nosso capitão fez questão que assim fosse por conhece-los muito bem meu irmão, então posso dizer que estamos todos assegurados e com a certeza de que vamos todos voltar – disse a irmã passando tranquilidade ao rapaz que já estava mais conformado, ainda mas por ter o que restou da sua família e ao seu lado a pessoa que mais amava além das irmãs.
Todos conversaram durante um bom tempo até altas horas da noite quando Camila e Ivana decidiram ir para casa e descansarem um pouco, pois tinham coisas a fazer em tão pouco tempo, deixaram Marcelo com o seu namorado e foram para casa, depois disso os dois foram se arrumar para irem dormir, Thomas deu um beijo de boa noite no amado e deitou ao seu lado, enlaçando-o no seu mais terno abraço, mas saberia que aquela noite seria difícil pois sabia que seu namorado não estava tão bem quanto mostrava e isso ele sabia melhor até do que as suas cunhadas.
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