Notas iniciais
Boa madruga tripulantes!!!!!!! demorei mas aqui esta mais um capitulo e nesse temos uma treta muito forte já rsrsrs

Já era oitos horas da manhã quando Thomas acordou e depois de ir ao banheiro foi fazer café para ele e o namorado dormir, iria acorda-lo mas resolveu faze-lo somente depois que terminasse que fazer o café e arrumar a mesa, já que o rapaz teve uma péssima noite de sono como havia imaginado. Várias vezes a noite ele acordou o namorado gritando e por muitas vezes suando frio e chamando pela mãe, e todas as vezes estava tremendo muito e com o corpo todo gelado embora estivesse com dois cobertores bem grossos e grandes, estava muito preocupado e indagou se seria necessário mesmo que ele fosse na missão, iria contar do ocorrido para o Conrado e as irmãs dele e iria tentar deixa-lo a salvo na terra, mas iria deixa-lo sozinho, pois iria ficar junto dele, o moreninho dele era a única coisa boa tinha na vida, desde que o havia conhecido, não pensava mais em nada a não ser estar sempre junto dele e cuidar e protege-lo seja do que for e como for, mas havia uma coisa também...sabia que o que estava fazendo não era certo, sabia que uma hora ou outra iria ter que se abrir e conversa com ele, mas não iria faze-lo naquele momento, iria espera mais uns dias e ai sim iria conversa com ele. Terminou de arrumar a mesa do café e foi ao quarto para acordar ele e assim irem tomar café.

– Marcelo, está na hora de acorda meu anjo — disse chegando bem perto do ouvido do rapaz – eu fiz café pra nós dois com tudo que você gosta até pão de queijo – nisso que ele falou o Marcelo foi acordando aos pouco mas ainda com bastante sono pois mal dormira na noite passada, foi espreguiçando aos poucos e assim foi levantando

– Bom dia meu amor – disse com a voz embargada ao bocejar junto – nossa que noite difícil viu e ainda fiz você ficar acordado quase a noite toda meu anjo me desculpe viu – disse sentindo um pouco de vergonha, pois nunca deixara que o seu namorado o visse ou soubesse que coisas assim acontecia com ele.

– Imagina meu anjo nem precisa ficar assim não, estou aqui para cuidar de você também e não só para momentos bons meu anjo – disse olhando para o rapaz que se levantava da cama e ia para o banheiro para lavar o rosto e escovar os dentes e assim irem para o café da manhã.

– Sei disso meu anjo e agradeço muito por você estar aqui, mas fico muito mal de você ter presenciado o que viu, nem minhas irmãs sabem que tenho esses ‘’ ataques’’ durante a noite – disse muito pensativo no que aconteceria se as irmãs soubessem – amor, por favor não comente nada disse para as minhas irmãs tá – disse segurando nas mãos do amado e olhando em seus olhos.

– pode deixar meu anjo não contarei nada, agora vamos tomar café antes que esfrie né – disse dando um risinho de lado e segurando a mão do amado desceram para o desjejum.

Mesmo com tudo que havia acontecido nos últimos dias e com os pesadelos que havia tido, Marcelo não deixou se abater e tão logo pôs um sorriso no rosto e já recuperado foi tomar o café da manhã. Conversaram animadamente sobre como seria o dia e o que iriam fazer, Marcelo estava planejando ir com o seu namorado mas logo Thomas disse que não iria poder, pois tinha que ver como estava a irmã e o pai que a tempo não os via e disse que iria passar uns dias com eles e resolver umas coisas que sua irmã dissera que o pai havia fazendo em sua ausência e disse que quando voltasse iria falar tudo o que tinha acontecido.

– Está bem meu amor, mas me ligue mais tarde tá e manda um abraço pra minha cunhadinha – disse o rapaz para o namorado.

– Pode deixar meu gato vou mandar sim viu – disse o outro dando um beijo de despedida e indo para a garagem buscar seu carro que sempre deixava na casa do amado.

No caminho para sua casa, Thomas não parava de pensar em como estava o seu namorado, e na última noite. Nunca o vira daquele jeito, nem gritando e nem tremendo, quem o visse iria falar que estava com um ataque de abstinência ou coisa parecida, mas ele sabia mesmo o do por que dele estar daquele jeito...era muito difícil viver sem a mãe que havia pedido de um jeito tão horrível como foi e agora sabendo que iria para a mesma nave onde ela havia morrido, ou pelo menos uma nave parecida, estava deixando ele muito nervoso e estressado. Mas já estava passando e ele já estava bem e isso era o que importava, mas não iria poder mais adiar uma que estava ficando mais próxima do que a viajem de volta ao espaço.

Quando chegou em casa, a irmã já estava acordada e quando o viu entrando na sala correu ao seu encontro e o abraçou dizendo o quanto estava com saudades do irmão, perguntou como estava o cunhado e puxando o irmão pelo braço levou-o para a cozinha onde os dois sentaram e ela começou a contar o que o pai tinha feito e o que estava fazendo.

– Não acredito nisso Tati – disse o moço segurando em uma mão sua xícara de café e a outra mão fechada como se fosse bater no tampo da mesa de cristal transparente – essa bagunça vai acabar hoje mesmo, ou ele entra na linha ou então ele vai para numa casa de longa permanência – disse determinado, não queria fazer aquilo com o próprio pai, mas estava insustentável a situação. Nos últimos dia o pai havia torrado quase todo o dinheiro que ele havia deixado para as despesas e contas da casa em jogos, bebidas e drogas, e estava trazendo mulheres para casa deles toda noite, sem ser que toda vez que ele fazia isso sempre alguma coisa da casa sumia, pois elas pegavam e levavam embora, e o pior de tudo era que uma parte do dinheiro o pai havia comprado móveis e joias para elas, coisas que nunca havia comprado para a filha. Quando o pai abriu a porta do quarto, e viu seu filho na cozinha era como se tivesse vendo um policial ou algum agente da CIA ou FBI pois ficou mais branco que papel chegando a perder as forças nas pernas, quando Thomas viu seu pai pediu para o mesmo se sentar pois iriam ter uma conversa, quando foram para conversa Thomas ouviu um ruído vindo do quarto do pai e quando foi ver mesmo a contra gosto do pai ele viu uma mulher terminando de se vestir, na verdade seria uma pessoa, de uns dezenove anos mais ou menos que estava colocando uma roupa muito provocante para sua idade e já escondendo um porta joias na roupa, na mesma horas Thomas pegou o porta joias das mão da menina e a tirou de casa dizendo que iria procura seus pais e dizer o que estava fazendo, quando a menina assustada com a tamanha fúria do moço saiu correndo e este foi logo chegando perto do pai mais decidido ainda no que iria falar.

– Então é assim que fica a minha? Ou melhor, a nossa na minha ausência? Eu saio pra trabalhar e quando volto eu do por falta de umas coisas e vejo uma menina saindo do quarto do senhor e ainda querendo roupar uma coisa que nem dela é? – disse olhando fixamente nos olhos do pai, esse ao invés de ficar quieto e ouvir estava querendo logo soltar um desaforo mas foi impedido por um sinal do filho – o senhor transformou na nossa casa em um motel pra ficar com suas putas, usou quase todo o dinheiro pra compra joias mobílias para elas quando em nenhuma vez o senhor comprou uma coisa dessas para a sua filha? – disse o rapaz já muito alterado – isso vai acabar hoje e agora está entendo bem o que estou dizendo?!?!?!?!? Ou o senhor para com isso e entra na linha, ou então... – disse o filho não querendo proferir tais palavras.

– Ou então o que? – disse o pai bem alterado achando que ainda tinha razão em algo parecendo um adolescente quando faz coisa errada e ainda quer se sair bem na história.

– Ou então vamos colocar o senhor numa casa de longa permanência onde vai viver até o fim dos seus dias – disse o rapaz – Se por acaso o senhor não quiser isso então pare com essa bagunça, hoje e agora – disse num tom firme e decidido

– se você me colocar eu fujo e volto pra cá e ainda faço um escândalo enorme, ai quero ver quem vai estar errado – disse o homem num tom sarcástico para o filho, mas parou no mesmo instante em que viu o olhar do filho e ouviu o que este havia dito.

– Se o senhor fugir, para cá pode ser certeza que não irá voltar porque irei colocar guardas no portão e cachorros aqui dentro e colocarei cerca elétrica em volta de todo muro da casa, e se ainda tentar entra irei chamar a polícia para o levem algemado e preso, ai quero ver como o senhor vai conseguir fugir de um presidio, por que além de tudo irá ir preso por pedofilia – disse por fim o rapaz indo para o seu quarto e deixando o pai estático na sala e a irmã incrédula em tudo o que havia acabado de falar, sabia que se o pai não melhorasse teria que fazer o que disse, e mesmo que não quisesse o faria do mesmo jeito. Quando terminou de arrumar suas coisas, foi conversa com a irmã e disse a ela que dentro de dez dias iria voltar ao espaço e contou o porquê e tudo que havia acontecido, principalmente com o Marcelo.

– Nossa ele estava estar numa pilha nervos heim – disse a irmã – ele nunca superou bem a morte da mãe e agora ele vai para o mesmo lugar onde ela morreu...devo imaginar como ele deve estar viu – disse

– Agora ele está bem melhor e mais calmo, disse a ele que iria ficar por aqui por uns dias para colocar as coisas em ordem e ficar um pouco com você e que depois iria para perto dele de novo – disse sorrindo para irmã que retribuiu o sorriso

Terminando de falar isso ele deu um beijo na testa da irmã e saiu novamente de casa para poder fazer suas tarefas. Enquanto estava parado em um engarrafamento que havia se instalado perto de sua casa, Thomas estava envolto em seus pensamentos, ora pensava na sua casa e família, ora em seu amado e em como iria ter ‘’aquela conversa’’ com ele sem que o machucasse, sabia que estava agindo meio frio e distante com ele ultimamente, mas sabia que não poderia mais adiar tal assunto, mas também não sabia como aquele sentimento havia se instalado dentro de si, sabia que não podia enganar nem um e nem outro, e então resolveu que iria conversa com seu amado e acabar tudo, sabia que estava trocando o certo pelo duvidoso mas o sentimento era mais forte que ele, iria espera dar uns três dias e quando voltasse o rapaz iria falar com ele, sabia qual seria a reação dele, mas não podia deixar a situação daquela forma.

Já havia acordado a algum tempo, mas ainda ficou por uns instantes sentado em sua cama, não acreditava que iria ter que voltar para a escuridão do espaço dentro de dez dias, mas sabia que a recompensa quando voltasse seria melhor do que a que iria receber agora, ‘’ quatro anos de férias e uma bolada em dinheiro, tinha mesmo que valer muito a pena’’, pensou Elias já levantando da cama e indo tomar café junto com a irmã e a mãe, mas não parava de pensar em seu inseparável amigo e também a pessoa que sempre amou de verdade, como foi a reação dele ao saber da missão e qual era, não teve tempo de vê-lo e nem conversa como ele, pois havia saído muito rápido coisa que ninguém iria conseguir impedi-lo de fazer, mas decidiu que ainda naquele dia iria fazer uma visita pra ele, quando sentou-se para tomar o café da manhã com a irmã e sua mãe, a irmã estava falando da missão como havia sido e tal e o que ela não se lembrava ele completava, sempre foram assim, um sempre completava o que o outro dizia e a mãe adorava isso neles, e é claro que falaram sobre o que havia ocorrido e da nova missão e que na próxima semana estariam longe de casa de novo.

– Nossa meus filhos, mal chegaram e já vão ter que ir de novo – disse Dona Maria um tanto preocupada com eles – ai meus filhos quando vocês vão fico muito preocupada e com medo sabe, mas sempre tenho fé em deus de que sempre irão voltar pra casa – disse olhando para os filhos com um olhar materno que só ela tinha

– Mas nada irá acontecer Dona Maria fica tranquila – disse Sara para a sua mãe e a abraçando – tudo irã dar certo e iremos voltar logo pra casa, e ainda iremos trazer o Marcelo com a gente, né Elias – disse olhando pro irmão e rindo

– Com certeza, iremos voltar inteiros e com ele ainda para almoçarmos todos juntos como sempre foi – disse o irmão rindo e imaginando a cena.

Quando todos terminaram de tomar café, Sara pegou sua moto e disse que iria ver as primas e depois iria ver uns amigos enquanto o irmão foi pegar o carro e disse que iria compra umas coisas e voltaria logo, pois ainda queria passar na casa do amigo para ver como ele estava, antes de sair os dois deram um beijo de despedida na mãe e disseram e mais tarde estariam de volta, Dona Maria acenou um tchau para eles e foi cuidar dos seus afazeres, feliz por ter filhos que amava muito e por ter um terceiro filho, que gostava muito dela e ela dele, mesmo que esse não fosse de sangue.

Enquanto estava andando de carro, Elias não parava de pensar em seu amigo e como deveria estar ele, sabendo que em pouco dias estaria indo para a mesma nave onde sua mãe morreu, ou pelo menos era uma nave igual, queria muito saber como estava e decidiu que no fim da tarde iria visita-lo, não gostava da pessoa com quem ele estava, na verdade não ia nem um pouco com a cara do Thomas, pois sabia que ele escondia algo e sempre suspeitou, ainda lembra que um dia estavam todos conversando quando Thomas falou brincando que se um dia aparece outro iria deixar o Marcelo na mesma horas, quando ouviu isso que, se o fizesse e machucasse o seu melhor amigo, iria colocá-lo num caixão todo de vidro o iria atira-lo num mar cheio de tubarões e aguas vivas, quando Thomas ouviu isso perdeu até a graça da piada e todos para descontrair começara a tira onda com a cara dele. Gostava do seu amigo e isso desde o primeiro momento que me se conheceram, há uns quinze anos atrás, mas com o tempo o que era somente amizade foi se tornando algo mais forte e intenso, mas decidiu deixar quieto e que quando fosse a hora certa de falar iria faze-lo, mas enquanto isso não acontecia iria cuidar muito bem dele e de todas as formas possíveis, sempre estivera com ele em todas as ocasiões e momentos assim como rapaz sempre estivera perto dele, mas decidiu que quando tivesse uma chance, quando o outro abrisse uma brecha, ele iria abrir seu coração, e contar tudo que estava dentro de si por tanto tempo.

Já havia passado cinco dias desde que chegaram na terra, todos estavam bem ocupados e vez ou outra combinavam de se encontra para conversa e jogar papo pro ar, e sempre que podia Thomas ligava para o Marcelo para saber como estava, mas hoje não havia ligado e nem mandado mensagens, pois estava se preparando para ir vê-lo mais tarde e também para pensar num jeito de falar o que estava acontecendo, passou o dia todo em seu quarto, quieto, pensando se era mesmo o melhor a se fazer, mas era, pelo menos para ele era e já sabia o que iria falar, mas antes começou a dar sinais de que algo não estavam bem, pois quando estava juntos estava distante, ou quando estavam conversando ficava longe, e assim por diante até Marcelo perceber que algo estava errado, sabia que iria fazê-lo sofrer muito mas era mais forte que ele, quando deu três horas pegou se carro e foi vê-lo em seu apartamento, pois falou que naquele dia iria a tarde para poder conversa com ele.

Quando chegou, viu ele estava não acreditava, o rapaz ainda estava com roupas de dormir, ainda tinha coisas espalhadas pela sala e o ambiente já não era mais alegre e cheio de vida, mas sim triste e pesado, como se a morte estivesse rondado o rapaz, ele sentou num lado do sofá olhou para ele e disse.

– Oi Marcelo, como está? – disse já sabendo qual resposta iria dar mas foi surpreendido, pois o rapaz disse com a voz embargada mas sério e dava para perceber o ódio e a raiva que ele carregava dentro de si.

– Pode ir parando e fala logo o porquê você quer termina comigo – disse não se mexendo e nem se atrevendo a olhar pro lado, pois sabia que se o visse iria começar a bater nele.

– Bem, está acontecendo muito coisa em casa, o meu pai está dando muito trabalho e está cada dia pior e agora a família da minha mãe resolveu se intrometer nos assuntos de casa como se soubessem de tudo que está acontecendo – disse – eu nem estou conseguindo ti dar a atenção que você merece Marcelo, mal estou conseguindo vir aqui para estar com você, e também tem outra coisa...quando voltarmos iremos nos mudar para o Texas, e ai vai ficar mais difícil ainda de nos vermos – disse na esperança de que o rapaz acreditasse no que estava dizendo, resolveu falar isso pois se soubesse do real motivo tinha medo do que poderia acontecer.

– E o que os seus problemas familiares tem a ver com a nosso relacionamento Thomas? Posso saber? – perguntou Marcelo sem sequer fazer um movimento com o seu corpo em direção ao outro – o que tudo isso tem a ver com a gente? E outra, vocês vão se mudar? Por que isso iria atrapalhar a nossa relação? Distância nunca atrapalhou a relação de ninguém não – disse quase que perdendo o controle da voz por uns momentos

– Marcelo, somos um casal de homossexuais, namoro a distância assim não dá certo...casal heterossexual dá certo por que a sociedade vê bem, a sociedade aceita melhor e até ajuda, nós já temos isso, por isso que não daria certo – disse enchendo os olhos de lágrimas e vendo que a cada palavra que falava o rapaz chorava mais e mais – gosto muito de você Marcelo e não tenho nada a reclamar, só falar bem por que você é uma pessoa inteligente, legal, é bonito e vai acabar encontrando alguém melhor que eu...eu só quero que você entenda o porquê disso tudo tá, não é por causa de você e sim por minha causa...não estou num bom momento para prosseguir com o nosso namoro e se continuar assim sei que você sofrer mais ainda e também não quero perder contato com você, quero continuar sendo seu amigo – disse por fim, esperando uma resposta, tudo o que fala era verdade, mas nenhuma resposta veio, o Marcelo estava permaneceu imóvel e quieto no lugar onde estava sem se mexer ou dizer algo, quando ele ia falar algo o rapaz começou a falar, mas foram poucas coisas.

– Se é só isso que você tem a dizer, por favor já pode ir embora, quero ficar sozinho e não ver ninguém pelo menos até na véspera da missão – disse já chorando muito mas nem ao menos olhar pra cara do outro – por favor...vá embora e me deixe sozinho, nem precisar falar...apenas saia da minha casa – disse por fim, depois disso seguiu-se um silencio quase que fúnebre, pesado e que só era quebrado pelo vento que batia na janela e pelo chorar do rapaz, por fim o outro se levantou e saiu em silencio, pesaroso, triste e chorando também...quando chegou na sua casa foi direto para o quarto onde trancou a porta e dali não saiu, pensando em como devia estar o outro.

Elias já tinha chegado no prédio onde Marcelo morava, tinha levado umas coisas para o amigo que tanto gostava e secretamente amava, quando chegou na frente do apartamento bateu umas vezes na porta mas ninguém atendeu, o que achou estranho pois o porteiro havia falado que ele não tinha saído o dia todo, com exceção do namorado que havia ido visitar ele a tarde, procurou pela chave que ele sempre deixava embaixo do tapete da porta e quando abriu ouviu um barulho do quarto, um barulho de choro, foi imediatamente correndo para ver o que estava acontecendo quando o amigo sentado na cama chorando muito de soluçar...sentou-se ao seu lado e o abraçou muito forte e ali ficaram por muito tempo até que o Marcelo se acalmasse e pudesse falar.

– O que houve anjo? — perguntou Elias quando finalmente o rapaz conseguiu se acalmar, foi até a cozinha e pegou um pouco de água gelada com açúcar para poder acalmar e também chamou as irmãs dele que tão logo chegaram para saber o que tinha acontecido. – pode contar o que aconteceu...o Thomas fez alguma coisa né? Por que o porteiro disse que ele veio aqui hoje — disse o moreno

– O que aconteceu manolinho meu? fale para nós...estamos aqui com você agora – disse Camila abraçada com o irmão.

– O Thomas terminou comigo...apenas disso – disse voltando a chora e dizendo para todos com exatidão o que ele tinha falado para ele, quando acabou de falar todos foram tomados por uma raiva que se ele aparecesse ali naquele momento, iria trucida-lo.

– Como aquele filho da puta nojento faz uma coisa dessas e por motivos tão imbecis assim? – disse Ivana que dos três era a mais esquentada – nossa é bom que ele mude de ideia e nem vá na missão por que se ele for eu acabo com ele, eu faço quatro ampolas de KCL na veia dele que ninguém vai perceber – disse nervosa e com uma raiva descomunal.

– Que filho da puta desgraçado miserável que ele é – disse Elias que era o mais estourado de todos ali e o que mais tinha vontade de matar o outro – se eu pego ele juro que não sobra nada dele pra contar história nenhuma, transformo ele ração pra verme isso com certeza.

– Nossa não acredito que ele fez isso, meu deixa ele pra mim viu por que quando eu o ver na minha frente o bicho vai, e quando falo vocês sabem bem o que vai acontecer né – disse Camila, que embora calma por fora estava mais nervosa e furiosa do que todos ali – mas não fique assim não manolinho meu, ele não merece que você chore por ele, aliás ele não merece nada de bom que ele tem que foi nós que o ajudamos ter...maldita hora que fomos colocar ele pra trabalhar com a gente viu se arrependimento matasse eu iria estar dura e fria no chão agora – disse a branquela.

– É mesmo maninho, não fica assim não viu, se ele não quis ficar com você quem saiu perdendo foi ele, por deixar escapar uma pessoa que nem você que tem muitas qualidades boas, ele só merece rato de esgoto, que nem ele – disse Ivana abraçando o irmão que já estava mais calmo e conformado.

– Olha, vou fazer uma coisa, esses dias que nos restam irei ficar aqui com você tá meu anjo – disse o Elias chegando perto do amigo e o abraçando também – Irei ficar aqui do seu lado até você estar bem...se por acaso chegar o dia de ir e você não se sentir bem...eles que arrumem outro oficial de bordo então ué, mas quero que você fique bem tá e não chore mais tá bom – disse olhando para o rapaz

– eu irei ficar bom mas também não quero atrapalhar você Elias, você tem que aproveitar os últimos dias em família e ... – Marcelo parou de falar quando de repente ele e todos ali na sala ouviram o que parecia ser um toque de celular, quando acharam de onde estava vindo era do lugar onde Thomas havia sentando, era o celular dele que havia caído do bolso da calça dele quando estivera ali horas antes, quando Marcelo pegou para ver viu que era um número da caixa de mensagens e foi ver se não tinha uma mensagem da agencia, pois eles sempre deixavam algo...quando ouviu a mensagem toda, o rapaz começou a estremecer todo, de repente começou a ficar vermelho com uma lava de vulcão e a aperta o celular, quando a mensagem acabou ele pegou e jogou o celular com fora em direção a parede, que quando bateu de estilhaçou e milhões de pedaços. Todos estava olhando surpresos pra ele pois nunca o viram daquele jeito, parecia que ele ia explodir.

– O que aconteceu Marcelo? – todos perguntaram de uma só vez.

– O que aconteceu? O que aconteceu? – disse Marcelo que mal conseguia falar de tanta raiva que estava estampada em seu olhar – aquele filho da puta, desgraçado, lazarento, arrombado, filho do capiroto maldito além de mentir pra mim estava ficando com outro cara!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! – Disse berrando ao mesmo tempo que em uma veia da sua cabeça saltava – que ele não apareça na minha frente e que ele não vá nesse missão...por que se ele for, eu juro por mim Marcelo Romanoff que eu acabo com a raça daquele maldito, e isso é uma promessa – disse muito possesso de raiva, no lugar de tanta tristeza agora tinha uma raiva e um ódio tão intensos que nada podia arrancar aquilo dele ...nem nada e nem ninguém. Todos tentaram acalma-lo até que finalmente conseguiram e ele foi para o seu quarto dormir, Elias disse que iria passar aqueles dias com ele até o dia da partida, para poder deixar as duas moças mais tranquilas...mas não era isso que estava deixando elas preocupadas...mas sim o que iria acontecer quando os dois se encontrassem no dia do embarque para a missão...esse era o maior medo.

Notas finais
Bem Tripulantes espero que tenham gostado desse capitulo, no próximo teremos uma surpresa heim rsrsrs PS: Kcl um medicamento administrado junto com soros fisiológico para manter os batimentos do coração, mas se administrado puro na veia pode causar um infarto.