Chamei todos os escravos, soldados e aspirantes a soldados para assistirem a apresentação daquela tarde, notei os olhares de Ghoir e Zanther, era uma mistura de medo e ferocidade, eu ouvia os burburinhos. Todos estavam cientes de que seria um duelo até a morte, Éculos fizera bem seu trabalho.

– Ouçam todos, hoje resolvi dar uma demonstração diferente, estes dois soldados, voluntariaram-se para uma luta até a morte comigo, aqui vocês verão o que espero daqueles que me servem, e estes dois soldados são a maior prova disto, eles dariam sua vida por mim, a Conquistadora de Nações.

Ghoir e Zanther apresentaram-se e pelos seus olhares eles sabiam o motivo de terem sido escolhidos, eu facilitaria um pouco, afinal de contas era uma demonstração. Logo começamos a lutar, eu era atacada sem dó e somente me defendia e algumas vezes incutia um ou outro contragolpe, tudo de maneira até mesmo amadora, percebi pela minha visão periférica que Alkanthys sorria e balançava sua cabeça, ele me conhecia bem demais. Porém notei algo que me tirou a concentração, Gabrielle se agarrava a Zeriah, e notei que ele a abraçava, e todas as vezes que eu era atacada ela se apertava ainda mais nele.

Aquilo vez meu sangue subir, resolvi colocar minha raiva para fora e com três golpes distintos e precisos dei fim a vida daqueles dois soldados. Gabrielle me olhava horrorizada, mas ao mesmo tempo com alivio, logo Zeriah a encaminhou novamente para meus aposentos.

Eu havia dado novas ordens para Kara durante a demonstração, Zeriah retiraria e retornaria com Gabrielle para meus aposentos assim que a demonstração tivesse sido finalizada.

– Sejam sempre os melhores dentre os melhores, treinem diariamente, suas vidas dependem do quantos vocês podem se superar! Mantenha-se sempre na posição de aprender algo novo. Comecem a seleção.

Eu estava irritada com o fato de Zeriah não ter retornado minha mente já imaginava o que eu poderia fazer para justificar a morte dele por minhas mãos, eu estava me tornando mole, pela manhã eu estava tendo pensamentos de admiração pelo jovem tenente e agora estava pensando em mata-lo.

– Senhora conquistadora suas ordens foram cumpridas. – Ouvi a voz de Zeriah.

Eu acenei minha cabeça, logo Zeriah estava com os novos recrutas, ele era uma fera enfrentava de 3 a 5 recrutas de uma única vez, e todos acabavam no chão. Eu não poderia perder tão bom soldado.

Eu teria que ficar até o término daquela seleção e pela primeira vez eu não queria tudo o que eu queria era estar em meus aposentos, nem que fosse somente observando Gabrielle dormir, sua respiração calma, a forma como se apoderava do meu corpo quando eu estava deitada ao seu lado, eu mantinha minha expressão fechada, tentando me concentrar nas lutas, mas não conseguia, meu corpo ansiava por Gabrielle próximo a mim, e minha razão foi-se embora.

– Tragam-me a escrava que encontra-se em meus aposentos.

Algum tempo depois ela entrou na área reservada a mim.

– Venha escrava, fique ao meu lado como um bom animal de estimação.

Meu coração apertou-se, intimamente eu gostaria que fosse diferente, colocar ela sentada em meu colo, poder abraça-la, lhe beijar, como um casal de enamorados, mas eu não poderia deixar que outros vissem está fraqueza, todos estavam acostumados a me verem tratar minhas escravas sexuais da pior maneira possível, e eu teria que manter sempre esta forma de agir.

Coloquei minha mão em sua cabeça e alisei, como faria com um bom cachorro, aquele pequeno toque serviu para acalmar minha necessidade de toca-la, porém o desejo crescia e eu precisava tê-la, normalmente eu fazia uso de minhas escravas na frente de meus guardas, eles jamais ousaram olhar-me, mas desta vez eu não queria isto, não queria expor Gabrielle a esta situação.

– Vocês dois, saiam e só retornem quando eu mandar.

– Gabrielle. – a chamei.

– Senhora?

Eu cogitei a hipótese de tê-la em meu colo, poder fazer o que realmente tinha vontade, mas os olhos dos meus inimigos estavam por toda a parte, eu sabia. Desci minha calça e a chamei.

– Venha e me delicie.

Quando senti aquela boca em mim eu perdi qualquer raciocínio. Gozei uma, duas, três vezes, eu queria muito possuir Gabrielle, mas ela ainda estava machucada e dolorida, e eu não queria machuca-la mais.

Segurei seu rosto e a mantive olhando fixamente para mim, seus olhos transmitiam desejo, ela me queria e minha libido somente aumentava, mas eu sabia que se eu fizesse uso dela ela poderia machucar-se mais internamente, eu tinha que esperar ela estar bem.

– Gabri... Escrava volte aos meus aposentos, se alimente, banhe-se e me espere.

– Guardas! – levem-na de volta aos meus aposentos.

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Desta vez não me demorei no banho, comi tudo o que pude e deitei-me em frente à lareira, naquelas peles macias. Recordando-me do que acontecerá mais cedo, eu me preocupei com a Senhora Conquistadora, quando vi que eram os soldados que haviam abusado de mim, ao mesmo tempo em que achava que eles mereciam o destino que tiveram me sentia culpada por este tipo de pensamento.

Quando a conquistadora me chamou eu imaginei que era para seu divertimento, ou talvez de seus soldados, ser tratada como um animal era humilhante, mas dignidade para um escravo era sentença de morte, eu já ouvira falar do tratamento dispensado as escravas corporais e imagina algo pior, mas até que não estava tão ruim, sentir o toque da conquistadora acariciando minha cabeça me fez sentir bem, apesar de tudo.

Eu podia sentir aquela energia que a conquistadora transmitia, eu sentia que ela me queria e me assustei ao perceber que eu a queria também, eu sabia de sua fama de atos sexuais em público na frente de quem fosse, mas ela pediu para seus soldados saírem e chamou-me e não demorei em obedecer, eu queria obedecer àquela ordem.

Eu notei que ela queria me tocar, mas hesitou, e ao ouvi-la me chamando pensei estar num sonho, ela me confundia, eu imaginava do porque ela não me tocar, será que ela estava preocupada com meus ferimentos, seria possível?

– Athena, deusa da sabedoria, roga-lhe para que eu tenha um vestígio de seu dom sobre mim e saiba sempre me comportar com sabedoria perante a conquistadora.

Não sei quantas marcas de vela passaram-se e acabei adormecendo, apesar de ter o sono pesado, acabei acordando no meio da madrugada e percebi que a conquistadora estava ao meu lado, bem praticamente embaixo de mim, e ela dormia tranquilamente, me permiti observá-la, ela parecia tão serena, tão diferente.

Ela abriu os olhos e nos fitamos por um momento, novamente aquela energia, não conseguíamos desviar nossos olhares, e então algo aconteceu, um beijo, onde eu tomei a iniciativa, foi carinhoso, intenso, eu queria mais, minhas mãos buscavam o corpo da conquistadora, e ela deixou-se levar, suas mãos eram suaves, um toque diferente, carinhoso, ela descia beijando meu ombro e retirou minha túnica, logo retirou a sua também, estávamos nuas, havia um brilho diferente em seu olhar. Uma certe hesitação.

Eu me aproximei e levei sua mão em minhas partes intimas, ela pareceu despertar, eu não entendia o que acontecia ali, era como se as noites anteriores houvessem sido apagadas, e naquele momento era que tudo estava ocorrendo pela primeira vez, os beijos por meu corpo, os toques, as sensações e eu sentia que tudo era reciproco, aquela noite nos amamos, sem uma única palavra, eu gemi muitas vezes, e isto parecia provocar mais e mais beijos em meu corpo, foi algo novo, diferente, eu gostaria que todas às vezes fosse assim.

Quando ela me colocou de quatro, meu corpo involuntariamente se retraiu, mas logo relaxei a sentir seu toque e lábios macios, nunca imaginei que fosse capaz sentir tanto desejo em simples beijos.

Quando acordei de manhã deitada nas peles sozinha, imaginei que era um sonho, mas a túnica dela estava ao meu lado, minha pele marcada com pequenas chupadas, eu revivia o que acontecera, eu havia ido ao céu, mas não durou muito.

– Zeriah, leve esta escrava, coloque-a no quartinho e a alimente com pão e água, pelos próximos dez nasceres de sol.

Eu a olhei, mas somente o que percebi em seu olhar, era vazio e frieza.·.

– O que você fez criança? – Zeriah perguntou-me pesaroso.

– Acho que não soube alimentar a necessidade da senhora conquistadora na noite anterior. – disse com tristeza.