Eu a olhava dormir agora, amanhã colocaria em prática o que havia decidido. Eu não poderia mais arriscar, Gabrielle já era dona do pouco de humanidade que restava em mim, dona da pequena parte em mim que ainda era capaz de sentir algo e se eu a perdesse eu sentia que a conquistadora que todos conheciam até agora, sádica, fria, mortal e sem coração, seria lembrada com saudades. O monstro seria quem reinaria.

Olhando o rosto daquela pequena eu entrei em um estado de nostalgia, lembrei-me da minha infância e do único lugar no qual eu me sentia segura, e só havia uma pessoa em quem eu poderia confiar no mundo, apesar de não vê-la há anos, e pensava que lá seria o único lugar para o qual eu poderia enviar Gabrielle, minha mãe era a única pessoa a quem eu confiaria minha pequena.

Já havia planejado Gabrielle não saberia quem seria Cyrene e vice-versa, eu conhecia a ambas e sabia que elas se dariam bem e esperava intimamente que Gabrielle entende-se minha atitude, pela primeira vez eu não agiria com tanto egoísmo, pensava em outra pessoa além de mim, pois afastando Gabrielle de mim ela poderia começar uma vida, talvez ela encontrasse alguém e começasse uma família, meu coração doeu ao pensar nisso, mas era o mínimo que eu poderia fazer.

A noite passara e dormir fora algo que não me pertencia, não quando estes eram os últimos momentos junto a Gabrielle.

– Minha pequena acorde!

– Não sou pequena! Tenho a altura certa! Ouviu-me. – Disse meio manhosa e irritada.

– Gabrielle nós precisamos conversar seriamente!

– O que deseja conquistadora? — Gabrielle começou beijando a volta do pescoço, subindo até a orelha e dando leves mordidas. – Nesse momento posso atender o que desejar. Deseja que eu continue conquistadora? – dizia com voz rouca entre as mordidas.

– Gabrielle... –gemi.

– Sim minha senhora? – Gabrielle voltou os beijos pela clavícula, busto, chegou ao seio esquerdo, dando chupadas e leves mordidas, Xena estava extasiada, entregue ao momento, aquela pequena causava-lhe imensas sensações. Logo Gabrielle alternou o seio dando igual atenção ao direito, desceu o lábio ao ventre, arrancando cada vez mais suspiros e palavras desconexa da Senhora Conquistadora, novamente subiu os lábios chegando aos lábios. – Deseja que eu pare para conversarmos senhora conquistadora?

– Não agora. – Gabrielle desceu sua mão direita pelo abdômen da conquistadora lentamente, como se quisesse gravar aquele local através do tato. Chegou ao ponto que mais queria, e começou uma pequena estimulação. Xena ansiava por mais e começou a mexer seu quadril procurando um contato maior, logo veio àquela explosão e Gabrielle não perdeu tempo, tirou seus dedos e lambeu lentamente, desceu sua boca até o ponto mais sensível de Xena, aspirou aquela fragancia única, colocou seus lábios dando pequenos beijos e quando não suportou mais cobriu com seus lábios apreciando aquele néctar, sugando com gula, quanto mais sentia aquele sabor inebriante mais queria. Gabrielle sentia-se saboreando algo como a famosa ambrosia, pensava que até mesmo aquele fruto não poderia ser comparado ao sexo de sua conquistadora, era algo único. Xena não demorou a atingir o clímax novamente.

Gabrielle voltou subindo pelo corpo de Xena distribuindo beijos e mais beijos.

– Vamos conversar agora minha senhora?

– Tudo o que eu menos quero agora é conversar minha pequena.

Xena mudou a posição rapidamente, ficando por cima de Gabrielle, com uma fome indescritível foi logo se apossando do sexo de Gabrielle com sua boca, algo meio agressivo e sedento, tomada totalmente pelo desespero de sentir o gosto de sua pequena, não demorou muito e Gabrielle estava alucinada, pedindo por mais e Xena a atendeu, colocando dois dedos de uma única vez enquanto trabalhava habilmente com sua língua, foram necessárias apenas três estocadas e Gabrielle sentiu-se leve e aquela sensação maravilhosa tomar conta de si.

Xena logo colocou-se atrás de Gabrielle colocando-as de conchina beijando-lhe com carinho na nuca, descendo sua mão entre as nadegas de Gabrielle. Um momento de reflexão passou instantaneamente, no dia anterior não tivemos esse tipo de experiência, pois sabia que ela havia sido machucada.

– Gabrielle eu posso? – disse ao seu ouvido enquanto minhas mãos a alisavam.

– Sim, mas com cuidado, por favor. – Eu sabia que ela sofrera.

– Então pode deixar minha pequena. – A abracei trazendo-a mais próxima a mim, simplesmente sentindo aquela parte com meu sexo todo molhado. Ouvia seus suspiros.

– Xena, eu quero, por favor, só peço que seja cuidadosa, isso está sendo uma tortura.

– Tem certeza? Eu não quero lhe machucar.

– Eu terei que implorar?

– Não minha pequena.

Coloquei-a de quatro e comecei a brincadeira com somente um dedo para que eu pudesse ver se ela sentiria dor, nada aconteceu, coloquei um segundo enquanto minha mão seguiu ao seu sexo e comecei um vai-e-vem vagaroso tentando me controlar, mas perdi completamente o controle quando Gabrielle passou a movimentar-se de encontro com minhas mãos, eu percebera que ela gostava até mais do que eu daquele ato. Continuei mexendo bastante minhas mãos e tentando afundar meus dedos o mais fundo que conseguia. EU distribuía beijos em suas costas e nadegas, cada vez mais acelerando meus movimentos, Gabrielle soltou um grito ao atingir o clímax e caiu na cama, eu me assustei. Mas logo percebi o que acontecerá, ela havia desmaiado, beijei seus cabelos, eu já havia feito muitas mulheres desmaiar nessas horas, mas era pela dor infligida, era a primeira vez que fazia alguém desmaiar por prazer. Ri com o pensamento e me deitei ao seu lado, alisando suas costas e viajando naquele corpo perfeito.

Ao perceber que ela não acordaria vesti um roupão e fui a minha antecâmara.

– Éculos! – Chamei o soldado próximo a porta.

– Senhora!

– Chame Alkanthys imediatamente.

– Sim senhora.

Sentei-me a minha mesa e comecei a olhar alguns papéis, o dia acabara de começar, mas eu já tinha muitas preocupações por quatro luas ou mais. Ouvi uma batida a minha parte.

– Entre!

– Senhora, mandou me chamar.

– Sim Alkanthys, preciso lhe perguntar algo.

– Sim senhora.

– Foi você? – Eu não precisava de esclarecimentos, ele sabia ao que eu me referia.

– Sim Senhora, retirei a escrava por uma passagem secreta e a trouxe para cá. Ninguém viu ou ouviu. Mandei sua sósia ontem para resolver um problema em uma aldeia próxima, um ataque forjado.

– É a primeira e última vez que ouvira essas palavras de mim Alkathys, obrigada.

– Xena, você sabe por que fiz isto correto?

– Longos anos juntos Alkanthys. Você realmente me conhece. Foi uma despedida e tanto.

– Pude perceber.

– Preciso do soldado com maior lealdade possível para leva-la a um lugar seguro.

– Éculos se encaixa perfeitamente.

– Aquele garoto?

– Serve-te por lealdade e realmente tem fé em ti minha senhora. Além disto não tem raízes ou família.

– Está dispensado e pode manda-lo entrar.

– Senhora.

Logo o jovem soldado entrou. Respirei profundamente.

– Éculos, eu lhe darei a missão mais importante do mundo e confio que não irá me decepcionar. Correto? – ele acenou afirmativamente. – Eu quero que você leve Gabrielle para uma vila chamada Amphipolis, procure a pensão de Cyrene consiga um quarto para Gabrielle, a deixe lá e siga sua vida longe daqui, eu lhe darei dinheiro para que a reconstrua, siga disfarçado, nunca revele esta conversar com ninguém, e nunca mais retorne a esta terra.

– Sim senhora.

– Éculos, eu estou lhe confiando o que tenho de mais precioso, não faça com que eu me arrependa.

– Jamais senhora.

– Está dispensado.

Escrevi em um pergaminho e coloquei em uma bolsa surrada de couro, deixei duas bolsas de dinares também, eu planejava tudo. Retornei aos meus aposentos, preparei um vinho com uma poção para deixar Gabrielle desacordada por três dias. Sentei-me ao seu lado e coloquei as taças ao lado.

– Meu amor, acorde. – disse beijando-a.

– O que houve Xena?

– Você desmaiou e espero que seja pelo prazer que lhe causei.

– Eu me lembro de que me senti no céu tudo escureceu e de agora, mas posso dizer com sinceridade, com certeza foi de prazer. Beijamo-nos e ela deitou-se sobre mim. – poderia ser assim todos os dias, eu e você. – ela olhou-me e percebeu meu rosto fechado. – me desculpe não quis ser atrevida.

– Jamais meu amor.

– Seu amor? Eu sou mesmo?

Olhei-a nos olhos e disse: — Com certeza minha pequena. – Ela chorou e beijou-me.

– Xena, você disse que queria falar seriamente comigo. Por acaso é sobre Eracles, quero que saiba que foi fingimento, você sabe não? Zeriah disse-me que precisava de mim para que eu tentasse descobrir algo.

– Tudo bem pequena, eu sei.

– Então do que se trata?

– Você é a pessoa mais importante no mundo para mim Gabrielle, eu amo você!

– Eu também amo você Xena.

Entreguei a taça a ela e nos beijamos, não demorou muito e Gabrielle desmaiou a vesti, chamei Éculos e pedi para que ele me esperasse em um local que finalizava uma das passagens secreta do castelo, pedi que ele arrumasse uma carruagem. Beijei levemente os lábios de Gabrielle, esta seria a última vez que faria isto. Peguei a bolsa e coloquei junto a ela.

Eu sabia que Gabrielle não conhecia nada do mundo, e havia deixado bem claro em minhas palavras naquele pergaminho que não queria que ela voltasse a me encontrar. Aquilo era o melhor.