Eu matei Joe Kingston
3 Consequências do Bilhete
"Um atirador profissional" deduziu o chefe de policia de Bristol, Cornon. Mas nenhum dos suspeitos tinha tal habilidade com armas, o que fez Victor concluir que qualquer um deles podia ter contratado um assassino particular. Aliás, alguém que possuía uma pistola com silenciador. O tiro que atingiu Joe não foi audível.
O chefe Cornon era um velho babaca e autoritário. Chegou a investigar a própria Valentina Wardle como suspeita, porém, Montgomery deu um jeito de matar a suposição. Agora, quem estava na mira do velho era Rick Parker, um empresário milionário, sócio de Joe Kingston na empresa de seguro dos dois.
Um dia antes do sábado em que Joe morreu, ele e Rick tiveram uma discussão que terminou em um conflito físico. As testemunhas convocadas relataram que os confrontos eram constantes entre os dois.
"Um filho da puta desgraçado!" Afirmou Valentina sobre Parker. "Ele estava desviando um dinheiro danado para a conta dele. Estava levando Joe a falência." E isso levou Victor a investir em Rick Parker.
O próprio Rick se enterrou em uma cova profunda de culpa. Na primeira vez que foi interrogado, afirmou ter estado o dia todo no escritório, mas as câmeras do local não filmaram sua chegada. Depois, disse que estava se sentindo mal e passou o dia inteiro em casa com a noiva. Ela, obviamente, confirmou.
Tudo que Victor precisava fazer era encurralar Rick até que confessasse ser o mandante do crime, se o mesmo fosse. Mas este seria um caso obvio, e ser atingido por uma bala na garganta no meio do jardim não era nada obvio.
Victor fez uma pausa na observação que constatava dos fatos e foi para a cozinha passar um café. O bilhete cor-de-rosa que Valentina recebera estava sobre a mesa de dois lugares na cozinha estreita. E isso, o fez pensar nela. O homem pegou seu celular sobre o balcão de mármore, discou alguns números e esperou.
– Oi Victor.
– Como está?
– Bem.
– E sobre Bath?
– Vou no fim de semana.
– Ótimo! — ele comemorou — Passo ai amanhã.
– Certo.
O celular de Valentina tocou novamente. Ela correu para atende-lo, achando ser Victor mais uma vez. Mas seu entusiasmo morreu ao ler o nome de Catarine na tela.
Desde aquele dia no jardim, Catarine ligava quase todos os dias. Mostrava um luto tão intenso quanto o de Valentina, o que só transparecia seu caráter dissimulado.
– Alô.
– Valentina, querida! Como está, hã? Como vão as coisas.
– Bem, obrigada.
– Louren e eu estamos tão preocupados com você. Estamos mesmo. Ele insiste para que você venha jantar aqui amanhã à noite. Eu disse para ele que você provavelmente deveria estar cansada demais, mas quando Louren põe algo na cabeça é impossível tirar.
– Na verdade, você está certa, eu estou exausta.
– "Se preferir, posso busca-la." — gritou Louren do outro lado da linha — Bem, você o ouviu. O que me diz, querida?
– Ok, ah... eu irei, então. Não se preocupem, o motorista pode me levar até sua casa.
– Excelente! Esperamos por você, honey, até mais.
Valentina procurava se distrair com qualquer coisa, porém, as palavras daquele maldito bilhete pareciam ter se fixado em sua mente. "Leve a culpa para o túmulo, vadia!" Quem poderia gostar tanto assim de Joe, ou simplesmente, odiá-la tanto?
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