A Rute foi avisar os outros elementares, e a Lua veio ter connosco e contou-nos tudo o que ela tinha contado.

- Agora, eu preciso de um tempo para mim, preciso de uma greve de seres míticos.

- Tens a certeza? — Perguntou o Bruno.

- Ela tem medo que os Anjos a matem, e não quer ter nada a ver connosco no meio do conforto. — Disse o Ruben.

- Isso é verdade? — Perguntei eu.

Ela baixou os olhos.

- Eu não quero morrer…

- Nós não deixamos que isso aconteça! Se houvesse algum problema nós transformávamos-te.

- Mas aí reside o problema! Eu não quero ser vampira. Ouçam, eu não vos vou abandonar… Eu só preciso de tempo e espaço.

Na manhã seguinte, a Lua foi-se embora.

- Muito bem. Sabemos que ele foi criado graças ao veneno de um morcego. Por isso suponho que é o veneno que o matará! — Disse o Ruben.

- Não sei… Parece muito simples! Não achas que alguém já o teria tentado? E se os anjos já vieram á terra para matar quem desequilibra, porque é que nunca mataram o original? — Perguntou a Ju.

- Porque ele não morre assim tão facilmente. A Ju tem razão. Nós estamos enganados! Mas agora o importante é proteger a Cris! Temos que nos concentrar nisso, por enquanto. Depois logo vemos como o matamos. — Disse o Bruno.

- Não quero que nenhum de vocês se magoe por minha causa… Se ele quer-me mesmo, acho que nada o fará parar! Afinal ele é um original!

- Eu nunca deixarei que algo te aconteça! — Disse o Dário.

- Cristina, nós não temos nenhum problema em ajudar-te! Se tivermos que lutar, então lutemos! Estaremos a ajudar-te e também aos humanos! Se ele te tiver, a guerra irá começar! — Disse o Ruben.

- Eu nunca iria estar contra os humanos.

- Não sei… Se ele tiver algum vampiro do lado dele que se alimenta de sangue humano com a mesma capacidade que eu, muito possivelmente poderá interferir com a mente dos vampiros! Eles podem pôr-te contra os humanos. — Disse o Bruno.

- Mas não te preocupes…Esse Drácula não irá chegar tão longe. — Disse o Dário.

Durante as últimas semanas, não fizemos outra coisa senão estratégias de guerra. Para nossa surpresa, a Lua voltou para nós, mas não vinha sozinha.

- Lua! — Fomos todos ter com ela. — Quem é?

- Este é o Felipe!

- Muito prazer! — Disse ele.

- Um humano? Em que estavas a pensar Lua? — Perguntou o Bruno.

- Fácil! Ela não estava a pensar. — Disse o Ruben.

- Lua, podemos falar? — Pediu o Dário. — Em privado!

- Dá-me só um minuto, Lipe.

- Não achas que foste um pouco longe demais? — Perguntou o Dário.

- Eu confio nele, Dário.

- Ela não vai mudar de opinião, está apaixonada. — Disse o Ruben.

- Olha, eu aceitei o teu namoro com a Cris, mesmo não gostando. O mínimo que podes fazer é aceitar também…

- A situação é diferente! Ele é humano, não devia saber da nossa existencia… Não posso ignorar isso!

- Por favor! Eu gosto mesmo dele…

- Dou-lhe uma oportunidade, mas não gosto da situação.

Passado pouco tempo eles começaram a namorar, o Ruben e a Ju acabaram, e eu e o Dário estavamos a passar alguns desentendimentos.

- Como não me vais contar?

- Desculpa, Cris, mas não me apetece falar sobre isso!

- Eu conto-te tudo, até as coisas que mais me magoam… Porque é que te custa tanto partilhar a tua vida comigo?

- Não custa… Mas á coisas que eu não quero partilhar!

- Nem comigo?

- Eu irei partilhar contigo! É só uma questão de tempo, vais ver!

- Tu sabes tudo sabre mim! E o que sei eu sobre ti?

- Oh, vá lá, Cristina! Tu conheces-me…

- Conheço?

Ele abraçou-me e disse:- Ficas tão quando estás zangada!

- ha ha ha… Muito engraçado.

- Agora a sério. Tu irás saber tudo sobre mim, mas ainda é a altura certa.

- O que quer isso dizer?

- Que vais ter que esperar.

Eu esperei, mas nunca era suficiente… Isso deixava-me frustrada… Eu queria o conhecer mais! Mas parecia que essa parte era uma barreira.Passaram meses desde essa conversa, mas ele parecia não estar pronto. No entanto, tínhamos outro problema, bem mais grave que o meu.

- O Felipe traiu-nos… — Disse o Ruben.

- O quê? Tens a certeza? — Perguntou o Bruno.

- Tenho. Eu ouvi ele a pensar a conversa que tinha tido com um policia da cidade…

- O quê? Ele denunciou-nos? — Perguntei.

- Sim… — Confirmou o Ruben.

- Já contaste á Lua? — Perguntei.

- Não… Ela está tão cega que não vai acreditar.

- Ela tem que acreditar! Nós nunca lhe mentiríamos! Ela devia saber isso! — Disse.

- Eu falo com ela. — Disse o Dário.

Ela estava com o Felipe, mas o Dário consegue controlar-se ao ponto de não se atirar a ele, como qualquer um de nós faria, depois do que ele nos fez.

- Lua, podes vir aqui num instante?

- Agora?

- Sim agora! É importante…