Notas iniciais

Primeiro capítulo, sempre chatinho, espero que gostem.

Terça-feira comum. Eu e Mariana voltávamos da escola quando um homem nos parou.

- Vocês sabem onde fica o bar do Zé? — perguntou ele.

- Sim, é aqui pertinho. — eu disse. Ele então perguntou se poderíamos levá-lo até lá, dissemos que sim.

Chegando lá, o bar estava fechado e a rua completamente deserta, foi então que o homem tirou uma faca do bolso e disse que era pra gente passar pra ele tudo de valor que tínhamos. Demos nossos celulares, mas ele queria dinheiro e nós não tínhamos, foi então que a Mari começou a gritar por socorro. Ele mandou ela calar a boca, não adiantou, ele então foi com tudo pra cima dela. Eu não sabia o que fazer, comecei a chorar, foi aí que ele colocou a faca no pescoço dela e falou que iria matá-la.

Não iria deixar aquele bandido matar minha melhor amiga, foi aí que eu pensei rápido, peguei meu estilete e cortei a nuca dele. Soltou a Mari na hora e deixou a faca cair no chão, foi ai que eu peguei a faca, só para me proteger.

Ele desse vez veio para cima de mim, me deu soco, cai com tudo no chão, \'sou muito fraca, não vou conseguir sair daqui viva, ele vai me matar\' só isso que pensava. A Mari não parava de chorar, eu levantei do chão, e ele novamente veio para cima de mim, e eu ainda com a faca na mão não pensei duas vezes e quando ele ia me golpear de novo dei uma facada no peito dele.

Ele caiu no chão e começou a se debater, fui para perto da Mari e a abracei, ficamos vendo o homem se debater sem fazer nem falar nada. Ele parou de se debater, parou de se mexer, parou com tudo.

Chegamos perto dele e percebemos que estava morto.

- O que a gente faz agora Sophia?

- Não sei Mai.

- Você matou ele, olha o que você fez.

- Eu sei Mari, estou vendo. — Falei atordoada.

- Tá vendo é? O que você tem na cabeça?

- Com assim, eu tento te salvar e você ainda briga comigo?

- Desculpa, mais e agora?

- Vamos levar o corpo pra algum lugar.

- Pra onde? Pra nossa casa? Acorda Sophia, ele tá morto, e você fica agindo como se fosse a coisa mais normal do mundo.

-Ai meu Deus, vamos sei lá, jogar o corpo dele naquele terreno baldio aqui perto.

Mari concordou, esperamos escurecer. Escureceu, pegamos o corpo dele e levamos para o terreno, tiramos a faca do peito dele, chegou a ser pior que matá-lo. A guardamos na bolsa, pegamos também todos os nossos objetos, para não deixar provas.

Fomos embora, por precaução fomos para a casa de Mari, já que a mãe dela ainda estava no trabalho. Tomamos banho, estávamos sujas de sangue dos pés a cabeça.

Quando estávamos de certa forma de volta ao mundo real, me dei conta do que tinha feito. Eu tinha matado um cara, eu Sophia, de 16 anos, namorada do Pedro, filha da Luiza, melhor amiga da Mariana. Sim eu achava que viva num conto de fadas. Acho que acordei do meu sonho. O que vai ser de mim agora? O que vai ser da minha vida? Como vou conviver com isso? E se descobrirem o que eu fiz? Perguntas, perguntas e mais perguntas, só isso sei fazer ultimamente a mim mesma, será que um dia serão respondidas?