Notas iniciais
Oi gente tudo bem??
Desculpe pela demora pra posta mais um capitulo mas eu fiquei sem net ~ trágico, muito trágico ~
Então espero que você não tenham me abandonado isso seria muito triste :'(
Pra compensa a demora to postando um capitulo um pouquinho maior.
Aviso: ficarei mais um tempo sem posta pq irei viaja, então vou tentar posta mais um capitulo ainda essa semana. Não fiquei triste... vejam pelo lado bom vou ter mais tempo pra escrever a fic, então vou adianta bastante ela(eu acho, vou tentar)

Diferente das outras vezes foi Dionísio que me deixou dormindo debaixo da arvore. Agora eu estava na sala esperando a aula começar, não tinha ido tomar café e estava com dor cabeça. Levei um susto e minha dor de cabeça aumentou quando Camila chegou à sala me gritando, dizendo que era muito cedo para eu estar na sala e que ela estava me procurando, que eu iria ficar anoréxica se não comesse direito e que eu deveria dormir mais, pois estava com cara de “morta-viva”. Ela havia trazia pra mim um copo grande de café e algumas rosquinhas, então ameaçada pela minha amiga fui obrigada a tomar meu café da manhã na sala.

Assim que eu acabei de tomar café Nicolas entrou na sala e diferente dos outros dias se sentou no fundo da sala, no canto mais escuro, e abaixou a cabeça como se quisesse dormir. Quando ele havia passado por mim percebe em seu olhar um fleche de tristeza, mas não me importei muito, pois minha dor de cabeça estava me consumindo.

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A primeira aula eu fiquei dormindo, já a segunda aula Camila ficou fazendo palhaçada e eu tentei não dar risada, mas tava difícil já que Camila parece ter alguns parafusos soltou e Edgar ficou brigando com ela para que ela parasse com isso.

A terceira aula, a de química, foi de Dionísio. Aula estava indo tudo bem ate que Nicolas se levanta tão bruscamente que a cadeira que ele estava sentado caiu então ele foi em direção a porta, mas Dionísio o impediu ficando na passagem.

- Volte para o seu lugar Nicolas- falou com um tom de voz de autoridade que fez todos da sala estremecer menos Nicolas que continuava em pé na frente de Dionísio.

-To nem ai pra você, você nem deveria esta aqui seu playboyzinho- falou Nicolas com um tom de raiva

-Nem você!

-Professorzinho de merda

-Não vou aturar mais nenhum insulto teu!- falou Dionísio em tom de ameaça

-Ficou com raiva foi?- falou Nicolas em tom de deboche

Dionísio fez uma pausa com se estivesse pensando na possibilidade de dar um soco na cara de Nicolas ou simplesmente mandar ele pra diretoria. Parece que ele escolheu a segunda opção.

-Pra diretoria agora!- disse com os dentes trincando, como se estive controlando a raiva

-Melhor do que ficar nessa sala aturando essa droga de aula — depois de dizer isso Nicolas saiu

Depois que Nicolas saiu Dionísio passou algumas atividades e depois saiu provavelmente pra diretoria resolver aquela discussão sem noção entre ele e Nicolas.

Na hora do almoço em um dos restaurantes que tem na área do jardim estava tranqüilo ate que Nicolas apareceu grudado com uma garota que estava toda derretida com o que ele estava falando no ouvido dela. Eu fiquei um pouco chocada, mas tinha prometido a mim mesma que não iria ligar para o que Nicolas fizesse de sua vida. Mas pra piorar quando estava voltado para a sala no meio do corredor, na frente de todo mundo, beijou a guria. Pra falar a verdade aquela cena foi ridícula, não sei por que, mas eu senti que ele estava usando ela, como Camila havia me dito outro dia.

Nicolas passou o resto das aulas de mau-humor, já eu não entendia por que ele estava daquele jeito já que ate ontem ele estava na sua, sereno.

Depois da aula fui para a sala de musica fiquei um tempo lá tocando violão. E depois que anoiteceu fui para o dormitório. Enquanto andava para o dormitório vi Nicolas

-Nicolas!- o chamei, mas ele continuou a andar. — Nicolas!- chamei de novo, ele continuou a andar um pouco mas rápido, como estive fugindo de mim.

Já que ele não estava querendo falar comigo por bem iria falar por mal. Então sai correndo e pulei nas costa dele, fazendo com que nós dois caíssemos. Então comecei a fazer cosquinha nele, a risada dele era gostosa de ouvir

-Tá, por favor, para Lucia, por favor- Nicolas falou entre os risos.

-Você nunca mais me chamou de Lucia- falei parando de fazer cosquinha nele e me sentando ao seu lado. Não sei, mas acho que ele me chamar de Lucia e não de anjo me magoou, acho que já estava acostumada a ele me chamar de anjo.

-Mas esse não é o sei nome?- ele falou de forma irônica

-Sem graça!

-Tá parei. Então o que você quer?

-Nada só queria conversa com você, queria saber por que você estar tão estranho hoje. – Falei com a cabeça baixa tentando enrolar um dedo na grama.

-É meio que uma coisa pessoa acho melhor você não saber- então como se estivesse olhando para nenhum lugar específico só para frente completou num sussurrou — por enquanto.

-Então ta.

- Você vai me dizer o que você faz na cidade quase toda noite?- falou de forma debochada... como sempre...-Meu anjo.

-Agora não, outro um dia.

-Aff! Fala logo!- ele fez uma pausa como se estivesse pensando, então fez cara de bravo- Você anda se drogando?!?

-Tá louco! É claro que não. – falei indignada, mas no fundo estava morrendo de dar risada

-Então você é de uma gangue?

-Não.

-Você é alcoólatra?

-Também não.

-Sei lá! Então é o que?

-Eu já disse que um dia eu conto pra você. – estava adorando a curiosidade dele- Amei essa sua cara de curioso. — disse dando risada

-Eu sei todas amam. – ele falou também rindo.

-É eu sei – não tinha gostado quando ele disse todas, e acho que ele percebeu no modo que eu falei.

-Mas eu só gosto quando você fala meu anjo, pois sei que você não fala com segundas intensos.

-Tá tentando me seduzi?

- Em outros tempos acho que sim, mas agora não. Eu só quero mais momentos como este de ficar conversando numa boa e dar risada, eu gosto de ficar assim com você.

Eu não tinha percebido que enquanto ele falava isso ele chegou mais perto e agora estava segurando minha mão, mas quando eu olhei para as nossas mãos unidas ele soltou a minha mão e voltou a olhar para nada. Senti naquele momento que ele queria se aproximar de mim, mas também não queria ou tinha receio. Ficamos um tempo em silêncio, um silêncio que me esmagava por dentro, pois quando ele falou que gosta de ficar conversado comigo eu consegui enxergar alegria, carinho e talvez alivio, naqueles olhos escuros como uma noite de lua nova durante um inverno gelado.

-Eu também gosto de ficar assim com você Nicolas. — disse apoiando minha cabeça em seu ombro, então ele passou o braço pela minha cintura.

Ficamos assim até que por ironia do tempo começou a chover, e não um chuviscozinho foi tipo um temporal, então eu me levantei pra começar a correr para o dormitório, mas Nicolas me segurou:

-Você ta com medo de acabar com a chapinha é?- ele falou dando risada.

-Me solta Nicolas e eu não uso chapinha!

-Que pena meu anjo é feito de açúcar!

-Me solta seu energúmeno!

-Então ta.

Mas quando ele me soltou eu escorreguei então ele começou a dar risada. Logo após eu me levantei e comecei a correr atrás dele.

-Vou te ensinar a não rir dos outros Nicolas!- disse correndo atrás dele.

-Quero só ver!

Corri atrás dele ate chegar perto o suficiente pra pular encima dele e começa a fazer cosquinha de novo ate ele não agüenta. Depois que eu parei de fazer cosquinha ele disse com um sorriso brincalhão estampado na cara.

-Você quase quebrou minhas costelas com esse pulo.

-Tá me chamando de gorda?- falei tentando parecer brava, ma não conseguia segurar a risada

-Acho que não.

-O problema não é eu ser gorda, coisa que eu não sou, é você ser fracote.

-A é isso né? Então bora ver quem é o fracote aqui.

Depois que ele disse isso ele se levantou e me pendurou em seu ombro, como se eu fosse tipo sei lá um saco de batata como diria Camila provavelmente. Então me carregou para dentro do dormitório, que eu nem tinha percebido que de tanto correr atrás dele agente já estava na frente do dormitório. Enquanto eu gritava para ele me soltar ele dizia para eu para de ser menos escandalosa, só quando ele me colocou no chão eu percebi que ele tinha me trazido até a porta do meu quarto.

- Esta entregue e encharcada senhorita.

-Você também esta encharcado querido mordomo.

-Adorei o querido odiei o mordomo.

-Eu sei- falei abrindo a porta do meu quarto – Você não deveria estar desse lado do dormitório ainda mais essa hora.

-E você deveria esta dormindo meu anjo.

Assim que eu abrir a porta ele me empurrou pra dentro do quarto e fechou a porta.

-what?- de novo não..

- O inspetor do dormitório esta vindo, se ele ver agente no corredor depois de toque de recolher agente vai ta encrencado.

O inspetor era um cara enorme que ficava andou pelos corredores do dormitório a noite toda. Já que era somente uma para o prédio todo não era difícil driblar ele, mas se ele pegasse você pelos corredores tarde da noite ele iria te perseguir o resto do ano... é o que dizem...

- Tá.- peguei uma toalha no guarda-roupa e joguei pra ele- Se seque que eu vou tomar banho e não mecha nas minhas coisas- então peguei minha roupa e fui para o banheiro

Tomei banho, vesti meu pijama que era um short lilás e uma blusinha de manga de boneca branca e deixei meu cabelo que estava molhado solto.

Quanndo sai do banheiro Nicolas estava sentado na cadeira com os pés encima da escrivaninha, ele havia tirado a camisa e os tênis, e estava bebendo coca-cola que provavelmente pegou da minha minigeladeira e estava segurando um porta-retrato que tinha uma foto minha com Lucas.

-Eu disse pra você não mexer em minhas coisas.

-Quem é esse cara?

-É meu primo Lucas por parte de pai.

-Primo?- ele me olhou com desconfiança

-É, agente tem até os olhos parecidos, só que os dele é mais verde.

-Ah ta.

- O inspetor já deve ter ido embora né- falei meio desanimada.

-É, eu acho.

-É melhor você ir pro seu quarto e trocar de roupa se não você vai ficar gripado.

-Meu anjo ta preocupada comigo é?- ele falou fazendo aquele sorriso de deboche

-Para seu bobo.

-Mas se eu ficar doente você pode ser minha enfermeira!

-você nem se acha.

-Tá bom eu já vou meu anjo — ele veio até mim e deu um beijo na minha bochecha- durma bem meu anjo.

Então ele foi embora, mas assim que passou um minuto que ele havia saído, fui a trás dele sem pensar.

- Nicolas!- gritei-o

Na mesma hora ele se virou, então sem pensar duas vezes o beijei. De imediato ele não retribuiu, mas depois foi com se ele quisesse aquilo mais do que eu. Ele me encostou na parede colocando uma de suas mão estava na minha nuca e a outra segurava minha cintura. Mas então, mesmo não querendo, tirei força de onde não tinha para poder parar o beijo.

-Des...desculpe – disse gaguejando um pouco e tentando recuperar o fôlego- Isso foi um erro meu.

Então depois disso sair correndo para me trancar no meu quarto largando confuso no corredor o cara mais doce e divertido que eu já conheci. Assim que fechei a porta me joguei na cama e comecei a chorar a noite toda, pois estava confusa e tinha perdido toda a noção do que coerente na minha vida. Não sabia se deveria confiar em Camila e tomar cuidado com Nicolas, pois ele poderia destroçar meu coração ou confiar nos meus instintos e poder, sei lá, amá-lo. Não sabia se deveria evitar ao Maximo Dionísio o que provavelmente ele iria me chantagear de alguma forma, ou contar pra minha tia que ele estava me seduzindo para que assim ela demitir ele ou sei lá o que ou se não entrar de vez no fundo do poço e ficar de vez com ele. Mas eu estava muito confusa, minha cabeça já estava começando a doer e de uma coisa eu tinha certeza Nicolas nunca mais iria olhar na minha cara.

Notas finais
ahhh adorei escrever esse capitulo =D
quero comentários viu!