Notas iniciais
E aii povo??
ONde vcs estãaao?
Tipo, aumentou o numero de leitores, e favoritos na fic em quase dez, e no ultimo cap eu só recebi 3 reviews... Da minha querida e onipresente Nin, Jhe_ssy e oidebbie....
Queria agradecer a elas.... e claro, todos os outroos dos outros caps...
Mas enfim...
Não sei se é um problema com o Nyah! Mas estou levando em conta que vcs sumiram por causa desse negocio do servidor que tá rolando.... até pq, tem alguns reviews que EU mesma coloquei e não apareceram....
Esse cap é dedicado exclusivamente a Nin... que idicou minha fic, e lógico, me infernizou pra eu postar.... Mas é claro que ela tem um Super lugar no meu coração por ter sido a primeira.....
Bom geente é isso que eu tinha pra falar....
Beijo pra vcs, e espero que gostem do cap. Já que tá todo mundo odiando a Fer, a Jhessy também odeia... uahsuausa
Enjoooooy^^

11. I’m Breaking All the Rules.

[Narrado por Jhessy]

Como eu ainda estava de atestado, não fui para a faculdade, mas eu estava bem, então resolvi ir para a casa do Matt quando começou a escurecer. Cheguei lá, Valary não estava (como sempre) trabalhando. Matt estava concentrado com alguns papéis na mesa da sala. Provavelmente estava compondo.

- E aí Matt... – cumprimentei sentando na cadeira em frente à dele.

- Oi Jhess. – ele respondeu sem tirar os olhos do que estava fazendo. Olhei os papéis, com certeza eram letras de musicas.

- Sobre o que é? – perguntei tentando ler o emaranhado de palavras e riscos que ele fazia.

- Quer ler? – ofereceu a folha que menos tinha riscos. – depois você me diz o que achou.

Eu o conhecia bem o suficiente para saber sobre que se tratava, por mais que ali não citasse nomes. Terminei de ler, levantei uma sobrancelha.

- Não sabia que você odiava tanto assim o Andrey.

- Fala sério! O cara é uma mala. – disse ele franzindo cenho.

- Mas é lindo. – falei sorrindo.

- Jhessika, vou te dar uns tapas. – Matt deu um soquinho no meu ombro.

Fiquei um bom tempo ajudando-o, depois fomos para o estúdio tentar fazer uma melodia, enquanto Val, que já tinha chegado, preparava o jantar.

- Aff! – explodiu Matt batendo nas teclas do piano. – To desinspirado.

- Relaxa. – falei tentando lembrar onde eu tinha escutado uma banda diferente pra mostrar para ele. – Ah! – exclamei quando me lembrei. – Matt, a Fer tem um CD de uma banda brasileira que eu gostei bastante, tem uma batida diferente... Acho que você vai gostar.

- Hm... E tem como você pegar? – ele perguntou.

- Vou ligar pra ela e perguntar onde está. – disse já indo pra porta do estúdio.

- OK.

Desci as escadas e procurei meu celular na minha bolsa. Peguei-o e procurei o numero da Fer na agenda. Enquanto esperava ela atender, olhei o no relógio, eram quase onze. Estranho, ela sempre chegava dez e meia, por aí.

Quando finalmente atendeu, meu coração tropeçou e eu engoli em seco. Era o Syn.

- Er... Oi Syn... – falei nervosa. Porque diabos ele estava atendendo o celular dela, ou melhor o QUE ele estava fazendo com o celular dela?

- Jhess! Tudo bom garota? – ele perguntou animado.

- Tudo. Hein, eu não liguei para a Fer? – perguntei tentando arrancar alguma coisa. Eu sabia que ela estava mentindo aquele dia.

- Ligou. Eu estou no hospital com ela. Aquele maldito do Andrey agrediu ela. – conto Syn com amargura. Matt tinha razão. Aquele cara era mesmo um idiota. Mas agora, o que o Syn estava fazendo lá? Por que ela ligou pra ele e não pra mim, ou pra sei lá, pro Matt? Aff...

- Mas tá tudo bem? – perguntei aflita. Por mais que ela fosse canalha comigo, eu não era com ela, não conseguia ver uma amiga no hospital sem me preocupar com ela.

- Tá, eu acho. Ela estava desmaiada ha pouco, mas já acordou, e não parecia estar mal. – contou.

- Que bom. Vou pedir pro Matt me emprestar o carro dele para eu ir aí. O meu tá na revisão. – falei me lembrando do detalhe de não deixar ninguém saber que nós tínhamos sido assaltadas, se não Matt ia ter um chilique.

- Ok, eu estou dando entrada na ficha dela ainda, mas ela já está no quarto.

- Ok. Beijos.

- Beijo até mais tarde. – desliguei.

Fui correndo pro estúdio e contei pro Matt. Ele ficou transtornado, bateu a tampa do piano com força e levantou.

- Eu não acredito que aquele filho da puta teve a capacidade de bater nela! – gritou com raiva passando as mãos na cabeça e andando em círculos pelo estúdio.

- Matt calma, ela tá bem. – tentei acalmá-lo. Você não sabe o que o Matt pode fazer quando está com raiva.– Me empresta o seu carro para eu ir no hospital ver como ela está? – pedi. Mas ele já estava indo para fora do estúdio.

- Não, eu vou te levar, também quero ver como ela está. – disse ele sério. Fiquei feliz em saber que ela já era importante para eles.

- Isso tudo é medo de me emprestar seu carro? – perguntei tentando mudar o humor dele. Ele revirou os olhos, passou o braço pelos meus ombros e fomos para a escada. Quando chegamos em baixo, contamos à Valary o que tinha acontecido e que íamos no hospital, e ela disse que tudo bem.

- Matt, enquanto você tira o carro, eu vou lá buscar o CD. Lembrei onde a Fer guarda. – disse quando entramos na garagem.

Atravessei a rua, entrei correndo em casa, subi as escadas e fui pro quarto da menina. Se tinha uma coisa que você nunca imaginaria olhando para ela, é que o quarto dela fosse tão organizado, eu tinha até medo de pisar ali, parecia que já ia bagunçar.

Na escrivaninha dela tinha um porta CD’s, achei ali um que estava escrito Matanza peguei e fui em direção à porta. Quando olhei pra parede, vi um mural de fotos. Tinha fotos dela com a família, comigo, colegas de faculdade, com os meninos... No canto inferior direito tinha uma dela com o Syn. Uma onda de raiva subiu quando olhei praquela foto, não tinha reparado antes. Ele estava dando um beijo na bochecha dela, e ela fazia uma careta tipo “mora de inveja da minha fodeza”. Mas o que mais me deixou com raiva era o imã que segurava a foto. Era um coraçãozinho escrito “forever”.Bufei e saí do quarto batendo a porta. Fui até o carro remoendo a foto na minha cabeça. “ Jhessyka relaxa, ela só colocou o imã aleatoriamente, você sabe que ela gosta do Matt, não tem nada a ver.” Isso mesmo não tinha nada a ver. Afastei a idéia da mente quando entrei no carro.

Coloquei o CD no dispositivo, e avancei até a que eu tinha gostado mais, que era Clube dos Canalhas, não sabia como se pronunciava aquilo, mas eu tinha gostado do ritmo. Matt com certeza gostaria.

E de fato curtiu.

- A Fer tem muito bom gosto para música... – disse ele de repente.

- Ah, ela é metaleira né, assim como você – falei e ele sorriu.

Quando chegamos em frente ao hospital, Matt disse pra eu descer e ver como estava a situação lá, porque se o Syn já estivesse lá era muito provável que não deixassem mais dois entrarem no quarto.

Fui até a recepção e perguntei por Fernanda Wantton, a recepcionista procurou a ficha dela.

- Quarto 51 senhora. É no terceiro andar. – informou ela simpaticamente. Subi as escadas correndo e achei o maldito quarto.

Olhei pelo pequeno vidro para saber se podia entrar e vi Syn lá dentro.

Ele estava com as mãos nos ombros dela. A garota fez uma careta surpresa fechou os olhos, tirou as mãos dele dos ombros e falou alguma coisa.

Brian colocou as mãos na cabeça com uma expressão impaciente e começou a andar pelo quarto.

Eu estava curiosa pra saber o que estava acontecendo ali dentro. Pelo que eu entendi, ele estava pedindo alguma coisa e ela estava recusando.

A Fer estava sentada na beira da cama e seguia o Syn com o olhar confuso. Então ele se aproximou dela e apoiou as mãos nos seus joelhos, ficando com os rostos muito próximos um do outro. Resolvi entrar antes que ele a agarrasse. Conhecia bem o Gates.

Girei a maçaneta sem fazer barulho,abri a porta e olhei pra dentro. Quando olhei pros dois, a Fernanda segurava o rosto dele com as duas mãos, ele estava abraçando a cintura dela e porra meu eles estavam se beijando apaixonadamente.

- Jhessyka! – A Fer interrompeu o beijo me encarando atônita. – Jhess eu não... Syn, se importa de deixar a gente conversar sozinhas? – disse ela empurrando o peito dele delicadamente.

- Tudo bem... – ele deu de ombros, olhando dela para mim confuso. – Oi Jhess – disse me dando um beijo na bochecha quando passou por mim. “CRETINO” pensei.

A Fernanda ainda me olhava com a expressão assustada. – Jhess não era pra você ver isso... – começou, mas eu interrompi.

- É claro que não! – falei furiosa. – foi por isso que você mentiu pra mim no domingo, e a trouxa aqui acreditou. – ela baixou a cabeça, então respirou fundo e me encarou.

- Não era minha intenção. Mas as circunstancias não me deram escolha, desculpa. – ela disse se conseguir sustentar meu olhar acusador.

Eu a fitava com nojo, não conseguia acreditar que tinha feito aquilo comigo.

- Seu egoísmo não te deu escolha né. – disse somente.

- Olhe... – ela suspirou. – Eu não quero dizer que você é menos do que eu, ou qualquer coisa do assim, mas tipo, você sabe, se em oito anos vocês nunca ficaram, eu acho que...

- Acha que eu nunca vou ficar com ele, então é por isso que você tem o direito de arrastar suas asinhas pra cima dele, que está tudo bem. “Ah eu engano a Jhessyka, ela é trouxa mesmo, vai acreditar se eu disser que não fiquei com ele. Assim eu posso ficar com o Syn enquanto faço o Matt e a Valary se separarem. Depois eu chuto ele e fico com o melhor amigo dele e destruo o Avenged”. – falei quase gritando. Ela tentava abrir a boca pra responder, mas eu falava mais alto e não dava espaço para ela argumentar. Aquela vadia morava de favor na minha casa, e achava no direito de se defender ainda. Fazia canalhice comigo e achava que eu ia aceitar numa boa. – É isso que você quer? Você não enxerga o que está fazendo?

- JHESSYKA! – ela gritou para eu deixá-la falar.- Você não entende porra nenhuma do que está rolando entre eu e o Syn... Você só acha que é esse meu pensamento por que nunca disse pra você se gosto dele ou não, mas pode ter certeza, eu gosto do Matt, mas sei muito bem que nunca vou poder ficar com ele, nunca, jamais pensei em fazer qualquer coisa para eles separarem. E agora eu e o Syn estamos...

- Não importa o que você tem a dizer, pra se defender, você sabe que eu gosto dele! Sabe que... Ai Fernanda que ódio de você sua falsa... Você é uma... AH EU TE ODEIO! -berrei e saí batendo a porta.

Passei pelo Syn e virei o rosto, desci as escadas com lágrimas nos olhos.

Fernanda, aquela vadia, por que estava fazendo isso, ela não era afim dele, sabia que ele tinha namorada e meu Deus, ela era louca pelo Matt. Tá, tudo bem que muitas meninas ficam com outro para esquecer o primeiro, mas eu tinha certeza que não era essa a intenção dela. E porra, aquela desculpa de que a gente nunca tinha ficado, cara era verdade, mas porra, era canalhice.

Fui andando pro estacionamento, esbarrei em uma velhinha, mas nem parei para pedir desculpas. Entrei no carro e bati a porta.

- AI TIRA ESSA MERDA MATT! – berrei e apertei pause com força. Não queria ficar ouvindo o que me fazia lembrar da Fernanda. VADIA.

- Jhess, tá tudo bem? A Fer tá bem? – ele perguntou colocando a mão no meu ombro.

- Ela está tão bem, que está até se amassando com o Brian. – falei como se as palavras tivessem gosto de vinagre.

- Ergh... – Matt gemeu. – Então...

- Matt, ele pediu ela em namoro! – explodi.

- Mas... – ele encostou a cabeça no banco e fechou os olhos. – Então isso explica por que ele terminou com a Michelle no churrasco de domingo...

- COMO? – perguntei incrédula.

- É, ele terminou formalmente com ela, e não foi no meio de brigas como das outras vezes. – contou.

- Quer dizer que ele pretende levar a sério com a Fernanda? – perguntei confusa. Synyster Gates não fazia isso.

- É. Agora já era... – disse Matt com um suspiro. Ele abriu os olhos e ligou o motor. Olhei assustada para ele.

- Matt, não vai me dizer que está... AI MEU DEUS... – me joguei no banco e coloquei os braços em cima dos olhos.

- Eu não sei... Acho que sim... Desde a festa não paro de pensar nela... Sei lá é uma coisa estranha cada vez que ela está perto. – ele falou meio sem jeito.

- Aquela musica... – murmurei ligando os pontinhos.

- É por isso que eu o odeio tanto. – falou por fim.

- EU VOU MATAR VOCE! – berrei. Agora sim eu odiava que ela estava se tornando importante para eles.

Não, ela não ia ficar com o MEU Matt!

[Narrado por Fernanda]

Jhessy saiu do quarto e eu respirei fundo. Eu sabia que isso não ia acabar bem, fiquei com medo de ter que trancar a faculdade e voltar pro Brasil por causa disso.

Syn entrou no quarto fazendo uma careta.

- Ihhh... Ela tá puta! – disse ele. – O que houve? – perguntou vindo me abraçar.

- Nem vale a pena remoer isso. –falei me desvencilhando dele mal humorada.

Levantei da cama, não queria saber de ficar naquele maldito lugar. Lugar branco me dava náuseas. Peguei meu celular de cima da mesinha enfiei-o no bolso e fui saindo do quarto. Syn tentou protestar, mas eu mandei ele tomar no cu, e saí mesmo assim. Chamei John e Dave que estavam no corredor e fui pra escada. Logo Syn nos alcançou.

Passei pelo médico que tinha me atendido, ele era bem gente boa, perguntou se eu já estava bem, eu falei que e sim então deu de ombros e deixou eu ir embora que ele ia dar baixa na minha ficha.

Entramos no carro, eu e o Syn na frente, John e Dave atrás.

- Syn, tem um CD do Slipknot? – perguntei “folheando” o porta CD’s dele.

- Tenho, mas ele já está dentro do som. – informou apertando o botão para trocar de CD.

- Ótimo. – falei avançando até Before I Forget, era minha favorita.

Gates levou os garotos para casa, depois fomos para a “minha”.

No caminho eu e ele ficamos falando assuntos banais como musica e Avenged.

- Sabe, não sei o que você, nem o Matt diriam sobre isso, mas estive pensando... É só uma idéia. – disse ele sorrindo.

- Hum? – levantei as sobrancelhas para ele.

- Você sabe que canta muito e né? – eu sorri enrubescendo. – pensei em compor uma musica para você tocar comigo, e cantar em dueto com o Matt.

Eu suspirei e revirei os olhos.

- Aham, depois disso, eu vou ficar famosa e ficar com o Jensen Ackles. – falei olhando para fora. Estava começando a chover.

- Vai me trair com aquele cara? – perguntou indignado.

- Syn? Você se lembra do motivo por que eu terminei com o Andrey? – perguntei sorrindo.

- Nossa. Mal começamos e você já está falando em terminar? – falou fingindo estar brabo.

Gente, Syn era meu remédio contra mal humor. Bastava ficar cinco minutos com ele, e eu esquecia tudo. Ele era hilário e fazia piada de tudo, Adorava aquele cara...

- Mas voltando ao assunto, o que acha disso? – perguntou voltando a falar da musica.

- Ah, seria épico... – falei sonhadora. – Mas isso não é para agora né?

- Bom, não já, já. Vou falar com Matt ainda, mas minha idéia era de gravar essa música no próximo álbum que estamos pra gravar. – explicou.

- Eu ia adorar, mas e o Zacky?

- Ele vai tocar violão, tipo duas guitarras e um violão. Assim como em M.I.A. , Sidewinder , que meu pai ajudou na gravação... – ele sorriu.

- Massa. – falei pensativa, já imaginando.

Paramos em um sinaleiro. Comecei a observar meu novo namorado. Eu sabia que ele era bonito, mas só agora tinha reparado (Matt roubava toda a minha atenção) que ele era na verdade LINDO.

Ele virou pra mim, eu sorri só com um canto da boca e virei pra frente de novo.

- Já te falei que odeio quando você faz isso? – perguntou colocando uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha.

- Isso o que? – perguntei confusa.

-Você me dá esse sorriso lindo, mas só amostra grátis. – respondeu enrugando as sobrancelhas.

- Synnnnn.... Eu te dei MEIO sorriso. – falei sorrindo.

- Ahh consegui, agora espera... – ele ficou me observando com aquele sorrisinho travesso.Já que ele estava falando do meu sorriso, eu também tinha o direito de ficar olhando pra boca dele... Sexy, aquele sorrisinho sem vergonha me arrepiava e eu tinha vontade de beijá-lo a todo o instante.

- Escute, vou ter que esperar até que horas? O sinal vai abrir...

- Até a hora que eu quiser, por que meu sinal é você... – disse ele sorrindo pegando meu queixo.

Eu não agüentei e comecei a rir.

- O que foi? – perguntou confuso.

- Syn, confesso que ser comparada com um semáforo não foi nada romântico. – falei gargalhando e ele me acompanhou dando partida.

Chegamos em casa, estava tudo apagado. Na casa de Matt ainda tinham luzes acesas, mas o carro não estava na garagem.

Procurei minha chave na mochila, vasculhei, vasculhei e não encontrei.Pestanejei mal humorada, decididamente não era o meu dia.

- Acho que Matt e Jhess ainda não chegaram. – disse ele olhando para a garagem. – Matt que levou Jhess até o hospital, o que deu no carro da Jhess? – perguntou.

- Sei lá, ela disse algo sobre um barulho na embreagem... – inventei. Puta merda, Deus estava de mal comigo. Matt ia ficar sabendo da pior forma possível.

Syn sugeriu ligar para a Val e perguntar se por acaso ela não tinha uma chave da casa de Jhess. Brian ligou e descobriu que não tinha, e além de tudo Matt tinha levado Jhessyka na praia por que ela estava tendo uma crise de irritabilidade. É, ele com certeza me odiava agora.

Eu dei um suspiro.

- Fala sério. Por que a Jhessyka ta tão puta? – perguntou.

- Sei lá, devo ter falado alguma coisa que ele não gostou. – inventei uma desculpa rápida.

- Tipo o que?

- Ah não quero falar sobre isso. Já não basta isso ficar martelando na minha cabeça o tempo todo. – resmunguei fechando os olhos com força e esfregando os dedos nas têmporas.

- Tudo bem.... Vai ficar tudo bem Fer. – disse ele massageando meu cabelo. Ele me beijouno topo da cabeça.

- Legal... E agora? Onde eu vou dormir? Não vou acordar os pais de Jhessyka. – pensei em voz alta.

- Ah eu não queria sugerir assim de cara pra você não pensar... Mas enfim. Você pode dormir lá em casa. – Syn convidou. Eu pensei. Era uma saída, mas Jhessy ia ficar mais puta ainda, só que, uma vez que ela já sabia, a merda já estava feita, então, foda-se!

- Por mim... – disse dando de ombros. – Eu não vou pensar nada Syn. – falei quando ele começou a dizer pra eu não pensar que ele estava se aproveitando da situação. Claro que ele não sabia que eu tinha escutado o que ele dissera pro pai dele.

Ele acelerou a BMW e deixamos a rua.

Chegamos em frente à casa verde, ele colocou o carro na garagem ao lado do Audi do pai.Pelo jeito o Papa Gates já estava dormindo, por que quando entramos estava tudo apagado.

Syn ascendeu a luz da sala e logo Pinkly veio latindo, mas começou a pular assim que viu o dono. Ele brincou com ela um pouquinho com o pé, então ela me viu e pulou nas minhas pernas.

- Heey fofinha, como você está? – “perguntei” fazendo ela ficar de barriga pra cima. Fiz um carinho mal feito com os pés na cadelinha, depois Syn a mandou para casinha.

- Fer, você quer dormir já, comer, ver um filme... Conversar... Namorar? – ele fez aquela careta safada de sempre.

- O que você quiser – jogando minha mochila no sofá, seguindo-o até a cozinha.

- Digamos que nós podemos fazer tudo isso... – disse pegando uma caixa de pizza de cima da mesa. – Podemos conversar enquanto comemos alguma coisa, depois podemos assistir um filme e namorar, então namoramos mais um pouco quando formos dormir. – falou sorrindo.

- Safado. – falei revirando os olhos com um sorrisinho travesso.

- Olha como você leva as coisas pelo outro lado. Safada é você. – disse enquanto colocava a pizza pra esquentar no forno.Então ele me abraçou e foi andando até me encostar na parede. Segurou minha cintura e abriu um pouco as pernas, de modo que nossos corpos ficassem o mais próximo possível. Eu sorri maliciosa passei os braços pelo pescoço dele, enquanto ele contornava a curva do meu pescoço com a ponta do nariz. Eu ri. Senti um pouco de cócegas quando a respiração dele passou no meu pescoço e eu me esquivei.

Syn afastou um pouco o rosto e me encarou, eu podia sentir a malícia naqueles olhos castanhos. Ele levantou um pouco a sobrancelha numa expressão ainda mais maliciosa. Eu fiz um biquinho para conter o riso. Seus olhos se estreitaram e ele colou nossos lábios. O beijo começou normal, depois começamos aumentar o ritmo, apesar de ter sido ele quem me jogou contra a parede, ele mesmo me puxava para si. Eu mexia em seus cabelos dando leves puxões e com a outra mão acariciava sua nuca.

Provavelmente teria rolado mais alguma coisa se a porra do meu celular não tivesse tocado. Empurrei o peito dele e ele me largou sem resistir. Acho que tinha se lembrado da promessa.

Fui até a sala e peguei meu celular. Era uma mensagem. Por que eu tinha essa mania idiota de deixar o mesmo toque pra mensagem e ligação?

Fernanda, desculpe por hoje meu amor. Posso te ligar? Preciso mesmo falar com você. – Andrey

Bufei. – Queime no inferno Andrey. –resmunguei em voz baixa, mas infelizmente era tarde da noite, então qualquer som era audível no silencio que reinava ali.

- O que esse filho da puta quer agora? – Brian vociferou vindo da cozinha.

- Pedir desculpas. – respondi revirando os olhos. – Ele quer me ligar. — Gates me abraçou pelas costas e encaixou o queixo no meu pescoço. Ele deu um beijo no meu pescoço e eu me arrepiei, os hormônios ainda corriam quem nem loucos pelo meu corpo.

- Quer que eu fale com ele? – perguntou no meu ouvido.

- Não precisa, vou mandar uma mensagem dizendo que...

“There comes a Day when we all find out for ourselves…” – meu celular tocava, era o Andrey. Mas que inferno.

Syn arrancou o celular da minha mãocom uma cara feia atendeu. Que merda daria? Nem me pergunte.

- Alo? – perguntou Syn. Revirei os olhos e cruzei os braços. Eu não conseguia ouvir o que o Andrey falava.

- Brian.

- Desculpa cara acho que você ligou errado.

- Não aqui só tem a MINHA namorada.

- Andrey, vai te foder cara. Só você que ainda não percebeu que a Fernanda não é mais sua namorada.

- Qual foi a parte de “MINHA namorada” que você não entendeu? Se for inteligente, vai sumir da vida dela a partir de agora.

- Tchau cara. Tchaaau cara. Cala a boca Caralho!Mais uma vez que infernizar a Fernanda eu arrebento sua cara, tá entendendo? E eu não sou do tipo de cara de fazer ameaças só pra meter medo. Então some cara, SOME. – Brian desligou o telefone bufando, e me devolveu o celular.

- Caralho Fer, cara porre meu.

- Eu decididamente ainda me pergunto como fiquei com ele durante quase um ano. – disse revoltada.

- Se ele te infernizar mais uma vez, você fala comigo. – disse sério, girando os calcanhares e voltando pra cozinha. Fui até lá com ele.

Comemos o resto da pizza (resto não, tinha mais da metade.) conversando abobrinhas, depois subimos para o quarto.

- Que bom que hoje recebi uma unção divina que me fez arrumar meu quarto. – comentou divertido quando acendeu a luz do quarto. Eu ri.

O quarto dele tinha as paredes brancas, mas uma delas tinha uma textura e era pintada de marrom escuro, que era a parede da cabeceira da cama. Os móveis eram todos tabaco com branco, combinando com o tom de marrom e branco do tapete peludo que tinha na parte onde ficavam dois puffs de couro brancos. Tinha uma suíte, e uma sacada que dava de frente para o Mar.

O cheiro impregnado do Syn, misturado com o de cigarro, transmitia uma sensação estranha de relaxamento e um pouco de calor. Tudo bem, estava calor não tinha nada a ver com o cheiro.

Syn pegou um dos controles que estavam dispostos em cima de um rack onde tinha uma TV de quarenta e duas polegadas, um DVD e um XBOX, e ajustou a temperatura do ar condicionado.

- É, parece que não é só o Matt que é um viciadinho. – comentei olhando para o vídeo game. Syn riu.

- Eu jogo de vez em quando, mas meu passatempo favorito se chama Schecter. – respondeu. — E aí, Quer ver um filme? – perguntou recolocando o controle no lugar. Eu assenti, ele abriu um das gavetas do móvel e mostrou um monte de CDs. – O que você gosta?

- Qualquer coisa – respondi dando de ombros. – Ô Syn, você tem uma camiseta grande? – perguntei já tirando a blusa. Não estava nem aí, ele já tinha me visto de calcinha e sutiã.

- Ã... Tenho... – respondeu meio sem jeito quando me viu assim. Ele virou de costas e abriu o guarda-roupa revelando uma infinidade de roupas pretas.

- UHUL e viva o pretinho básico. — Falei fazendo símbolo do rock n’ roll com a mão. Syn riu e me jogou uma camiseta grande do Motorhead e eu a vesti.

- Mas bem que você podia dormir sem isso né? – disse com aquela carinha maliciosa.

- Ah, tudo bem. – falei tirando a camiseta de novo. – Eu só estava querendo te ajudar a cumprir sua promessa. – completei sorrindo e jogando a camiseta pra ele.

Ele me olhou confuso e com os olhos arregalados. – Você ouviu? – perguntou meio abobado. Eu dei um sorrisinho atrevido, dei de ombros e comecei a tirar a calça. – Fer, você podia cooperar né? – disse jogando a camiseta de novo para mim.

- Tudo bem, só que eu acho que essa camadinha fina de pano não vai impedir se você quiser fazer alguma coisa. – dei uma risadinha abafada e recoloquei a camiseta.

- Mas você quer? – perguntou sorrindo.

- Não ia ligar se acontecesse... – respondi abrindo a gaveta, pegando uma pilha de CDs e sentando na beirada da cama.

Enquanto escolhia o cd, reparei no Syn se trocando, era mesmo um DEUS.

Escolhi Jogos Mortais VI. Coloquei no DVD e apertei play. – to a fim de rir um pouco. – comentei.

- Depois não sabe por que te chamam de coveira na escola. – disse ele sério.

- Cale a boca Syn. Não tem nada a ver com isso. É só por que eu sempre enterro a bola na cesta. – falei revirando os olhos. – Eu tenho um pouco de humor negro sim, mas não tanto. Essa droga desse filme tem sangue de plástico. – comentei meio mal humorada.

- Então por que escolheu ele?

- Eu estou meio mal humorada, preciso rir, mas ao mesmo tempo desconto minha raiva vendo as pessoas se fodendo. Então esse filme é perfeito. – disse com displicência enquanto ia deitar ao lado dele.

- Menina má. Quero morrer seu amigo Fer. – disse ele encostando minha cabeça em seu peito e fazendo carinho no meu cabelo.

- Então vamos terminar, afinal, você nunca sabe quando vai morrer, pra ter certeza que vai morrer meu amigo, temos que ficar amigos sempre. – falei segurando o riso.

-Quantas vezes você já falou em terminar? – perguntou parando de fazer carinho na minha cabeça.

- Shhh. O filme começou. – rateei. Ele riu e me deu um tapa de leve na cabeça.

- Eu também te amo. – disse ele recomeçando os carinhos.

- Ama nada, você é um safado. – provoquei, me aninhando mais em seu peito. – mas eu também te amo viu?

- Todo mundo me ama.– falou. Então começou a primeira cena, aquela que a menina e os dois caras estão presos em uma caixa de vidro no meio de uma multidão. Ela estava presa em uma cinta, quase no teto, e os dois caras em cada lado de uma mesa com umas serras.Pelo que eu entendi a garota namorava os dois caras ao mesmo tempo, e eles tinham um tempo para empurrar aquela mesa para um dos lados, matar o rival e salvar a menina antes que a cinta dela abaixasse e ela caísse em cima das serras.

O que aconteceu era o seguinte: Aquele palhacinho maldito, apareceu e começou a falar que ela não merecia viver. Por que se ela gostasse de algum deles ali ela não teria dois namorados. Enfim, eles pararam de brigar e deixaram a garota morrer. Daí chega a polícia e blábláblá...

Acontece que eu não demorei muito pra dormir, o carinho Syn estava muito bom e relaxante.

Notas finais
Gostaram??
Reviews???
Não precisa odiar a Fer... quem resistiria ao Syn???
Hahaha
Bjoos