Eu Provocarei Você Feito Um Furacão
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Notas iniciais
Wow ameeei os reviews, ri muito com a raiva de voces pela Jhessy....
Confesso que fiquei doida pra postar logo, mas não arranjei tempo...
By the Way.... agradeçam a Nin, que me infernizou (não tanto, mas foi bastante pelo pouco que eu falei com ela essa semana) para eu postar hehehe.
Ms enfim, espero que gostem....
Ahh tem uma coisa, to notando umas leitoras fantasmas????( literalmente, acho que morreram porque batiam ponto aqui na fic comentando em todos os capitulos e agora simplesmente não comentam a séculos) Cade voces?
Bom gente.... Acho que chega de falação ("escreveção")...
Vamos ao que interssa....
Beijos....
So Enjoy^^
- Eu não sei querida... Eu não sei. – ela se abaixou e me desamarrou. Eu sentei e me apoiei na parede. Minha cabeça latejava. Respirei fundo e o cheiro de clorofórmio misturado com o meu perfume quebrado me deram mais náuseas ainda. Ela me ajudou a ir até minha cama, eu deitei ao lado de Jhessyka.
Edward corria de um lado para o outro chamando médicos e policiais, enquanto Margareth buscava um remédio para a minha dor de cabeça.
- Pai não... – Jhessy gemeu. Eu dei um pulo na cama, e olhei para a garota que levantava segurando o pescoço. Edward se virou para elas e começou a chorar de felicidade.
- Jhessy, pensei que tivesse perdido você, meu amor. – ele disse abraçando-a. De repente eu comecei a me achar idiota. Não tinha como Jhessy ter morrido só com uma coronhada no pescoço, claro ter, tinha, mas tinha que ter sido muito forte. Era obvio que a menina só estava desmaiada.
- Papai... Matt não pode saber disso, você sabe o que ele é capaz de fazer... – disse ela.
- Tudo bem querida, eu não vou chamar a polícia. – disse ele massageando os cabelos da filha.
- O que o Matt ia fazer? – perguntei.
- Outra vez ele foi atrás dos caras, e só não morreu por que ele percebeu que estava entrando em um lugar onde era cheio de camaradas deles, então deu meia volta e saiu de lá. Mas eu aposto que ele não mediria esforços dessa vez. – disse ela chorosa.
- Jhessy, Matt não vai saber. – reforcei o que o pai dela dissera.
Margareth apareceu no quarto com um copo de água e um remédio, mas quando viu Jhessyka acordada quase derrubou tudo. A mulher me entregou as coisas sem olhar pra mim e correu para a filha. Eu tomei o remédio revirando os olhos. Tudo bem levar um susto e tal, mas pelo amor de Deus eles nem tinham examinado a menina, e já estavam chorando como se ela tivesse sido esquartejada.
Então fiquei feliz. Meu celular não tinha sido roubado, ele continuava perfeitamente salvo no meu bolso. Peguei-o e vi que tinham 5 chamadas não atendidas. Tres do Syn e duas do Matt. Matt? O que ele queria comigo?
Resolvi mandar mensagens para os dois.
Syn... Desculpa não te atender, deram uns probleminhas aqui e eu não pude atender você. Beijo.
Hey Matt, me ligou? Já posso falar agora. Quer que eu te ligue? Beijos.
Deixei o celular em cima da cômoda. Mas ele logo começou a tocar. Era o Syn.
Putz eu tinha que atender. E agora?
Ia tentar falar com ele sem deixar transparecer que era ele. Não, isso seria impossível. Mas eu tinha acabado de mandar mensagem para ele, tinha que atende-lo.
- Fer, não vai atender? – Jhessy perguntou com uma cara esquisita.
- Vou, vou. – falei. – Alo?
- Oi Fer... – disse ele.
- Oii...
- E aí? Já terminou seu trabalho? – perguntou.
- Não, é... Na verdade já, por quê?
- Ah, então por que você não veio?
- Eu acabei pegando no sono depois de terminar o trabalho, aí acordei agora.
- Por que não me chamou pra dormir com você? – eu ri.
- É sério, só me vi acordando.
- Tá, eu te perdôo. O que vai fazer agora de noite?
- Mmmh. Dormir?
- Aah pelas baquetas do Jimmy, você só sabe dormir?
Jhessy estava achando a conversa muito estranha. Claro, eu estava me esquivando dos assuntos que poderiam me denunciar. Tá. Eu tinha acabado de passar um susto e ia voltar a fazer sacanagem com ela, mas depois de ter ficado com Syn, simplesmente ignorá-lo ou dizer a ele que não queria aquilo eu simplesmente iria entregar a Jhessyka, por que ele tinha percebido que eu havia gostado e ficar com ele. Quem não ia gostar? Mas Enfim.
- Ah, sério cara eu to cansada, eu andei de skate a tarde inteira. – menti.
- Você fez trabalho ou andou de skate?
- Eu fiz o trabalho e andei de skate também. Ah qual é? Vai ficar pegando no meu pé agora? Eu nem sou sua namorada. – rateei.
- Não ainda.
- Como assim? E o nosso trato de manter segredo?
- E quem disse que eu quero manter segredo?
- Vá a merda. – falei rindo. – Sério...
- Dá pra você me explicar porque tá conversando tão estranho? – ele perguntou desconfiado.
- Nem estou. – falei sentando na cama pra checar se eu já conseguia ficar em pé por mim mesma. – Só, é... Escute, eu já te ligo. – falei e desliguei sem esperar resposta.
Jhessy devia estar me olhando com uma cara de interrogação. Mas eu não podia olhar pra ela, porque ia me denunciar, provavelmente eu estava com uma puta cara de culpada.
Fui par a sala. Quando cheguei lá me deparei com uma baderna total.
Ok. Fui arrumar um lugar no meio daquela zona pra sentar. Caminhando entre as coisas pisei em alguma coisa úmida.
- Puta merda que nojo! – resmunguei. Olhei pro chão, era umas gotas de sangue. Logo todas as imagens do assalto voltaram em flashes na minha mente. A cara chorosa da Jhess quando o bandido ameaçou de atirar em mim, ela caindo no chão, depois quando eu vi o pavor dos pais dela, aquilo foi me dando um aperto no coração... Então meu celular vibrou na minha mão.
Estou esperando... –Mensagem do Syn.
Olhei pra tela do celular, depois pro chão, pra tela de novo. Não consegui apertar o botão verde. Então resolvi escrever uma mensagem.
Gates, eu não to legal ok? Converso contigo amanhã. Beijos. Boa noite. – Mandei.
O que aconteceu? Você tá bem? – Syn.
Acabei de falar que não to legal, mas não vou morrer ok. Só estou um pouco confusa com umas coisas. Mas relaxa. Nada a ver com você. – Fer
Ok Então. Dorme bem minha linda. Minha SIM. Beijo.- Syn.
Eu dei uma risadinha abafada. Não, Syn a Jhessy é sua... Não, eu sou dele porra. Mas que merda, eu sou uma vaca desgraçada. Mas eu não tava fazendo nada errado, só sabia que ela nutria uma paixão platônica por um cara ha quase dez anos. Não nego que eu tava curtindo a situação. Syn era brincalhão, divertido e romântico, além de tudo mais que todo mundo já sabe. Mas mesmo assim eu era uma vaca. Não não era. Era. Não era não. A Jhessy nunca conseguiu ficar com ele. Tá, eu era porra!
Subi as escadas, e voltei pro meu quarto. Jhessyka dormia na minha cama, e os pais dela a velavam.
- Ela morreu? – perguntei sarcasticamente.
- Não, por quê? – Edward perguntou assustado.
- Por que vocês estão velando ela. – falei deitando no outro lado da cama. – Caralho meu violão.... Ah não porra!! Meu violão desgraça.... ROUBARAM MEU VIOLÃO.
- Calma Fernanda. – disse Edward se levantando da beirada da cama.
- Calma nada, o Brian vai me matar. – resmunguei. – Por que a senhorita Jhessyka não quer dizer a verdade. Como vou explicar o sumiço dele? – perguntei indignada.
- Ah fala que... – Jhessy tinha acordado com os meus berros.
- Não tem o que falar cacete. Só que vou ter que desmarcar a aula de amanhã. E enrolar até comprar outro, e ele vai estranhar por que sabe que eu adoro as aulas com ele. – puta merda, porque eu tinha que me empolgar e falar demais? – Que mais eles roubaram? – perguntei mudando de assunto.
- A TV, o Xbox, A X6... muita coisa... – disse Margareth com pesar. – Mas nada que o dinheiro não compre. Pelo menos eles não fizeram nada de tão grave com vocês.
Acabamos indo dormir tarde, eu e Jhessy ficamos contando o que havia acontecido. Segunda-feira ela acordou com uma reação alérgica ao clorofórmio, então fiquei cuidando dela e não fui para a faculdade. O que eu agradeci por que não tive que trombar com o Andrey no corredor. Enfim, ela só foi melhorar na quarta-feira a tarde, então ia ter que aturar o traste, caso ele aparecesse.
Syn tinha me ligado algumas vezes, mas não consegui atender. Jhessy me olhava estranho cada vez que meu celular tocava, mas eu dizia que era o Andrey.
- Por que não bloqueia o numero dele? – perguntou uma vez enquanto preparava a mistura de remédios que ela estava tomando.
- Ah sei lá, depois eu bloqueio. – falei meio atrapalhada.
- Quer que eu faça isso pra você? – perguntou com um sorrisinho. Eu tinha certeza que ela queria ver se era ele mesmo que estava ligando. Ela desconfiava.
- Não precisa, eu vou conversar com ele hoje a noite. – menti. Não tinha a mínima intenção de fazer as pazes com ele.
Depois de dar o “coquetel” a Jhess, subi e fui tomar banho para ir para a faculdade.
Tive que sair mais cedo por que ia de ônibus hoje, já que tinham roubado a X6 da Jhess. Normalmente ela me dava carona.
Sai do banho, coloquei um “uniforme de bandas”, peguei meu celular e meus fones, coloquei-os no ultimo volume e fui para o maldito ponto esperar o maldito ônibus chegar.
Quando finalmente o ônibus chegou, ainda tive que aturar piadinha do cobrador. – Nova por aqui gracinha? – li os lábios dele, por que ouvir eu não estava ouvindo nada com aqueles fones.
- Vá pro inferno! – resmunguei.
Cheguei na faculdade e para minha desgraça a primeira pessoa que eu vi foi a idiota da Hilory. Ela veio com uma cara de desdém.
- Ai Fernanda, fiquei sabendo que você terminou com o Andrey...
- Que bom né... Agora ele tá livre pra você. – Falei indiferente.
- Puxa, não sabia que ele era tão dispensável assim... Bem que notei que você não parecia o tipo de menina que tem relacionamentos...
- Olhe aqui Hilory, eu não estou no melhor humor hoje, então faça o favor de me deixar em paz, antes que eu deforme sua carinha de puta mal remunerada. – falei entre dentes e virei as costas.
- Bem eu que...
E não quis nem ouvir o que ela tinha a dizer, sabia que era merda e só ia piorar o meu humor, então resolvi descontar toda a minha raiva em um só soco no queixo da garota.
A faculdade estava vazia, ninguém viu aquilo. Hilory foi nocauteada, e eu simplesmente continuei andando em direção à minha sala, como se nada tivesse acontecido.
Cheguei na minha sala, John e Dave já estavam lá, um amigo deles de outro curso estava conversando com eles.
- Ah, ressuscitou? – perguntou Dave quando me viu. Ele levantou de onde estava, e me deu um abraço apertado.
- E aí Dave? – cumprimentei retribuindo o abraço.
- Fer... – John me abraçou também.
- Nossa gente, até parece que eu to há um mês se aparecer por aqui. – disse sorrindo. – E aí cara beleza? – cumprimentei o amigo deles.
- Tudo certo. Prazer eu sou o Damon. – ele sorriu. Puta merda que sorriso... Você deve achar que sou uma puta né, mas Deus do céu, em algum lugar da Califórnia devia haver uma porta para o inferno, de onde brotava tanto roqueiro gostoso naquele lugar?
- Prazer Damon. Sou a Fernanda. – sorri. Ele era alto, tinha os olhos verdes e o cabelo castanho claro e comprido. Era mais estiloso do que bonito e era simpático.
- Eu conheço você de algum lugar – disse ele me olhando curioso enquanto eu jogava minha mala numa carteira e sentava.
- Hein? Não lembro você... – falei sinceramente.
- Tudo bem – disse ele. – Talvez só se pareça com alguém.
- É bem provável. – resmunguei. É, meu humor não estava mesmo bom. Normalmente eu não responderia daquele jeito para alguém que me parecesse bacana.
Logo o professor chegou, Damon se despediu de nós, e saiu da sala.
- Por que não apareceu mais? – John perguntou e eu contei a ele o que tinha acontecido.
- Que foda. Mas e o Matt? Não tava em casa? – perguntou ele.
- Não. Caraca John, você é mais fã dele do que eu. Ele não é nenhum tipo de mutante super herói... – falei rindo.
Ficamos batendo papo durante a aula toda, foi um dia light, era aula de fotografia aquele dia. Eu precisava ter montado meu trabalho, mas por causa do assalto não tive tempo de fazer. Então fui até a mesa do professor e expliquei a situação e ele aceitou numa boa.
- Fer, não vamos ter os dois últimos horários hoje – Dave avisou. – Mas sabe como é, não podemos sair da faculdade antes das dez.
- Então trouxemos um vinho. – John disse colocando uma garrafa em cima da carteira.
- Da hora. Vou cometer minha segunda infração dentro da escola hoje. – comentei sorrindo. Os meninos riram.
- Se eu soubesse que você vinha, tinha trazido duas garrafas. – John contou. – Mas acho que dá pra molhar os beiços.
O intervalo chegou, o professor se despediu de nós, e pediu desculpa por ter que interromper a aula, mas que tinha um compromisso muito importante. Era por isso que não teríamos aula.
Nós resolvemos ficar na sala, por que beber no refeitório ia dar muita polemica.
- Eu já disse que amo voces? – perguntei quando o John abriu a garrafa.
- Uhum... – Dave disse ressentido. – Ama tanto que simplesmente passou a ignorar a gente nos intervalos para ficar com seu namorado.
- Eu não estou mais namorando. – informei.
- Ah não? – Dave duvidou — Então o que ele está fazendo aqui? Veio curtir a fossa com os amigos da ex? – Olhei para ele sem entender, mas então o garoto indicou a porta com o queixo. Olhei para lá e vi Andrey encostado na entrada da sala. Fingi que ele não existia.
Como a sala estava vazia, ele foi entrando. Quando chegou perto chamou meu nome e eu não respondi.
- Fernanda. – chamou pela segunda vez e eu não fiz questão de olhar para ele.
- FERNANDA!- gritou.
- O QUE É PORRA? – Encarei-o.
- Preciso falar com você. – disse em tom mais baixo.
- Vai demorar muito? – perguntei pra saber se o convidava para sentar em uma carteira.
- Só depende de você. – falou com displicência.
- Ah é? Então pode ir. – falei voltando a me concentrar no meu copo de vinho.
- É sério. – disse.
- Senta aí então, merda. – falei indicando a cadeira á minha frente.
- Não. Precisa ser em particular.
- E desde quando eu tenho algum assunto em particular pra tratar com você? – perguntei ironicamente.
- Desde que aceitou pertencer ao meu time de basquete.
- Ah... Você quer falar sobre basquete? Pode falar na frente deles, eles não têm nenhum amigo no time rival, e nem ligam para isso. Não tem problema. – falei sorrindo sarcasticamente. Eu sabia que aquilo era só uma desculpa para me puxar pra fora da sala, fazer um joguinho e me fazer ficar com pena dele e aceitar voltar, mas eu não queria mais me sujeitar àquele tipo de homem.
- Fernanda, por favor...
Dave se levantou bufando. Eu nem queria ver a merda que ia dar.
- Cara, não sei se você percebeu, mas ela não está afim de conversar com você.Deixe ela em paz. Dá o fora mano. – disse o garoto com uma cara de tédio.
Andrey cerrou os punhos e trincou os dentes.
- ARRANJOU MAIS UM AGORA É SUA VADIA! — Andrey berrou. Eu respirei fundo, terminei meu vinho e levantei. Olhei bem séria nos olhos dele e fiz uma cara de nojo e dei um tapa na cara dele.
Ele me fuzilou com os olhos, e sem medir as conseqüências segurou meu cabelo e empurrou minha cabeça para o lado. Eu me desequilibrei e caí, bati a cabeça com força no ferro de uma carteira, minha visão anuviou, eu senti o sangue escorrer pelo meu nariz, depois não vi mais nada.
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Andrey ficou apavorado quando percebeu o que havia feito com a menina. Dave que observava tudo com raiva, pulou no pescoço do agressor que desviou, e os dói começaram a discutir.
John correu para o corpo jogado da menina, e percebeu que ela só estava desmaiada. Colocou- a com delicadeza em seu colo, e ficou tentando fazê-la acordar. Não sabia o que fazer. Chamar a equipe da enfermaria poderia gerar muita confusão, pois estavam bebendo dentro do colégio. Mas também deixá-la ali poderia ser perigoso. Ele tentou fazê-la acordar de qualquer jeito, mas com aqueles dois discutindo, só fazia ele não conseguir raciocinar.
O celular da garota começou a tocar em cima da carteira. John o pegou na esperança de ser alguém em quem pudesse pedir ajuda para socorrê-la. Olhou para a tela e levou um susto.
Syn chamando
“Caralho, situação muito foda, mas Meu Deus, eu vou falar com Synyster Gates”- Pensou o garoto euforicamente.
- Alo? – atendeu nervoso.
- Quem está falando? – ele reconheceu a voz do ídolo.
- É o John. A Fernanda acabou de desmaiar aqui.
- Mas o que aconteceu?
O garoto não sabia o deveria falar, então não se sentiria culpado se apenas falasse a averdade.
- Ela discutiu com o namorado dela, ele empurrou ela e ela caiu e bateu a cabeça. – contou atônito.
- Cara, to indo aí. – disse o guitarrista. – Vou matar aquele filho da puta.
- Calma cara, ela só tá desmaiada. – John tentava acalmar.
- Não interessa, ninguém agride ela e sai impune. Falou cara. – Synyster Gates desligou.
John colocou o celular no próprio bolso, e voltou a cuidar da amiga. Agora um pouco mais calmo, se lembrou que uma vez vira um médico acordar alguém apertando o osso do buço. Ele apertou primeiro fraco, depois foi aumentando a força.
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[Narrado por Fernanda]
Acordei sentindo uma dor desgraçada embaixo do nariz. Mas que porra estava acontecendo? Abri os olhos, mas minha visão estava embaçada. Pisquei algumas vezes, então percebi que estava deitada no colo do John.
Então ouvi uma gritaria, primeiro era a voz de dois idiotas discutindo, fazendo minha cabeça girar, depois, ouvi uns gritos histéricos de menininhas frescas no corredor. Como se elas estivessem vendo Synyster Gates ou M. Shadows. Tentei inutilmente levantar do colo do meu amigo, mas ele me segurou e disse para eu continuar deitada. Mas que droga, por que as pessoas não paravam de gritar?
Então notei algum movimento na minha visão periférica, olhei para a porta e vi nada mais nada menos do que o Brian Haner. Que diabos ele estava fazendo ali? Tinha entendido o porque da gritaria das meninas. Ele falou qualquer coisa para elas mal humorado, e as garotas amenizaram a falação.
Então ele olhou para alguma coisa, e fechou a cara e correu. Novamente eu tentei levantar, e dessa vez o John deixou, percebi que ele, assim como eu, estava surpreso de ver o Syn ali. Ele corria para o Andrey com os punhos cerrados e uma cara enfezada.
- Syn NÃO! – gritei tentando me levantar. Mas acho que fiz muito esforço, eu tonteei e cai desmaiada no colo do John novamente.
Quando acordei percebi que estava no banco do carona do carro do Syn. Notei a presença de John e Dave que conversavam animadamente no banco de trás. Sorri para mim mesma, os garotos deviam estar radiantes de estarem com Synyster Gates.
- Fer... Que bom que acordou. – Syn disse sorrindo para mim.
- Pra onde está me levando? – perguntei.
- Para o hospital, tem que ver se não teve nenhuma lesão interna. – explicou .
- Syn, não pode fazer isso. – falei rápido. John e Dave tinham parado de conversar e agora prestavam atenção na nossa conversa. – todo mundo vai saber.
- E daí? Eu não estou fazendo nada de errado, não tenho porque esconder. – disse ele seriamente.
- Mas que droga Syn! Nós não estamos namorando. – resmunguei.
- Escute Fer... Podemos falar sobre isso mais tarde? – ele pediu sorrindo. Eu bufei e olhei pra fora cruzando os braços e o resto do caminho foi em silencio.
Chegamos no hospital, eu logo fui atendida e levada para um quarto, enquanto Brian dava entrada na minha ficha. Nem precisava de tudo aquilo, nem ia ficar tanto tempo no hospital, mas fazer o que? Era exigência.
Eu estava sentada na beirada da cama, o médico me examinava, quando Syn irrompeu pela porta.
- Como você está? – perguntou. Quando o médico saiu do quarto e disse que já voltava.
- Tá perguntando assim, até parece que eu acabei de voltar do coma. – falei sem humor. Ele riu.
- Jhessy ligou. – informou colocando meu celular em cima da mesinha de cabeceira. Ela está vindo para cá.
Ah pronto para terminar meu dia com chave de ouro.
Virei o rosto para esconder a cara de pânico.
- O que voces estava fazendo de plantão na minha faculdade? – perguntei, querendo afastar o assunto da Jhess da cabeça.
Gates passou a mão pelos cabelos, talvez um pouco nervoso.
- Bem... – começou me olhando sério. – eu ia levar você para jantar.
Meu coração acelerou. Eu não estava doente, ele estava levando a sério mesmo. Synyster Gates levando a sério uma ficada que rolou sem querer?
- Syn... São onze horas agora. – falei sem entender.
- Eu sei Fer. – disse se aproximando. Ele me abraçou colocando uma mão na minha cabeça, fazendo encostar em seu peito, depois beijou minha cabeça.
Aquele jeito carinhoso não era normal para mim. Nunca tinha visto ele tratar a Michelle daquele jeito.
Ele se afastou e colocou as mãos nos meus ombros.
- Fer... Eu sei que você não queria que ninguém soubesse, e eu não vou ficar te incomodando para saber seus motivos, mas... – ele ficou sério e olhou nos meus olhos por um tempo. – eu quero que todo mundo saiba que voces está comigo. Quero poder dizer a quem quer que seja, que você é minha namorada. Você aceita?
Eu não sabia se estava escutando certo. Fiquei confusa, fechei os olhos, tirei as mãos dele dos meus ombros e suspirei.
- Syn... Eu tenho que pensar... – disse por fim.
- Ahh... – ele colocou as mãos na cabeça e começou a andar pelo quarto.
- Syn... – falei tensa.
- Não adianta você querer se fazer de difícil agora que a agente já ficou. – ele fechou a cara.
- Não estou me fazendo de difícil Syn... É que... – falei sem saber o que dizer, de uma forma que não entregasse a Jhessy. Eu gostava muito do Syn, mas não sabia se era apaixonada por ele, sem contar que Jhess me mataria.
- Se não é isso é o que? – ele perguntou. Então veio e colocou as mãos nos meus joelhos ficando com o rosto muito próximo do meu. – Por quê? – sussurrou.
- Brian eu... – Meus pensamentos começaram a voar. Matt era casado, minhas chances com ele eram mínimas, o Syn fazia eu me sentir bem quando estava come ele. Sem contar que Jhessy não tinha ficado com ele até a gora, então isso não dependia de eu aceitar ou não. – eu... – ele olhava para mim esperando uma resposta. Então olhei bem nos olhos dele, segurei o seu rosto com as mãos e aproximei meu rosto do dele. Meus lábios roçaram nos dele, Brian passou as mãos pela minha cintura, e eu senti os lábios dele mexerem num sorriso, antes de avidamente colar nossos lábios num beijo urgente.
Mas fomos interrompidos pela porta que se abriu.
Notas finais
Pessoal, queria falar uma coisa... avisar na verdade.
Eu leio fics de muitas de voces, mas tipo, raramente entro no pc.... leio as fics pelo celular por isso não consigo cometar... mas sou uma leitora presente OK??....
Mas não deixem de comentar na minhaaa plis.... rsrsr
Beijos
P.S. Gostaram da nova capa???
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