Eu E Meu Chefe

16 Capítulo 16 - Desentendimento


Notas iniciais
Esse capítulo não é um dos meus favoritos... Então sei lá, é isso... Boa leitura!

— Damon, da pra você sair de cima de mim? – Gritei em quanto o empurrava de cima de mim, estávamos no sofá, ele estava jogado sobre mim, sem camisa.

— Não, eu não vou sair daqui até você lembrar a promessa que você fez. – Falou pela décima vez, sorri.

— Que promessa? Já falei que não lembro. – Menti. Eu lembrava sim, eu só queria animar um pouco aquela manhã sem graça, todos estavam com ressaca, menos nós dois. — Parem de gritar, minha cabeça vai explodir. – Gritou Caroline da Cozinha, ela foi pra lá buscar uma bolsa de gelo e não voltou mais.

— Ta vendo, está perturbando os outros com seus gritos. Borá Elena, vamos acabar com isso, assume que lembra e pronto, eu saio! – Sua voz saio abafada por estar afundado em meu pescoço.

— Ai! – Seu peso estava me sufocando. – Ta, ta eu lembro! – Gritei e ele me olhou com os olhos brilhando e cheio de expectativas.

— Mesmo? – Perguntou.

— Não. – Cai na gargalhada e ele afundou em meu pescoço bufando, se levantou e subiu as escadas cabisbaixo, sim ele estava chateado. É melhor eu ir falar com ele, levantei depois de um tempo e subi, ele estava deitado olhando para o teto, pensativo, sentei ao seu lado e passei a mão por seus cabelos. – Ei... Está tudo bem? – Perguntei, ele me olhou por um segundo, pois a mecha de meus cabelos para trás e balançou a cabeça negativamente. – Damon Salvatore! – Gritei me levantando e ele me olhou confuso. – Ontem você me diz que queria que eu não lembrasse de nada disso por que não queria que caso eu te traísse ou de largasse não lembrasse que você me amou de forma incondicional... E agora fica ai me encarando com essa cara de babaca? – Perguntei sorrindo de canto e vi seu sorriso se abrindo aos poucos e seus olhos retomando o brilho intenso aos poucos. – Não me olhe assim não, acho que eu nunca mais assumo em voz alta que Eu te amo. – Ele levantou e me deu um selinho.

— Repete que me ama? – Pediu me olhando.

— Vou pensar no seu caso. – Respondi sem descruzar os braços.

— Se eu disser que te amo você também diz? – Perguntou sorrindo com as mãos em minha cintura.

— Talvez. – Segurei um sorriso falhado.

— Eu te amo! – Sussurrou e me deu um selinho.

— Eu te amo Damon Salvatore. – Devolvi o selinho e enrosquei meus braços em seu pescoço aprofundando o beijo, mais fomos interrompidos pelo meu celular que começou a vibrar em meu bolso, ele me abraçou por trás enquanto eu atendia. – Alô? – Perguntei entediada em quanto Damon beijava meu pescoço.

— Elena Gilbert! O que aconteceu com o seu celular e o celular do Damon? – Era meu Chefe, furioso. Hoje de manhã eu coloquei o celular pra carregar pra ligar pra minha mãe e esqueci de desligar, e bom, celular do Damon deve estar desligado, perdi os pensamentos quando Damon me deu uma leve mordida no Pescoço.

— Bom, com o do Damon eu não sei, mais o meu está aqui... AI DAMON! – Gritei passando a mão na orelha onde Damon havia mordiscado.

— Damon está ai? Preciso falar com ele. Era pra vocês estarem de volta hoje, o que aconteceu? – Perguntou e eu como já estava acostumada a deixar as perguntas para Damon responder dei o celular para ele.

— O Chefe quer falar com você. – Entreguei-lhe o celular, que revirou os olhos e pegou entediado.

— Não, não, precisamos de mais uma semana... – Respondeu depois de uma longa pausa. – Claro eu falo com ele sim... Caroline? Ta bem, tudo bem eu aviso. – E desligou me devolvendo o celular. – Onde paramos? – Perguntou sorrindo.

— Damon, mais uma semana? – Perguntei o empurrando, ele me olhou sério.

— Qual é Elena, que diferença faz? – Perguntou.

— Toda! Eu tenho que ir visitar minha mãe na semana que vem, prometi para ela hoje cedo. – Me expliquei. – Caroline Sabe disso? – Perguntei o encarando de braços cruzados.

— Não. – Respondeu rápido e eu abri a boca em forma de “O” Sai do quarto o deixando para trás, desci as escadas e puxei Caroline.

— Ai, que agressividade. – Reclamou a loira.

— Vamos ficar aqui mais uma semana. – Cruzei os braços e Klaus apareceu na porta e foi quando ela jogou a bolsa de gelo nele.

— Canalha! Eu ia visitar a Tia Jenna no final de semana que vem. – Gritou e ele ficou encarando ela por um segundo, até olhar para o chão e passar a mão na cabeça.

— Do que você está falando? – Indagou ele passando a mão sobre onde a bolsa acertou, ela pegou a bolsa da mão de Rose que estava ali e tacou nele novamente. – Da pra parar de fazer isso? – Gritou passando a mão a onde definitivamente ficaria uma marca.

— Elena, ele não sabe de nada. – Damon entrou na frente dele para protegê-lo abri a boca surpresa e com raiva e taquei o cinzeiro que ficava em cima da mesa nele, mais ele foi rápido de mais e abaixou, pegou em cheio na cabeça do Klaus fazendo ele cair para trás, eu e Caroline corremos em cima dele. – Ele morreu? – Damon perguntou e eu estapeei a cabeça dele. – Ai! — Gritou.

— Klaus, fala comigo amor, desculpe. – Caroline quase chorava.

— Klaus? Klaus, por favor! Desculpe. – Beijei a testa dele e Damon me olhou torto. – Era pra pegar no Damon, não em você desculpe. – Sussurrei como se alguém desmaiado pudesse ouvir.

— Por que em mim? A idéia de vir escondido e pedir a ajuda de vocês foram dele, eu só omiti que seriam duas semanas. – Explicou-se com a maior cara lavada. O que me dava raiva, não era ficar mais uma semana, era o fato dele continuar escondendo as coisas de mim.

— Eu to bem. – Klaus Sussurrou e todos olhamos para ele, Caroline puxou seu colarinho e o abraçou, o empurrando para trás e dando um tapa em seu rosto e levantando.

— Caroline... – Tentei ir atrás dela, porém Damon me puxou.

— Não entendi, não gostou de ficar mais tempo comigo? – Perguntou.

— Gostei, não gostei é das suas mentiras, se quer namorar comigo precisa me contar as coisas Damon, eu pensei que o Aniversário da sua mãe tinha sido ontem, tem idéia o tanto de vezes que eu desejei feliz aniversário pra ela bêbada ontem? – Reclamei e ele sorriu provavelmente imaginando a cena. – Do que está rindo idiota? – Questionei irritada.

— Quem disse que eu quero namorar você? – Perguntou, senti por um segundo meu coração parar, dei um passo pra trás em mudo e vi seu sorriso irônico sumir de seu rosto, provavelmente ao ver a minha cara de decepção. – Elena... – Tentou falar algo e passou a mão em meu ombro, empurrei sua mão e sai de perto dele saindo da casa, sentia as lágrimas rolarem nos meus olhos e fui atrás de Caroline, correndo o mais rápido possível, fugindo dele, não queria vê-lo, como ele pode fazer isso? COMO? Eu confiei nele, eu me apaixonei por ele, ouvi os soluços de Caroline no meio do lugar onde eu estava, algum tipo de parque, floresta ou sei lá.

— Caroline? – Gritei.

— Aqui. – Gritou de volta com voz de choro, me guiei por sua voz e a encontrei encostada em uma árvore, sentei em sua frente e a abracei.

— Ah Elena, toda vez que encontro um cara legal algo da errado, por que ele tinha que me esconder as coisas? Ele me pediu em namoro ontem e hoje... Bom...

— Carol, a culpa não foi dele. Ele não fez nada, não o culpe. – A confortei.

— E você, por que estava chorando? – Perguntou secando as lágrimas com um sorriso fraco. – Espero que não seja pelo mesmo motivo porq....

— Ele perguntou pra mim “Quem disse que eu quero namorar com você?” – Imitei seu jeito de falar e desabei em lágrimas, ela me abraçou.

— Ta, agora chega, vamos lá, você não vai mais ficar aqui. – Levantou e me ajudou a levantar. Depois de muita caminhada chegamos na mansão Salvatore Novamente, Klaus segurava uma bolsa de água na cabeça esparramado sobre o sofá, Rose e Edna estavam sentadas ao seu lado, Damon no chão, Lexi ao Lado de Stefan, e vovó Liz ocupando um sofá ao lado de Edgard.

— Eu tenho uma notícia pra dar. – Falei chamando a atenção de todos, inclusive Damon que levantou do chão para vir em minha direção mas Caroline entrou em sua frente o impedindo e me olhou me incentivando com a cabeça para que começasse.

— Minha Filha, você estava chorando? O que aconteceu? – Dona Edna perguntou preocupada.

— Nada não Dona Edna. Bom, é o seguinte, eu e Damon nunca fomos um casal de verdade, na verdade não existe noivado, namoro ou qualquer coisa parecida. Ele é meu chefe, apenas. Tivemos um pequeno caso, nada mais que isso. Desculpem a minha mentira, irei embora ainda hoje. – Assim que fui em direção a escada ouvi uns gritos e um barulho estrondoso que me fez voltar para ver o que tinha acontecido. Corri até onde Liz estava no chão, meus olhos se encheram de lágrimas, eu me desesperei, eu causei isso?

Notas finais
Gente... Será que a Liz vai ficar bem?? E o Damon e Elena entrando em seus primeiros conflitos... Tadinho do Klaus kkkk Apanhou sem ter metade da culpa de tudo isso kkk