Eu E Meu Chefe
17 Capítulo 17 - Lizbeth
Notas iniciais
— Elena... – Ouvi a voz de Stefan e o encarei, eu estava em um estado deplorável, meus olhos estavam inchados de tanto chorar, meu cabelo estava preso em um coque mal feito, Lexi e Rose estavam bravas comigo, Damon estava na sala junto com Liz e Edna. – Ela quer falar com você.
— O quê? Não eu não... – Tentei falar mais minhas lágrimas me interromperam e ele revirou os olhos puxando meu braço e me envolvendo em um abraço, sim eu precisava daquilo como nunca precisei, me sentia usada, me sentia uma mentirosa traidora, e agora uma pré-assassina.
— Ei calma, Damon tem esse dom de convencer as meninas a fazerem o que ele quer... Você não é a primeira e nem a última, a culpa não é sua. – Ele me confortava em seus braços e cada palavra me fazia chorar mais. – Se vai embora, precisa se despedir de Liz. – Nisso ele tinha razão, me soltei de seus braços e vi Lexi perto da porta nos encarando, me aproximei da porta e ela tapou minha passagem a encarei e pude ouvir Stefan. – Lexi... – O interrompi com um sinal para que parasse.
— Sei que está brava comigo, só não sei bem o motivo, se você sabe como Damon é... – Tentei argumentar e fui interrompida com uma risada irônica.
— Pensei que fosse diferente Elena. Mentiu pra mim como qualquer outra vagabunda faria. – Me julgou, nessa hora meu sangue subiu.
— Eu me apaixonei por Damon, ta legal? Eu simplesmente me entreguei a ele, e tudo que ele fez foi zombar de mim, enquanto eu dizia que o amava ele simplesmente estava rindo por trás pensando o quanto eu era patética. Eu fui burra, sim eu sei! Mais não tem volta, tentei reverter o meu erro, e olha onde estamos. – Apontei em volta. – Em um hospital, desculpa não atender suas expectativas, mas você não foi a única a ser decepcionada hoje. – Terminei e passei por ela entrando na pequena sala, onde tinha duas poltronas, onde se encontrava Damon e Edna, e Uma cama com Liz deitada cheia de tubos pelo corpo, só de ver aquela cena, meu coração se apertou, me aproximei e peguei sua mão, ela sorriu de leve e fez sinal para que Damon Saísse. Ele se levantou e tentou passar a mão em meu rosto, mas eu me esquivei e ele saiu cabisbaixo.
— Liz, me perdoe, eu...
— Perdoar? Por você ter se apaixonado pelo meu neto? – Perguntou e eu arregalei os olhos.
— Não, não, eu não...
— Deu pra ouvir tudo que você falou para a Lexi ali fora. – Sorriu e eu senti meu rosto queimando, Damon havia escutado? – Olha, desde o começo eu sabia que você gostava dele, digo, de verdade. Damon é complicado, eu sei. Olha, hoje eu estou me sentindo mal, só isso. A culpa não é sua, Aliais eu estou velha e pronta pra bater as botas. – A essa hora eu sentia as lágrimas percorrerem meu rosto. – Não chore querida, todos se vão um dia, essa é a minha hora. – Ela começou a tossir descontroladamente e dona Edna se levantou de sua poltrona pegando sua mão, ela também chorava, Damon e Stefan entraram e ficaram ao meu lado.
— Liz, você está bem? – Perguntou Damon e ela sorriu.
— Vou ficar melhor... – A tosse descontrolada não a deixava falar. – quando você se resolver com a Lena, ela é uma ótima pessoa, não a deixe escapar Damon. – Sim eu chorava descontroladamente e ela sorria meigamente para Damon, sua tosse havia cessado. – promete que vão se resolver? – Pediu. Puxei a mão de Damon e assenti, ele me olhou surpreso e voltou sua atenção para Liz que fechava os olhos de vagar. Uma enfermeira adentrou o quarto e pediu para que nos retirássemos, a última coisa que lembro foi do barulho que aquela máquina de batimentos cardíacos fazia. Damon me abraçava no corredor eu chorava em seu peito e ele tinha sua cabeça apoiada na minha. Depois de algum tempo uma médica saiu e nos encarou por alguns segundos, tirou o chapéu de enfermeira.
— Lizbeth Salvatore faleceu. – Aquelas palavras eram bombas, renderam boas lágrimas, enquanto Damon me abraçava ali, eu enterrava me rosto em seu peito e sentia ele segurar suas lágrimas, sempre machista, sempre Salvatore, igual a sua mãe mais atrás que segurava as lágrimas firmemente. Voltamos para casa e dona Edna ficou lá resolvendo alguns detalhes do enterro, assim que cheguei em casa e Damon foi tomar um banho, não havia me dirigido a palavra desde a grande notícia, todos estavam cansados e abalados, então a maioria havia ido para seus quartos, assim como Damon e eu fizemos, mas eu não estava com sono, ainda me sentia mal, tanto pelas palavras que Damon usou contra mim, como por Liz. Levantei da cama de vagar e olhei no relógio, eram quase duas horas da manhã. Coloquei todas as roupas na mala e um casaco por cima do Babydoll, desci as escadas e coloquei as bolsas no carro, assim que fechei o porta malas, olhei mais uma vez a casa, acho que essa era a última vez que veria todas aquelas pessoas, voltaria pra casa, estava disposta a pedir demissão e recomeçar.
— Onde você acha que vai? – Ouvi a voz de Damon e olhei para a única janela aberta da grande casa, estava tudo escuro, mais eu conseguia ver perfeitamente que era Damon com cabelo bagunçado e sério.
— Embora. – Minha voz saiu mais tremula do que gostaria, vi seu sorriso se abrir no escuro.
— Descalça e de Pijama? – Perguntou sorrindo.
— Sim, depois eu mando o carro de volta. – Sorri em meio a escuridão me virando e abrindo a porta do carro.
— Elena. – Agora era a voz de Stefan e não de Damon, olhei para o lado e pude ver Lexi e Stefan dividindo a mesma janela. – Lexi tem algo para te dizer.
— Olha, eu tenho que... – E antes que eu terminasse ela me interrompeu.
— Não te odeio, vejo nos seus olhos que você o ama e vejo o mesmo nos olhos de Damon, Liz pediu em seu leito de morte que eu a ignorasse, para que você assumisse, não só pra mim, mas para você mesmo que você o ama. – Sorri ao ouvir aquelas palavras.
— Eu até posso o amar, agora eu admito, mas não da pra amar sozinha Lexi. – A porta se abriu e eu o vi sair de lá, ele estava com chinelos, uma bermuda jeans e cabelo bagunçado, vinha na minha direção determinado e eu fraquejava só de pensar na aproximação que ele em breve alcançaria. – Damon, não... – E antes que eu terminasse ele me calou com um beijo, calmo e apaixonado, sentia suas mãos quentes em meu pescoço e logo respondi aquele momento, esquecendo de tudo e todos, agora ali, era eu e ele, apenas, nos separamos ofegantes com muita dificuldade e ele puxou meu rosto para encarar meus olhos.
— Eu nunca, nunca, vou deixar de amar você Elena, aquelas palavras? Não eram reais ok? Eu falei por falar, por que pensamentos idiotas e inseguros passaram na minha mente, quando eu começar a falar merdas como essas novamente, me beije, mais me beije com vontade, me beije para me fazer lembrar de quem eu me tornei ao seu lado, me lembre de uma forma que eu nunca mais esqueça. – E assim eu fiz, me entreguei a ele novamente, o beijei, ouvi os gritinhos de Rose e Lexi, palmas e assobios, tínhamos platéia? Ele me guiava durante a escada, me encostando na parede e tropeçando pra subir as longas escadas, me deitou na cama carinhoso e começou um novo beijo, com carinho e amor, agora eu me sentia segura e bem, ali com o homem que eu amava.
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