Notas iniciais
Olá pessoas lindas! Eu quero agradecer ao comentário que fizeram~ Com certeza me deu ânimo para produzir esse capítulo! E eu também fiquei realmente feliz por saber que já tem gente acompanhando!! Sério mesmo, muito obrigada! Bem, essa é a visão do Francis, mas pretendo seguir mais com a visão do Matthew porque eu acho que escrevo melhor assim (?) Acho que o capítulo ficou muito pequeno... Boa Leitura!

Ele olhava constantemente para o relógio de pulso e ficava se perguntando sobre aquela situação extremamente delicada... Será que tudo ocorreria bem? Já se passava das oito da noite, e isso era um sinal de que ele precisava fazer alguma coisa logo.

Francis não sabia bem o por quer de ter ido parar na frente de um apartamento com pequeno buquê de flores nas mãos.

“Será que eu estou exagerando?”

“Talvez ele ache isso ridículo...”

Vinha o tempo todo a imagem do jovem menino loiro em sua mente, e pelo visto, isso fazia ele ganhar coragem. Talvez ele devesse demonstrar mais daquela personalidade de pessoa confiante e gentil que tinha mostrado sempre ao pequeno Matthew.

Mas toda vez que ele olhava a maçaneta da porta do apartamento do mesmo, vinha uma pequena dúvida se deveria entrar ou não.

“Mas eu prometi que viria...”
“E isso não é um encontro... ou é?”

Depois de raciocinar um pouco, Francis deu um suspiro, colocou um sorriso no rosto, adquiriu todo o seu charme habitual e ganhou coragem para bater na porta.

~TOC TOC~

“É agora ou nunca!”

–---- x ALGUNS DIAS ANTES (6:30 DA MANHÃ) x -----

Francis ainda estava se revirando em cima da cama quando percebeu que algo o deixara extremamente irritado logo de manhã. O despertador. Talvez fosse melhor desliga-lo para que pudesse dormir mais alguns minutos.

Bem, ele teria feito isso se o horário ainda fosse 6 da manhã, e ao perceber que faltava 40 minutos para as aulas começarem e que ainda teria que tomar um banho, ele pulou da cama pra TENTAR chegar na hora.

“Tenho que parar de ver filmes de madrugada...”

O alto garoto de cabelos loiros compridos e com pequenos vestígios de barba no queixo, era uma peça rara. Tinha amigos divertidos que o acompanhavam desde sempre, uma boa família que puderam pagar a sua entrada em um dos colégios mais recomendados e prestigiados da cidade, e para completar, tinha uma certa popularidade que fazia muitas das garotas se interessarem por ele.

Mas por algum motivo, Francis achava essa vida muito... chata.

Para ele, viver facilmente era a pior coisa que ele poderia querer. Isso não traz graça nenhuma à vida. Ele só queria ter alguma coisa para disputar. Ter um certo trabalho para conseguir. Mas quando você é uma pessoa que consegue as coisas facilmente, esse desejo se torna algo extremamente complicado.

Francis é filho único de uma família muito reconhecida pela cidade. Ele poderia ter tudo o que quisesse se apenas pedisse aos pais, que seria rapidamente correspondido por eles. Mas ele preferia não incomodá-los, até porque ele odiava pedir qualquer coisa a eles. Eles eram pais extremamente “pegajosos”, e isso tirava o jovem loiro do sério.

Para evitar esses problemas e fazer os pais reconhecerem que ele podia tomar conta de si mesmo, Francis inventou de morar com os amigos Gilbert e Antonio para que pudesse assim ter um pouco de sossego desse controle parental. Ele só queria que eles esquecessem dele por um tempo.

“É pedir demais ser um pouco invisível?”

Ele conseguiu fazer um milagre ao tomar banho e se arrumar em 25 minutos. Então em disparada ele procurou os amigos pela casa. Nada!

“Eles saíram e nem me acordaram?”

“Eu dou um jeito neles depois.”

Francis não teve tempo de apreciar nada enquanto corria pelas ruas até o colégio. Ele nem ligava se ainda não tinha tomado café. A razão de viver dele naquela manhã era chegar a tempo no colégio.

Depois que virou a esquina ele pode perceber os cabelos brancos de seu amigo, e já quis logo dar uma surra no mesmo por ele não o ter acordado. Mas ele parou ao perceber uma criatura com cabelos loiros curtos com um fio longo de cabelo que acabara de esbarrar em Gilbert e cair no chão junto com um mochila e um óculos.

Ele se aproximou um pouco e percebeu que os óculos estavam bem perto dele, se abaixou, pegou e deu uma breve limpada nas armações. Depois olhou para o amigo gritando histericamente.

–- KESESESESESE~~ AHH?? Quem é você?? E por que está jogado aí no chão?? Ficou impressionado com o quão incrível eu sou e não se aguentou em pé?? KESSESESESE~~

Ele até esqueceu que queria dar uma surra no colega por causa da cena extremamente cômica que estava acontecendo. Mas logo os seus olhos se repousaram na pequena criatura que estava no chão. O pequeno estava vermelho, e se revirava procurando as suas coisas. Aquilo fez com que Francis desse um sorriso.

–- KESESESESE~~ APAREÇA CRIATURA! POR ACASO O INCRÍVEL EU É TÃO INCRÍVEL QUE VOCÊ FICOU COM MEDO? – Gilbert gritava (vergonhosamente) na frente do portão do colégio.

Gilbert realmente não sabia ser discreto.

Então ele olhou mais uma vez para o jovem que estava no chão. Ele viu a face do menor ganhar um tom avermelhado, e viu aqueles olhos violáceos ficarem um pouco maiores, como se ele estivesse preste a chorar.

“Que lindo.”

–-- x ---

O garoto logo em seguida começou a correr para dentro do colégio. E ao perceber que ele ainda estava com os óculos do menor, achou que seria melhor devolvê-lo o mais rápido possível.

Francis chegou perto dos amigos e perguntou quem era o garoto com quem eles estavam conversando.

–- Não sei. KESESESESE~~ Possivelmente alguém que não se aguentou perto de mim por saber o quão incrível eu sou. KESESESESE~~

–- Talvez seja alguém dos primeiros anos. O casaco dele é diferente do nosso, e ele parecia ser calouro mesmo. — completou Antonio.

–- Bem, eu vou devolver os óculos deles e encontro vocês na sala. – Francis começou a correr atrás do pequeno loiro – E Gilbert, eu vou te matar depois!

–- Ok! KESESESES~~ — Gilbert só concordou, mas realmente não entendeu do que se tratava.

Francis passou um curto período de tempo procurando até que conseguiu encontra-lo sentando quase que no fundo da sala com a cabeça baixa. Talvez estivesse preocupado com alguma coisa.

Ele admirou o menor por um curto tempo. Ele realmente era muito fofo ao ficar preocupado daquele jeito. Francis também notou que ninguém chegava perto dele. Será que ele é tão anti social assim?

E sem demorar muito, ele entrou na sala foi em direção ao menor e deu umas cutucadas em seu ombro. Quando o menor se virou (ele estava muito assustado), Francis pode perceber que ele o encarava um pouco, e até ficou um pouco corado naquela hora. Ele admirou os brilhantes olhos violetas, que o quase fizeram chegar mais perto para ver. Mas se lembrou dos óculos, e então levantou a mão mostrando o objeto.

Ele percebeu que o garoto ia pegá-lo novamente, e então pensou que seria melhor dizer algo para deixá-lo mais calmo. Antes do menor pegar os óculos, Francis se aproximou do ouvido do outro e disse bem baixo.

–- Eu vi você esbarrando no Gilbert... Você estava muito fofo quando ficou vermelho assim que ele começou a gritar~

Talvez assim ele não ficasse tão estressado de manhã.

Então ele devolveu os óculos, deu um sorriso e saiu da sala do pequeno. Por algum motivo, aquilo tinha sido realmente agradável para Francis.

“Ele tem lindos olhos violetas...”

Ele ficou pensando nos olhos do garoto até chegar na em sua sala.

Notas finais
~CONTINUA~ Que bom que vocês puderam ler até aqui~ Eu espero melhorar mais nos próximos capítulos ( e escrever um maiorzinho né gente?)! A visão do Matthew da história vem no próximo! Até o próximo capítulo~