Eterno Amor
8 O rapto
Notas iniciais
Na festa, as vampiras estavam se sentindo deslocadas, pois não conheciam ninguém.
– Shun, por favor, não me deixe sozinha, eu não estou me sentido a vontade aqui.
– Nunca te deixaria sozinha. Venha comigo até a piscina, pois está tocando músicas muito bonitas para dançarmos bem juntinhos.
Ikki foi parabenizar o senador pela bonita festa:
– Parabéns, senador, a festa está belíssima.
– Obrigado.
Shiryu e Seiya flertavam as filhas, sobrinhas e amigas do anfitrião.
– Shiryu, olha a gatinha que está de “olho” em você.
– A lourinha é mais charmosa.
– Para mim todas são perfeitas, mas a de vestido vermelho tá me deixando louco.
– Controle-se.
– Qual é o problema? Dar um beijinho não faz mal a ninguém.
– Eu não sei como podemos ser amigos, se somos tão diferentes!
– Fala a verdade: você não sebe viver sem mim. Eu não sei você, mas vou chegar junto das gatas. Quero beijar muito! – revelou o vampiro indo à direção das moças.
Shiryu riu e foi atrás.
Marin estava com o pensamento longe até ser interrompida por Hyoga:
– Uma lágrima de felicidade para cada pensamento puro.
A garota deu um leve sorriso e falou:
– Estou um pouco preocupada, querido. Sinto que algo ruim acontecerá mais cedo ou mais tarde.
Hyoga não disse nada, apenas abraçou com força sua esposa para que assim ela pudesse senti-se protegida.
– Hyoga, só você pode me confortar, nos seus braços sinto que tudo é possível e até esqueço-me dos temores.
Com a declaração de Marin o vampiro beijou-a carinhosamente.
Dançando em volta da piscina, Shun e June conversavam:
– Você esta linda, sua beleza se destaca nesta festa.
– Obrigada querido! Sabe? Quando minha irmã me chamou para unimos nossos poderes e descobrir algo sobre nosso inimigo, tive medo. Mas hoje, antes da festa, usamos nossa magia, porém não creio que tivemos avanços.
– Tudo se devolve com o tempo. Vocês estão descobrindo agora o poder de vocês e logo estarão perfeitas.
– Na verdade, não queria mais esperar, estou preocupada com você, com a Marin e com todos. O que será de mim se algo de mal acontecer com vocês?
– Eu também me preocupo com você e com todos. Mas quero que relaxe. Não gosto de ver seu rostinho tenso, seu sorriso é tão lindo.
Ela sorriu e eles se beijaram.
Mais tarde Marin e sua irmã foram ao banheiro retocar a maquiagem. Enquanto June falava, Marin passava batom.
– O que está achando da festa, mana?
– Interessante, mas meio parada. Gosto mais de me acabar de dançar.
– Eu também. Mas se o Shun estiver do meu lado tudo fica legal.
– Também penso assim, quando estou com o Hyoga.
– Mudando de assunto, eu esbarrei com um cara tão bizarro. Não gostei do jeito que me olhou, me arrepiei toda.
A conversa foi interrompida por dois rapazes que entraram no banheiro e as irmãs estranharam, Marin perguntou:
– O que você estão fazendo no banheiro feminino?
– Irmã, é ele. – revelou June apontando para um dos rapazes.
– Vamos capturar vocês. – respondeu um deles segurando rapidamente June enquanto o outro segurou Marin.
As irmã começaram a se debater e tentaram gritar, mas foram impedidas pelos agressores. June deu uma mordida na mão do rapaz que a segurava e ela já iria se encaminhar para fora do banheiro, mas recebeu um soco e desmaiou. Assim as vampiras foram levadas pelos fundos da casa, com uma grande velocidade, que ninguém percebeu.
Ikki sentiu uma sensação horrível e procurou os seus companheiros e suas “crianças”. A primeira pessoa que encontrou foi Hyoga.
– Cadê a Marin?
– Foi ao banheiro. Por quê?
– Algo aconteceu, procure-a.
– Sim.
Ikki encontrou Shiryu e Seiya e logo após Shun e ordenou a mesma coisa.
– Procure as garotas.
Mas nada podia se fazer. O que eles mais temiam aconteceu.
Saíram da festa, arrasados.
– Queria que tudo fosse um pesadelo e quando acordássemos tudo tivesse passado. – disse Shun.
– O pior é que tudo é a pura realidade. – afirmou Hyoga abraçando o amigo – Será que elas ainda estão “vivas”?
Essa ideia perturbou os amigos, mas ao chegarem a doblo eles encontraram no vidro do carro um bilhete.
– Olha o que está escrito neste bilhete. – falou Seiya. – “Eu estou com elas. Esperem notícias nossas. Quero o líder”.
– O que faremos agora, Ikki?
– Acho que teremos realmente que esperar as notícias deles, Shiryu. Se ele me querer, provavelmente entrara em contato.
Seiya muito revoltado virou as costas para seus amigos e foi caminhando com pisos fortes.
– Seiya, aonde vai? É melhor irmos para casa.
– Ikki, não quero voltar para casa. Por favor, deixe-me em paz.
– Não faça besteira. – pediu o líder, mas Seiya na respondeu e continuou se afastando dos amigos.
– Deixe-o. – falou Hyoga.
Assim os quatro vampiros voltaram para casa.
Seiya foi para um barzinho, onde se sentou no balcão.
– Dei-me uma doses de uísque. – pediu ao garçom – E pode deixar a garrafa.
Quando ele acabou de engolir o primeiro “copo” duplo e sem gelo, reparou em uma garota que chegou ao bar. Ela vestia um short jean apertado, uma meia causa arrastão e botas de salto alto. O vampiro subiu o olhar e reparou em seus seios fartos e finalmente nos cabelos, com dread, nos seus olhos verdes e na boca carnuda. Ela sentou-se ao seu e pediu:
– Garçom, quero a bebida mais forte que tem no bar.
– Se quiser, posso dividi está garrafa de uísque com você, gracinha. – convidou Seiya.
– Poder ser. – respondeu friamente.
Na mansão os vampiros se dividiram: Ikki foi para a saleta de música tocar; Hyoga foi para seu estúdio de pintura, passar seus sentimentos de medo e angustia para as telas; Shun sentou-se na sua cama e ficou tocando algumas melodias em seu violão e Shiryu andava pela mansão tentando recuperar-se.
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